Justiça ou vingança?

No novo post, mergulhamos na saga épica de Edmond Dantès em O Conde de Monte Cristo. Uma história de traição, paciência e a busca implacável por reparação que atravessa décadas. Descubra por que a obra de Alexandre Dumas continua sendo o maior clássico sobre o triunfo do espírito humano.

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Preguiça ou filosofia de vida?

No novo post, exploramos Oblómov, a obra-prima de Ivan Goncharov que personifica a inércia e a melancolia da alma russa. Um mergulho profundo no personagem que preferiu o sonho à realidade.

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Ghibli Fest celebra 40 anos de magia no cinema

Em 2025, a Sato Company celebra quatro décadas de atuação no Brasil trazendo um presente especial ao público: o Ghibli Fest, uma retrospectiva com os principais longas-metragens do icônico e premiado estúdio japonês, que também comemora seus 40 anos de história. Reconhecido mundialmente por suas animações atemporais, personagens inesquecíveis e forte ligação com a cultura japonesa, o Studio Ghibli terá seus filmes exibidos em tela grande, em sessões por todo o país.

A mostra será dividida em duas partes e, ao todo, reunirá 22 produções. A Parte 1, que estreia em 18 de setembro, apresenta 14 títulos fundamentais da trajetória do estúdio. É uma oportunidade única para fãs reviverem clássicos no cinema e para novas gerações descobrirem a magia e a profundidade de um dos mais respeitados estúdios de animação do mundo.

As animações do Studio Ghibli possuem uma identidade única, que nasce da combinação entre uma estética delicada, narrativas profundas e valores humanos universais. Visualmente, seus filmes encantam pela riqueza de detalhes: cenários que oscilam entre florestas exuberantes, vilarejos rurais e cidades movimentadas com cores suaves e atmosferas quase aquareladas. Os personagens, por sua vez, são retratados com grande expressividade, revelando emoções em cada gesto, olhar ou silêncio. Dentro desse mundo realista e cotidiano, o fantástico surge com naturalidade: espíritos, deuses, animais falantes e criaturas mágicas coexistem sem estranhamento, como se sempre tivessem pertencido àquele universo.

A força das narrativas do estúdio está em seu ritmo contemplativo, que valoriza tanto as grandes aventuras quanto os pequenos gestos do dia a dia. Ao mesmo tempo, as histórias se estruturam como jornadas de amadurecimento e auto descoberta, onde as personagens precisam lidar com transformações internas e externas. Nesse contexto, destaca-se o protagonismo feminino: as heroínas da Ghibli não são moldadas por romances ou pela presença masculina, mas por sua coragem, curiosidade, vulnerabilidade e perseverança. Elas nos mostram que a força pode residir na bravura, na compaixão ou mesmo na delicadeza, oferecendo modelos de protagonismo complexos e profundamente humanos.

Outro pilar essencial é a presença da natureza, considerada como personagem viva, dotada de espírito e energia própria. Florestas, rios, montanhas e animais simbolizam tanto a beleza quanto a fragilidade do mundo natural, lembrando constantemente a necessidade de equilíbrio entre humanidade e meio ambiente. Muitos conflitos das histórias nascem justamente da exploração ou destruição da natureza, e a narrativa se orienta pela busca de reconciliação e harmonia. Essa visão, inspirada em tradições japonesas, ganha contornos universais ao dialogar com questões ecológicas urgentes.

Por fim, o som completa a atmosfera mágica: as trilhas orquestrais de Joe Hisaishi traduzem emoções em melodias inesquecíveis, enquanto os sons cotidianos — o vento, a chuva, o barulho da comida sendo preparada — criam uma sensação de proximidade e realismo. Em meio a tudo isso, surge o conceito japonês de ma (), os momentos de pausa e silêncio que permitem ao espectador respirar, refletir e sentir o peso do tempo. Assim, o Studio Ghibli constrói suas obras como experiências poéticas, onde fantasia e realidade, força e delicadeza, humanidade e natureza se entrelaçam em narrativas que continuam a ressoar em diferentes culturas e gerações.

