Re[x]istência Fest celebra Amazônia e cultura maranhense

Um dos eventos mais aguardados do calendário cultural, musical e ambiental do Maranhão, o Re[x]istência Fest está de volta com produção do Coletivo Reocupa, em São Luís. Será no dia 28 de setembro, das 15h às 23h, na Praça Deodoro, Centro Histórico, com entrada gratuita. Nos palcos, estarão artistas da cultura maranhense, preta e periférica, mostrando sua diversidade para o público.

“São artistas de diversos segmentos que expressam a multiculturalidade de um estado que é um dos territórios mais pretos da federação”, acrescenta Deuza Brabo, co-fundadora do Coletivo Reocupa.

Em homenagem ao Setembro Amazônico, o festival tem o objetivo de celebrar os povos, a cultura e a floresta amazônica, em um dia de atividades que incentivam a produção local, o consumo consciente e a relação com o meio ambiente. Tudo isso com programação cultural e musical.

“O Re[x]istência Fest é nossa maneira de buscar acentuar caminhos e possibilidades para tornar a vida mais sustentável”, destaca Karol Ramos, uma das organizadoras do festival e coordenadora do Coletivo Reocupa.

Em sua quarta edição, o festival quer promover a reflexão sobre a Amazônia maranhense, homenageando o bioma que tem sido o centro das atenções por seu papel fundamental na regulação do clima e na preservação da vida.

“O Maranhão perdeu cerca de 80% de seu território amazônico nos últimos 70 anos. Precisamos unir esforços para garantir a preservação do pouco que temos da Amazônia maranhense, a fim de reduzir os impactos da grave crise ambiental em que vivemos”, analisa Kadu Vassoler, que também assina a produção do festival e a coordenação do Reocupa.

Foto: Miguel de Castro Perez

#AmazôniaMaranhense #bioma #ColetivoReocupa #consumoConsciente #criseAmbiental #culturaPeriférica #culturaPreta #DeuzaBrabo #KaduVassoler #KarolRamos #Música #PraçaDeodoro #preservação #Reocupa #ReXIstênciaFest #SãoLuís #SetembroAmazônico #sustentabilidade

Coletivo Reocupa lança projeto de arte urbana no bairro do Monte Castelo, em São Luís

A partir do próximo sábado, 26 de julho, a capital maranhense ganha um novo símbolo artístico e ambiental com o início do projeto Arte nas Cidades: Amazônia Legal em Cores, realizado pelo coletivo Reocupa. A proposta é ocupar o espaço urbano com uma grande empena de grafite no condomínio São Marcos, no bairro do Monte Castelo – em São Luís -, dando visibilidade à temática da Amazônia Legal e promovendo a valorização da cultura, da arte urbana e das identidades tradicionais.

Com foco no tema MATA: Maranhão, Território Amazônico, a iniciativa busca chamar atenção para a sociobiodiversidade da região, suas florestas, rios, mares, fauna, flora e, sobretudo, seus povos. A arte será usada como ferramenta de conscientização ambiental e fortalecimento da produção artística amazônica.

Uma série de murais para falar de Amazônia

A empena no Monte Castelo é a primeira de uma série de intervenções urbanas previstas pelo projeto, que pretende ocupar outros espaços da cidade com painéis que dialoguem com a paisagem, a cultura e as urgências socioambientais da Amazônia Legal.

A escolha pelo grafite não é aleatória: como arte pública e acessível, ele transforma e ocupa espaços urbanos com cores, símbolos e narrativas visuais. A obra do condomínio São Marcos, localizada em uma área de intenso fluxo de pessoas, será um novo ponto de referência visual e cultural em São Luís, somando-se aos atrativos turísticos e comunitários da cidade

Acreditamos que o grafite tem o poder de comunicar questões sociais e ambientais de maneira direta, sensível e transformadora. Além disso, a iniciativa contribui para a revitalização de espaços públicos e para a promoção da identidade cultural local

Kadu Vassoler, um dos coordenadores do projeto

Maranhão amazônico

Dos 217 municípios do Maranhão, 181 integram a Amazônia Legal, incluindo a ilha de Upaon-Açu e seus quatro municípios. O estado abriga florestas, manguezais e um rico ecossistema de transição, uma riqueza que vem sendo perdida gradativamente. Dados do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) indicam que a vegetação original da Amazônia maranhense já foi reduzida a menos de 25%. O desmatamento, impulsionado pelo avanço do agronegócio, é hoje o principal algoz desse território.

