BRB comprou mais de R$ 30 bilhões em ativos de carteiras do Master, diz site - Paulo Figueiredo

O Banco de Brasília (BRB) adquiriu um volume acumulado de R$ 30,4 bilhões em carteiras do Banco Master a partir de julho de 2024. O portal Metrópoles obteve via Lei de Acesso à Informação (LAI) as planilhas e as publicou nesta segunda-feira (6), informando que o acumulado pode ser ainda maior com outros R$ 10 bilhões em “substituições”. Ainda de acordo com as apurações, realizadas pela coluna do jornalista Demétrio Vecchioli, as carteiras se dividiam em fundos de crédito de varejo, atacado e CDBs, entre outras aplicações. As carteiras seguiram sendo adquiridas mesmo depois que o banco constatou que parte dos ativos não tinha qualidade. A reportagem da Gazeta do Povo tentou contato com o BRB para comentar as denúncias, mas não teve resposta. O espaço segue aberto. A aquisição das carteiras se manteve constante até um mês antes da liquidação do Master e da Operação Compliance Zero, que acabou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. O BRB tem passado por uma auditoria forense que tenta medir o tamanho exato do prejuízo, que ainda não foi totalmente comunicado ao mercado e estava estimado em algo em torno de R$ 6 bilhões ou até R$ 15 bilhões. Funcionários ouvidos como testemunhas no inquérito da Polícia Federal relataram a atuação na auditoria interna que apontou falhas na compra de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas. Segundo eles, os mesmos problemas que passaram a ser investigados pelo Banco Central do Brasil já haviam sido detectados previamente dentro do banco. Nos depoimentos, os servidores afirmam que “haviam sinais de intencionalidade” nas operações analisadas, o que levanta suspeitas de fraude. Os funcionários também afirmaram que vinham alertando há tempos sobre os riscos de irregularidades, mas que foram completamente ignorados pela diretoria responsável. Rebaixamento da nota Na semana passada, a agência de classificação de risco Moody’s do Brasil anunciou o rebaixamento da nota do BRB. O chamado “rating” do banco despencou de BBB-.br para CCC+.br, situando a instituição em um patamar de crédito considerado “muito fraco” e próximo da inadimplência (default) caso não ocorra uma injeção de capital urgente. A Moody’s ainda manteve os ratings em revisão para novos rebaixamentos, informando que monitorará a Assembleia Geral agendada para o dia 22 de abril, que deve deliberar sobre o plano de aumento de capital. Novas notas negativas podem ser atribuídas caso não seja apresentada uma solução com um plano viável de recuperação, disse a agência. Crédito Gazeta do Povo

