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Hábito de pássaro é o céu
https://fed.brid.gy/r/https://www.brasildefato.com.br/2026/03/23/habito-de-passaro-e-o-ceu/
Coletivo Reocupa lança projeto de arte urbana no bairro do Monte Castelo, em São Luís
A partir do próximo sábado, 26 de julho, a capital maranhense ganha um novo símbolo artístico e ambiental com o início do projeto Arte nas Cidades: Amazônia Legal em Cores, realizado pelo coletivo Reocupa. A proposta é ocupar o espaço urbano com uma grande empena de grafite no condomínio São Marcos, no bairro do Monte Castelo – em São Luís -, dando visibilidade à temática da Amazônia Legal e promovendo a valorização da cultura, da arte urbana e das identidades tradicionais.
Com foco no tema MATA: Maranhão, Território Amazônico, a iniciativa busca chamar atenção para a sociobiodiversidade da região, suas florestas, rios, mares, fauna, flora e, sobretudo, seus povos. A arte será usada como ferramenta de conscientização ambiental e fortalecimento da produção artística amazônica.
Uma série de murais para falar de Amazônia
A empena no Monte Castelo é a primeira de uma série de intervenções urbanas previstas pelo projeto, que pretende ocupar outros espaços da cidade com painéis que dialoguem com a paisagem, a cultura e as urgências socioambientais da Amazônia Legal.
A escolha pelo grafite não é aleatória: como arte pública e acessível, ele transforma e ocupa espaços urbanos com cores, símbolos e narrativas visuais. A obra do condomínio São Marcos, localizada em uma área de intenso fluxo de pessoas, será um novo ponto de referência visual e cultural em São Luís, somando-se aos atrativos turísticos e comunitários da cidade
Acreditamos que o grafite tem o poder de comunicar questões sociais e ambientais de maneira direta, sensível e transformadora. Além disso, a iniciativa contribui para a revitalização de espaços públicos e para a promoção da identidade cultural local
Kadu Vassoler, um dos coordenadores do projeto
Maranhão amazônico
Dos 217 municípios do Maranhão, 181 integram a Amazônia Legal, incluindo a ilha de Upaon-Açu e seus quatro municípios. O estado abriga florestas, manguezais e um rico ecossistema de transição, uma riqueza que vem sendo perdida gradativamente. Dados do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) indicam que a vegetação original da Amazônia maranhense já foi reduzida a menos de 25%. O desmatamento, impulsionado pelo avanço do agronegócio, é hoje o principal algoz desse território.
Dessa forma, além de ressaltar a identidade amazônida, o projeto também pretende educar visualmente a população e ampliar a compreensão pública sobre os desafios socioambientais que afetam o território. Com o avanço do desmatamento e as ameaças crescentes às comunidades tradicionais, ações como essa se tornam ainda mais relevantes.
Fortalecimento de artistas local
Para essa primeira intervenção, foram convidados dois nomes expressivos da cena artística local: Will Barros e Lea Pac, artistas visuais que trazem em seus trabalhos uma forte relação com o território, a natureza e a resistência cultural.
Will Barros é designer, grafiteiro, tatuador e diretor criativo do ateliê coletivo Gruta do Mangue. Com ampla experiência em muralismo e arte urbana, trabalha com diferentes suportes como stickers, stencil, lambes e artes plásticas.
Lea Pac, nascida em Açailândia (MA), é artista plástica autodidata com 10 anos de trajetória no grafite e na educação artística. Atua como professora e curadora do Programa Arte de Rua do Estado do Maranhão e se destaca pela revitalização de áreas degradadas, utilizando cores marcantes e composições que enaltecem a fauna e a flora amazônicas.
Apoio e parcerias
O projeto Arte nas Cidades: Amazônia Legal em Cores conta com o apoio do Instituto Cultura, Comunicação e Incidência (ICCI), Instituto Clima e Sociedade (ICS), do Fundo Dema em parceria com a empresa Potiguar, que somam forças para viabilizar essa série de intervenções. A expectativa é que a empena se torne um cartão-postal contemporâneo da cidade, um espaço de encontro entre arte e meio ambiente, entre o urbano e o ancestral. Um convite coletivo para refletir, pertencer e agir.
Reocupa
O Reocupa foi fundado em abril de 2016, ocupando e mobilizando a cena local há mais de sete anos. Tem sede no Centro Histórico de São Luís. O casarão, também um centro cultural autogestionado, independente e aberto ao público, conta com acervo de livros, discos e brechó em seu espaço.
