
Comunicado enviado a jornalistas afirmava que haveria o anúncio da redução de PIS/Cofins, mas, duas horas depois, secretário da Fazenda disse que coletiva serviria apenas para tratar da proposta em discussão no Congresso O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta 5ª feira que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai anunciar redução de alíquotas de tributos federais sobre a gasolina. Mais cedo, porém, o próprio governo havia informado a jornalistas que cortaria impostos para mitigar os efeitos da alta internacional dos combustíveis. Enviado às 15h41, o comunicado anterior dizia que seriam anunciados os detalhes sobre redução da cobrança do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o combustível. A coletiva estava marcada para as 17 horas. No início da coletiva, às 17h08, Durigan afirmou que não haveria a redução. Disse que no evento ia tratar do “mecanismo que está sendo discutido no Congresso“. “Para que a gente possa fazer uma comunicação rápida, já aproveitando, de início, e fazendo uma pequena correção ao que saiu no aviso de pauta, a gente não está fazendo agora um anúncio sobre redução tributária de nenhum tributo, mas sim uma discussão sobre o mecanismo que está sendo discutido com o Congresso que permite que a gente siga a nossa linha de minorar e mitigar o impacto da guerra no país”, disse Durigan. Mais tarde, por volta de 17h45, Dario disse que não seria um recuo da redução de imposto. “A gente nunca chegou a anunciar. Nunca houve a pretensão de fazer uma redução de tributo, mas, sim, abrir esse debate com o Congresso para que a gente possa fazer, de maneira concertada”, disse o ministro. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou que é “lamentável” a abordagem dos jornais ao dizer que o governo voltou atrás na medida. Ele disse que foi protocolado no Congresso um projeto de lei complementar criando um regime fiscal com neutralidade para viabilizar a retiradas de tributos sobre os combustíveis. “Ou nós não conseguimos explicar bem, ou seria o caso de, realmente, rever essa abordagem, porque ela não é razoável”, disse. Leia a íntegra do aviso de pauta enviada a jornalistas: “Governo Federal anuncia redução de tributação sobre combustíveis para mitigar impactos de alta internacional “Nesta quinta-feira, 23/4, às 17h, no Ministério da Fazenda, o Governo Federal vai detalhar, em coletiva de imprensa, a medida de redução das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina. “Participam da entrevista coletiva os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. “O anúncio complementa o esforço institucional estabelecido pela MP nº 1.345/2026 para distensionar o setor e garantir estabilidade econômica. “SERVIÇO “Coletiva de imprensa de anúncio de medidas sobre PIS/Cofins “Quando: Quinta-feira, 23/4/26, às 17h “Local: Auditório do Ministério da Fazenda – Esplanada dos Ministérios, bloco P, térreo “Transmissão: A coletiva de imprensa será transmitida ao vivo no canal do YouTube do MF”. TRIBUTAÇÃO DO DIESEL O governo federal zerou a alíquota do PIS/Cofins sobre o diesel. Segundo cálculos da equipe econômica, o impacto anualizado desta medida é de R$ 20 bilhões nas contas públicas. O governo federal defendeu que o aumento do petróleo no mercado internacional aumentará a arrecadação com royalties, possibilitando medidas de combate aos efeitos da guerra. O conflito entre Estados Unidos, Irã e Israel resultada na obstrução do estreito de Ormuz, uma via marítima que transportava mais de 14 milhões de barris diários de petróleo. A menor oferta da commodity no mundo elevou a cotação do barril tipo Brent, saindo de US$ 72,5 em 27 de fevereiro, antes dos ataques, para US$ 119,24 em 31 de março, a máxima de 2026. Às 16h, a cotação era de US$ 105,4. Segundo a nota, o anúncio complemente o esforço institucional estabelecido pela MP (Medida Provisória) 1.345 de 2026, que reduziu os impactos da alta do petróleo no mercado internacional depois do início da guerra no Oriente Médio. Crédito Poder360
Decisão foi tomada pelo “princípio da reciprocidade” após os EUA expulsarem o delegado da PF Marcelo Ivo do país O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (22/4) que a instituição retirou as credenciais de um agente de imigração dos EUA que atuava na sede da corporação em Brasília. Segundo Andrei, a decisão foi tomada pelo “princípio da reciprocidade” após os Estados Unidos expulsarem o delegado da PF Marcelo Ivo, que forneceu informações para a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) em território americano. “Faço com muito pesar. Gostaria que nada disso estivesse acontecendo”, declarou, em entrevista à GloboNews. Na diplomacia, a reciprocidade funciona como um mecanismo de equilíbrio: ações tomadas por um governo tendem a ser respondidas de maneira semelhante pelo outro, como forma de manter tratamento equivalente entre os países. O chefe da corporação assinou a nomeação da delegada Tatiana Alves Torres para atuar como oficial de ligação no Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE), em substituição a Marcelo Ivo, em uma portaria de 17 de março. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) três dias depois. Crédito Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar a decisão do ministro André Mendonça de prender o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. O julgamento ocorre no plenário virtual nesta quarta-feira (22) e vai até sexta-feira (24). Com o ministro Luiz Fux acompanhando o relator, falta apenas um voto para confirmar a prisão do ex-dirigente. Nunes Marques e Gilmar Mendes ainda não votaram. Paulo Henrique Costa é suspeito de receber imóveis do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, como propina para que facilitasse a compra, pelo BRB, de ativos fraudulentos do Master. Toffoli deixou o caso Master após revelações de suas relações com Vorcaro. Com isso, André Mendonça assumiu a relatoria e determinou a prisão de ambos. Toffoli não deu justificativa para se afastar do julgamento, opção permitida pela legislação. Quando do afastamento da ação principal, também não houve explicações. Após uma reunião interna, os ministros divulgaram nota de apoio e declararam que, mesmo sem reconhecer a suspeição, o ministro decidiu sair do inquérito. O envolvimento do BRB com o Master levou a um prejuízo estimado em R$ 8 bilhões. Ao mesmo tempo em que o ex-presidente caminha para a manutenção de sua prisão, a estatal aprovou um aumento de capital de R$ 8,8 bilhões para lidar com o prejuízo. Com isso, o capital social pode subir para R$ 11 bilhões, R$ 5,3 bilhões vindo diretamente do governo do Distrito Federal. “A autoridade policial anota que o pagamento total dos valores acordados entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique somente não se concretizou porque Daniel Vorcaro teve ciência da instauração de procedimento investigatório sigiloso para apurar, exatamente, o pagamento de propina a Paulo Henrique por meio da aquisição e repasse de imóveis”, diz Mendonça na decisão monocrática. Crédito Gazeta do Povo

A medida ocorre depois de os EUA determinarem a saída do delegado brasileiro envolvido na prisão de Ramagem O Ministério das Relações Exteriores do Brasil cancelou, nesta quinta-feira, 23, o visto do policial norte-americano que atuava em um programa de parceria entre a Polícia Federal e o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE). O nome ainda está sob sigilo. O ato ocorreu por suposta reciprocidade, depois de o governo dos Estados Unidos expulsar do país o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou ilegalmente na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) nos Estados Unidos. A medida do Itamaraty ocorre um dia depois de o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, retirar as credenciais do servidor norte-americano. Segundo o chefe da corporação, “o Itamaraty, também no campo da reciprocidade diplomática, tem feito reuniões, contatos”. A decisão de revogar o visto se deu depois de reuniões do Itamaraty. A pasta entendeu que a revogação seria a forma ideal de o Brasil impor a lei da reciprocidade aos EUA. Delegado brasileiro foi expulso dos EUA Marcelo Ivo de Carvalho foi trabalhar no EUA em março de 2023. Ele atuava em uma missão com duração inicial de dois anos junto ao ICE. No entanto, em março de 2025, uma nova portaria prorrogou a permanência de Marcelo na função por mais um ano, até 17 de agosto de 2026. Com a prisão de Ramagem, em 13 de abril, em Orlando, Flórida, o governo dos EUA determinou que o delegado deixasse o país houve uma tentativa de “contornar pedidos formais de extradição”. Crédito Revista Oeste

Um dos maiores porta-aviões do mundo e o mais antigo ainda em atividade dos EUA tem previsão chegar ao mar do Rio de Janeiro no mês de maio. Segundo avisos operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB), por meio de nota do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), a embarcação tem previsão de atracar entre os dias 7 e 12 de maio na Baía de Guanabara. Ainda de acordo com o comunicado, a embarcação de grande porte teria potencial de causar problemas ao espaço aéreo do aeroporto Santos Dumont, portanto foi recomendado cuidado com seu mastro e com a elevação do casco. Por meio de códigos, os comunicados recomendam que as aeronaves não se aproximem e evitem cruzar a vertical do navio. Sobre o USS Nimitz O porta-aviões nuclear norte-americano USS Nimitz (CVN-68) integra a 4 Frota americana e estáem atividade desde 1972. Ele participou de guerras no Golfo Pérsico, como o conflito norte-americano com o Iraque. Segundo a Marinha dos EUA, ele participa da Operação Southern Seas 2026, considerada maior operação americana em solo sul-americano em quase 20 anos. Além do Brasil, estão previstas atividades com Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México, além de visitas portuárias também no Panamá e Jamaica. Segundo a Marinha americana, o exercício naval prevê treinamentos conjuntos, intercâmbio técnico e demonstrações de operações com porta-aviões. O contra-almirante americano Carlos Sardiello afirmou em março que a operação busca “ampliar a cooperação regional”. “O deslocamento oferece uma oportunidade única para aumentar a interoperabilidade e aprimorar a capacidade conjunta com forças parceiras”, disse. O Nimitz teve como porto base a Estação Naval de Norfolk até 1987, quando foi transferido para a Estação Naval de Bremerton, no estado de Washington (agora parte da Base Naval de Kitsap). Após uma revisão geral complexa em 2001, seu porto base foi alterado para a Estação Aeronaval de North Island, em San Diego, que é a sede da 4ª Frota. Após este giro, o USS Nimitz deve ser aposentado em 2027. Crédito Gazeta do Povo