Principais títulos do Studio Ghibli

Meu Amigo Totoro

Duas irmãs que se mudam para o campo descobrem criaturas da floresta – entre elas, Totoro – e vivem momentos mágicos enquanto a mãe se recupera no hospital.

Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar

Um garoto de 5 anos chamado Sosuke fica amigo de Ponyo, uma princesa-peixinho que deseja desesperadamente virar humana.

Porco Rosso: O Último Herói Romântico

No Mar Adriático dos anos 1930, um ás da aviação amaldiçoado com feições de porco caça piratas do ar enquanto enfrenta rivais e paixões.

Vidas ao Vento

Biografia ficcionalizada de Jiro Horikoshi, engenheiro do avião Zero, que concilia sonhos de voo, amor e dilemas éticos no Japão pré-guerra.

O Castelo Animado

Amaldiçoada a envelhecer de repente, Sophie encontra abrigo no castelo ambulante do mago Howl, e acaba se envolvendo em uma guerra absurda e em um romance improvável.

A Viagem de Chihiro

Ao entrar num mundo de espíritos, Chihiro precisa trabalhar no balneário de Yubaba para libertar os pais, transformados em porcos, e recuperar seu nome.

Eu Posso Ouvir o Oceano

Em clima de reencontro, um universitário relembra um triângulo amoroso do ensino médio que mexeu com amizade, orgulho e amadurecimento.

Da Colina Kokuriko

Em Yokohama, 1963, estudantes se unem para salvar o clube escolar enquanto Umi e Shun enfrentam seus passados e sentimentos.

Sussurros do Coração

Shizuku, uma leitora voraz, segue pistas de um colega misterioso e descobre vocações, amores e coragem para escrever sua própria história.

O Serviço de Entregas da Kiki

Em seu ano de iniciação, a jovem bruxa Kiki muda-se para uma cidade litorânea e abre um serviço de entregas voadoras, aprendendo a ser independente.

Memórias de Ontem

Taeko, 27 anos, viaja ao campo e, entre lembranças da infância e novas experiências, repensa escolhas e afetos.

Nausicaä do Vale do Vento

Em um mundo pós-apocalíptico, a princesa Nausicaä luta para evitar a destruição entre dois reinos em guerra e da floresta tóxica.

Pom Poko: A Grande Batalha dos Guaxinins

Os guaxinins das colinas de Tama estão sendo expulsos de suas casas pelo rápido desenvolvimento de casas e shoppings. À medida que fica mais difícil encontrar comida e abrigo, eles decidem se unir e revidar.

Meus Vizinhos, Os Yamadas

A família Yamada é uma família como todas as outras, com os mesmos dilemas, alegrias e descobertas. Os pais lidam com cada situação com humor, tentando demonstrar todo o amor que sentem pelos filhos.

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Relançamentos e franquias impulsionam vendas de ingressos e marcam tendências do cinema em 2025

O ano de 2025 já foi marcado por grandes estreias que movimentaram o mercado cinematográfico e atraíram milhões de brasileiros às salas de cinema em todas as regiões do país. Segundo dados da Ingresso.com, o primeiro semestre registrou uma disputa acirrada pela atenção do público, impulsionada por produções muito aguardadas, franquias consagradas e estreias que ultrapassaram as expectativas de bilheteria e audiência.

No ranking dos filmes mais assistidos no período, Lilo & Stitch assumiu a primeira posição, seguido por Um Filme Minecraft e Ainda Estou Aqui, que ganhou grande destaque principalmente pelas premiações recebidas. Logo depois aparecem Como Treinar o Seu Dragão, Mufasa: O Rei Leão, O Auto da Compadecida 2, Capitão América: Admirável Mundo Novo, Sonic 3: O Filme, Thunderbolts* e Premonição 6: Laços de Sangue, completando o ‘top 10’ de vendas de ingressos no semestre.

