Pais falam de dinheiro com filhos cada vez mais cedo

O Dia das Crianças é tradicionalmente marcado pela entrega de presentes, mas, pode ser também um momento de reflexão sobre consumo e educação financeira. De acordo com uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box – com 1,11 mil pais entrevistados em todo o país, entre 10 e 22 de setembro de 2025, e margem de erro de 2,9 pontos percentuais -, os pais estão cada vez mais atentos à importância de ensinar seus filhos a lidarem com o dinheiro: 53% começaram a falar sobre finanças com os filhos antes dos 8 anos.

Ainda segundo a pesquisa, 41% acreditam que a educação financeira deve começar nos primeiros anos do ensino fundamental, mostrando que o contato das crianças com o universo das finanças precisa acontecer cada vez mais cedo.

O estudo também revela que o dinheiro digital já faz parte da rotina infantil: 28% das crianças recebem mesada por meio de PIX, conta digital ou cartão, 73% tiveram acesso ao primeiro cartão ou conta antes dos 15 anos e 39% já usam o PIX como forma de pagamento. Outros 22% possuem cartão de débito vinculado à conta dos pais.

“Mais conscientes sobre o impacto da autonomia digital, os pais estão atentos a como os filhos lidam com o dinheiro”, afirma Karla Pontes, especialista da Serasa em educação financeira. “Esse tema desperta reflexões importantes sobre o equilíbrio entre permitir liberdade e estabelecer limites, especialmente em um contexto em que o uso de meios de pagamento digitais e o acesso às redes sociais fazem parte da rotina das novas gerações”.

Karla ainda sugere algumas alternativas para contribuir com a educação financeira das crianças de casa, como estabelecer uma mesada educativa, com regras e acompanhamento de pais e responsáveis. O conceito compreende estabelecer valores fixos para que a criança possa aprender a se programar financeiramente, periodicidade (que pode variar de acordo com a idade) e regras de uso do valor, determinando quantias para poupança e prioridades de compras.

A partir dessa prática, os pequenos aprendem sobre planejamento, desenvolvem a percepção de que não é possível comprar tudo que se quer de uma só vez e que é preciso poupar para conquistar alguns objetivos. “Ao construir esse senso de responsabilidade, é ainda mais fácil reconhecer o valor do dinheiro desde a infância e, dessa forma, ajudar a formar adultos ainda mais preparados para cuidar das próprias finanças”, reforça Karla.

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Shows movem paixão e sacrifícios dos brasileiros

Para o público brasileiro, os shows e festivais não são apenas momentos de lazer: os eventos representam memórias, conexões e, muitas vezes, exigem escolhas financeiras e pessoais. 89% dos brasileiros participam de até sete desses eventos por ano, como mostra uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, que ouviu mais de mil pessoas em todo o Brasil.

Para aqueles que vão a shows, a principal motivação é clara: 70% vão aos shows para assistir a um artista específico. Mas a experiência não se resume apenas ao palco: para 36%, ela se torna ainda mais especial quando compartilhada com amigos; 23% destacam o ambiente e a estrutura como fatores decisivos; 18% valorizam o preço acessível; e 12% apontam curiosidades e novidades como diferenciais.

A paixão que move multidões

O amor pela música faz com que muitos ultrapassem limites. Quando perguntados sobre o que consideram as maiores loucuras já feitas apenas para acompanhar um show ou festival, 23% afirmam ter gastado além do que podiam em ingressos ou produtos de artistas, e 20% dizem ter viajado para outro estado, ou até para fora do país.

Em alguns casos, o desejo de estar presente falou mais alto até mesmo do que compromissos do dia a dia ou o próprio orçamento: 9% admitiram ter deixado de pagar contas para ir ao show do artista favorito.

Se a paixão é intensa, os obstáculos também se impõem. O valor dos ingressos é a barreira mais citada, lembrado por 44% dos entrevistados. Distância (19%), falta de tempo (17%) e preocupações com segurança (10%) também pesam na balança e ajudam a explicar por que muitos não conseguem estar presentes em todos os eventos que gostariam.

Outro ponto que limita a presença é a concentração dos grandes eventos no Sudeste. Mais da metade dos entrevistados (55,5%) dizem que acabam indo a menos shows do que gostariam justamente por essa centralização geográfica. Ainda assim, o desejo de viver esses momentos leva muitos a se movimentarem: 34% já viajaram dentro do estado para assistir a um show, 18% cruzaram estados da mesma região e 16% atravessaram o país em busca da experiência.

Entretanto, mesmo quando não conseguem estar presentes fisicamente, a conexão continua: 73% dos brasileiros afirmam acompanhar shows e festivais pelas redes sociais ou transmissões ao vivo, ampliando a experiência para além das arenas e palcos.

