Lula e Janja trocaram mensagens com Choquei, cujo dono foi preso pela PF - Paulo Figueiredo

Raphael Sousa Oliveira foi preso nesta quarta-feira, 15, em operação da Polícia Federal que apura lavagem de dinheiro do PCC A prisão do dono da página de fofocas Choquei, Raphael Sousa Oliveira, pela Polícia Federal (PF) reacendeu nas redes sociais o histórico detalhado de interações entre o perfil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja que incluem episódios desde antes da campanha eleitoral de 2022 até o início do atual governo. Raphael chegou a ir ao Planalto, a convite de Lula. A primeira troca pública entre Lula e o perfil ocorreu em 2 de dezembro de 2021, quando a Choquei publicou um trecho de entrevista do então ex-presidente ao podcast PodPah. Lula repostou o conteúdo com emojis de fogo e, no dia seguinte, passou a seguir a página. Ao longo de 2022, a aproximação se intensificou no contexto da disputa presidencial. O apoio digital contribuiu para ampliar o engajamento do petista nas redes durante a campanha. Em reunião virtual com influenciadores, em 18 de outubro, Lula orientou que os comunicadores não se concentrassem em rebater publicações de adversários, mas na divulgação de propostas e realizações de seus governos anteriores. Em dezembro de 2022, pouco antes da posse, respondeu de forma bem-humorada a uma publicação do perfil com um simples “Alô?”. Depois das eleições, Lula manteve interações pontuais com a Choquei. Em fevereiro de 2023, Lula recebeu Raphael e outros influencers no Palácio do Planalto. Nas redes, em março de 2023, comentou uma postagem sobre o tamanho de sua xícara de café e disse: “É pra tomar menos café”. Outras interações incluíram reações a conteúdos de caráter pessoal e simbólico. Em julho de 2023, Lula respondeu com um emoji de coração a um vídeo em que aparecia emocionado durante um show da cantora Maria Rita. No 7 de Setembro de 2023, Lula repostou um vídeo em que aparece colhendo jabuticaba no Palácio da Alvorada com a frase “Quem planta, colhe”. Em dezembro daquele ano, na última interação registrada, comentou uma publicação da Choquei sobre o Brasil ter se tornado a nona maior economia do mundo: “Vocês não sabem o trabalho que dá para ter tanta sorte”. A relação também se estendeu à primeira-dama. Janja interagiu com frequência com o perfil entre julho de 2022 e outubro de 2023, especialmente em publicações que envolveram Lula e temas pessoais, como fotos das cachorras do casal, Paris e Resistência. Durante a campanha, ela chegou a enviar imagens de bastidores de debates para divulgação exclusiva pela página. O vínculo se refletiu ainda em gestos de proximidade. Raphael foi convidado a subir no carro de som da campanha e acompanhar o discurso da vitória de Lula depois do resultado das eleições de 2022. Em fevereiro de 2023, já no governo, ele participou de um encontro no Palácio do Planalto com o presidente, Janja, artistas e outros influenciadores. Em entrevistas, o próprio influenciador reconheceu que sua atuação pode ter contribuído para a eleição de Lula e afirmou que toda a sua equipe era favorável ao petista. Segundo ele, entretanto, o engajamento político tinha mais a ver com o fato de ele ser contra o então presidente Jair Bolsonaro. Com mais de 27 milhões de seguidores no Instagram e 9,4 milhões no X, a Choquei ampliou seu alcance para além do entretenimento e passou a abordar temas políticos, incluindo conteúdos favoráveis a Lula. A página atuou na divulgação de informações falsas. Em uma publicação, a Choquei atribuía à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) uma tentativa de impedir envio de leitos de UTI e água potável a indígenas. Dono da Choquei foi preso por suspeita de lavagem de dinheiro Raphael foi preso na quarta-feira, 15, em Goiânia. A Operação Narco Fluxo mobilizou mais de 200 policiais federais e cumpriu 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em nove Estados e no Distrito Federal. Segundo as investigações, o grupo utilizava movimentações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e criptoativos para ocultar a origem de recursos ilícitos. Também foram presos os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Crédito Revista Oeste

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#Paulofigueiredo #direita #politica #noticias #politics Paulo Figueiredo Show - Ep. 262 - A Verdade Sobre o Caso Ramagem https://www.youtube.com/watch?v=b87G8MqAyL4
Paulo Figueiredo Show - Ep. 262 - A Verdade Sobre o Caso Ramagem

