Carlos diz que integrantes do PL que não apoiam Flávio traem Jair Bolsonaro - Paulo Figueiredo

O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), afirmou que integrantes do partido que não se posicionam ou mencionam apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026 estão traindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma publicação feita no seu perfil no X, na quinta-feira (2), Carlos disse que quem é do PL e faz isso não merece confiança. “Quem se omite agora está, na prática, traindo o próprio presidente Jair Bolsonaro, que está preso de forma ilegal, sendo censurado e submetido a uma situação desumana”. Carlos ainda observou que “se já age assim agora… imagine depois com mandatos na mão”. O irmão de Carlos, ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) repostou a publicação e pediu aos apoiadores que não votem em quem não apoia a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. “Esta conduta só serve ao Lula”, alegou. Eduardo ainda pediu que sejam avaliados os candidatos a deputado estadual, deputado federal e senador. “Vá ao perfil da rede social dele. Não tem apoio ao Flávio? Descarte-o, ainda que do PL e avise-o disso”, acrescentou. Crédito Gazeta do Povo

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Trump ameaça “inferno” no Irã caso Ormuz não seja reaberto em 48 horas - Paulo Figueiredo

Guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã já passa de um mês sem sinais de um desfecho próximo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã neste sábado (4/4). Ele afirmou que, caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto ou o país não aceite negociar um acordo com os EUA nas próximas 48 horas, “o inferno reinará” sobre a nação do Oriente Médio. Trump citou um “prazo de 10 dias” estipulado pelos EUA ao Irã, que, segundo ele, “está se esgotando”. O governo iraniano, no entanto, já negou ter concordado com qualquer negociação com os Estados Unidos. “Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno reine sobre eles. Glória a Deus”, escreveu o presidente americano. A guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã já se estende por mais de um mês, sem um sinal de desfecho próximo. Trump chegou a declarar que o “novo regime” do Irã é mais razoável que o anterior e que negociações diplomáticas estavam em andamento. No entanto, o americano não deixou de ameaçar ataques contra pontos estratégicos do país do Oriente Médio. Em contrapartida, o Irã acusou os EUA de planejarem um ataque terrestre secretamente enquanto mantém uma postura pública de negociações. Comunidade internacional preocupada com o Estreito de Ormuz O fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota de petróleo do Oriente Médio, já dura mais de um mês, e preocupa a comunidade internacional. Pela rota marítima, passa 20% de todo o petróleo do mundo. Está em curso no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta para permitir o uso da força nas tentativas de reabrir o canal. A votação inicialmente seria na sexta-feira (3/4), mas após dois adiamentos, ficou para a semana que vem. O motivo do adiamento seria a oposição de China, Rússia e França à autorização de qualquer uso da força na região. Os três países têm o poder de vetar a resolução, pois estão entre os cinco membros permanentes da ONU. O Reino Unido sediou uma cúpula com diplomatas de mais de 40 países para deliberar sobre a situação do Estreito de Ormuz. Após a reunião, o governo britânico informou que os países avaliam sancionar o Irã. Crédito Metrópoles

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Sem maioria no Senado, Lula diz que senador “pensa que é Deus” - Paulo Figueiredo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que senadores podem criar problemas para o governo e, por isso, o objetivo de sua campanha é formar maioria no Congresso. Para Lula, um senador com mandato de oito anos “pensa que é Deus”. “Um governador mantém relação civilizada com o presidente da República porque o governador também precisa do presidente. Mas um senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do senado. E isso é o que nós fazemos”, disse o petista, em entrevista à TV Cidade, no Ceará, nesta quarta-feira (1º). Nas eleições deste ano, 54 das 81 vagas do Senado estão em jogo. O governo aposta na candidatura de diversos ministros na disputa pela Casa Alta. Lula defendeu a necessidade de fazer alianças com outros partidos para o pleito. “Não se faz composição apenas com quem você gosta. Quem você gosta já está com você. Tem que fazer composição com as pessoas que pensam diferente, mas que são capazes de construir minimamente um projeto para o país”, afirmou. Dos 18 ministros que estão de saída da Esplanada, ao menos sete devem disputar uma vaga ao Senado. Entre eles, Rui Costa (PT-BA), da Casa Civil; Gleisi Hoffmann (PT-PR), da Secretaria de Relações Institucionais; Simone Tebet (PSB-SP), do Planejamento; e Marina Silva (Rede-SP), do Meio Ambiente. Fala de Lula pode dificultar apoio a Messias A declaração do presidente ocorreu no mesmo dia em que o governo enviou ao Senado a mensagem oficializando a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Lula indicou Messias ao STF em novembro do ano passado, mas decidiu não mandar a mensagem ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante da resistência ao nome do AGU. Não há prazo para Alcolumbre encaminhar o documento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por organizar a sabatina do indicado. Para ser aprovado na CCJ, Messias precisa do apoio de 14 dos 27 senadores que compõem o colegiado. Já no plenário do Senado, são necessários ao menos 41 votos para a aprovação. Crédito Gazeta do Povo