“A música desperta emoções únicas e cria memórias que ficam para sempre. O que a pesquisa mostra é que, mesmo diante de desafios como o preço dos ingressos, os brasileiros estão dispostos a fazer esforços financeiros e pessoais para viver essas experiências. Isso revela como os shows e festivais estão profundamente ligados ao comportamento do consumidor e à forma como ele escolhe investir seu tempo e dinheiro”, comenta Rodrigo Costa, especialista da Serasa em educação financeira.

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Festas juninas movimentam o bolso no Nordeste: 79% esperam renda extra

As festas juninas, além do seu valor cultural, têm impacto direto na economia do Nordeste. Pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, mostra que 79% dos moradores da região esperam obter renda extra com os festejos. Para 53% dos entrevistados, esse dinheiro será utilizado principalmente para o pagamento de dívidas.

O estudo, que ouviu mais de duas mil pessoas em todo o país, revela como o período junino movimenta diversos setores da economia regional. Entre os segmentos mais citados no Nordeste estão alimentação (69%), shows e eventos culturais (61%) e o comércio local (58%). Também têm destaque vestuário típico (57%), turismo (45%) e agricultura (44%).

A percepção de aumento nas vendas é clara: 76% dos entrevistados dizem notar maior movimentação no comércio durante o mês de junho. Esse cenário representa mais consumo, mais vendas e, sobretudo, mais oportunidades para pequenos negócios e trabalhadores informais. O efeito se espalha: 61% observam crescimento no turismo, 57% apontam a geração de empregos temporários e 49% destacam a valorização dos produtos artesanais.

“Junho é, cada vez mais, um mês de fortalecimento das economias regionais”, afirma Thiago Ramos, especialista em educação financeira da Serasa. “Os pequenos empreendimentos e os trabalhadores autônomos são os mais favorecidos pela geração de renda extra proporcionada pelas festas juninas, cujas celebrações só crescem”, complementa.

Participação e gastos com os festejos

No Nordeste, 71% dos entrevistados afirmam participar das festas juninas, seja em sua própria cidade (53%) ou viajando para outros municípios (16%). Quanto aos gastos, a maioria (46%) declara despesas de até R$ 300, sendo 16% até R$ 100 e 30% entre R$ 101 e R$ 300. Há também uma parcela relevante disposta a investir mais: 23% gastam entre R$ 301 e R$ 500 e 12% entre R$ 501 e R$ 800.

Cultura, identidade e economia

Além do aspecto festivo, os entrevistados do Nordeste também destacam outras dimensões importantes das festas juninas. Para 59%, elas contribuem para a preservação das tradições; 53% associam os festejos ao desenvolvimento econômico; e 52% enxergam fortalecimento da identidade cultural. Os dados reforçam o papel das celebrações na vida social e econômica da região.

Panorama nacional

Em comparação com o restante do país, os dados do Nordeste se mostram mais expressivos. Nacionalmente, 62% dos entrevistados esperam obter renda extra com as festas, e 61% percebem aumento na movimentação do comércio e dos serviços. A participação nas comemorações é de 65%, com 9% indicando viagens para outras cidades dentro do mesmo estado. Os percentuais de gasto mais elevado também são menores fora da região Nordeste.

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54% dos consumidores preferem WhatsApp para conversar com empresas

Pesquisa CX Trends 2024, realizada pela Octadesk em parceria com o instituto Opinion Box, mostra que 54% dos consumidores brasileiros escolheram o WhatsApp como canal preferido para conversar com empresas. Esse comportamento revela não apenas uma preferência, mas também uma necessidade.

“O cliente atual busca soluções rápidas, e quem oferece esse canal de atendimento se torna a escolha óbvia. Hoje não se trata mais apenas de uma ferramenta, mas sim de uma revolução no relacionamento entre marcas e clientes. Aqueles que não se adaptam a essa nova realidade correm o risco de ficar para trás”, comenta Rodrigo Ricco, fundador e diretor-geral da Octadesk.

Segundo ele, a integração de diferentes canais de comunicação é importante para atender às expectativas do consumidor atual, que busca flexibilidade na hora de interagir com marcas. “Empresas que oferecem uma abordagem omnichannel – onde o cliente pode iniciar a conversa em um canal e continuar em outro, sem perder o contexto – tendem a criar uma experiência mais fluida e personalizada”.

Ainda de acordo com a pesquisa, ferramentas como e-mail (49%) e chat no site (45%) ainda desempenham um papel relevante, mas o WhatsApp se destaca pela sua acessibilidade e pelo uso massivo entre os brasileiros.