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Exportações do Brasil à China batem recorde com o petróleo - Paulo Figueiredo

Vendas somam US$ 23,9 bilhões no 1º trimestre, com avanço impulsionado pelo setor energético As exportações de petróleo do Brasil para a China mais do que dobraram no 1º trimestre de 2026, segundo dados do governo federal compilados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). As vendas somaram US$ 7,2 bilhões, alta de 94,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando totalizaram US$ 3,7 bilhões. Em volume, o avanço foi ainda maior: 16,5 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 122% na comparação anual. O produto respondeu por 30% de tudo o que o Brasil vendeu aos chineses no período. A China concentrou 57% das exportações brasileiras de petróleo no trimestre, com pico de 65% em março. O movimento ocorre em meio à reorganização das rotas energéticas globais após a guerra no Irã, que afetou o fluxo pelo estreito de Ormuz. Com isso, o Brasil ampliou sua relevância como fornecedor estratégico para o país asiático. A Índia também elevou as compras, que chegaram a US$ 1 bilhão, alta de 78%, em meio à redução da dependência do petróleo russo. No total, o Brasil exportou US$ 23,9 bilhões para a China no 1º trimestre, crescimento de 21,7% e recorde histórico para o período. DIFERENTES COMMODITIES Além do petróleo, outras commodities sustentaram o desempenho das exportações brasileiras. As vendas de carne bovina somaram US$ 1,8 bilhão, alta de 33,8% em valor. O aumento é atribuído à antecipação de embarques para aproveitar cotas antes da adoção de novas salvaguardas comerciais pela China. No setor mineral, as exportações de ferroligas atingiram US$ 478 milhões, com o volume praticamente dobrando. O ferronióbio respondeu por 63% do total, seguido pelo ferroníquel, com 29%. A indústria extrativa, como um todo, representou 49% das exportações brasileiras no trimestre, reforçando o peso das commodities na pauta comercial. IMPORTAÇÕES RECUAM O Brasil importou US$ 17,9 bilhões da China, queda nominal de 6%. O recuo é influenciado pela compra de um navio-plataforma em 2025. Sem esse efeito, haveria alta de 9,3%. As compras de veículos eletrificados somaram US$ 1,23 bilhão, crescimento de 7,5 vezes, e já representam 6% das importações. As baterias de lítio atingiram US$ 160 milhões (+49% em volume). O avanço ocorre antes da alta de tarifas prevista para julho: híbridos plug-in (de 28% para 35%) e elétricos (de 25% para 35%). Crédito Poder360

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'Vingança', diz ex-ministra do STJ sobre representação de Gilmar contra senador - Paulo Figueiredo

Eliana Calmon defende prerrogativas da CPI e atuação de Alessandro Vieira A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon afirmou que a representação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) foi um ato de vingança. Segundo a magistrada aposentada, a medida busca evitar críticas a membros da Corte. “Houve uma precipitação para, açodadamente, representar contra o senador”, declarou Eliana. “Isso é que me parece uma vingança e uma revanche.” Em seguida, ela disse que integrantes do STF não são infalíveis e devem responder por eventuais irregularidades. “Ao se afastar das normas constitucionais e comportamentais, eles podem ser examinados do ponto de vista penal como qualquer outro brasileiro”, disse. A ex-ministra disse ainda que o STF tende a confundir críticas individuais com ataques à democracia ou à instituição. “Em verdade, o STF é um tribunal que não aceita que haja qualquer crítica a qualquer membro”, continuou. “O que eles dizem que é ir contra a democracia. Ora, eles não são a democracia, eles não são a nação brasileira e não são o STF. Eles são membros do STF.” Gilmar Mendes acusa Alessandro Vieira de abuso de autoridade Gilmar enviou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Alessandro Vieira, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O ministro acusa o senador de desvio de finalidade e abuso de autoridade. No relatório final da comissão, Vieira propôs o indiciamento de ministros do STF por crime de responsabilidade. A CPI, no entanto, rejeitou o relatório. Eliana, por sua vez, refutou a tese de abuso de autoridade por parte de Alessandro Vieira. “O senador agiu como qualquer autoridade judiciária quando está à frente de uma investigação em processo antes da denúncia”, afirmou. “A Constituição dá aos presidentes de CPIs investigação aos presidentes das CPIs pela Constituição. É o que ele fez. Ele não agiu com abuso de autoridade, na medida em que estava imbuído de autoridade constitucional.” Crédito Revista Oeste