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Ao STF, médicos de Bolsonaro indicam necessidade de nova cirurgia - Paulo Figueiredo

De acordo com a defesa, relatórios médicos indicam necessidade de um novo procedimento cirúrgico no ex-presidente A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (3/4), relatórios médicos que indicam a necessidade de um novo procedimento cirúrgico no ex-presidente. Segundo relatório fisioterapêutico, Bolsonaro apresenta um quadro de dor intensa no ombro direito e que, após avaliação ortopédica e exames complementares, houve a “indicação de tratamento cirúrgico.” Segundo o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, que acompanha Bolsonaro, o ex-presidente já apresentava dores no ombro antes da última alta médica, ocorrida em 27 de março. Um dia antes, o ex-presidente teria passado por avaliação ortopédica, com realização de exames complementares e indicação de tratamento cirúrgico. Em cumprimento de prisão domiciliar desde então, o profissional afirma que, além de dor intensa, Bolsonaro apresenta limitação de movimento – com elevação do braço restrita a 90 graus –, perda de força e assimetria postural “caracterizada por inferiorização do ombro direito em relação ao esquerdo.” Prisão domiciliar Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de abril, quando recebeu alta hospitalar. Em casa, o ex-presidente deverá cumprir uma série de regras determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante um período inicial de 90 dias. Entre elas, está a proibição do uso de celular e o recebimento de visitas. A proibição ocorre sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”. Atualmente, moram com Bolsonaro a mulher dele, Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino. Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025, pela Primeira Turma do STF, a 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma inexistente trama golpista. Crédito Metrópoles

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Moraes vota contra flexibilizar regime aberto de Daniel Silveira - Paulo Figueiredo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou nesta sexta-feira (3) contra o pedido de flexibilização das condições do regime aberto imposto ao ex-deputado Daniel Silveira. A Primeira Turma analisa o recurso no plenário virtual até o próximo dia 13. Até o momento, apenas o relator se manifestou. A defesa pediu autorização para Silveira circular até as 22h para cursar a faculdade de Direito no período noturno, além de solicitar o fim das restrições de horários aos finais de semana e feriados. Em seu voto, Moraes destacou que, embora o estudo seja um instrumento de reintegração social, o direito à educação deve ser exercido em harmonia com as restrições da condenação. O magistrado acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), ressaltando que cabe ao apenado adequar seus projetos pessoais às limitações da lei, e não o contrário. “A execução penal, como procedimento regido por normas de ordem pública, não pode se curvar às conveniências particulares do sentenciado”, disse o ministro. Moraes pontuou que há ampla oferta de cursos de Direito em turnos diversos, o que permitiria a Silveira conciliar os estudos com as regras do regime aberto sem a necessidade de estender o horário de circulação. “O argumento de que as restrições atuais inviabilizam o acesso à educação não se sustenta. A decisão agravada não proíbe o agravante de estudar. Apenas exige que ele encontre uma alternativa de curso cujo horário seja compatível com as condições do regime aberto”, afirmou o ministro. Silveira cumpre pena de 8 anos e 9 meses de reclusão pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. Atualmente no regime aberto, ele já cumpriu 4 anos, 7 meses e 22 dias de sua sentença. A defesa de Silveira alegou que o cumprimento das medidas cautelares tem sido “exemplar” nos últimos seis meses e que a flexibilização seria necessária para a “finalidade ressocializadora da pena”. Para o magistrado, autorizar a livre circulação para “frequentar igreja, shopping e cinema”, como solicitado pelos advogados, descaracterizaria a natureza sancionatória da pena. Moraes também rebateu o argumento da defesa de que a tornozeleira eletrônica seria suficiente para a fiscalização. Segundo o ministro, o equipamento é um instrumento de vigilância e não um “salvo-conduto” para descumprir obrigações de direito material, como o recolhimento domiciliar. Crédito Gazeta do Povo