Relatório do Departamento de Estado dos EUA afirma que o PCC atua em 16 países e que o Brasil ocupa o segundo lugar em consumo de cocaína O Primeiro Comando da Capital (PCC) é apontado pelo governo dos Estados Unidos como a “principal ameaça” à segurança nacional do Brasil. De acordo com relatório elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA e obtido pela coluna, a organização atua em pelo menos 22 estados brasileiros e em 16 outros países. “Com uma população de quase 215 milhões de pessoas, o Brasil é o segundo país, atrás dos Estados Unidos, no consumo bruto de cocaína. O Brasil faz fronteira com os três maiores países produtores de cocaína do mundo, servindo como destino e ponto de trânsito para narcóticos traficados ilegalmente”, diz o documento. “As autoridades brasileiras interceptaram carregamentos aéreos e marítimos de cocaína com destino aos Estados Unidos, África e Europa. As organizações transnacionais de tráfico de drogas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), representam a principal ameaça à segurança nacional do Brasil”, afirma o relatório. “De acordo com a Polícia Federal (PF), o PCC opera em 22 dos 27 estados brasileiros e está ativo em pelo menos 16 países ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos”, prossegue o documento. Treinamento nos EUA O relatório traz dados de 2024 sobre o volume de apreensões de drogas no Brasil e destaca a cooperação entre os dois países no combate ao tráfico, com ênfase no treinamento de agentes da Polícia Federal por autoridades norte-americanas. “Os Estados Unidos trabalham em estreita colaboração com as forças policiais brasileiras para combater o crime organizado transnacional. Em maio [de 2024], agentes da Polícia Federal treinados nos EUA apreenderam aproximadamente 2,2 toneladas de cocaína e 76 quilos de cocaína no estado do Amazonas, a cerca de 320 quilômetros a oeste de sua capital, Manaus – a maior apreensão de cocaína em grande quantidade na história da região amazônica no Brasil”, ressalta o Departamento de Estado. “Em agosto de 2024, agentes da Polícia Federal treinados nos EUA apreenderam 114 kg de cocaína escondidos no porão de um navio com destino à Europa no Porto de Santos. […] Mergulhadores especializados da PF realizaram esta operação após receberem treinamento financiado pelos EUA em Mergulho de Segurança Pública e inspeção subaquática de cascos de embarcações em julho de 2024, no âmbito do Programa Global de Crimes Marítimos implementado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime com financiamento dos EUA”, afirma o relatório. O governo dos EUA também cita esforços do Brasil “para fortalecer a cooperação regional e internacional para detectar e controlar o surgimento de Novas Substâncias Psicoativas (NSP) e expandir seu Sistema Piloto de Alerta Precoce como participante da Coalizão Global para o Combate às Ameaças das Drogas Sintéticas”. Crédito Metrópoles

Ex-deputado é suspeito de receber R$ 1 milhão para facilitar saída de líder de facção na Bahia O Ministério Público da Bahia (MP-BA) investiga o ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (MDB) por suspeita de receber R$ 1 milhão em propina. A apuração foca a fuga do traficante Ednaldo Pereira de Souza, o “Dadá”, liderança do Comando Vermelho (CV) no sul do Estado. Diálogos obtidos na Operação Duas Rosas mostram quando o ex-deputado Uldurico Júnior e a ex-diretora do presídio de Eunápolis Joneuma Silva Neres se referem a Geddel como “chefe”. Joneuma confessou, em delação premiada, ter facilitado a fuga de 16 detentos em dezembro de 2024. A Polícia Federal prendeu Uldurico Júnior na Praia do Forte (BA) sob a acusação de negociar R$ 2 milhões para executar o plano. O termo “rosas” era o código usado pelos envolvidos para se referir ao dinheiro. Segundo os promotores, Uldurico afirmou em mensagens que metade do valor seria destinada a Geddel. O MP-BA instaurou um Procedimento Investigatório Criminal para confirmar se o ex-ministro foi o beneficiário da partilha. Geddel reclamou de demora do pagamento A investigação do Ministério Público revela que Joneuma Neres permitia regalias aos internos, como uso de eletrodomésticos, refeições especiais e livre circulação. Uldurico Júnior frequentava o presídio sem registro oficial para reuniões reservadas com “Dadá”. Além disso, o inquérito também mostra que o ex-deputado recebeu R$ 200 mil em espécie, dentro de uma caixa de sapatos, como adiantamento um mês antes da fuga. O restante do pagamento ocorreu por depósitos bancários e transferências via Pix para aliados. Depois da fuga dos presos, Uldurico pressionou a ex-diretora pelo saldo devedor, alegando cobranças diretas de Geddel. A delatora entregou capturas de tela em que o ex-parlamentar demonstrava nervosismo com a demora do pagamento. Geddel já possui condenação anterior por lavagem de dinheiro depois de a Polícia Federal encontrar R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um “apartamento-cofre” em 2017. O político alugava o apartamento, que fica em Salvador, supostamente para “guardar documentos”. Crédito Revista Oeste