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Trump diz que Irã vai entregar reservas de urânio enriquecido - Paulo Figueiredo

Presidente dos EUA afirma que medida faz parte de negociação por acordo de paz; a informação não foi confirmada pelo Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou nesta 5ª feira que o Irã concordou em entregar suas reservas de urânio enriquecido para encerrar o conflito no Oriente Médio. A ação não foi confirmada por autoridades iranianas. Segundo Trump, a entrega do material, que ele chamou de “pó nuclear”, faria parte de um possível acordo de paz. Ele disse ainda que há “grande chance” de entendimento entre as partes. O estoque de urânio enriquecido do Irã, estimado em 400 kg pela Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica), é um dos principais pontos de disputa. Os Estados Unidos afirmam que o material será retirado do país, mas Teerã não confirmou publicamente essa possibilidade. As negociações foram retomadas depois de um cessar-fogo temporário, mediado pelo Paquistão, com duração prevista de 2 semanas. O prazo pode ser estendido caso haja avanço nas tratativas. Trump também disse que pode viajar a Islamabad, capital paquistanesa, para formalizar um eventual acordo. Ele afirmou que o Irã tem demonstrado maior disposição para concessões em comparação a meses anteriores. Apesar do otimismo, autoridades dos EUA mantêm a possibilidade de retomar ações militares caso não haja acordo. O secretário de Defesa, Pete Hegseth (Partido Republicano), disse que o país está preparado para novos ataques, inclusive contra a infraestrutura energética iraniana. Crédito Poder360

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Toffoli, Gilmar e Alexandre Preparam Sua Vingança Contra a CPI do Crime Organizado

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Lula critica o fim do imposto sindical - Paulo Figueiredo

Presidente afirma que “asfixiaram a economia” das centrais sindicais O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta 4ª feira, o fim do imposto sindical – extinto com a reforma trabalhista de 2017. A declaração foi feita durante encontro com centrais sindicais, no Palácio do Planalto, para a entrega da Pauta da Classe Trabalhadora.  “Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado. Se a gente quer acabar com o crime organizado, temos que asfixiar a economia deles. E eles trataram o sindicato assim: ‘Vamos asfixiá-los, deixá-los sem dinheiro’”, declarou. Lula completou: “Os empresários não foram asfixiá-los. Eles têm o Sistema S, continuam fazendo o que sempre fizeram”.  O imposto sindical era um valor anual pago pelos trabalhadores. Ele correspondia a 1 dia de trabalho, sem horas extras.  Além de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República) e José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) participaram do encontro com 36 representantes de centrais sindicais.   A Pauta da Classe Trabalhadora reúne 68 reivindicações, entre pautas históricas e temas recentes, para o período de 2026 a 2030. Crédito Poder360

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Homem usava decisão do STF para camuflar rede de tráfico de drogas - Paulo Figueiredo

O suspeito usava uma decisão do STF que reconhece a descriminalização do porte de 40 gramas de maconha A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) prendeu um homem que usava uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e documentos médicos falsos para blindar um esquema de tráfico. Ele foi detido nesta quinta-feira (16/4) no âmbito da Operação Supremo Engano a fim de desarticular um grupo que cultiva e transporta drogas. Na ação, três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande. Durante a operação, documentos foram apreendidos, e um dos suspeitos detidos tentou contestar a prisão dele e de seus colegas. De acordo com PCMT, para “blindar” o grupo criminoso, o acusado usava uma decisão do STF que reconhece a descriminalização do porte de até 40 gramas de maconha para uso pessoal. Antes da prisão, para provocar a polícia, o investigado publicou na sua rede social que fumaria a droga em frente à delegacia e usaria a decisão da Justiça como “escudo”. No entanto, após o avanço das investigações, os agentes constataram que o suspeito usava drogas para além do uso pessoal, o que configura tráfico. Segundo a polícia, o homem faz parte de uma estrutura criminosa voltada ao cultivo, “distribuição e intermediação de entorpecentes”, com foco em Cannabis de alta concentração de THC. Documento médico para usar cannabis era falso Ainda segundo a apuração, o suspeito portava um documento médico que simulava uma condição de doença que autoriza o uso medicinal de Cannabis. No entanto, o delegado da PCMT Eduardo Ribeiro explicou, que apesar de a decisão do STF ser legítima, os documentos eram fraudulentos. “Em relação à tentativa de obtenção fraudulenta de autorização para uso medicinal de Cannabis, a estratégia consistia em adquirir produto legalizado, manter a embalagem original e substituir o conteúdo por droga cultivada ilegalmente, com o intuito de circular livremente e ludibriar eventual fiscalização policial — mais um ardil elaborado para se ocultar sob aparente legalidade”, explicou o delegado. O restante das investigações revelou a atuação de outros suspeitos no esquema de tráfico, incluindo os responsáveis pela venda da maconha e pelo recebimento dos valores. A apuração continua para prender outros investigados. Crédito Metrópoles

