Curso gratuito reforça combate ao racismo na saúde
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Vício em apostas transforma celular em cassino de bolso
Vício em apostas transforma celular em cassino de bolso
A popularização dos aplicativos de apostas esportivas e jogos azar transformou o celular em um ‘cassino de bolso’ para milhões de brasileiros. A situação acendeu um alerta para a saúde pública devido ao avanço do número de pessoas viciadas nesse tipo de atividade. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que quase 11 milhões de brasileiros têm sintomas de dependência em jogos e apostas. Esse vício, inclusive, já é classificado como doença pela Organização Mundial de Saúde, chamado de ludopatia.
A psicóloga do Instituto de Educação Médica (Idomed), Ana Beatriz de Oliveira, explica que é preciso compreender que a ludopatia se trata de uma patologia que exige cuidado.
Entre os sinais de alerta estão: aumento progressivo das apostas; irritabilidade e ansiedade quando não joga; pensamentos obsessivos sobre estratégias para próximas rodadas; insistência em jogar mesmo com prejuízos financeiros; tentativas de recuperar perdas a qualquer custo; e mentiras para familiares ou amigos para sustentar o vício. “Todos esses são indicativos claros de que há algo errado e de que é hora de procurar ajuda profissional”, reforça.
A especialista destaca que o vício em bets compartilha características semelhantes com os transtornos por uso de substâncias químicas. “Ela envolve perda de controle, necessidade de repetição, sintomas de abstinência como irritabilidade e baixa tolerância. Além da vergonha, muitos ainda têm dificuldade em compreender que é uma doença, e isso atrapalha a busca por ajuda”.
O tratamento passa por acompanhamento psicológico estruturado, em especial com terapias como a cognitivo-comportamental, além de grupos de apoio específicos para jogadores. “Encontros coletivos criam uma rede de troca e suporte muito rica. Aliado a mudanças de rotina e hábitos, o paciente encontra recursos para reduzir gatilhos e prevenir recaídas”, afirma a psicóloga, que destaca que “informação, acolhimento e acesso a serviços especializados são fundamentais para que essas pessoas possam retomar sua vida, antes que o vício destrua vínculos familiares e acumule ainda mais prejuízos financeiros, emocionais e sociais”.
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‘Alergia à borracha’: o que é, e como lidar
Quem sofre com descamação, coceira e vermelhidão no corpo, principalmente nos pés, sabe o quanto é difícil conviver com isso. Popularmente conhecida como ‘alergia à borracha’, essa condição, na verdade, é a dermatite de contato, que, segundo o dermatologista e professor do Idomed, Cláudio Cardoso, é uma inflamação da pele causada por substâncias do meio ambiente, muitas vezes pelo látex/borracha.
Cláudio CardosoO especialista explica que a dermatite de contato relacionada à borracha costuma estar ligada a substâncias químicas usadas na sua fabricação, como o carba-mix, mercapto-mix e tiuram-mix, que são aceleradores ou conservantes utilizados no processo de vulcanização. “Esses compostos podem provocar, na pele, após contato prolongado, uma reação alérgica”, comenta Cláudio, acrescentando que alguns testes de contato podem ajudar a identificar exatamente qual substância da borracha está causando o problema.
Essa doença pode ser dividida em dois tipos principais: a dermatite de contato irritativa primária, que resulta do dano direto à pele pela substância em contato, e a dermatite de contato alérgica, que é uma reação imunológica, mediada por células de defesa, e ocorre após o contato prévio do organismo com determinada substância.
Como ela se manifesta no corpo?
O que ocorre nesta doença é uma reação imunológica. Primeiro, na fase inicial, as células de defesa da pele capturam substâncias estranhas e as levam a outras células, que passam a reconhecê-las como ‘invasoras’. “Depois, em contatos subsequentes, essas células migram para a pele e desencadeiam uma reação inflamatória, com vermelhidão, coceira, descamação e, às vezes, pequenas bolhas com líquido. Assim, instala-se um quadro que tende a piorar sem tratamento”, complementa Cláudio.
E o que fazer?
A doença não tem cura, mas algumas medidas e tratamentos podem torná-la controlável. No curto prazo, é necessário evitar o uso da sandália de borracha, aplicar corticosteróides tópicos para reduzir a inflamação, hidratar a pele para restaurar a barreira cutânea e usar anti-histamínicos orais em casos de coceira intensa.
