Lázaro Ramos rompe amizade - 'Virou péssimo pai, de não assumir e não pagar pensão': Ator falou sobre masculinidade, responsabilidade paterna e relações entre homens em entrevista recente https://www.correio24horas.com.br/em-alta/lazaro-ramos-rompe-amizade-virou-pessimo-pai-de-nao-assumir-e-nao-pagar-pensao-0326 #LazaroRamos #masculinidade

Estamos escrevendo um novo roteiro sobre patriarcado, masculinidade e violência. Sobre como boa parte da violência no mundo hoje está relacionada ao patriarcado e à masculinidade. Desde a menor escala como violência doméstica e feminicídio, até a grande escala das guerras e genocídios.

Aceitamos recomendações de textos, vídeos ou outros materiais que possam ajudar a embasar o roteiro. Pode ser em português, inglês ou espanhol.

#patriarcado #masculinidade #violência

Resenha: Tudo Culpa Dela (All Her Fault)

Pode ler sem medo de spoilers. É uma história difícil de comentar sem fazer spoilers, mas vou fazer o melhor que posso! Se eu parecer meio vago, é justamente para evitar dar spoilers.

Gostei muito!

Tem uma estratégia narrativa que nos coloca diante de várias reviravoltas por episódio e isso é um pouco incômodo porque chega um ponto que já não nos surpreendemos, mas foi a única coisa que me incomodou e as reviravoltas são apenas uma estratégia para prender a atenção. A história é sobre a sociedade que perde a empatia, sobre homens em uma cultura machista.

No entanto, se fosse apenas isso, seria só mais uma repetição do clichê “A humanidade é podre, um vírus”, que, a propósito, pode ser visto como uma distorção fatalista do conceito de pecado original cristão. Mas não é só isso. Também fica claro que as doenças sociais não são inevitáveis, que a sociedade pode ser empática, que a cultura machista não é desculpa para o homem ser machista. É o que dá para dizer sem dar spoilers.

Confesso que me interessei por causa da Sarah Snook, que me impressionou desde a atuação em O Predestinado, de 2014. Depois vi que contava ainda com Dakota Fanning, Sophia Lillis e Michael Peña, que geralmente fazem papéis que acho interessantes.

Sarah Snook, inclusive, recebeu o prêmio de melhor atriz no Critics Choice Award de 2025 e Sophia e Michael foram indicados por essa série. Tudo merecido.

Uma qualidade da narrativa é como vamos conhecendo pouco a pouco a história de cada família e entendendo o papel que uma sociedade doente tem nos dramas de cada um, mas sem desculpas para o machismo e maucaratismo, como já disse. Nós não podemos escolher ter privilégios em uma sociedade marcada pela injustiça social e preconceitos, mas, podemos decidir ser boas pessoas, principalmente quando temos privilégios, mas isso fica mais nas entrelinhas da série.

Para quem é essa série? Ou: quem vai gostar e quem vai se incomodar?

Espero que homens machistas assistam, se identifiquem e tenham vergonha. Acho bem possível. Aliás, acho possível que homens que não percebem o quanto são prejudicados pelo machismo ou pelo conceito de masculinidade, se identifiquem na série e vejam que podem mudar.

Claro que o desconforto para homens e mulheres que aceitaram os estereótipos de masculinidade e feminilidade em que os homens são “fortes” e insensíveis e as mulheres são frágeis e desvalorizadas, vai sentir um incômodo, mas não penso que esse deve ser um fator para pessoas adultas rejeitarem uma história.

Quem prefere séries de entretenimento, com ação, humor, cenas rápidas, diálogos mais superficiais pode realmente não gostar da série porque ela é feita para incomodar, não tem humor e tem longas cenas com diálogos e tensões emocionais crescentes. E, claro, ela contém muitos gatilhos. Não só para as mulheres (mas principalmente) como também para outros grupos alvo de discriminação.

Apesar disso, vale a pena experimentar uma narrativa diferente da que estamos acostumadas e até enfrentar alguns gatilhos, mas aí é uma decisão pessoal. Cada pessoa sabe dos seus limites e, se enfrentar gatilhos pode nos fortalecer, também pode nos deprimir.

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Grupos reflexivos ajudam a diminuir a violência contra a mulher no BrasilOs grupos reflexivos ajudam a combater a violência contra a mulher ao promover a reflexão entre homens sobre suas atitudes. Essa mudança de percepção ... #ConcursosPúblicos #gruposreflexivos #masculinidade #Violênciacontraamulher
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Grupos reflexivos ajudam a diminuir a violência contra a mulher no Brasil

A iniciativa de grupos reflexivos é eficaz na redução da violência contra a mulher. Veja como essa abordagem está mudando a sociedade.