Acreditando na construção coletiva, o Reocupa é um espaço plural, disponível para as mais diversas manifestações artísticas, com o objetivo de democratizar a arte, a cultura e a educação através de perspectivas coletivas, influenciando e modificando a forma de ser e coexistir em sociedade.
Atualmente, o coletivo atua nas seguintes frentes: acesso universal à cultura, direito à cidade, educação popular e de checagem de informações, justiça climática, direitos humanos, luta feminista e manutenção dos saberes ancestrais através dos povos e territórios.
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Bilheteria de produções nacionais crescem em 197% no último ano
Nesta semana, celebrou-se o Dia do Cinema Brasileiro, data que também levanta a reflexão sobre a evolução do setor. Segundo dados da Ingresso.com, empresa do grupo UOL e pioneira no mercado de vendas on-line de ingressos e automação de bilheterias, dois filmes nacionais figuram entre os 10 mais vendidos entre maio de 2024 e o final de maio de 2025, sendo eles Ainda Estou Aqui que apareceu na terceira colocação e O Auto da Compadecida 2 em oitavo lugar.
Ainda Estou Aqui, longa amplamente premiado, ganhou projeção global após o Oscar 2025, permanecendo em cartaz por seis meses consecutivos, de novembro a abril. Na sequência, O Auto da Compadecida 2 e Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa consolidam o bom desempenho das produções brasileiras no período.
Ainda Estou Aqui (Foto: Alile Dara Onawale/Divulgação)Para Mauro Gonzalez, diretor de negócios da Ingresso.com, a presença dos filmes brasileiros em posições de destaque nas bilheteiras mostra o vigor da produção nacional.
É muito significativo ver a presença de filmes brasileiros ao lado de grandes produções internacionais. Ainda Estou Aqui, por exemplo, teve uma trajetória impressionante, especialmente após o Oscar 2025, que impulsionou ainda mais sua permanência nos cinemas. A qualidade técnica, a força das narrativas e o envolvimento emocional com o público mostram que o cinema nacional vive um momento potente
O comportamento de consumo dos brasileiros também reflete essa tendência de valorização da produção nacional. Segundo dados da Ingresso.com, o período de maio de 2024 a maio de 2025 registrou um aumento de 197% nas vendas de ingressos para filmes brasileiros, em comparação ao período anterior (maio de 2023 a maio de 2024). Esse crescimento evidencia que o público está cada vez mais disposto a prestigiar produções que dialogam com a nossa cultura e realidade, reforçando a força e o apelo do cinema nacional nas telonas.
Percebemos que o público brasileiro está buscando cada vez mais experiências cinematográficas que reflitam a sua realidade e seus valores culturais. Essa mudança de comportamento demonstra um interesse genuíno por histórias locais que vão de acordo com o nosso jeito de viver. A receptividade aos filmes nacionais comprova que o consumidor não quer apenas entretenimento, mas também representatividade na tela
Com relação aos gêneros preferidos, drama, comédia e aventura lideram as bilheteiras de filmes nacionais em 2025. Diferente de 2024, o drama, especificamente, ganhou evidência com o sucesso de Ainda Estou Aqui, comprovando a maturidade do público ao consumir obras mais densas e emocionalmente complexas. Embora o gosto do brasileiro sempre tenha pendido para a comédia, observa-se, nos últimos meses, uma maior receptividade a tramas com forte apelo dramático, capazes de romper barreiras geográficas e dialogar com plateias internacionais.
Em 2025, os Estados com maior participação nas vendas de ingressos foram São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Minas Gerais. Ceará e Pernambuco se destacaram especialmente por conta da forte adesão ao filme O Auto da Compadecida 2. Além disso, o público feminino liderou a compra de ingressos para produções brasileiras neste ano.
https://mauricioaraya.com/estreias/
O primeiro semestre de 2025 já contou com estreias relevantes como Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa, Vitória, Homem com H, Ritas e Super Turnê: A Primeira e Última Noite. E o segundo semestre promete manter o fôlego com lançamentos aguardados como Cazuza: Boas Novas, C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, O Rei da Feira, Silvio Santos Vem Aí, Gato Galáctico: Operação Resgate, Velhos Bandidos, estrelado por Fernanda Montenegro, Mauricio de Sousa – O Filme, D.P.A. – O Fantástico Reino de Ondion, além do aguardado longa com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, ainda sem título oficial.
Homem com H, a biografia de Ney Matogrosso, segue figurando entre os top 10 mais vendidos mesmo com mais de 1 mês em cartaz, demonstrando uma boa sustentação e um renovado interesse do público após a repercussão positiva do longa nas redes sociais.