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Saiba tudo que diz o relatório “The Attack on Free Speech Abroad: The Case of Brazil – Part III” - Paulo Figueiredo

“The Attack on Free Speech Abroad: The Case of Brazil – Part III” é um documento oficial elaborado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, responsável por supervisionar questões legais e constitucionais no país. Trata-se de um relatório interino baseado em documentos obtidos por meio de intimações a empresas de tecnologia, com o objetivo de investigar até que ponto leis, decisões judiciais e ações de governos estrangeiros, especialmente do Brasil, estariam influenciando, pressionando ou forçando a censura de conteúdos dentro dos próprios Estados Unidos, afetando diretamente a liberdade de expressão protegida pela Constituição americana. Entrando no núcleo do relatório, o primeiro grande ponto é o das ordens de censura extraterritoriais. O documento afirma que autoridades brasileiras, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, passaram a emitir decisões com alcance global, ou seja, não apenas bloqueando conteúdo dentro do Brasil, mas exigindo sua remoção em todo o mundo. Isso inclui conteúdos acessíveis nos Estados Unidos. Há exemplos concretos, como ordens desde 2020 para remoção global de contas críticas ao Supremo Tribunal Federal, com justificativas ligadas a “fake news”, ataques institucionais ou ameaças. O ponto central aqui é que o critério utilizado frequentemente envolve discurso político. O segundo ponto trata do alvo direto em cidadãos e discursos baseados nos Estados Unidos. O relatório apresenta casos detalhados de indivíduos residentes em território americano que foram alvo dessas decisões. Um dos exemplos é o de Bruno Aiub (Monark), que vive na Flórida e teve dezenas de contas removidas em diversas plataformas simultaneamente, além de exigências de entrega de dados pessoais. Outro caso é o jornalista Allan dos Santos, que também reside nos EUA e foi alvo de bloqueios, multas contra plataformas e medidas extremas contra empresas que se recusaram a censurá-lo. Para o Comitê, isso configura uma tentativa direta de um governo estrangeiro de regular o discurso dentro dos Estados Unidos. Ainda dentro desse ponto, o relatório revela algo ainda mais sensível: pedidos de remoção de conteúdos envolvendo política americana. Há registros de solicitações para retirada de postagens que mencionavam Donald Trump, Joe Biden e a USAID. Em alguns casos, o simples fato de o conteúdo alegar “fraude eleitoral” foi suficiente para justificar a tentativa de remoção. Isso amplia o alcance do problema: não se trata apenas de política brasileira, mas de interferência potencial no debate político americano. O terceiro ponto aborda a coordenação internacional da censura. O documento aponta que o Brasil não atua isoladamente, mas participa de um ambiente global de cooperação com outros governos e instituições. Um exemplo citado é um encontro organizado por Stanford em 2025, reunindo representantes do Brasil, União Europeia, Reino Unido e Austrália. Segundo o relatório, esses encontros funcionam como fóruns de troca de estratégias de moderação e enforcement digital. Para os autores, isso configura um “complexo internacional de censura”, no qual diferentes países alinham práticas que podem afetar o fluxo global de informação. O quarto ponto