Já a longo prazo, é preciso evitar novos contatos com a borracha, optar por calçados de materiais alternativos (como couro tratado sem cromo, etileno-acetato de vinila – EVA, tecido ou plástico hipoalergênico) e, em casos graves ou persistentes, recorrer a terapias como fototerapia (tratamento que usa radiação luminosa) ou imunomoduladores tópicos (medicações que reduzem a inflamação).
“A dermatite de contato causada por borracha é uma condição que pode impactar diretamente a qualidade de vida da pessoa, limitando o uso de calçados comuns e gerando desconforto constante. Reconhecer os sinais, buscar diagnóstico adequado e adotar estratégias de prevenção e substituição de materiais são passos essenciais”, destaca o professor do Idomed.
Atualizações do mercado
Cláudio explica que o mercado está cada vez mais aberto a alternativas que substituem os calçados com borracha, tradicionais causadores da dermatite. Hoje já é possível encontrar fabricantes que desenvolvem linhas de sandálias e calçados em EVA, material bem aceito por pessoas com alergia à borracha natural ou vulcanizada. Também existem produtos de couro sintético ou tecidos tecnológicos. Segundo ele, a demanda por itens hipoalergênicos tem aumentado, pressionando o mercado a oferecer opções mais seguras e acessíveis.
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Idomed abre inscrições para vestibular unificado
O Instituto de Educação Médica (Idomed), um dos maiores grupos de ensino médico do Brasil, está com inscrições abertas para o vestibular unificado de medicina 2026.1, que selecionará estudantes para ingresso no primeiro semestre de 2026 em unidades distribuídas em diversas regiões do Brasil. O processo seletivo pode ser feito por meio de prova presencial, nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – 2010 a 2024 – ou certificações internacionais (IB/Abitur).
As inscrições devem ser feitas até 1º de outubro de 2025, exclusivamente pela internet. Para candidatos que optarem pelo Enem, o boletim oficial deve ser enviado em PDF até 19 de setembro de 2025.
As vagas estão disponíveis em unidades como: Açailândia (MA), Angra dos Reis (RJ), Alagoinhas (BA), Cáceres (MT), Canindé (CE), Castanhal (PA), Iguatu (CE), Jaraguá do Sul (SC), Ji-Paraná (RO), Juazeiro (BA), Juazeiro do Norte (CE), Quixadá (CE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro – Vista Carioca e Città, São Luís, Teresina, entre outras.
Segundo Silvio Pessanha Neto, CEO do Idomed, o processo reforça a missão institucional de formar médicos preparados para os desafios contemporâneos. “Oferecemos um ensino inovador, com tecnologia de ponta, corpo docente altamente qualificado e uma infraestrutura completa. Nosso compromisso é garantir que o aluno esteja apto a atuar de forma ética, humanizada e competente em qualquer cenário de saúde”, destaca.
Diferenciais
Os estudantes do Idomed contam com laboratórios de simulação realística, mesas de dissecção em 3D, plataformas virtuais de ensino personalizado e uma infraestrutura moderna que integra teoria e prática desde os primeiros períodos.
Como será a prova?
A prova presencial ocorre em 5 de outubro de 2025, às 9h (horário de Brasília), com 60 questões objetivas e uma redação. O processo inclui ainda uma dinâmica em grupo, de caráter não eliminatório, que avalia competências como empatia, comunicação e trabalho em equipe.
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Trainee Yduqs para pessoas negras tem inscrições prorrogadas
As inscrições para a quinta edição do Programa de Trainee da Yduqs, exclusivo para pessoas negras (pretas e pardas), foram prorrogadas. Agora, os candidatos terão até o dia 15 de setembro de 2025 para realizar as inscrições pela internet.
Premiado na categoria de promoção da educação, capacitação e desenvolvimento de pessoas negras e indígenas, do Movimento ‘Raça é prioridade’, promovido pelo Pacto Global da ONU, o programa destaca-se como um dos mais completos aceleradores de carreira, identificando, formando e desenvolvendo esses profissionais para todo o setor educacional do país.
O programa de trainee é destinado a concluintes ou recém-formados, entre dezembro de 2022 e dezembro de 2025, de qualquer área de formação e região do Brasil, desde que tenham mobilidade e disponibilidade para residir no Rio de Janeiro. Além disso, a iniciativa contribui para ampliar a diversidade racial no quadro de colaboradores da Yduqs, uma das maiores organizações do setor de educação do país.