O sucesso desses lançamentos confirma o poder das histórias que equilibram nostalgia e novidade. São filmes que conectam gerações e geram conversas, tanto nas salas de cinema quanto nas redes sociais

Mauro Gonzalez, diretor de negócios da Ingresso.com

Os dados também revelam tendências específicas por gênero. No segmento de ação, o ‘top 5’ de vendas foi liderado por Capitão América: Admirável Mundo Novo, seguido por Missão Impossível – O Acerto Final, F1 O Filme, Bailarina – Do Universo de John Wick e Karate Kid Lendas.

https://mauricioaraya.com/2025/07/16/superman-registra-maior-estreia-da-dc-dos-ultimos-tres-anos-aponta-ingresso-com/

Já no gênero terror, Premonição 6: Laços de Sangue se destacou como o filme mais vendido da categoria, confirmando o apelo contínuo das franquias consagradas do suspense. Entre as animações, os campeões de bilheteria foram Sonic 3: O Filme e Moana 2, ambos grandes favoritos do público familiar.

O interesse por sequências e universos conhecidos também está presente no calendário de estreias do segundo semestre. Entre os lançamentos mais aguardados estão Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, nova versão da clássica comédia, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, Invocação do Mal 4 – O Último Ritual, Wicked 2 e Five Nights at Freddy’s 2.

2025: o ano dos relançamentos

Se 2024 já havia sinalizado o retorno dos clássicos ao circuito comercial, 2025 consolidou de vez essa tendência. Ao longo do ano, serão 22 relançamentos de filmes, sendo nove apenas no primeiro semestre. Entre eles, o maior destaque foi Interestelar, que, no dia de sua reestreia, 9 de janeiro, tornou-se o filme mais vendido na Ingresso.com.

Outro dado que chama atenção é o hábito crescente de garantir o ingresso antecipado. No caso de Interestelar, as vendas durante a pré-venda representaram 40% do total de ingressos comercializados antes mesmo da estreia.

Os relançamentos mostram como o público valoriza não apenas o filme, mas a experiência de reviver emoções na tela grande. E a compra antecipada tem um papel fundamental nisso, pois cria um senso de evento e pertencimento que só o cinema oferece

Para o segundo semestre, o calendário de relançamentos será igualmente robusto, com títulos como Invocação do Mal, Invocação do Mal 2, Invocação do Mal 3, Toy Story – 30 anos, Avatar: O Caminho da Água, Tubarão – 50º aniversário, A Noiva Cadáver, De Volta para o Futuro – 40º aniversário e Harry Potter e o Cálice de Fogo – 20º aniversário.

Remakes, relançamentos e sequências estão ditando o ritmo do mercado em 2025. É um movimento que reforça a força das memórias afetivas e a vontade de compartilhar histórias queridas com novas gerações”, completa o executivo.

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Jogos clássicos da SEGA ficam gratuitos no Android antes de serem removidos para sempre

https://googlediscovery.com/2025/06/20/jogos-classicos-da-sega-ficam-gratuitos-no-android-antes-de-serem-removidos-para-sempre/

Esses livros foram banidos por uma razão: eles incomodaram, desafiaram e questionaram. Mas é exatamente esse o papel da boa literatura — nos tirar da zona de conforto, nos fazer pensar e refletir sobre o mundo.
https://updomquixote.com/livros-proibidos-quando-a-literatura-desafia-o-poder-e-paga-o-preco/

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Enquanto a galera curte o bloquinho, eu tô aqui no meu Delorean particular: o sofá! 🚀🎬 Maratonando De Volta para o Futuro e viajando no tempo sem sair de casa. Quem mais no time dos cinéfilos folião? 🎉🍿 #DeVoltaParaOSofá #BackToTheFuture #BloquinhoDoSofá
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A outra volta do parafuso: leituras

Primeiramente: Comentários sem spoilers!