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Delação de Vorcaro avança sob pressão de mais prisões e possível devolução de R$ 40 bilhões - Paulo Figueiredo

As negociações para a delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro devem dar um passo importante nos próximos dias com a definição de um roteiro para o processo. A reportagem apurou que prisões realizadas nesta quinta-feira (16) já indicariam parte desse andamento. Os alvos da Polícia Federal desta vez foram Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) e um advogado próximo de Vorcaro. Fontes ligadas à investigação disseram à reportagem que informações que surgiram das negociações da delação com Vorcaro já ajudaram a fundamentar as prisões. Além disso, a quarta fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada, novamente, sem incluir entre os alvos de medidas judiciais autoridades de alto escalão dos Três Poderes. A reportagem apurou que uma possível explicação para isso é que os investigadores estejam esperando a delação se concretizar para só depois focar nas autoridades mais importantes. A expectativa, segundo investigadores a par das apurações, é de que um eventual acordo de colaboração, acompanhado de provas robustas, possa alterar o alcance da operação, ampliando o foco para agentes políticos e integrantes do Judiciário nas próximas fases. Os advogados do ex-banqueiro devem entregar à PF e a procuradores uma espécie de roteiro da delação nesta semana ou na próxima. Apesar da movimentação intensa da defesa de Vorcaro, investigadores indicam que o processo à delação deve ser mais longo do que o esperado. Isso porque Vorcaro terá que apresentar provas para sustentar o que tem a dizer, além do que já foi levantado pela PF. Fontes a par das apurações reforçam que a defesa de Daniel Vorcaro sinalizou a possibilidade de devolução de até R$ 40 bilhões, com pagamento ao longo de um período de até dez anos. Embora significativa, a proposta vem sendo recebida com cautela por investigadores e pelo relator no Supremo, André Mendonça, que indicou preferência por acordos com ressarcimento mais imediato. As autoridades também avaliam que o valor a ser restituído deve ser compatível com os prejuízos causados, incluindo impactos ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que arcou com pelo menos R$ 51 bilhões após a quebra de instituições ligadas ao grupo. Além disso, há dúvidas sobre a real disponibilidade desses recursos, que estariam espalhados em contas secretas. “Ele teria de apontar onde esses recursos estão ou de onde pretende tirá-los. Acho pouco provável que a delação do Vorcaro seja fechada fora desses termos”, avalia o advogado constitucionalista André Marsiglia. “Outro entrave é se esses recursos estiverem em paraísos fiscais ou em nome de terceiros, o que pode comprometer mais pessoas no esquema”, lembra o criminalista Márcio Nunes. Na prática, os investigadores consideram que o conteúdo já apreendido pela PF pode representar o ponto de partida da delação, mas resta saber se o ex-banqueiro teria provas e materiais comprobatórios para ampliar o que se encontrou no escopo inicial. “A expectativa é que o ex-banqueiro revele novos fatos, apresente documentos adicionais e conecte informações que ampliem o alcance das apurações, mas mesmo entre investigadores, há certo ceticismo com relação a isso, principalmente porque ele teria de envolver nomes do próprio Supremo, políticos e autoridades”, alerta André Marsiglia. No caso da apresentação das provas, elas ainda precisam ser efetivamente validadas pelo STF. “Há um corporativismo [dentro da Corte] então a delação ainda é incerta ao que depender do STF e ao atingir autoridades com influência nos Três Poderes”, descreve o professor de Direito Constitucional, Alessandro Chiarottino. Defesa corre contra o tempo para estruturar proposta de delação Desde que assinou o termo de confidencialidade, em 19 de março, Vorcaro iniciou formalmente o processo de negociação para uma delação. A partir daí, sua defesa passou a elaborar os chamados “anexos da delação”, que funcionam como um roteiro detalhado dos temas e fatos que serão abordados. Uma equipe de advogados tem trabalhado quase diariamente com Vorcaro para organizar relatos, reunir documentos e estruturar a proposta, que pode ser entregue ainda nesta ou na próxima semana, mas fontes ligadas às investigações consideram o prazo otimista demais, para não dizer inviável. A tendência é que o processo se estenda por meses, ultrapassando inclusive o período eleitoral, já que as autoridades não estariam demonstrando pressa e tenham dito que preferem priorizar a consistência das informações. Pressa por delação também está ligada ao risco de perda de patrimônio A tentativa de acelerar a delação de Vorcaro também estaria associada ao receio de dissipação de recursos investidos ou aplicados pelo ex-banqueiro. Parte da fortuna ligada a Vorcaro estaria distribuída em fundos e estruturas financeiras complexas, no Brasil e fora dele, segundo apurações preliminares das investigações. Sem controle direto sobre esses ativos, Vorcaro temeria que valores sejam reduzidos ou desviados por terceiros antes da formalização do acordo. “Isso poderia enfraquecer a capacidade de Vorcaro de oferecer compensações financeiras, um dos principais trunfos na negociação”, afirma Nunes. Para Marsiglia, a delação surge como estratégia jurídica e também como forma de preservar recursos que poderiam ser usados para viabilizar benefícios penais. O acordo, quando e se for finalizado, ainda precisará ser analisado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso. Ele já indicou a interlocutores que não há garantia automática de homologação da delação. A tendência é que o ministro faça uma avaliação, comparando o conteúdo da delação com o que já foi apurado ao longo das investigações da operação Compliance Zero. “O acordo só deve avançar se ficar comprovado que há efetiva contribuição às investigações, provas que contribuam com o que foi apreendido. Há também uma preocupação em evitar problemas semelhantes aos verificados em operações anteriores, como acordos questionados judicialmente ou anulados sob a justificativa de não haver provas consistentes”, segue Nunes. Embora a defesa sustente que Vorcaro pretende fazer uma colaboração ampla, inclusive com menções a figuras relevantes alcançando, inclusive, ministros do STF, a expectativa entre investigadores é contida. A avaliação é que o acordo só terá impacto se trouxer provas robustas, verificáveis e não houver manobras na Corte para impedir a delação. Nova etapa mira corrupção passiva e lavagem de dinheiro A etapa mais recente da Compliance Zero mirou o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique