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Mendonça diz que “bom magistrado” não privilegia amigos - Paulo Figueiredo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, na noite desta segunda-feira (6), que um “bom magistrado” deve ser imparcial e ter um único interesse: “fazer o que é certo”. Ele foi homenageado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com o Colar da Honra ao Mérito Legislativo. Durante seu discurso, Mendonça disse que um bom juiz precisa ser imparcial, íntegro, responsável e “buscar a Justiça”. Relator dos inquéritos do Banco Master e dos descontos irregulares no INSS, o ministro se comprometeu a seguir esses princípios no STF. “Imparcialidade é olhar para as pessoas de modo igualitário, considerar os interesses envolvidos de forma equânime, não privilegiar amigos, não perseguir inimigos. Esse é um compromisso que eu faço na Casa do povo de São Paulo”, pontuou. Para ele, magistrados não estão “imunes a incompreensões”, mas precisam “estar imunes a ações que comprometam de forma substancial, voluntária e consciente a credibilidade que a sociedade espera de um bom magistrado”. A declaração ocorre em meio à crise aberta pelo caso Master no Supremo. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do inquérito após a Polícia Federal encontrar menções a ele no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição. Além disso, o escritório da família do ministro Alexandre de Moares firmou um contrato de R$ 129 milhões com o Master por três anos. Moraes e Toffoli negam qualquer irregularidade, mas a situação fez com que o presidente do STF, Edson Fachin, anunciasse um Código de Ética para integrantes da Corte. Mendonça diz esperar Messias “em breve” no STF O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao STF, participou do evento, mas não discursou. Mendonça destacou que era uma honra ter o AGU presente durante a homenagem e voltou a declarar apoio a sua indicação. “Nossas carreiras na AGU foram grandes divisores de águas para as nossas correspondentes trajetórias e faço votos que, em breve, você possa deixar a AGU por um motivo de estar comigo no Supremo Tribunal Federal”, disse o ministro a Messias. Mendonça é pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo. Já o indicado de Lula é membro da Igreja Batista Cristã de Brasília. O deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), integrante da bancada evangélica, disse que Messias “fez questão” de estar presente na homenagem a Mendonça. Em outubro do ano passado, Cezinha participou de uma reunião com Lula e Messias no Palácio do Planalto. O encontro ocorreu pouco mais de um mês antes da indicação do AGU ao Supremo. Cerimônia destacou origem evangélica de Mendonça O governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o ministro representa uma “esperança no deserto” e atua com “imparcialidade, discrição e firmeza”. O deputado estadual Oseias de Madureira (PL), autor da homenagem e pastor evangélico, destacou que a atuação de Mendonça na Corte “representa algo mais profundo”, pois ele “é a voz de uma parcela da sociedade que valoriza a família, a liberdade religiosa e os princípios que alicerçam a nossa civilização”. O presidente da Alesp, André do Prado (PL), disse que a trajetória do ministro “honra o Brasil” e mostra que o serviço público pode ser cumprido com “equilíbrio”. Já o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), disse se considerar “amigo” de Mendonça, a quem classificou como “um grande exemplo” . Crédito Gazeta do Povo

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Alcolumbre diz a aliados que Messias deve ser aprovado no Senado - Paulo Figueiredo

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não definiu a data de leitura da indicação do AGU, Jorge Messias, no plenário O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem se posicionado de forma positiva, nos bastidores, sobre a indicação do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal (STF). A coluna apurou que, em conversas reservadas, Alcolumbre tem dito a aliados que acredita na aprovação de Messias no Senado. A opinião do presidente do Senado é compartilhada, inclusive, por senadores do Centrão, da base governista e até do PL. Apesar da avaliação positiva, não há data para que Alcolumbre leia a mensagem com a indicação do AGU no plenário. Depois de quatro meses, o governo Lula enviou a mensagem com a indicação do AGU na quarta-feira (1º/4). O documento foi enviado após Lula ser informado pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA), de que a situação de Messias melhorou na Casa. Apenas após a leitura da mensagem, Alencar poderá agendar a sabatina e a votação na CCJ. Se aprovada, a indicação de Messias será analisada pelo plenário. Os votos dos senadores são secretos, o que facilita o posicionamento dos parlamentares. Em entrevista à coluna, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, elogiou Messias e previu que a indicação dele para o STF será aprovada pelo Senado. Crédito Metrópoles

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#gazetadopovo #esquerda #direita #politics 🔴 NOTÍCIAS DA MANHÃ: STF valida poder de Alcolumbre para barrar investigações / CAFÉ COM A GAZETA https://www.youtube.com/watch?v=uwf1o3lLWps
🔴 NOTÍCIAS DA MANHÃ: STF valida poder de Alcolumbre para barrar investigações / CAFÉ COM A GAZETA

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Em novo alerta ao Irã, Trump diz que “uma civilização inteira morrerá hoje à noite” - Paulo Figueiredo

A poucas horas do fim de um prazo que estabeleceu para que o Irã reabra o estratégico Estreito de Ormuz, o presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que uma “civilização inteira morrerá hoje à noite”. Trump deu prazo até as 21 horas de Brasília desta terça-feira para que o Irã reabra a passagem marítima, fechada quase totalmente pelo regime desde o início da guerra. Caso o estreito não seja reaberto, as forças americanas bombardearão usinas de energia e pontes iranianas, ameaçou o mandatário republicano. “Uma civilização inteira morrerá hoje à noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, quem sabe?”, escreveu Trump na rede Truth Social, especulando sobre um acordo de última hora. “Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. Quarenta e sete anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, afirmou, em referência ao período em que o atual regime, instaurado com a Revolução Islâmica de 1979, está no poder. Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que mais de 14 milhões de pessoas se inscreveram para “sacrificar suas vidas” pelo país, como parte da campanha de mobilização Janfada, que está em andamento desde o início da guerra do regime iraniano contra Estados Unidos e Israel, deflagrada em 28 de fevereiro. Crédito Gazeta do Povo