“Um dos lançamentos mais esperados, O Agente Secreto, protagonizado por Wagner Moura, já foi ovacionado em Cannes e deve ser uma das grandes estreias do ano”, destaca Mauro. O filme deve seguir os passos de Ainda Estou Aqui no caminho das premiações internacionais alimentando ainda mais o interesse do público brasileiro pelas produções nacionais.
O Dia do Cinema Brasileiro, portanto, não é apenas uma data de celebração, mas de reafirmação. A diversidade de gêneros, a qualidade crescente das produções e a adesão entusiasmada do público revelam um cenário promissor. O Brasil está não só assistindo a seus filmes — está, de fato, se vendo neles. E é justamente essa identificação, essa potência de contar histórias com sotaques, olhares e ritmos próprios, que mantém o cinema nacional vivo, relevante e em plena ascensão.
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Boi de Zabumba Orgulho de Pinheiro dá continuidade ao São João do CCVM
A programação de São João do Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) recebe, nesta quinta-feira, 12 de junho, o tradicional Bumba Meu Boi de Zabumba Orgulho de Pinheiro. Com 41 anos de história, o grupo nasceu da paixão de Seu Valmir Moreira e se tornou um dos grandes representantes da cultura popular da Baixada Maranhense, destacando-se pela musicalidade potente da zabumba e pelos instrumentos tradicionais feitos de jenipapo.
O espetáculo apresenta a clássica lenda de Mãe Catirina, Pai Francisco e o Boi. Além dos personagens tradicionais que compõem a brincadeira, como vaqueiros e índias, os palhaços surgem como figuras que, com irreverência, conectam o sagrado ao profano e provocam reflexões sobre o cotidiano.
Com coreografias expressivas e toadas que retratam o universo do norte do Maranhão, o grupo promete um espetáculo que exalta e celebra a identidade, a religiosidade e a diversidade cultural da região.
O CCVM fica na rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís. A programação é gratuita.
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‘Toadas para Liberdade’ aprimora e estimula conhecimento sobre cultura popular em São Luís
Começaram no mês de maio e seguem até o fim da temporada junina as oficinas do projeto Toadas para Liberdade, iniciativa que leva conhecimento e prática das manifestações da cultura popular para crianças do bairro da Liberdade, em São Luís.
As aulas são gratuitas e voltadas para crianças de 6 a 12 anos, com aulas de bumba meu boi, tambor de crioula e cacuriá, manifestações que fazem parte da identidade cultural maranhense. As atividades ocorrem entre maio e agosto, sempre às quintas-feiras e sábados, às 14h, na Sede do Boi da Floresta – rua Tomé de Souza, nº 101 – bairro da Liberdade.
O projeto surgiu com o propósito de garantir a continuidade dos saberes tradicionais, transmitidos de geração em geração por meio das toadas — cantos que funcionam como registros das vivências, sentimentos de identidade, pertencimento e solidariedade de quem os cria.
Oficinas de Bumba Meu Boi já estão em andamento
A programação inclui aulas que combinam teoria e prática:
Além disso, mestres das manifestações culturais farão demonstrações para compartilhar seus conhecimentos e fortalecer o vínculo das novas gerações com a cultura local.
Cultura viva
O bairro da Liberdade, conhecido como o maior Quilombo Urbano da América Latina, concentra uma grande diversidade de práticas culturais afroreligiosas, sendo o tambor de crioula uma das expressões mais presentes na rotina dos moradores. Registros históricos indicam que, no Século XIX, pessoas escravizadas realizavam a brincadeira como forma de lazer e resistência.
Outro destaque é o cacuriá, dança típica do Maranhão marcada pela irreverência, que integra o ciclo de aprendizado das oficinas. Cada manifestação ocupará a Sede do Boi da Floresta por um mês, garantindo que as crianças vivenciem de maneira aprofundada cada uma dessas tradições.
Festa no Quilombo
O projeto culminará com uma festa de confraternização durante o Ritual de Morte do Bumba Meu Boi da Floresta, etapa tradicional do ciclo junino maranhense. O evento vai celebrar a participação das crianças, inserindo-as de forma ativa na vivência cultural da comunidade. Durante a festa, será realizada uma feira com venda de produtos e marcas do Quilombo Liberdade, promovendo a economia criativa local e fortalecendo a rede de empreendedores da região.
O Toadas para Liberdade é uma realização do Bumba Meu Boi da Floresta, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, em parceria com o Ministério da Cultura e o Governo Federal.
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