Renata Vilela Mendonça, diretora de Gente da Yduqs, destaca a importância de iniciativas de inclusão que contribuam positivamente para o crescimento das empresas. “Nosso programa de trainee exclusivo para negros vem obtendo destaque no mercado e o reconhecimento de diversas outras organizações. Temos um programa maduro, que demonstra que estamos no caminho certo e reafirma o nosso compromisso com a diversidade e inclusão”.
O processo seletivo avaliará a capacidade analítica e as habilidades comportamentais dos candidatos, sem a necessidade de conhecimento de inglês. Ao longo de 12 meses, o programa proporciona oportunidades significativas de desenvolvimento profissional por meio de uma imersão intensiva nas instituições de ensino e no ambiente corporativo, com o apoio especializado da área de Desenvolvimento Organizacional. Após a contratação, os trainees poderão ser direcionados para posições estratégicas na organização, além de receberem um salário compatível com o mercado, plano de saúde e odontológico, entre outros benefícios.
O Trainee Yduqs 2026 faz parte de um grande projeto de diversidade da companhia que atua em prol da promoção de igualdade racial também por meio das instituições de ensino superior do Ibmec, da Wyden, da Estácio e das unidades que compõem o Instituto de Educação Médica (Idomed).
Representatividade e mercado de trabalho
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quando se avalia o mercado de trabalho, somente 30% das pessoas pretas ou pardas conseguem ocupar cargos de analista ou especialista. Programas como o da Yduqs contribuem, portanto, para que esses profissionais avancem mais um degrau e ocupem cargos mais altos nas empresas futuramente.
Leoni Duarte, bacharel em Administração, encontrou um ambiente em que se sentiu representado. “Eu queria encontrar um programa que me representasse, no qual eu tivesse lugar de fala e com o qual me identificasse. Quando entrei, me senti livre para expressar minhas opiniões e me comunicar. Foi confortante ver pessoas com a mesma tonalidade de pele que a minha. É um programa que abriu meus horizontes e que me deu a chance de transformar a história de outras pessoas”.
Para Rayanne Araújo, que cursou Análise e Desenvolvimento de Sistemas, a motivação para se inscrever no programa foi a possibilidade de acelerar sua carreira. Já Hugo Braga, relações públicas, que conseguiu entrar no processo seletivo na segunda tentativa e deixou a Bahia para morar no Rio de Janeiro, está feliz e ansioso para viver esse novo desafio – já está vivendo. Ao todo, a turma de 2025 possui 11 integrantes de diversos Estados do país.
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Adultização infantil: lei busca novas regras na Web
Diante da ampla repercussão e dos debates gerados nos últimos dias sobre a adultização infantil, impulsionados pelo vídeo do influenciador Felca, que trouxe denúncias e pontos de reflexão sobre o tema, incluindo práticas abusivas envolvendo menores, órgãos públicos decidiram se engajar na discussão e se movimentar, inclusive propondo novos projetos de lei para responsabilizar de forma mais incisiva aqueles que adotam esse tipo de conduta. Mas, de fato, o que há de novidade? Já existe algo concreto?
ResumoProjeto de Lei (PL nº 2.628/2022) propõe medidas mais severas contra a adultização infantil nas redes sociais;
Texto prevê limites à coleta de dados, restrições a publicidade infantil, verificação de idade e relatórios obrigatórios de plataformas;
Especialistas destacam riscos psicológicos da exposição precoce e alertam para equilíbrio entre lei, família e liberdade juvenil.
O professor de Direito da UniFacimp Wyden, Vinicius Serra, destaca que há iniciativas do Legislativo sobre o assunto. O evento mais recente e significativo sobre a temática foi a aprovação de um Projeto de Lei na Câmara dos Deputados (PL n º 2.628/2022), idealizado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), proposto em dezembro de 2024 e posteriormente acompanhado pelo deputado federal Jadyel Alencar (Republicanos-PI). Após ser atualizado pelos deputados e aprovado na Câmara, o projeto segue agora para nova votação no Senado.
