Diet, light e zero: entenda as diferenças nos rótulos

Nos mercados, é possível encontrar uma série de produtos com rótulos de embalagens diet, light e zero. Contudo, é comum as pessoas não saberem o que significa cada nomenclatura. Pensando nisso, a nutricionista e coordenadora dos cursos de gastronomia e nutrição da Uninassau Recife, campus Graças, Zilmeire Marques, explica a composição desses itens.

“Quando é diet, significa que teve a eliminação total de algum nutriente, como açúcar, gordura ou sódio. Por exemplo, um chocolate diet é isento de açúcar, mas pode conter a mesma quantidade ou até mais gordura na composição. Já o light possui redução de, pelo menos, 25% de algum nutriente em comparação ao produto tradicional. No caso do zero, o alimento tem um teor muito reduzido ou ausência de determinado nutriente, normalmente associado a zero açúcar ou zero lactose”, afirma.

Segundo a especialista, em geral, produtos light e zero podem ser úteis, desde que tenham menor valor calórico e sejam inseridos dentro de um plano alimentar equilibrado.

Se consumidos com moderação, podem até ajudar em dietas específicas – emagrecimento, diabetes e controle de colesterol

Esses alimentos podem ajudar no controle do peso, dos níveis de açúcar no sangue, da pressão arterial e do colesterol, dependendo do produto e da composição. Eles são úteis para pessoas com restrições alimentares, como diabéticos, hipertensos ou intolerantes à lactose. Apesar dos benefícios e de não possuírem açúcar, a nutricionista destaca que devem ser consumidos com moderação.

“Muitos ainda têm calorias, gorduras ou aditivos químicos. O consumo excessivo pode levar a ganho de peso, problemas gastrointestinais e desequilíbrio nutricional. Leia os rótulos e a tabela nutricional, comparando com o produto convencional. Evite opções com muitos aditivos, sódio elevado ou excesso de gordura. Para emagrecimento, busque itens com menos calorias. No caso da diabetes, tenha atenção aos carboidratos totais, não só ao açúcar. Se for hipertenso, prefira comidas com menos sódio. Dê preferência a tudo que for natural e minimamente processado, pois eles devem compor a base da alimentação”, finaliza.

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Dieta do Enem: nutricionista indica alimentos para ajudar nos dias de prova

Em todo o Brasil, milhares de estudantes têm se dedicado à preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além de manter rotina de estudos eficiente, a alimentação é um ponto essencial que, muitas vezes, passa despercebido. Paloma Popov, professora de nutrição do Centro Universitário de Brasília (Ceub), reforça que uma dieta equilibrada pode fazer a diferença no desempenho dos candidatos nos dias de prova, que serão aplicadas em 3 e 10 de novembro.

Segundo ela, a seleção dos alimentos para o dia da prova não exige fórmulas complexas, mas sim a consciência de manter uma dieta saudável e equilibrada. Isso envolve a inclusão de todos os grupos alimentares – carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Alimentos como carnes, cereais, frutas, hortaliças e leguminosas compõem a base de uma nutrição balanceada, essencial para o bem-estar físico e mental.

“O preparo do corpo e da mente deve ser contínuo, não apenas na véspera de grandes provas. É importante evitar ultraprocessados, ricos em açúcar e sódio, que podem causar desidratação, inchaço e perda de foco”

A nutricionista do Ceub orienta aos estudantes manter uma alimentação frequente e com horários regulares, essencial para garantir a concentração. Popov alerta que o jejum prolongado pode provocar sonolência e até hipoglicemia, prejudicando o desempenho durante a prova.

“Nos períodos extensos de estudo, é fundamental que os alunos fiquem atentos aos sinais de fome e, se necessário, façam pequenas refeições leves para manter a energia”

Café: rei da concentração nos estudos?

Energético natural, o café é muito consumido para estimular atividades que envolvam foco e concentração. A docente do Ceub, no entanto, recomenda que os candidatos devem ter cautela, pois a cafeína em excesso pode levar à ansiedade, aconselhando a evitar a ingestão de café nos dias que antecedem a prova. Paloma frisa que para se sair bem, a hidratação é fundamental, sendo a água a melhor opção para manter o corpo bem suprido de líquidos.

Para reduzir a ansiedade e garantir uma boa noite de sono antes do Enem, Paloma indica a fitoterapia como aliada, com chás de camomila e capim-cidreira, conhecidos por suas propriedades calmantes.

“Óleos essenciais e outras alternativas fitoterápicas também podem ajudar no relaxamento e na concentração”

No dia da prova, a nutricionista do Ceub orienta que os candidatos façam um café da manhã reforçado para garantir energia ao cérebro, evitando excessos de alimentos gordurosos, que podem causar sensação de peso e cansaço.

“Nesse momento, os carboidratos são fundamentais, como pães integrais e frutas. Complementar com uma fonte de proteína magra, como queijo branco, é uma escolha inteligente”

Caso a fome apareça durante a prova, a docente do Ceub recomenda lanches leves e equilibrados. É importante evitar alimentos muito açucarados, como chocolates e balas, pois podem causar picos rápidos de energia seguidos por cansaço. “O excesso de açúcar pode dar uma falsa sensação de disposição, mas esse efeito passa rápido, podendo provocar ainda mais fome e comprometer a concentração”, finaliza.

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