Dessa forma, além de ressaltar a identidade amazônida, o projeto também pretende educar visualmente a população e ampliar a compreensão pública sobre os desafios socioambientais que afetam o território. Com o avanço do desmatamento e as ameaças crescentes às comunidades tradicionais, ações como essa se tornam ainda mais relevantes.

Fortalecimento de artistas local

Para essa primeira intervenção, foram convidados dois nomes expressivos da cena artística local: Will Barros e Lea Pac, artistas visuais que trazem em seus trabalhos uma forte relação com o território, a natureza e a resistência cultural.

Will Barros é designer, grafiteiro, tatuador e diretor criativo do ateliê coletivo Gruta do Mangue. Com ampla experiência em muralismo e arte urbana, trabalha com diferentes suportes como stickers, stencil, lambes e artes plásticas.

Lea Pac, nascida em Açailândia (MA), é artista plástica autodidata com 10 anos de trajetória no grafite e na educação artística. Atua como professora e curadora do Programa Arte de Rua do Estado do Maranhão e se destaca pela revitalização de áreas degradadas, utilizando cores marcantes e composições que enaltecem a fauna e a flora amazônicas.

Apoio e parcerias

O projeto Arte nas Cidades: Amazônia Legal em Cores conta com o apoio do Instituto Cultura, Comunicação e Incidência (ICCI), Instituto Clima e Sociedade (ICS), do Fundo Dema em parceria com a empresa Potiguar, que somam forças para viabilizar essa série de intervenções. A expectativa é que a empena se torne um cartão-postal contemporâneo da cidade, um espaço de encontro entre arte e meio ambiente, entre o urbano e o ancestral. Um convite coletivo para refletir, pertencer e agir.

Reocupa

O Reocupa foi fundado em abril de 2016, ocupando e mobilizando a cena local há mais de sete anos. Tem sede no Centro Histórico de São Luís. O casarão, também um centro cultural autogestionado, independente e aberto ao público, conta com acervo de livros, discos e brechó em seu espaço.

Acreditando na construção coletiva, o Reocupa é um espaço plural, disponível para as mais diversas manifestações artísticas, com o objetivo de democratizar a arte, a cultura e a educação através de perspectivas coletivas, influenciando e modificando a forma de ser e coexistir em sociedade.

Atualmente, o coletivo atua nas seguintes frentes: acesso universal à cultura, direito à cidade, educação popular e de checagem de informações, justiça climática, direitos humanos, luta feminista e manutenção dos saberes ancestrais através dos povos e territórios.

#Açailândia #acessoàCultura #agronegócio #AmazôniaLegalEmCores #AmazôniaMaranhense #ArteNasCidades #ArteNasCidadesAmazôniaLegalEmCores #arteUrbana #cartãoPostal #centroCultural #CentroHistórico #CondomínioSãoMarcos #conscientizaçãoAmbiental #democratizaçãoDaArte #desmatamento #direitoàCidade #direitosHumanos #educaçãoPopular #educaçãoVisual #fauna #feminismo #floraAmazônica #FundoDema #grafite #GrutaDoMangue #ICCI #ICS #identidadeCultural #InstitutoClimaESociedade #intervençãoUrbana #justiçaClimática #KaduVassoler #LeaPac #Maranhão #MaranhãoTerritórioAmazônico #MATA #MATAMaranhãoTerritórioAmazônico #MonteCastelo #painéisArtísticos #paisagemUrbana #Potiguar #povosTradicionais #PPBio #ProgramaArteDeRua #Reocupa #resistênciaCultural #saberesAncestrais #SãoLuís #sociobiodiversidade #WillBarros

‘Circuito Areté – Tempo de Festa’ realiza vivências sobre cultura indígena com estudantes de São Luís

Estudantes da rede pública de ensino de São Luís terão a oportunidade de vivenciar o universo da cultura indígena e cabocla com as atividades do Circuito Areté – Tempo de Festa, projeto gratuito que apresenta a cultura e arte pindorâmica e cabocla como forma de salvaguardar a memória dos povos originários brasileiros, em especial da região Nordeste.