Vinícius SerraO projeto de lei busca atualizar e impor regras mais rígidas à chamada prática da ‘adultização’ de crianças nas redes sociais, o que, segundo Vinícius, é essencial. “Vejo esse movimento como um passo importante, no sentido de exigir que as plataformas criem mecanismos mais eficazes de verificação de idade, fortaleçam o controle dos pais, removam conteúdos criminosos de forma imediata e deixem de lucrar com publicidade direcionada a menores. Essa é uma forma concreta de proteger quem ainda não tem maturidade para lidar com esse ambiente danoso”, explica.
O professor ainda comenta que o vídeo viralizado pelo influenciador expôs ao país uma realidade cruel, mostrando como crianças estavam sendo usadas e expostas. “Foi um choque coletivo, que finalmente obrigou o Legislativo a agir. Confesso que considero positivo quando a indignação social se transforma em pressão por medidas de proteção como essa”, complementa.
Para Vinícius, existe apenas um risco em relação a essas novidades: às vezes, a lei apresenta aspectos mais vagos, principalmente quando o Estado assume responsabilidades que são, antes de tudo, da família. Segundo ele, a grande questão agora é garantir que a lei não se afaste de sua essência e seja aplicada com equilíbrio, tornando-se lembrada como uma vitória na proteção de crianças e adolescentes.
Projeto de Lei
O PL n º 2.628/2022 reforça a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, exigindo que plataformas adotem o máximo de privacidade, limitem coleta de dados, verifiquem idade em conteúdos adultos e mantenham controles parentais ativos. Proíbe, ainda, publicidade direcionada a menores com base em comportamento ou emoção.
Ainda de acordo com o projeto, contas infantis devem ser vinculadas a responsáveis, sem perfis comerciais, e conteúdos que remetem à exploração sexual devem ser removidos imediatamente, com notificação às autoridades. Empresas com mais de 1 milhão de usuários menores de idade devem publicar relatórios semestrais, e infrações podem gerar advertências, multas de até R$ 50 milhões ou suspensão de atividades. Fabricantes de dispositivos conectáveis precisam alertar sobre riscos digitais nas embalagens.
Por que tanto debate
Paula ColodettiSegundo a psiquiatra infanto-juvenil e professora do Instituto de Educação Médica (Idomed), Paula Colodetti, esses debates partem do risco elevado de familiares e jovens se deixarem deslumbrar pelo retorno financeiro fácil e rápido proporcionado pela exposição na internet. Para além do ganho financeiro, há também a busca por reconhecimento, espaço na mídia e status social, o que traz uma questão psicológica sensível: a necessidade de se expor para ser amado e valorizado.
Paula alerta que longos períodos em frente às telas e a dependência excessiva do celular devem sempre chamar a atenção das famílias. “Comportamentos muito sensuais ou crianças e adolescentes agindo como adultos, falando como se fossem empresários de si mesmos, também devem ser questionados”, acrescenta.
“Não podemos moralizar excessivamente a questão, pois isso nos afastaria dos adolescentes, que provavelmente estão em um momento de descobertas. Mas conversar sobre a necessidade de manter certos desejos de forma privada e adotar estratégias adequadas possibilita uma evolução infantil mais saudável e não abusiva. Esse me parece um bom caminho”, finaliza Paula, apontando uma forma de atuação mais segura e equilibrada para os responsáveis.
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Agosto Azul alerta sobre cuidados com saúde masculina
Agosto, tradicionalmente lembrado pelo Dia dos Pais, também convida à reflexão sobre os cuidados com a saúde masculina. Embora campanhas como o Agosto Azul busquem ampliar a conscientização, muitos homens seguem resistentes a procurar atendimento médico, mesmo diante de sinais de alerta.
Essa negligência tem impacto direto na expectativa de vida. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023 os homens brasileiros viviam, em média, 73,1 anos — 6,6 anos a menos que as mulheres, cuja expectativa de vida chegou a 79,7 anos. A diferença evidencia um abismo comportamental em relação à prevenção e ao autocuidado.
O afastamento do público masculino dos serviços de saúde também é apontado pelo Ministério da Saúde. Dados da pasta indicam que apenas um em cada quatro atendimentos da atenção primária do SUS, entre adultos de 20 a 59 anos, é realizado com pacientes do sexo masculino. Na maioria das vezes, os homens só procuram auxílio médico em situações de urgência, quando o quadro clínico já se agravou.