trata da tentativa de atingir opositores políticos. O relatório afirma que muitas decisões judiciais têm como alvo indivíduos alinhados à oposição, especialmente ligados à família Bolsonaro. O caso mais detalhado é o de Eduardo Bolsonaro, residente nos Estados Unidos, que foi alvo de ordens sigilosas para coleta de dados e restrições digitais. Essas ordens incluíam cláusulas que impediam as plataformas de informar o próprio alvo sobre as medidas. Ao mesmo tempo, ele foi colocado sob investigação e levado a julgamento por sua atuação política no exterior. Esse ponto se conecta diretamente ao contexto eleitoral. O relatório destaca que Flávio Bolsonaro aparece em empate técnico com Lula nas pesquisas para 2026. Diante disso, os autores levantam a hipótese de que o uso do Judiciário pode impactar o equilíbrio político, especialmente ao limitar a atuação digital de determinados grupos em período pré-eleitoral. O quinto ponto é o do silenciamento permanente e estrutural. O documento mostra que não se trata apenas de remover conteúdos específicos, mas de impedir que certos indivíduos voltem a se expressar. Há ordens exigindo que plataformas bloqueiem a criação de novas contas por determinados usuários. Em outros casos, a reativação de perfis só ocorre mediante condições: apagar conteúdos, pagar multas e prometer não repetir determinadas opiniões. Isso cria, segundo o relatório, um sistema de autocensura forçada. O sexto ponto aborda o combate ao uso de VPNs, que são ferramentas usadas para acessar conteúdos bloqueados. O relatório afirma que autoridades brasileiras passaram a aplicar multas a usuários que utilizam VPNs para contornar restrições. Além disso, o documento alerta para um efeito mais amplo: governos passam a usar a existência de VPNs como justificativa para exigir remoções globais, argumentando que bloqueios locais não são suficientes. Isso, na prática, amplia o alcance da censura para além das fronteiras nacionais. O sétimo ponto trata de uma mudança estrutural: a remoção de proteções legais das plataformas digitais. Em decisão de 2025, o Supremo Tribunal Federal passou a responsabilizar empresas por conteúdos de usuários caso não removam material considerado problemático. Segundo o relatório, isso cria um incentivo direto para que plataformas adotem remoções preventivas em massa, inclusive fora do Brasil, para evitar riscos jurídicos. Um ministro do próprio STF é citado afirmando que essa decisão pode servir de “paradigma global”. Por fim, o relatório apresenta sua conclusão geral, que sintetiza todos esses elementos: o Brasil, segundo o Comitê, não está apenas regulando sua internet doméstica, mas desenvolvendo um modelo com impacto global. A combinação de ordens extraterritoriais, pressão sobre empresas, coordenação internacional e mudanças legais cria, na visão dos autores, um sistema capaz de influenciar o que pode ou não ser dito em escala mundial, incluindo nos Estados Unidos. A resposta institucional americana, segundo o documento, já está em curso. O Congresso afirma que continuará investigando e considera possíveis medidas legislativas para proteger a liberdade de expressão dos cidadãos americanos frente a esse tipo de interferência estrangeira. O caso brasileiro, portanto, deixa de ser apenas um tema doméstico e passa a ocupar o centro do debate global sobre soberania digital e liberdade de expressão.

