"Não estamos diante de uma sociedade homogênea com desacordos pontuais. Estamos diante de formas de vida que experimentam Estado, mercado, violência e cidadania de maneiras radicalmente distintas [...] Disputar a linguagem da política é disputar a política da linguagem [...] exige tornar visíveis os eixos conceituais e certezas fulcrais que estruturam nossos desacordos".

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Gostei deste texto porque ele sai da crítica superficial e toca na raiz. Geralmente, quando um debatedor possui bagagem de Filosofia, inicia definindo algumas premissas com seu "adversário". Esclarecendo qual é o entendimento que cada um tem sobre X ou Y, a fim de não ficar batendo cabeça.

Certa vez, em conversa com um amigo, aleguei que Cultura era mais importante em determinado contexto; ele discordou, disse que era Educação. No final das contas, estávamos defendendo a mesma coisa usando nomes diferentes.

Prezo por saber qual é a bússola moral e princípios que a pessoa segue. Porque, diante deles, compreendo (não necessariamente concordo) com determinadas posições. O duro é fazer com que ambos lados da discussão façam este exercício mental.

https://outraspalavras.net/crise-brasileira/vinte-contra-um-e-a-gramatica-oculta-da-polarizacao/

#OutrasPalavras #Debate #Dialetica

“Vinte contra um” e a gramática oculta da polarização | Outras Palavras

Um formato de embate político viraliza na internet e revela fato incômodo: apesar de importantes, dados não convencem. O que está em jogo são as “certezas fulcrais” de mundo. Possível saída: em vez de tentar vencer debate, disputar os valores que organizam a vida coletiva

Outras Palavras

"Necessariamente, a variedade é sustentada por, ou impressa sobre, uma base (ou indicador) energético-material; por outras palavras, a variedade depende de suportes materiais e veículos de energia e é, por isso, ora energia, ora informação: qual dos dois aspectos será eventualmente dominante dependerá do contexto (WILDEN, 2001, p. 14)."

Portanto não haverá informação desprovida de seu suporte material; não haverá informação “imaterial”.

Marcos Dantas
Dialética da informação: uma leitura epistemológica no pensamento de Vieira Pinto e Anthony Wilden (II)

http://dx.doi.org/10.18617/liinc.v12i1.892

#informacao #ti #dialetica #marxismo #marcosdantas #ufrj

Dialética da informação: uma leitura epistemológica no pensamento de Vieira Pinto e Anthony Wilden (II) | Liinc em Revista

Lógica formal e lógica dialética -

As três grandes leis da lógica clássica – da identidade, da não contradição e do terceiro excluído – são, assim, “refutadas”, embora permaneçam úteis para fins de clareza e de começo do trabalho cientifico.

Temos três concepções. Primeira: a contradição é lógica e existe na própria realidade. Segunda: se a realidade é movimento, temos de apreendê-la em seu movimentar. Terceira: a verdade está no contexto. Há diferença e movimento. Há aspectos da verdade em duas posições opostas, em ambas. Há uma terceira posição, antes excluída entre opostos, que deve ser inclusa.

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https://aterraeredonda.com.br/logica-formal-e-logica-dialetica/

Lógica formal e lógica dialética -

Por JOÃO P. PEREIRA: Da fotografia estática da lógica formal ao filme em movimento da dialética: uma síntese superior que captura o mundo no seu contexto, suas contradições dinâmicas e seu devir

A Terra é Redonda
Bluesky

Bluesky Social

Na prática, aparentemente, os comportamentos do cientista e do feiticeiro são idênticos do ponto de vista formal mas é exatamente a prática, trazendo à luz os fundamentos dialéticos do conhecimento, que irá, no curso do processo do desenvolvimento do saber racional, estabelecer a diferença entre o tipo de medicina mágica e a científica.

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Álvaro Vieira Pinto, O Conceito de Tecnologia. p.194.