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#kimpain #direita #politica #politics Dossiê: QUEM SOU EU? - A Vitória em PERSPECTIVA é Ainda MAIOR + O Inimigo da ONU e do Regime. https://www.youtube.com/watch?v=jSrPUAY15B8
Dossiê: QUEM SOU EU? - A Vitória em PERSPECTIVA é Ainda MAIOR + O Inimigo da ONU e do Regime.

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#gazetadopovo #esquerda #direita #politics O que está por trás do GIGANTESCO CRESCIMENTO PATRIMONIAL de Moraes? / SEM RODEIOS https://www.youtube.com/watch?v=mDqi42jPwfA
O que está por trás do GIGANTESCO CRESCIMENTO PATRIMONIAL de Moraes? / SEM RODEIOS

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Justiça do Brasil custa 1,5% do PIB e é a segunda mais cara do mundo - Paulo Figueiredo

O sistema de Justiça no Brasil consumiu R$ 181,5 bilhões em 2024, equivalente a 1,55% do PIB, de acordo com dados do Tesouro Nacional com base na metodologia internacional Cofog, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conhecida como “clube dos ricos”. O levantamento leva em conta o relatório do governo geral divulgado em dezembro de 2025 relativo ao ano anterior. Segundo o levantamento de dados compilados pela Folha de S. Paulo publicados nesta segunda-feira (6) aponta que os gastos com a Justiça brasileira cresceram 15,8% em relação a 2023. O volume representa 3,38% de todas as despesas públicas somadas entre União, estados e municípios. Nessa classificação, entram despesas com tribunais estaduais, regionais e superiores, além das Justiças Eleitoral, Militar e do Trabalho, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Também são contabilizados órgãos que não fazem parte do Judiciário, como Ministério Público, Defensoria Pública da União e Advocacia-Geral da União (AGU). Segunda Justiça mais cara do mundo No cenário internacional, o Brasil aparece entre os líderes em despesas com Justiça, tendo sido o país que mais gastou proporcionalmente ao PIB em 2021, com 1,6%. Nos anos seguintes, manteve-se entre os primeiros colocados, ficando atrás apenas de El Salvador em 2022 e 2023, com percentuais de 1,33% e 1,43%, respectivamente. A comparação internacional leva em conta dados defasados de outros países, já que o levantamento depende da disponibilidade de informações de 56 nações e não inclui potências como Estados Unidos, China e Rússia. Ainda assim, o patamar brasileiro se mantém elevado frente ao padrão global. Em uma comparação internacional, a média de gastos do Judiciário em relação ao PIB entre os países analisados é de 0,37%, com destaque para a Alemanha (0,37%), Espanha (0,35%) e Austrália (0,34%). Acima deste percentual estão países como o Reino Unido (0,42%), África do Sul (0,44%), Colômbia (1,01%) e Costa Rica (1,33%). Folha de pagamento pesada A maior parte das despesas do sistema de Justiça é destinada ao pagamento de pessoal, que respondeu por 77,9% dos gastos em 2024. Benefícios previdenciários e assistenciais somaram mais 1,7%, totalizando R$ 144,3 bilhões concentrados nessas duas rubricas. Ao ser questionado sobre a influência de penduricalhos —verbas indenizatórias pagas acima do teto constitucional—, o Tesouro afirmou que os dados disponíveis não permitem “distinguir, com precisão, a parcela específica correspondente a ‘verbas indenizatórias’”. A ausência de detalhamento impede uma análise mais aprofundada sobre o impacto desses valores no custo total. Outro recorte mostra forte concentração de despesas nos estados, que gastam cerca de 2,5 vezes mais do que a União com o sistema de Justiça. Em 2024, foram R$ 126,5 bilhões desembolsados pelas unidades federativas, contra R$ 50,6 bilhões na esfera federal. Crédito Gazeta do Povo