Para o clínico geral e professor do Idomed, Claudio Souza de Paula, a prevenção deve fazer parte da rotina anual de todo homem adulto, mesmo na ausência de sintomas. “É essencial cultivar um olhar contínuo para a saúde masculina. Muitos quadros graves poderiam ser evitados com medidas simples de rastreamento e acompanhamento regular”, afirma.
O especialista destaca que os tipos de câncer mais comuns entre os homens no Brasil são os de próstata, pulmão, intestino (colorretal) e bexiga, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O câncer de próstata lidera em incidência, com cerca de 72 mil novos casos por ano, principalmente em homens acima de 65 anos. O diagnóstico precoce é determinante para a cura. O câncer de pulmão aparece em seguida, com o tabagismo como principal fator de risco, seguido pelos tumores colorretais, que acometem o intestino grosso e o reto.
A orientação do médico inclui a realização de exames como hemograma, colesterol, glicemia, aferição da pressão arterial, avaliação da função renal e hepática, além do PSA e do check-up urológico, especialmente a partir dos 50 anos. Para fumantes ou ex-fumantes com alto risco de câncer de pulmão, aqueles com histórico de 20 anos-maço ou mais, ou que tenham parado de fumar nos últimos 15 anos, é recomendada a radiografia de tórax. Já a colonoscopia deve ser indicada, em geral, a partir dos 45 anos, ou antes, em casos com sintomas ou histórico familiar de câncer colorretal.
“O clínico geral tem papel central nesse processo, pois é ele quem orienta e encaminha o paciente para os especialistas necessários, como cardiologistas ou endocrinologistas. Atos simples de amor à vida, expressos pela prevenção, podem salvar nossos pais, filhos, avôs e irmãos”, conclui Claudio.
A resistência dos homens em buscar ajuda médica tem raízes que vão além da saúde física. Normas culturais ainda associam masculinidade à autossuficiência e à negação da vulnerabilidade, o que dificulta o reconhecimento de sintomas e a adoção de cuidados preventivos. Essa postura, muitas vezes inconsciente, contribui para o afastamento dos homens dos consultórios e da própria escuta emocional.
A professora de psicologia da Estácio, Andresa Souza, explica que esse comportamento é resultado de uma construção social que precisa ser revista. “Desde cedo, muitos homens aprendem que expressar dor ou procurar ajuda é sinal de fraqueza, quando, na verdade, é um ato de responsabilidade. A psicoterapia pode ajudar a quebrar esse ciclo, incentivando uma relação mais consciente e saudável com a saúde física e emocional”, afirma.
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Dança fortalece ossos e mente na terceira idade
Mais do que movimentar o corpo, algo que também é fundamental para ativação de inúmeros ganhos positivos ao ser humano é a prática da dança, que estimula sociabilidade, bem-estar e saúde de forma integral, inclusive é incentivada em todas as faixas etárias. Na terceira idade, por exemplo, ao praticar a dança é possível desenvolver os aspectos de coordenação motora, equilíbrio, flexibilidade e ela ainda atua como recurso de tratamento, dentro das avaliações médicas individuais, para problemas como osteopenia, osteoporose e até mesmo com estímulos favoráveis ao controle da perda de massa muscular.
De acordo com Luís Moliterno, ortopedista e traumatologista do Instituto de Educação Médica (Idomed), no período da velhice é preciso entender que a osteopenia e osteoporose atinge mais frequentemente mulheres a partir da menopausa e os homens em uma idade mais avançada. Além disso, ocorre “a perda de massa e força muscular, chamada de sarcopemia. Está condição afeta atividades cotidianas como caminhadas, subir e descer escadas e pode acarretar em quedas devido ao desequilíbrio”, observa.
O médico explica que as atividades físicas devem ser compatíveis com cada faixa etária e condição de saúde. Quanto à prática da dança na terceira idade, complementa que a mesma traz inúmeros benefícios tanto mentais quanto para o aparelho musculoesquelético. Dessa forma, ainda contribui para independência e autonomia.
Sem contar que ajuda em aspectos cognitivos, na memória e na prevenção a doenças mentais como depressão. Além disso tudo, vale frisar que uma alimentação equilibrada e exposição ao sol para conversão de vitamina D são essenciais e recomendados
Prática da dança como aliada à qualidade de vida na terceira idade
O ato de dançar proporciona um avanço no aprendizado motor ao utilizar o ritmo e a coordenação corporal como ferramentas. O professor de Educação Física da Wyden, Héllio Martins (CREF 2693-G/PI), ressalta que é imprescindível internalizar que o corpo é uma articulação de sistemas orgânicos e que eles precisam se movimentar.