DIreito Hoje Notícias

Agosto Azul alerta sobre cuidados com saúde masculina

Agosto, tradicionalmente lembrado pelo Dia dos Pais, também convida à reflexão sobre os cuidados com a saúde masculina. Embora campanhas como o Agosto Azul busquem ampliar a conscientização, muitos homens seguem resistentes a procurar atendimento médico, mesmo diante de sinais de alerta.

Essa negligência tem impacto direto na expectativa de vida. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023 os homens brasileiros viviam, em média, 73,1 anos — 6,6 anos a menos que as mulheres, cuja expectativa de vida chegou a 79,7 anos. A diferença evidencia um abismo comportamental em relação à prevenção e ao autocuidado.

O afastamento do público masculino dos serviços de saúde também é apontado pelo Ministério da Saúde. Dados da pasta indicam que apenas um em cada quatro atendimentos da atenção primária do SUS, entre adultos de 20 a 59 anos, é realizado com pacientes do sexo masculino. Na maioria das vezes, os homens só procuram auxílio médico em situações de urgência, quando o quadro clínico já se agravou.

Para o clínico geral e professor do Idomed, Claudio Souza de Paula, a prevenção deve fazer parte da rotina anual de todo homem adulto, mesmo na ausência de sintomas. “É essencial cultivar um olhar contínuo para a saúde masculina. Muitos quadros graves poderiam ser evitados com medidas simples de rastreamento e acompanhamento regular”, afirma.

O especialista destaca que os tipos de câncer mais comuns entre os homens no Brasil são os de próstata, pulmão, intestino (colorretal) e bexiga, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O câncer de próstata lidera em incidência, com cerca de 72 mil novos casos por ano, principalmente em homens acima de 65 anos. O diagnóstico precoce é determinante para a cura. O câncer de pulmão aparece em seguida, com o tabagismo como principal fator de risco, seguido pelos tumores colorretais, que acometem o intestino grosso e o reto.

A orientação do médico inclui a realização de exames como hemograma, colesterol, glicemia, aferição da pressão arterial, avaliação da função renal e hepática, além do PSA e do check-up urológico, especialmente a partir dos 50 anos. Para fumantes ou ex-fumantes com alto risco de câncer de pulmão, aqueles com histórico de 20 anos-maço ou mais, ou que tenham parado de fumar nos últimos 15 anos, é recomendada a radiografia de tórax. Já a colonoscopia deve ser indicada, em geral, a partir dos 45 anos, ou antes, em casos com sintomas ou histórico familiar de câncer colorretal.

“O clínico geral tem papel central nesse processo, pois é ele quem orienta e encaminha o paciente para os especialistas necessários, como cardiologistas ou endocrinologistas. Atos simples de amor à vida, expressos pela prevenção, podem salvar nossos pais, filhos, avôs e irmãos”, conclui Claudio.

A resistência dos homens em buscar ajuda médica tem raízes que vão além da saúde física. Normas culturais ainda associam masculinidade à autossuficiência e à negação da vulnerabilidade, o que dificulta o reconhecimento de sintomas e a adoção de cuidados preventivos. Essa postura, muitas vezes inconsciente, contribui para o afastamento dos homens dos consultórios e da própria escuta emocional.

A professora de psicologia da Estácio, Andresa Souza, explica que esse comportamento é resultado de uma construção social que precisa ser revista. “Desde cedo, muitos homens aprendem que expressar dor ou procurar ajuda é sinal de fraqueza, quando, na verdade, é um ato de responsabilidade. A psicoterapia pode ajudar a quebrar esse ciclo, incentivando uma relação mais consciente e saudável com a saúde física e emocional”, afirma.

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Dando continuidade ao primeiro encontro sobre masculinidades, o EspⒶço convida a todes para assistir o documentário o Silêncio dos Homens. Em seguida, teremos uma roda de conversa para discutir questões levantadas durante a exibição.

Quarta, 13/09 às 18:30h no EspⒶço, Rua Castro Alves, 101

#Masculinidade #Patriarcado #Gênero

Construção de um espaço seguro e acolhedor para troka de ideias e autocrítica sobre nossa socialização enquanto homens e nossa posição dentro de uma sociedade patriarcal, bem como para os problemas relacionados a nossa saúde mental. Questionar e repensar nossas práticas sociais é urgente!

Sábado, 12/08 às 17h no Esp(a)ço.

Rua Castro Alves, 101

#Masculinidade #Patriarcado #Gênero