Termômetro caiu, pressão subiu: saiba como o frio pode afetar sua saúde cardiovascular

Entre os mitos e verdades que cercam a saúde, uma das dúvidas recorrentes é sobre a relação entre o tempo mais frio e o aumento da pressão arterial. Será que essa relação é real? Segundo o médico cardiologista e professor do Instituto de Educação Médica (Idomed), Herbert Mendes, essa conexão realmente existe e exige certos cuidados, principalmente nos casos de hipertensão pré-existente em pessoas com mais de 40 anos.

Herbert Mendes, professor do Idomed

De acordo com o especialista, nas temperaturas mais baixas há um aumento da possibilidade de ocorrer vasoconstrição, numa tentativa do corpo de reter calor. Com isso, os vasos sanguíneos ficam mais estreitos.

Nessas condições, o coração encontra maior dificuldade para bombear o sangue, o que o faz trabalhar mais intensamente. Isso pode levar ao aumento da sobrecarga cardíaca e, consequentemente, à elevação da pressão arterial

Não é comum o nosso estado ter temperaturas mais frias, porém, para as pessoas que pensam em viajar a trabalho ou nas férias para lugares mais frios, vale a atenção, principalmente para os fatores de riscos. A atenção deve ser redobrada para pessoas com a doença pré-existente e acima dos 40 anos, pois o sistema cardiovascular tende a perder parte de sua elasticidade e eficiência, tornando-se mais suscetível a alterações provocadas pelo frio. Além disso, quem já convive com a hipertensão apresenta vasos sanguíneos que, em muitos casos, já estão mais rígidos ou comprometidos por outros fatores, como o acúmulo de placas de gordura. Esses elementos dificultam ainda mais a adaptação do organismo às mudanças de temperatura, elevando o risco e complicações relacionadas à pressão arterial.

Como prevenir

A prevenção envolve evitar os principais gatilhos da hipertensão, ainda mais em temperaturas mais baixas. Entre eles, destacam-se o consumo excessivo de sal e de alimentos muito calóricos e gordurosos. O sal, em especial, contribui para a elevação da pressão arterial porque favorece a retenção de líquidos no organismo, aumentando o volume de sangue circulante e exigindo mais esforço do coração.

Já entre as recomendações do cardiologista estão a ingestão regular de água, especialmente no frio, quando a tendência é beber menos líquidos. “A hidratação adequada ajuda a manter o equilíbrio do volume sanguíneo e favorece o bom funcionamento dos rins, órgãos essenciais no controle da pressão arterial”, reforça. Também é indicada a prática regular de atividades físicas ao longo da semana. “Os exercícios contribuem para a dilatação dos vasos, melhoram a circulação, fortalecem o coração e ajudam a controlar o peso, todos fatores que auxiliam na manutenção de níveis saudáveis de pressão”, conclui.

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Coração jovem sob ameaça: hipertensão atinge nível recorde entre pessoas de 18 a 24 anos

A hipertensão é uma doença silenciosa que afeta órgãos vitais e está entre as principais causas de complicações cardiovasculares. Um estudo do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), vinculado ao Ministério da Saúde, revela que pessoas com 60 anos ou mais apresentam maior propensão a desenvolver hipertensão arterial. No entanto, os dados mais recentes chamam a atenção para um novo cenário: em 2023, foi registrada a maior prevalência da doença entre jovens de 18 a 24 anos em toda a série histórica da pesquisa.

Esse panorama reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce em todas as faixas etárias. “Embora tradicionalmente associada a pessoas mais velhas, a hipertensão tem se tornado cada vez mais frequente entre os jovens, devido a questões relacionadas ao estilo de vida, como má alimentação, sedentarismo, estresse, sono de má qualidade e aumento da carga de trabalho, por exemplo”, explica o cardiologista Pablo Germano, professor da Faculdade de Medicina de Açailândia (Idomed Fameac).

Além disso, informações da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgadas também em 2023, estimam que cerca de 30% da população adulta brasileira viva com hipertensão — o maior índice desde 2006. O levantamento mostra ainda que a prevalência é maior entre as mulheres nas capitais brasileiras, com 29,3% dos diagnósticos, enquanto os homens correspondem a 26,4%.

A hipertensão arterial é caracterizada pelo enrijecimento das paredes das artérias — um processo lento, que, na maioria das vezes, se desenvolve sem apresentar sintomas até estágios mais avançados da doença. Segundo o cardiologista, diversos fatores podem contribuir para o surgimento do quadro.

É essencial controlar o consumo de sal. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de, no máximo, 5 gramas por dia. O excesso, aliado ao consumo de gorduras e ao sedentarismo, favorece a obesidade, que está diretamente ligada à hipertensão. Perder cerca de 5% do peso corporal pode reduzir a pressão arterial em até 30%

Essa condição é considerada sistêmica, ou seja, pode comprometer diferentes órgãos. No coração, por exemplo, pode provocar aumento do tamanho do órgão (hipertrofia) e, posteriormente, levar ao enfraquecimento dessa musculatura, resultando em insuficiência cardíaca. Além disso, a doença é considerada o principal fator de risco para infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e insuficiência renal, que pode inclusive evoluir até o ponto da necessidade de hemodiálise.

Essa é uma doença silenciosa, muitas vezes sem sintomas. Quando aparecem, os sinais podem incluir dores de cabeça, mal-estar e zumbido no ouvido, o que pode significar que a pressão já está muito elevada

O especialista alerta que, além do estilo de vida, há fatores genéticos envolvidos. Ter histórico familiar, especialmente entre parentes de primeiro grau, aumenta o risco. Ainda assim, hábitos saudáveis ajudam no controle: alimentação equilibrada, sono reparador, prática regular de atividade física (ao menos 150 minutos por semana) e redução do estresse.

Para evitar complicações mais graves, o médico também indica a realização de consultas médicas regulares, fundamentais mesmo para quem se sente saudável. Jovens devem fazer exames a cada três anos, e pessoas acima dos 40 anos, anualmente.

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Costa Rica duplica consumo de sal recomendado por la OMS

San José, 18 may (elmundo.cr) – Costa Rica duplica el consumo de sal recomendado por la Organización Mundial de la Salud (OMS), lo que preocupa por su relación con la hipertensión arterial y otras enfermedades no transmisibles. Según la Caja Costarricense del Seguro Social, el 37,2% de los adultos costarricenses padece hipertensión arter [...]

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