O Circuito Areté – Tempo de Festa é uma realização do Aldeia Coletivo, em parceria com a Giro Planejamento Cultural. O projeto conta com o patrocínio da Petrobras, no Programa Petrobras Cultural, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução.

Nos dias 13 e 14 de novembro, o evento realiza vivências indígenas nas escolas CE Liceu Maranhense, Iema Pleno Centro, Ifma Monte Castelo, CE Benedito Leite – Escola Modelo e CE Sotero dos Reis. As atividades são exclusivas para os estudantes de cada escola. A expectativa é contar com a participação de pelo menos 2,5 mil estudantes.

A programação inclui rodas de cantos e danças, troca de saberes, pintura corporal, feira de artesanato indígena, bate-papo sobre a importância da preservação ao meio ambiente e a apresentação do espetáculo cênico-musical Ybytu-Emi, que recebeu três indicações ao Prêmio Caymmi de Música 2017 e foi finalista no Festival Rádio Educadora FM 2021.

Composto por canções que fazem parte do álbum Ybytu-Emi, O tempo e o vento, do Aldeia Coletivo, o espetáculo é permeado por intervenções cênicas que contemplam as culturas indígena, afro e nordestina. É um espetáculo que debate a cultura Cabocla como síntese da formação cultural do povo brasileiro, de uma nação plural e diversa.

“ O circuito apresenta a simbologia, a cênica e a musicalidade dos povos indígenas e caboclos por meio da arte, como forma de conectar diversos públicos, o que colabora com a preservação desse legado da cultura brasileira. Levar esse projeto para as escolas é uma forma de democratizar o acesso a esses saberes de forma mais efetiva para que a gente consiga ultrapassar as barreiras do preconceito e da desinformação por parte da sociedade, apresentando a história, beleza e riqueza das heranças ancestrais, que ainda hoje encontram dificuldades para serem difundidas e valorizadas”

Luiz Guimarães – o Caboclo de Cobre -, multi artista e pesquisador do Aldeia Coletivo

Circuito Areté – Tempo de Festa

O projeto celebra 10 anos de resistência e dedicação do Aldeia Coletivo ao estudo do universo Pindorâmico e Caboclo e visa lançar para a sociedade um olhar de reparação social, patrimonial, histórica e ambiental, movimentando a economia criativa ao conectar dois coletivos artísticos – o Coletivo Aldeia e o Wetçamy – a comunidades tradicionais, artistas, pesquisadores e escolas. 

https://mauricioaraya.com/2024/11/04/circuito-arete-tempo-de-festa-sao-luis-recebe-projeto-de-valorizacao-da-memoria-dos-povos-originarios/

Após as atividades nas escolas, será a vez da programação artística e cultural, nos dias 14, 15 e 16 de novembro, com apresentação dos espetáculos infanto-juvenis Pindorama, Antes de Chamar Brasil e Ypupyara, que ocorrem no Laborarte; e o show da banda Cabokaji com as participações do Cacique Idyarrury e Guerreiro Idyarony (Coletivo Wetçamy), além de artistas locais convidados, nos espaços do Reocupa e Tebas Café.

De cunho artístico, o Circuito Areté – Tempo de Festa estimula a difusão das artes a partir de uma cosmovisão indígena e cabocla. As ações do projeto visam reconhecer a importância do protagonismo indígena no processo educacional cultural como forma de quebrar estereótipos sobre os povos que compõem o Brasil. 

