"Não estamos diante de uma sociedade homogênea com desacordos pontuais. Estamos diante de formas de vida que experimentam Estado, mercado, violência e cidadania de maneiras radicalmente distintas [...] Disputar a linguagem da política é disputar a política da linguagem [...] exige tornar visíveis os eixos conceituais e certezas fulcrais que estruturam nossos desacordos".

---

Gostei deste texto porque ele sai da crítica superficial e toca na raiz. Geralmente, quando um debatedor possui bagagem de Filosofia, inicia definindo algumas premissas com seu "adversário". Esclarecendo qual é o entendimento que cada um tem sobre X ou Y, a fim de não ficar batendo cabeça.

Certa vez, em conversa com um amigo, aleguei que Cultura era mais importante em determinado contexto; ele discordou, disse que era Educação. No final das contas, estávamos defendendo a mesma coisa usando nomes diferentes.

Prezo por saber qual é a bússola moral e princípios que a pessoa segue. Porque, diante deles, compreendo (não necessariamente concordo) com determinadas posições. O duro é fazer com que ambos lados da discussão façam este exercício mental.

https://outraspalavras.net/crise-brasileira/vinte-contra-um-e-a-gramatica-oculta-da-polarizacao/

#OutrasPalavras #Debate #Dialetica

“Vinte contra um” e a gramática oculta da polarização | Outras Palavras

Um formato de embate político viraliza na internet e revela fato incômodo: apesar de importantes, dados não convencem. O que está em jogo são as “certezas fulcrais” de mundo. Possível saída: em vez de tentar vencer debate, disputar os valores que organizam a vida coletiva

Outras Palavras

[Ciberguerras: o que a China entendeu antes do mundo | Outras Palavras](https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/ciberguerras-o-que-a-china-entendeu-antes-do-mundo/)

Comecei a ler este artigo logo após o outro que comentei no toot anterior e, prestando atenção nas "palavras-chaves", já começamos a ligar os pontos:

"[...] Nesse contexto, conflitos contemporâneos não se iniciam necessariamente com tropas ou bombardeios, mas com vigilância massiva, rastreamento digital [...]"

#RastreamentoDigital #Ciber_guerra #CiberGuerra #OutrasPalavras

Ciberguerras: o que a China entendeu antes do mundo | Outras Palavras

As guerras no século XXI se iniciam na vigilância massiva, interceptação de dados e controle sobre infraestruturas digital. Foi o que precedeu o ataque à Venezuela. Vale analisar o caso chinês, que se destaca por tecnologias soberanas e ecossistema que garante a segurança nacional

Outras Palavras

Na atual conjuntura, preocupante e problemática, mas rica em desafios (e, bem sabemos, em oportunidades – sim, sejamos esperançosos), a autonomia universitária serve para quê? Para justificar uma aliança do imobilismo institucional e do ranço acadêmico com o conservadorismo social?

#educacao #universidade #outraspalavras

https://outraspalavras.net/crise-brasileira/universidade-provocacao-para-uma-agenda-desutopica/

OP CONTEXTUALIZA | EM O AGENTE SECRETO, O POVO TEM CARA DE POVO (Outras Palavras)

"[...] Frevo, sim. O povo sofre e cai na folia. Na Europa, quando o povo sofre, é tudo separado, primeiro se sofre, depois se festeja, se festeja e depois sofre, cada coisa tem a sua vez. Lá, não. Sofre e festeja [...] Tem algo de muito inovador na arte de Kleber Mendonça. E vou dizer o que é: o cabra ainda anda a pé pela cidade de Recife, acredita? É que quem anda a pé vê as coisas por outro ângulo, vê gente, fala com gente, sente o cheiro da cidade".

https://outraspalavras.net/outrasmidias/em-o-agente-secreto-o-povo-tem-cara-de-povo/

#OAgenteSecreto #OutrasPalavras

Em O Agente Secreto, o povo tem cara de povo | Outras Palavras

Vencedor em Cannes, o filme de Kleber Mendonça tem o olhar de quem anda pela cidade. Se passa em 1977, mas parece hoje. Tem madame que deixa empregado morrer; delegado miliciano; tem frevo, música e ritmo acelerado de quem sofre e festeja, tudo ao mesmo tempo

Outras Palavras

A materialidade grotesca da Internet | Outras Palavras

A ideia de que a internet habita um “éter” leve, imaterial e suspenso em nuvens é uma construção mítica amplamente difundida pelo discurso tecnológico hegemônico. Longe dessa fantasia de fluidez e pureza, o funcionamento da rede depende de uma infraestrutura pesada, altamente material e profundamente territorializada. Por trás da retórica das “nuvens” existe uma complexa e densa malha de cabos submarinos, estações terrestres e imensos data centers que constituem a verdadeira espinha dorsal do sistema de comunicação global.

https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/a-materialidade-grotesca-da-internet/

#datacenter #brasil #outraspalavras

A materialidade grotesca da Internet | Outras Palavras

Longe de habitar um espaço neutro e etéreo, a comunicação global exige intensa infraestrutura: data centers (já há 196 no país), estações e cabos submarinos. Mapa revela as contradições de um modelo concentrado, seletivo e ambientalmente oneroso

