" #TarifaZero , um novo Bolsa Família?" #OutrasPalavras

Interessante essa perspectiva: para além da liberdade de locomoção, uma forma de fomentar a economia local e regional.

Hoje, muitas vezes, deixo de comprar algo na minha cidade porque o valor da condução de ida e volta chega a ser mais alto que o frete de um pedido de internet. Este, aliás, costuma ser grátis em muitas ocasiões.

Abaixo, alguns grifos que fiz:

"o fim da cobrança de passagens não é apenas uma questão de mobilidade urbana, mas uma estratégia de dinamização da economia, justiça social e combate às desigualdades raciais".

"Injeção real, equivalente R$ 45,6 bilhões: Este é o 'dinheiro novo' que passaria a circular na economia nacional. É o montante que hoje sai diretamente do salário do trabalhador pagante e que, com a Tarifa Zero, passaria a ser gasto em supermercados, farmácias e serviços locais".

"Ao converter o gasto compulsório com passagens em renda disponível, o Estado promove um estímulo econômico que volta para a sociedade na forma de consumo e arrecadação de impostos sobre produtos".

"quanto menor a renda da família, maior é o peso do transporte no orçamento".

https://outraspalavras.net/outras-cidades/tarifa-zero-um-novo-bolsa-familia/

Tarifa Zero, um novo Bolsa Família? | Outras Palavras

Estudo nas capitais brasileiras revela: gratuidade tem o potencial de gerar 45,6 bi em “dinheiro novo”. Valor antes retido nas catracas circularia na economia nacional e se tornaria “salário indireto” para a população que enfrenta o alto custo de vida e precarização

Outras Palavras
@diegopds investimento em infra de transporte é quase sempre positivo pra economia! vale pra tarifa zero, mas vale também pra uma malha ferroviária!
@CompadredeOgum Verdade, mas acho que malha ferroviária só rola com mandatos de 8 anos + reeleição :-(
@diegopds acredito que sim, para uma boa parte das pessoas a tarifa zero (que eu sou a principio a favor) incentivaria a ir em mais lugares e consequentemente movimentar mais a economia. Uma coisa que tem que ser levada em conta, primeiro, é que deveriam aumentar a capacidade também, antes de uma atualização como essa. Tem muitos lugares que os ônibus já andam lotados hoje, principalmente em horários de pico, então teria que haver mais disponibilidade de ônibus para a nova onda de usuários desse transporte público gratuito. Outra coisa que deveria ser feita (porém acho que essa é mais difícil) é observarmos e implementarmos uma locomoção mais inteligente e mais focada em PESSOAS e não CARROS - as famosas "walkable cities". Eu disse no começo "para uma boa parte" porque não me incluo totalmente no grupo, isso porque pra mim o problema de andar de ônibus não é ter que pagar, e sim ter que andar nele. Não me entenda errado, eu ando diariamente de ônibus e sinceramente os ônibus aqui da cidades são ótimos (tem até ar condicionado, mesmo sendo uma cidade pequena), eu gosto deles, a questão é que há um deslocamento que só consigo fazer de carro ou de ônibus, o que é bem chato (1/2)
@diegopds para mim. Tenho certeza que eu sairia bem mais e movimentaria bem mais a economia se eu pudesse simplesmente andar ou pedalar até o local que eu preciso ir em pouco tempo (aplicando também o conceito de "15 minutes cities"). Tem muitas coisas que eu peço para minha mãe fazer pra mim também porque não tenho tempo de fazer trabalhando o dia inteiro e tendo que ir pra faculdade depois. Eu não tenho carro, então mesmo que eu pudesse no horário de meio dia ir para algum lugar resolver algo, eu precisaria ir de uber ou ônibus (e olha que eu trabalho no centro). Ônibus obviamente é uma opção descartada porque eu precisaria esperar bem mais para pegar ele. Se tudo fosse feito pra ser perto, e eu pudesse andar até o local, provavelmente eu faria mais frequentemente. Eu poderia até pedalar mais! O que ia melhorar minha qualidade de vida (andar também), e de muitas outras pessoas (2/2)
@diegopds só um disclamer: eu escrevi tudo isso antes de ler a matéria, foi mal kkkkk. Se eu falei de algo já previsto nela, favor desconsiderar 
@diegopds Lendo aqui agora, acho que talvez tenha ficado confuso ainda o que quis dizer com tudo isso, mas basicamente é: do meu local de fala privilegiado, acredito que eu, e pessoas na mesma situação que eu, se beneficiariam mais ainda de cidades feitas para pedestres andarem e com deslocamento rápido (~15min). Li a matéria e ela cita que a TZ ajudaria a gerar R$ 60,3 bilhões brutos na economia, isto é incrível. Pra mim a TZ é um ótimo primeiro passo e acredito que as "walkable cities" e "15 minutes cities" seriam um segundo passo importante que poderia ajudar a gerar ainda mais na economia