#AldeiaColetivo #AntesDeChamarBrasil #Cabokaji #CaciqueIdyarrury #CircuitoAretéTempoDeFesta #GuerreiroIdyarony #Laborarte #LuizGuimarães #MiltonBittencourt #Petrobras #Pindorama #povosOriginários #ReOCupa #SãoLuís #teatro #TebasCafé #Ypupyara

‘Circuito Areté – Tempo de Festa’: São Luís recebe projeto de valorização da memória dos povos originários

Evento realiza, na capital maranhense, conjunto de ações que incluem apresentações musicais, espetáculo de artes cênicas e vivências indígenas.

mauricioaraya.com

‘Circuito Areté – Tempo de Festa’: São Luís recebe projeto de valorização da memória dos povos originários

Entre 13 e 16 de novembro, São Luís vai receber o Circuito Areté – Tempo de Festa, um projeto gratuito que apresenta a cultura cabocla como forma de salvaguardar a memória dos povos originários brasileiros, em especial da região Nordeste, e incentivar a produção de conhecimento ancestral.

O projeto celebra 10 anos de resistência e dedicação ao estudo do universo Pindorâmico e Caboclo e visa lançar para a sociedade um olhar de reparação social, patrimonial, histórica e ambiental, movimentando a economia criativa ao conectar dois coletivos artísticos – o Coletivo Aldeia e o Wetçamy – a comunidades tradicionais, artistas, pesquisadores e escolas. 

A programação do evento terá duas etapas. A primeira, nos dias 13 e 14 de novembro, em ações fechadas nas escolas, com as vivências indígenas e rodas de conversa que propõem uma imersão multi-étnico-originária, possibilitando o contato com rodas de cantos e danças, troca de saberes, pintura corporal e feira de artesanato indígena.

Nos dias 15 e 16, será a vez da programação artística e cultural, com apresentação dos espetáculos infanto-juvenis Pindorama, Antes de Chamar Brasil e Ypupyara, que ocorrem no Laborarte; e o show da banda Cabokaji com as participações do Cacique Idyarrury e Guerreiro Idyarony (Coletivo Wetçamy), além de artistas locais convidados, nos espaços do Reocupa e Tebas Café.

De cunho artístico, o Circuito Areté estimula a difusão das artes a partir de uma cosmovisão indígena e cabocla. As ações do projeto visam reconhecer a importância do protagonismo indígena no processo educacional cultural como forma de quebrar estereótipos sobre os povos que compõem o Brasil. 

“A gente acredita que o propósito principal desse projeto é quebrar com o distanciamento que existe em relação aos povos indígenas. A maior sensibilidade desse projeto é tentar trazer a cultura indígena para dentro de cada um de nós para que a gente se reconheça, se reconecte e entenda que ela também faz parte de cada um de nós. E aí eu acho que quando a gente começa a perceber no dia a dia , a gente começa a valorizar, a olhar e a imprimir políticas e ações que permitam que essas vidas não sejam tratadas de forma tão desumana como é no nosso país”, afirma o multi artista e pesquisador do Aldeia Coletivo, Luiz Guimarães – o Caboclo de Cobre.

Como patrocinadora do projeto, a Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), apoia a cultura brasileira como força transformadora e impulsionadora do desenvolvimento.

“O patrocínio a atividades culturais como o Circuito Areté contribui de forma relevante para a economia criativa, promovendo o conhecimento, a inovação e a sustentabilidade. A companhia tem orgulho de valorizar as vocações regionais e apoiar a pluralidade de manifestações que fazem nosso país ser tão único”, destaca Milton Bittencourt, gerente de patrocínios culturais da Petrobras.

Em 2024, o Circuito Areté já passou pelas cidades de Vitória e Belém, contabilizando a participação de 3,14 mil pessoas nas atividades realizadas nas duas cidades.

A realização é do Aldeia Coletivo em parceria com a Giro Planejamento Cultural. O projeto conta com o patrocínio da Petrobras, no Programa Petrobras Cultural, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal União e Reconstrução.

#AldeiaColetivo #AntesDeChamarBrasil #Cabokaji #CaciqueIdyarrury #CircuitoAretéTempoDeFesta #GuerreiroIdyarony #Laborarte #LuizGuimarães #MiltonBittencourt #Petrobras #Pindorama #povosOriginários #ReOCupa #SãoLuís #teatro #TebasCafé #Ypupyara