Outras Palavras

A notável expansão das cooperativas digitais | Outras Palavras

Trata-se de “resgatar a internet como um bem público, estimular um mundo digital como bem comum digital (digital commons), e criar um ambiente online que sustenta a sua promessa original e promove a apropriação pelas comunidades.” Frente ao controle global de gigantes financeiros como BlackRock, Vanguard e State Street, que inclusive são acionistas das grandes mídias sociais, ”o que precisamos é um reimaginar radical do nosso sistema econômico para priorizar a equidade, justiça e sustentabilidade, como uma questão de urgência.”(29)

https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/notavel-expansao-das-cooperativas-digitais/

#cooperativismo #SoberaniaDigital #cooperativismodeplataformas #outraspalavras

A notável expansão das cooperativas digitais | Outras Palavras

Em meio ao domínio das big techs, movimento oposto ganha força internacional: tecnologia e conectividade em favor do Comum e da Colaboração. Livro expõe a transformação – de plataformas a bancos e data centers – e reflete sobre ela

Outras Palavras

"O 'lazer digital' oferecido pelas plataformas não é neutro. Ele molda a atenção, orienta comportamentos, coloniza desejos. O indivíduo acredita estar escolhendo, mas é conduzido por algoritmos que decidem o que ele verá, ouvirá e desejará".

https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/quando-ate-o-ocio-vira-mercadoria/

#OutrasPalavras #GustavoGabrielGarcia #Ocio

Quando até o ócio vira mercadoria | Outras Palavras

Com a tecnologia, promessa era de tempo mais livre – mas o resultado é esgotamento. Sociedade foi capturada um novo regime temporal em que plataformas digitais colonizam a atenção. Adorno já ironizava “a coerção invisível do lazer organizado”

Outras Palavras

[Uma invasão hacker contra as big techs | Outras Palavras](https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/uma-invasao-hacker-contra-as-big-techs/)

"Um plano para reconquistar o futuro
O Plano Nacional de Soberania Digital propõe:

- Infraestrutura pública e descentralizada;
- Plataformas livres, abertas e interoperáveis;
- Letramento digital crítico para toda a sociedade;
- Regulação democrática das plataformas privadas;
- Proteção e autonomia dos dados brasileiros;
- Apoio à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias públicas e comunitárias;
- Estímulo a redes de inovação popular e cooperativas digitais.
- Esse plano não parte do zero. Ele é tecido a partir das experiências da Rede Mocambos, da Coalizão Direitos na Rede, da Rede Sacix, das Produtoras Colaborativas, do Fediverso, da Baobáxia, da Onda.Social, do Cultura Viva Digital e de muitas outras redes e coletivos que vêm experimentando outro modelo possível de internet, de economia e de vida".

#PlanoNacionaldeSoberaniaDigital #OutrasPalavras #UiraPora #SoberaniaDigital #SoberaniaDigitalPopular

Uma invasão hacker contra as big techs | Outras Palavras

O que é o Plano Nacional de Soberania Digital, que ativistas de todo o Brasil tentarão esboçar esta semana, em Brasília. Por que enfrentar as corporações que dominam a internet, usando o potencial das tecnologias para o bem comum, é central para a democracia

Outras Palavras

“Me incomoda um pouco essa quase que automática adesão de muitos grupos sociais a uma ideia de participar do ‘show do progresso’, participar do ‘show do sucesso’, participar desse evento que promete que nós vamos continuar tirando o petróleo, que a gente vai continuar aquecendo a temperatura global e que a gente vai escapar disso com tecnologia, com ciência e tecnologia”, diz.

https://outraspalavras.net/outrasmidias/krenak-nao-somos-maquinas-de-fazer-coisas/

#krenak #outraspalavras

Krenak: "Não somos máquinas de fazer coisas" | Outras Palavras

Liderança indígena e membro da Academia Brasileira de Letras revisita a história do “progresso” brasileiro e seu futurismo predatório. E explica por que faz uma “defesa contraditória” ao governo Lula, que lida com duas pedras no sapato na governança ambiental

Outras Palavras

Um tema sempre muito mencionado, mas até hoje pouco investigado, diz respeito à colaboração do Grupo Folha com a ditadura por meio da cessão de seus automóveis para dar cobertura a operações contra militantes políticos (campana, perseguição, prisão e transporte de opositores ao regime) realizadas no âmbito da Operação Bandeirante (Oban).

Há diversos relatos de ex-presos e militantes políticos que afirmaram ter visto e/ou sido vítimas da repressão através dos carros da empresa, bem como depoimentos de ex-agentes da repressão, evidenciando que as relações entre a Folha e a ditadura foram além da afinidade ideológica. Essa versão foi praticamente chancelada pelo relatório final da Comissão Nacional da Verdade (2014), ao afirmar que o apoio do empresariado paulista, dentre eles o Grupo Folha, teria sido fundamental para dar legitimidade e sustentação à ditadura e sua estrutura coercitiva (Brasil, 2014b).

https://outraspalavras.net/direita-assanhada/a-folha-era-o-aparato-da-repressao/

#Brasil #Política #Ditadura #Reportagem #OutrasPalavras

"A Folha era o aparato da repressão" - Outras Palavras

Jornalistas e ex-policiais confirmam (e detalham) uma história de que se suspeitava: visando vantagens políticas e econômicas, Grupo Folha emprestou seus carros para campana e assassinato de opositores. Publicamos mais um trecho de um livro indispensável

Outras Palavras