Outro ponto importante é o impacto que o uso do aplicativo da Meta pode ter depois da venda ou da contratação de um serviço, transformando o atendimento em uma vantagem competitiva. Ricco destaca que um atendimento de qualidade vai além da venda inicial: ele cria um relacionamento contínuo, garantindo que o cliente volte e, mais importante, recomende a marca para outras pessoas. “O WhatsApp, nesse contexto, é uma ferramenta poderosa para nutrir esse relacionamento, oferecendo respostas rápidas, personalização e, principalmente, uma comunicação mais humana e próxima”, finaliza.

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43% dos inadimplentes nordestinos apostam em bets na esperança de quitar dívidas

O crescimento das apostas esportivas tem chamado a atenção para seus impactos na saúde financeira dos brasileiros, especialmente entre os inadimplentes. No Nordeste, 45% dos consumidores com dívidas já realizaram apostas em bets, conforme pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, que entrevistou 4,46 mil consumidores em todo o país, entre 10 e 18 de outubro.

A pesquisa destaca que, no Nordeste, 43% dos endividados que apostaram o fizeram com a esperança de quitar suas dívidas, percentual próximo ao nacional de 44%. Além disso, 26% iniciaram as apostas buscando dinheiro rápido para pagar contas, enquanto 29% procuravam uma renda extra. No cenário nacional, esses índices são de 29% e 27%, respectivamente.

Preocupada com os efeitos das apostas on-line na saúde financeira dos consumidores, a Serasa lança o Guia Serasa de Bets e Apostas On-line: Como Evitar que o Entretenimento Afete a Saúde Financeira. O material visa conscientizar sobre os riscos das apostas descontroladas e oferecer orientações para manter o equilíbrio financeiro.

“Na tentativa desorganizada de pagar as dívidas, os brasileiros podem estar aumentando os seus débitos” alerta Patricia Camillo, gerente executiva da Serasa. “Apostador prudente é o que consegue definir limites, evitando que o entretenimento comprometa o orçamento e a saúde familiar”, finaliza Patrícia.

Guia Serasa de Bets

Para contribuir com a conscientização da população sobre o tema que está impactando a vida financeira dos brasileiros, a Serasa produziu um guia com orientações que estimulam uma relação menos prejudicial – ou mais saudável possível – com as apostas. “O Guia Serasa de Bets não tem o objetivo responsabilizar os apostadores, mas alertá-los sobre os riscos e cuidados com as finanças”, explica Patrícia Camillo.

Especialistas como Valéria Meirelles, conhecida como a ‘Psicóloga do Dinheiro’, e Thiago Godoy, o ‘Papai Financeiro’, participaram da criação do conteúdo. Disponível on-line e de forma gratuita, o manual é dividido em 10 capítulos, que trazem informações e recomendações:

  • O crescimento e a regulamentação das bets;
  • Quais plataformas estão autorizadas a operar;
  • Preocupações e cuidados mentais;
  • Quem não está habilitado a jogar;
  • Impacto das dívidas de apostas na saúde financeira e emocional do apostador e de sua família;
  • O que fazer em caso de endividamento;
  • Quando buscar ajuda psicológica, são alguns dos tópicos do guia.

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Os gastos com filmes e séries assumiram um protagonismo diferenciado no orçamento brasileiro, como revela pesquisa inédita realizada pela Serasa. Em média, o brasileiro já assina duas plataformas de streaming, com despesas de até R$ 100 por mês.

Produzido pelo Instituto Opinion Box, o levantamento permite saber que 63% dos consumidores estão preocupados com os gastos crescentes com serviços de streaming e, talvez por isso, 51% admitem compartilhar assinaturas com amigos e familiares a fim de economizar.

“O brasileiro está reduzindo o gasto com TV por assinatura para contratar vários serviços de uma só vez. Porém, com tantas inovações e reajustes dos preços, é necessário traçar estratégias para que os gastos com esse lazer não virem um peso no orçamento familiar”, alerta Thiago Ramos, especialista em educação financeira da Serasa.

A pesquisa também demonstra que 7 em cada 10 brasileiros admitem estar reduzindo de forma ainda mais veloz a frequência às salas de cinema, trocando uma despesa pela outra. Entre os principais motivos da preferência pelos streamings, segundo o levantamento, aparecem a facilidade e o conforto de ver filmes em casa (39%) e o aumento dos custos para a experiência de ir a uma sessão no cinema (37%), que costuma envolver o ingresso, deslocamento, alimentação e outras despesas.

https://mauricioaraya.com/2024/08/16/servicos-de-streaming-de-filmes-e-series-ja-fazem-parte-do-orcamento-de-79-dos-brasileiros/

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Serviços de streaming de filmes e séries já fazem parte do orçamento de 79% dos brasileiros

Pesquisa revela que gastos são cada vez mais presentes no monitoramento financeiro: 63% se preocupam com valor crescente, e 51% precisa compartilhar a assinatura.

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