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PL é o partido favorito dos brasileiros, seguido por PT, Psol, Missão e Novo - Paulo Figueiredo

Pesquisa mostra empate técnico entre as duas maiores legendas do país; quase um quarto dos eleitores declarou não ter sigla preferida. Uma pesquisa AtlasIntel publicada na quarta-feira (1º) aponta que PL e PT estão tecnicamente empatados na lista de preferência partidária dos eleitores. A legenda de Jair Bolsonaro aparece com 27%, enquanto a sigla de Lula marca 25,4%. Juntas, as duas siglas concentram 52,4% das preferências declaradas pelos entrevistados. Já 23,7% dos eleitores brasileiros disseram não ter nenhum partido preferido, o maior índice isolado do levantamento. O PSOL aparece em terceiro lugar no ranking, seguido pelo Partido Missão, legenda do Movimento Brasil Livre (MBL), e que foi lançada em 2025. Depois, aparece o Novo. A sondagem se baseia nas respostas de 4.224 eleitores entrevistados pela internet, entre 16 e 23 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-06058/2026. O empate técnico entre PL e PT na preferência partidária é mais um indicativo de que a disputa presidencial deve ser polarizada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que aparecem igualmente empatados nas simulações de primeiro e segundo turno. A correlação entre fidelidade partidária e intenção de voto presidencial confirma que o eleitor que declara preferência por uma legenda tende a concentrar seu voto no candidato que ela lançar. Quanto ao ranking, a entrada do Partido Missão na listagem, logo após o Psol, é um dado a considerar em torno da eleição de outubro. A sigla foi fundada em 2025 com base na estrutura do Movimento Brasil Livre e já projeta o cofundador Renan Santos como pré-candidato à Presidência. A presença no ‘top 5’ da preferência, ao lado de partidos com décadas de existência, indica penetração real entre o eleitorado, especialmente jovem. Já o Novo, historicamente voltado ao eleitorado liberal-conservador de renda mais alta, mantém espaço no ranking mesmo sem candidato presidencial definido. O partido tem articulado aliança com o campo bolsonarista para as eleições de outubro, aproximando-se do grupo em torno de Flávio Bolsonaro e do senador Sergio Moro. A tendência é de que o Planalto possa, certamente, conta com Romeu Zema, governador licenciado de Minas Gerais, na disputa pela sucessão presidencial. Crédito Conexão Política

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Fachin responde EUA e diz que liberdade de expressão no Brasil tem apenas “limitações pontuais” - Paulo Figueiredo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin respondeu, por meio de nota oficial desta quinta-feira (2), ao relatório do Comitê do Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA que identifica violações à liberdade de expressão no Brasil. Fachin reafirmou a “robustez” que a proteção à liberdade de expressão teria no país e esclareceu que no Brasil haveria apenas “limitações pontuais”, que teriam intenção de combater “milícias digitais” e “ataques à democracia”. A CCJ americana lançou um relatório no qual manifestou preocupação sobre decisões da Justiça do Brasil a respeito de redes sociais e alegou que o ministro Alexandre de Moraes pratica censura e guerra jurídica que poderiam interferir na eleição presidencial brasileira, que será realizada no próximo mês de outubro. Para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o texto mostra que os EUA estão preocupados e poderiam rejeitar um resultado eleitoral considerado ilegítimo. Fachin declarou que as conclusões do documento americano seriam “distorcidas”, e reforçou que o sistema jurídico nacional confere “posição preferencial” a esse direito, que, apesar disso, não é absoluto e possa ter “limitações pontuais” quando serve à prática de crimes. O titular do tribunal destacou que a Constituição de 1988 garante a liberdade de imprensa e que a jurisprudência recente barrou censura em universidades e coibiu o assédio judicial contra jornalistas. Ele citou decisões específicas, de 2018 a 2024, tomadas por diversos ministros. O presidente da Corte esclareceu que a liberdade de expressão não autoriza o cometimento de crimes, como a “abolição violenta do Estado Democrático de Direito” e o “golpe de Estado”, alvos do inquérito das milícias digitais, citado especificamente na nota do ministro. Regra de Responsabilidade Um dos pontos centrais do esclarecimento de Fachin disse respeito a julgamento, concluído em junho de 2025, sobre o Marco Civil da Internet. O ministro disse que o STF ajustou a responsabilidade das Big Techs para alinhar o Brasil às “tendências globais”. Para “crimes explícitos” ou “danos óbvios”, como nudez não consentida, a plataforma poderia ser responsabilizada se não agir após notificação extrajudicial do usuário. Para o ministro, as empresas devem ser proativas na mitigação de crimes gravíssimos, como terrorismo, pornografia infantil, racismo e ataques à democracia. “A decisão busca equilíbrio: aumentar os cuidados contra crimes digitais sem criar incentivos para a remoção inadequada de conteúdos legítimos”, destacou Fachin na nota. Na prática, porém, a decisão do STF impõe a retirada imediata de publicações classificadas como “antidemocráticas” mesmo sem ordem judicial, o que gera risco de censura, segundo juristas. As plataformas podem ser responsabilizadas civilmente com multas e outros tipos de sanções. O magistrado brasileiro rebateu as críticas de “excepcionalismo”, ao comparar o modelo adotado pelo STF com a Seção 230 dos EUA, lei que também prevê exceções à imunidade das plataformas em casos de crimes federais e propriedade intelectual, e com o Digital Services Act da União Europeia, que Fachin considerado ainda mais rigoroso que o brasileiro. Crédito Gazeta do Povo