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Master: BRB gastou R$ 500 milhões ao comprar 2 vezes mesma carteira sem garantia - Paulo Figueiredo

Documentos obtidos com exclusividade pelo Metrópoles mostram que área técnica apontou 18 riscos no negócio, aprovado horas depois O Banco de Brasília (BRB) comprou do Banco Master duas vezes uma mesma cédula de crédito bancário (CCB) sem garantias, em negócio fortemente não recomendado pela área técnica do banco estatal e fechado antes da produção de um parecer jurídico pedindo precauções adicionais. As informações constam em documentos obtidos com exclusividade pelo Metrópoles e publicados agora em uma série de reportagens que mostra que os ativos comprados do Master pelo BRB são frios, contribuindo para o rombo ainda desconhecido nas contas do BRB. É o caso da carteira da RKO Alimentos – um frigorífico do Mato Grosso que havia, supostamente, tomado um empréstimo de R$ 400 milhões do Master em dezembro de 2023, com carência até fevereiro de 2026. O BRB comprou duas vezes essa dívida, pagando R$ 498 milhões no total. Primeira compra teve imóvel fake de garantia O BRB primeiro comprou uma parte da CCB, em 17 de outubro de 2024, por R$ 174 milhões. A transação não consta na planilha com todas compras de ativos do Master pelo BRB, produzida pelo Banco de Brasília e revelada pela coluna. Como as garantias oferecidas pelo frigorífico não cobriam 130% do valor cedido, padrão mínimo em negócios do tipo feitos pelo BRB, o banco estatal estabeleceu como condicionante a inclusão de uma nova garantia imobiliária: um imóvel urbano avaliado em R$ 1,3 bilhão em Mata de São João (BA), cidade conhecida por seus resorts. O Metrópoles foi atrás desta matrícula e descobriu que o imóvel nunca pertenceu ao Master. Logo, nunca poderia ser tomado como garantia, tanto que não há qualquer anotação de alienação fiduciária dele na matrícula atualmente. Segunda compra tinha 18 pontos de risco A segunda compra, por R$ 324 milhões, foi aprovada a toque de caixa, em 30 de junho de 2025, depois que o BRB identificou que carteiras de varejo adquiridas do Master era fraudulentas. Precisando convencer o Banco Central (BC) a aprovar a compra do próprio Master, o BRB tinha pressa em substituir aquelas carteiras “podres” por ativos de melhor qualidade. Entre as opções apresentadas pelo Master, escolheu de novo a CCB da RKO, nascida de um empréstimo tomado na modalidade capital de giro, para “construção ou aquisição de novos frigoríficos e desenvolvimento de lojas no segmento de carnes premium e congeladas”. Master e RKO acordaram que 90% dos R$ 400 milhões emprestados ficariam aplicados em um Fundo de Investimento da Reag e só seriam liberados à medida que o frigorífico desenvolvesse os projetos. Inicialmente esse fundo deveria ser o “Bravo”. Mas, quando o CCB foi oferecido novamente ao BRB, em junho do ano passado, o dinheiro estava em outro fundo, de nome Titânia, sem que houvesse sido apresentado qualquer aditivo contratual. Para a área técnica do BRB, essa era uma das fragilidade do negócio. Outra era a falta de acompanhamento sobre como o dinheiro estava sendo utilizado. “Entendemos que a falta de acompanhamento de uma operação com saldo devedor atual de mais de R$ 550 milhões também representa uma fragilidade da operação de crédito”, alertou a área técnica do BRB. Mas os problemas iam bastante além. Relatório assinado em 30 de junho de 2025 por cinco superintendências do BRB apontou 18 pontos de alerta. Entre eles: Também faltava um parecer jurídico, que só viria a ser produzido no dia 11 de julho, impondo oito condicionantes ao negócio, entre elas a inclusão de uma cláusula de revenda como “salvaguarda institucional”. Já era tarde, porque a compra da CCB por R$ 324 milhões foi aprovada pelos órgãos competentes do BRB, sem qualquer condicionante, ainda durante a tarde do dia 30 de junho. Crédito Metrópoles

