Depronto digital circus lo hicieron en godot y por eso no sirven las colisiones

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"Portanto, precisa-se apenas, como Habermas & Cia., omitir o atributo ‘imediato’ e, inclusive, atribuir ao trabalho, que entra ao mesmo tempo de forma indireta e indiferenciada em todos os tipos de produto, uma mística ‘criação de valor’, para chegar a esse resultado fetichista que subestima toda a força explosiva do problema”.
Robert Kurz, "A crise do valor de troca", 1986.

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"A saída objetiva da produção social dos limites da fictícia ‘objetividade do valor deve se tornar, mais cedo ou mais tarde, perceptível com toda força na superfície aparente. Que uma mercadoria, como produto material, como a vemos, seja uma ‘objetividade do valor’, essa ideia já penetrou de tal modo nos indivíduos abstratos da produção de mercadorias como um conceito fetichista de modo que os próprios ‘marxistas’ ocasionalmente se esquecem do que é realmente o ‘valor’: uma ficção social real do trabalho humano ‘objetivado’ no processo produtivo imediato."
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"Assim, a relação entre a eliminação do trabalho produtivo vivo através da cientifização, por um lado, e a absorção do trabalho produtivo vivo por meio do processo de capitalização, ou seja, a criação de novos ramos produtivos, por outro, atinge um ponto de virada historicamente irreversível: de agora em diante será eliminado inexoravelmente mais trabalho do que aquele que pode ser absorvido. Todas as inovações tecnológicas esperadas vão em direção a uma maior eliminação do trabalho vivo, todos os novos ramos produtivos esperados devem contar com menos trabalho produtivo humano direto."
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"Conquanto novos ramos produtivos sejam criados nesse processo – por exemplo, na produção da microeletrônica ou na tecnologia genética –, eles são de antemão, por sua própria natureza, menos intensivos em trabalho na produção imediata. Com isso, colapsa a anterior compensação histórica, apoiada na mais-valia relativa, para o limite imanente absoluto do modo de produção capitalista. A eliminação maciça do trabalho produtivo imediato não pode mais ser compensada pela produção em massa de produtos ‘barateados’, pois essa produção em massa deixou de proporcionar uma reabsorção na produção de população trabalhadora ‘tornada supérflua’ previamente noutro lado."

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"Tal declaração deixa visível q o seu conceito de valor está coagulado no conceito de fetiche; mas essa é precisamente a questão sobre a qual a esquerda, e Habermas junto com ela, não discute de forma alguma. Esses fatos provam apenas que a ‘nova esquerda’ como um todo, junto com Habermas, partilha da fetichização do valor e sua formação teórica e seus objetivos políticos não vão além dele, ou seja, sua crítica ao movimento operário ‘tradicional’ nunca toca na questão decisiva. Habermas e outros permanecem sem conceito e sem a diferenciação analítica acerca da identidade histórica entre produtividade material e produtividade relativa ao valor, q precisamente foi superada pelo capitalismo em seu movimento secular e, assim, conduzida ad absurdum."
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"Um fundamento teoricamente essencial desse equívoco grotesco é a incapacidade de captar a diferença entre produtividade material e produtividade relativa ao valor, entre trabalho produtivo imediato e trabalho socialmente direto no conceito de ‘trabalho produtivo’. Se a declaração de Marx da ‘ciência como força produtiva imediata’ é compreendida equivocadamente como se ela própria fosse produtora de valor, tal equívoco só pode estar baseado no preconceito intelectual moldado pelo fetiche do valor, para o qual cada nova etapa na ‘cientifização da produção’ deve aparecer claramente como um momento de eternização e consolidação do processo de abstração do valor."
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“É uma ironia da história que, precisamente no início dessa época histórica, a esquerda ‘marxista’ e outras tenham se afastado tanto da crítica marxiana concreta do valor ou da ‘objetividade do valor’, que precisamente hoje elas comecem a perder os últimos resquícios de lembrança da objetividade das contradições capitalistas e inclusive concebam a nova revolução tecnológica como um enorme ‘aumento do poder’ do capital e, possivelmente, como sua consolidação final, ao invés do princípio de seu desabamento objetivo.
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Que corpos contam? - Texto 1: A fábrica da masculinidade

Como a masculinidade hegemónica produz os corpos que contam

A masculinidade hegemónica não descreve um tipo de homem. Descreve uma máquina. Um regime de produção que decide, em cada contexto, que corpos são reconhecidos como legítimos, que vidas merecem protecção e que existências podem aparecer no espaço público sem risco de violência. Compreender isto — que a masculinidade dominante não é uma identidade mas um aparelho — é o ponto de partida deste caderno.

Este texto abre o segundo caderno do Kuir Cuir. O primeiro percorreu a repressão e a resistência cuir do pós-guerra a Stonewall. Este segundo caderno, Que corpos contam?, propõe uma cuirografia de masculinidade e poder — uma escrita situada, politicamente comprometida, que interroga como a hegemonia masculina fabrica hierarquias entre corpos, entre vidas, entre formas de existir. Os textos que se seguem nasceram de um trabalho académico no âmbito de um mestrado em Estudos Interdisciplinares de Género e Sexualidade, mas precisavam de outra língua e de outra casa. A armadura institucional protegia o argumento e sufocava-o ao mesmo tempo. Este caderno é o gesto de o libertar — não para o simplificar, mas para o devolver ao lugar onde o pensamento respira melhor: nas margens.

Cada texto é acompanhado de uma secção de leituras que situa as referências mobilizadas; no final do caderno, uma bibliografia comentada reúne o conjunto das filiações intelectuais que sustentam esta cuirografia.

Fotografia de Julee Juu (2026) – Uso gratuito sob a Licença da Unsplash

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https://kuircuir.pt/que-corpos-contam-cuirografia-de-masculinidade-e-poder-texto-1-a-fabrica-da

Historia de la Teoría Sociológica