@mayhm Concordo: o foco deve ser mais em pessoas, não carros. O conceito de cidade de 15 minutos é bem legal. Todavia exige planejamento, algo que não é a regra na maioria das cidades brasileiras. O mais próximo disso que costumo ver, são bairros mais nobres com centros comerciais focados naquele bairro em si, não na cidade como um todo.

Uma ideia que tenho pensado muito é a de ônibus circulares que façam trajetos menores, a fim de gerar menor trânsito e menor tempo de espera. Seu efeito colateral são as famigeradas baldeações (descer de um ônibus e subir em outro para completar o trajeto). Para idosos e pessoas com mobilidade reduzida, isso gera muito desgaste.

No caso de Uber e Táxi, acredito que precise de uma regulamentação pesada, a fim de fixar um número máximo por cidade; da forma como é hoje geram muito trânsito e carregam poucos passageiros simultaneamente. Seu uso deveria ser em casos específicos, como o que você citou.

No mais, as calçadas precisam melhorar. Sei que varia de cidade para cidade. Mas é muito comum calçadas inclinadas, que são apenas rampas para carros e ferram nossas articulações. Sem contar carros indevidamente estacionados, impedindo a passagem :-(

@diegopds sim!! Outra coisa, você acha que uma solução para essas baldeações poderia ser, em vez de usar ônibus, usar VLTs com linha dedicada? Acredito que assim eles poderiam fazer caminhos mais longos como os ônibus e não ter o lado ruim de ter que dividir trânsito com carros*. Além de que VLTs podem ter uma elevação de espera (como imagem) que facilita a entrada/saída de idosos e pessoas com mobilidade reduzida

*Not Just Bikes já comentou (https://youtu.be/HhQxNHrD6fA) do caso de Toronto onde os trams (VLTs) andam em conjunto com os carros e ainda tem falta de prioridade em semáforos. Esse caso torna eles basicamente inúteis. Se fosse aplicar no BR, teriam que ser visto esses pontos também, então quando digo não ter esse lado ruim, me refiro as condições perfeitas

@mayhm Não conheço quase nada sobre VLT. Por isso, ainda não tenho como opinar. Aliás, obrigado pela indicação do vídeo, vou assisti-lo na íntegra depois.

Zapeando ele, duas coisas me chamaram a atenção: o desembarque de passageiros no "meio" da rua e a ausência total de motos a combustão (que paraíso!).

Para mim, há uma relação direta entre ambos. Na cultura atual do Brasil, essa configuração seria perigosa, pois os motociclistas criaram uma regra não escrita de que essa linha branca pontilhada entre as faixas é deles.

Há cidades com trechos de um corredor azul exclusivo para motos, mas o que reina é uma zona, com buzinaço constante que afeta a saúde mental deles e de todos que estão por perto.

Sobre os VLTs andarem junto com carros, concordo que os torna "inúteis". Pois, até nos ônibus tradicionais, já temos no Brasil os corredores exclusivos para eles.

Como você mostrou na imagem, o VLT fica bem acessível para PCDs e idosos. Mas me parece que é necessário uma boa infraestrutura, não só das ruas em si, mas também das calçadas. O "X" da questão é o tempo para construi-la, com mandatos de 4 anos e reeleição no executivo, fica bem difícil algum governante encarar o projeto.