Não apenas em dimensão de atividades diárias ou laborais, mas num aspecto bem mais amplo de benefícios. E fazer tudo isso traz um reflexo positivo à saúde, ao aprendizado motor, ao desenvolvimento humano e um maior nível de qualidade de vida, inclusive na terceira idade
Segundo o professor Héllio, nenhuma atividade física ou exercício físico são contraindicados por si só, já que “todos possuem um planejamento individual e pessoal para cada pessoa conforme suas limitações e objetivos”, pontua. Quanto à dança, muitas vezes, além dos benefícios físicos e cognitivos aos indivíduos que a praticam, ela também permite “uma imersão na cultura e a conhecer as diferenças e semelhanças entre suas práticas”, finaliza.
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Idomed Hubs abre inscrições para startups de saúde
Você já ouviu falar das startups voltadas para resolver os problemas do setor de saúde, como healthtechs, fintechs e as edtechs? São essas ferramentas que ajudam os profissionais a produzirem novas vacinas, medicamentos, pesquisas científicas e os novos aplicativos que estão por trás de boas ideias ou soluções para o setor. Atento às melhores práticas do mercado, o Instituto de Educação Médica (Idomed) amplia sua atuação na área tecnológica e está com um novo edital aberto para que as startups possam participar da 3ª edição do Idomed Hubs. Para se inscrever, os interessados não precisam ser médicos, mas deverão ter uma healthtech, ou seja, uma startup na área da saúde. As inscrições estão abertas em todo território nacional até o dia 15 de agosto e podem ser realizadas pela internet.
A dinâmica do programa terá duração de 12 meses e selecionará startups para serem desenvolvidas dentro do projeto. Durante dois ciclos de seis meses, as startups terão encontros semanais com especialistas renomados no mercado por uma 1h. Eles são chamados de ‘embaixa-hubs’, ou seja, os mentores que farão assessorias especializadas para cada grupo conforme o agendamento
Felipe Haberfeld, docente responsável pelo Idomed Hubs
Os pré-requisitos para ser acelerado ou ‘incubado’ serão: os inscritos deverão preencher um formulário com os detalhes do seu projeto. O material passará por uma avaliação do Comitê Gestor, formado por coordenadores do Hubs, além de grandes nomes do Idomed e da YDUQS.
Segundo dados deste setor, as healthtechs cresceram 114% entre 2018 e 2020 no Brasil e a tendência é de uma contínua expansão. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o uso da inovação no setor de saúde é, aparentemente, interminável. A tecnologia está sendo implementada em todos os processos, desde os administrativos do hospital até a pesquisa e a cirurgia do câncer, a fim de melhorar a eficiência em todo o setor e tornar a experiência do paciente a mais indolor possível.
“O Idomed Hubs dará uma grande oportunidade para que os alunos, recém-formados e médicos possam empreender e desenvolver novos negócios dentro do Instituto de Educação Médica, fazendo com que o ambiente acadêmico seja ainda mais dinâmico e inovador. A cada dia que passa, temos a certeza de que precisamos ampliar e estimular a interação entre alunos e professores do Idomed e o mercado. Tantos os discentes, quanto os docentes, ganham experiências e adquirem Know-how por meio desta ferramenta e mentorias com especialistas do setor. Essas conexões criam uma rede de relacionamento único, constituindo um importante ativo para os futuros médicos e empreendedores”, afirma Silvio Pessanha Neto, diretor executivo nacional do Idomed.
https://www.youtube.com/live/139G-87Ej-E?si=eNSj7258DRmBbNi_
No dia 19 de agosto, no Idomed Città America, será realizado o Evento Final de Incubação da Turma 2024.2 do Idomed Hubs. Durante a formatura, serão apresentadas as novidades que foram criadas para dinamizar ainda mais o setor de saúde. Tais como Oftbook, Amo Resumos, Healthguard, Stud2doc e Serenide, todas startups incubadas 2024/2025. Durante o encontro, vão ocorrer palestras sobre empreendedorismo, vida do médico, carreira na saúde, inteligência artificial, apresentação de pitches e muito mais.
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