Também conhecido como Calafrio, publicado por Henry James em 1898, A Outra Volta do Parafuso é uma história de terror em primeira pessoa, ou seja, a gente acompanha a história pelos olhos e percepção da protagonista, que é a tutora, que nunca chega a ser nomeada, contratada para cuidar de duas crianças em uma rica propriedade, a mansão Bly. Sim, tem várias adaptações da história, inclusive uma bem recente na Netflix.

É um livro difícil de comentar porque ele tem uma grande qualidade que anda perdida: nós somos apresentados ao que acontece, mas as explicações ficam por nossa conta.

Sinto que é preciso falar um pouco sobre isso pois, muito embora existam obras modernas assim, tenho a impressão que muita gente não chega a entrar em contato com elas, então é bom falar porque essa é uma estratégia narrativa MUITO necessária.

Aliás até “narrativa” é um termo que anda meio banalizado e virou sinônimo de “versão”, você também tem essa impressão?

História é o que acontece, versões são visões diferentes da mesma história e narrativa é a forma como a história está sendo contada, a ordem em que é contata, o tom dado a cada cena, afinal o mesmo acontecimento pode ser visto com ternura, medo ou raiva dependendo de como e por quem ele está sendo visto.

E a estratégia narrativa de A Outra Volta do Parafuso consegue deixar para nós a construção da narrativa e isso é brilhante! Me vi mudando a minha opinião e como me sentia em relação aos acontecimentos e à personagens o tempo todo sem, inclusive, fixar uma única forma de entender tudo que li mesmo depois de terminar a leitura.

Vivemos um momento histórico maniqueísta em que tudo é o ponto escuro dentro do yang ou o claro dentro do yin, sem nada no intervalo. As pessoas ou são boas ou são más. Entretanto a leitura de A Outra Volta do Parafuso nos desafia a entender que simplesmente não é assim. O mundo simplesmente não é binário. Estamos precisando lembrar disso.

Me preocupa muito quando vejo amigos, amigas e amigues considerando que “as pessoas são fascistas mesmo” ainda que isso não faça o menor sentido lógico, afinal se fosse assim nunca um político progressista, do espectro de esquerda ou com propostas democráticas e contrárias ao fascismo seria eleito. Não teríamos avançado nada no sentido da diversidade. As pessoas são fluidas e os acontecimentos ao nosso redor nos fazem transitar entre as trevas e a luz. Esse não é o assunto aqui, mas não podia perder a chance de falar nisso.

Outras obras da literatura do século XIX tem características similares, mas tem alguma coisa nessa história que, pelo menos para mim, causou um impacto emocional e até onírico que ainda ecoa quase um mês depois de terminar de ler.

Também me impressionei com a modernidade do texto, em parte, claro, mérito do tradutor, mas a própria história, personagens e até contexto cultural são quase atemporais, muito embora, claro, 126 anos depois, algumas coisas nos pareçam… ingênuas, algumas relações muito submissas. Ainda assim me admirei com a determinação e maturidade das personagens repetidas vezes e, agora mesmo, me sinto inspirado por elas, apesar de reconhecer na história um verdadeiro desafioà percepção à razão.

No final da leitura você provavelmente terá um veredito, mas recomendo fortemente experimentar outros, exercitar o “e se…” pois essa é uma abordagem para a vida que nos ajuda a perceber que as coisas tem nuances e se movem o tempo todo.

Ficha técnica

  • Título original: he Turn of the Screw
  • Títulos no Brasil e em Portugal: A Outra Volta do Parafuso / Calafrio
  • Autor: Henry James
  • Tradução Paulo Henriques de Britto (um grande tradutor brasileiro)
  • Editora da edição que li: Penguin (não achei a página do livro no site deles)
  • Link para comprar na Amazon (recebo um %): A Outra Volta do Parafuso

Imagem

Foto de Neil Mark Thomas na Unsplash

#Clássicos #terror

Henry James – Wikipédia, a enciclopédia livre