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Janela para mudança de partido termina com mais de 20% de trocas na Câmara - Paulo Figueiredo

Mirando eleições, ao menos 128 deputados trocaram de partido; União Brasil foi a bancada com mais perdas, mas novas filiações evitaram encolhimento Motivada pela disputa eleitoral, a janela partidária terminou na última sexta-feira (3) com saldo de mais de 20% de trocas na Câmara dos Deputados. O número tende a ser ainda maior após a consolidação formal das movimentações partidárias realizadas. Levantamento da CNN contabilizou ao menos 128 movimentações partidárias de deputados titulares. O cálculo teve como base dados da Câmara, informes partidários e anúncios em redes sociais divulgados até sábado (4). Maior partido da Casa, a bancada do PL saiu fortalecida chegando a 97 integrantes. A legenda foi uma das que mais conquistou novas filiações e recuperou perdas registradas aos longo dos últimos anos. A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro elegeu 99 deputados em 2022, mas contava com 87 integrantes antes do período de trocas. O União Brasil foi a bancada que mais perdeu nomes – 29, no total –, mas conseguiu equilibrar as perdas com 21 novas adesões. A sigla tem agora 51 integrantes, sete a menos do que no período pré-janela, mas ainda segue como o terceiro maior partido da Casa. Legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT teve ao menos uma baixa, a deputada Luizianne Lins (CE), que a deixou a sigla após 37 anos para se filiar à Rede. A bancada petista também filiou Paulo Lemos (AP), antes do PSOL, e se mantém como o segundo maior partido da Câmara, com 67 integrantes. As mudanças também deram fôlego para o PSDB, que registrou 11 entradas e sete saídas chegando a 19 integrantes na Câmara. Já o PDT, proporcionalmente, foi uma das siglas com saldo mais negativo. O partido filiou apenas um deputado e perdeu outros oito. Partidos como PP, PSD e Republicanos registraram números semelhantes de saídas e novas filiações. Veja a estimativa de ganhos e perdas de cada sigla: A janela partidária tem duração de 30 dias e neste ano começou em 5 de março. Previsto na legislação eleitoral, o período existe para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições. O princípio da fidelidade partidária prevê que o mandato de deputados e vereadores pertence ao partido, e não ao candidato eleito. Por isso, a janela partidária para esses cargos é aberta somente em anos eleitorais e seis meses antes das eleições. Após o período de trocas, o próximo passo de articulações envolve as convenções partidárias, em que os candidatos devem ser escolhidos. Em 2026, os brasileiros irão às urnas para o primeiro turno das eleições em 4 de outubro. Mudanças no Senado Para quem ocupa cargos majoritários, em que são eleitos os mais votados – independentemente das votações recebidas pelos partidos –, a janela não é necessária para migrações partidárias. É o caso de prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República, que podem mudar de legenda a qualquer momento, desde que respeitado o prazo mínimo de seis meses de filiação antes da data da eleição. Por esse motivo, a corrida eleitoral também motivou trocas partidárias no Senado ao longo do último mês. O PSD perdeu três integrantes: Rodrigo Pacheco, cotado para a disputa do governo de Minas Gerais, deixou a legenda para se filiar ao PSB. Aliada do governo, a senadora Eliziane Gama (MA) anunciou a saída do PSD e a filiação ao PT. O senador Angelo Coronel (BA), que mira a reeleição, também migrou de partido para o Republicanos. O PSD, no entanto, ganhou novo integrante com a filiação de Carlos Viana (MG), vindo do Podemos. O PL ganhou dois novos nomes com duas novas adesões de senadores que eram do União Brasil: Sergio Moro (PR) e Efraim Filho (PB). O partido, no entanto, perdeu uma integrante com a saída da senadora Dra. Eudócia Caldas (AL) que foi para o PSDB. Crédito CNN Brasil

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