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Toffoli voou ao Resort Tayayá em avião de empresa de Vorcaro - Paulo Figueiredo

Aeronave seria a mesma que transportou o ministro Alexandre de Moraes para São Paulo Documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) indicam que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou, em julho de 2025, uma aeronave ligada à Prime Aviation, empresa que teve como sócio o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (1°). Segundo os registros, Toffoli entrou no terminal executivo do Aeroporto de Brasília às 10h do dia 4 de julho do ano passado. Dez minutos depois, um avião da Prime Aviation modelo Embraer 505, de prefixo PR-SAD, decolou em direção a Marília, no interior de São Paulo, cidade natal do ministro. Na data, agentes de segurança do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo foram deslocados para Ribeirão Claro, no Paraná, onde fica o Resort Tayayá, empreendimento que teve como sócio o ministro Dias Toffoli e que já recebeu inúmeras visitas do magistrado. O local fica a cerca de 150 quilômetros de Marília. Conforme o TRT, a movimentação ocorreu após solicitação do STF para atender uma autoridade. A aeronave utilizada por Toffoli em julho seria a mesma que, segundo reportagens recentes, teria transportado o ministro Alexandre de Moraes em deslocamentos para São Paulo. Os registros da Anac mostram ainda que Toffoli esteve ao menos dez vezes, em 2025, no terminal executivo do Aeroporto de Brasília, utilizado principalmente por aeronaves particulares. Procurado pela Folha, Dias Toffoli não respondeu aos questionamentos. A defesa de Daniel Vorcaro não quis se manifestar. Em nota, a Prime Aviation afirmou que não divulga informações sobre usuários de suas aeronaves por questões contratuais e em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados. Crédito Pleno.News

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STF retoma análise sobre bloqueio em perfis de Bolsonaro - Paulo Figueiredo

Casos tratam do uso de contas digitais por autoridade no exercício do cargo O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou novo julgamento sobre o bloqueio de usuários nas redes sociais do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Corte vai analisar duas ações que discutem a conduta durante o exercício do mandato. Os relatores serão a ministra Cármen Lúcia e o ministro André Mendonça. O julgamento está previsto para 20 de maio. Ações questionam limites nas redes Um dos processos foi apresentado pelo jornalista William de Luca Martinez. Em 2020, ele solicitou ao STF o desbloqueio de seu perfil na plataforma Twitter, agora X. O jornalista afirmou que a medida representa censura e abuso de poder. Ele sustentou que a participação popular não se limita ao voto. Segundo o autor, o cidadão deve acompanhar, fiscalizar e criticar ações do governo. Também defendeu o direito de sugerir medidas. A segunda ação partiu do advogado Leonardo Medeiros Magalhães. O pedido, também de 2020, envolve o desbloqueio de sua conta no Instagram. Ele solicitou o reconhecimento do direito de interagir com o perfil de Bolsonaro. À época, o então presidente utilizava a conta durante o mandato. O advogado classificou o bloqueio como afronta à liberdade de manifestação. Para ele, a medida atinge um direito fundamental. A defesa de Bolsonaro sustentou posição distinta. Os advogados afirmaram que o então presidente poderia gerir conta pessoal. Segundo a argumentação, ele teria direito de definir contatos e seguidores. Enquanto isso, o ministro Alexandre de Moraes solicitou manifestação da defesa de Bolsonaro sobre publicação de vídeo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. No material, divulgado durante conferência nos Estados Unidos, Eduardo afirmou que gravava o conteúdo para mostrar ao pai. Segundo ele, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária e não pode acessar celular ou redes sociais, ainda que por terceiros. Em resposta, Eduardo classificou a decisão como “esdrúxula”. Crédito Revista Oeste

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