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Gilmar pede que PGR investigue relator da CPI do Crime Organizado - Paulo Figueiredo

Ministro do Supremo citou abuso de poder por parte de Alessando Vieira O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou, nesta quarta-feira, 15, um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) em que pede a investigação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O parlamentar foi o relator da CPI do Crime Organizado, que solicitou o indiciamento de ministros da Corte, incluindo o próprio Gilmar. Segundo o ministro, o relatório apontou crime de responsabilidade, mas essa tipificação não se sustenta do ponto de vista material. “A proposta de relatório vale-se de juvenil jogo de palavras”, sustenta o ministro. “Envolvendo os ‘crimes de responsabilidade’ para sugerir que caberia à CPI do Crime Organizado realizar indiciamentos a respeito dessa temática, quando isso não corresponde à realidade.” Gilmar considera que, além da tentativa de “usurpação das competências” do Congresso no processamento de supostos crimes de responsabilidade de integrante do Supremo, o senador buscou se “ancorar em instituto de natureza penal e processual penal, qual seja, o indiciamento, para abordar temática de Direito Administrativo”. Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes apareciam como indiciados no relatório final da CPI do Crime Organizado, além do próprio PGR, Paulo Gonet. A comissão, no entanto, não aprovou o texto. Gilmar e ministros criticam pedido de indiciamento Nesta terça-feira, 14, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, repudiou o pedido de indiciamento dos colegas de Corte. No mesmo dia, Gilmar, Toffoli e Flávio Dino criticaram o relator do caso na CPI. Nas declarações, os ministros citaram que o documento apresentado “não tem base legal”. De acordo com eles, o colegiado estaria cometendo “abuso de poder”. “O pedido formulado pelo relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de ministros do Supremo sem base legal, não constitui apenas um equívoco técnico”, afirmou Gilmar, decano no Supremo. “Trata-se de erro histórico, que nos conduz a uma reflexão mais ampla sobre o papel e os poderes das Comissões Parlamentares de Inquérito.” Crédito Revista Oeste

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