Hasteroide e a Economia da Catástrofe
Meu processo criativo terminou me botando em uma encruzilhada: cheguei a um nome que me pareceu muito forte — Hasteroid, variante de asteroide — e um ramo com o qual parecia não combinar muito bem: viagens aéreas.
O problema que eu tinha em mãos era simples e claro: quem confiaria em entrar em um avião de uma empresa cujo nome remete a objetos espaciais caindo no chão? Após pensar um bocado (usando IA para amadurecer a ideia a partir de conversas simples), cheguei a uma boa justificativa. Antes, deixe-me falar de uma certa entrevista que vi na MTV há muito tempo. Não estou fugindo do assunto, você vai ver.
A MTV tinha um programa de luau, onde os artistas convidados alternavam segmentos de entrevista com apresentações acústicas. Humberto Gessinger, dos Engenheiros do Hawaii, foi questionado sobre os problemas todos que o mundo passava, como ele se sentia diante de um cenário com tantas notícias preocupantes, incluindo guerra. A resposta dele foi: “quando eu fecho a porta, o mundo fica do lado de fora”. Relembrando aquela resposta, veio a solução para a Hasteroid.
Uma empresa que se vende como um refúgio aéreo. O mundo pode estar um caos, na Hasteroid você está bem. Ou seja, a empresa não foge do conflito, da força do “asteroide”, ela o abraça. Sua logomarca é inspirada no disco Yin-Yang: de um lado, um meteoro descendo, do outro um simpático avião subindo.
A Hasteroid é também uma poderosa metáfora, encarnando o que é conhecido como Economia da Catástrofe. São os capitalistas que lucram vendendo salva-vidas. Como impérios comercias vendendo soluções para o calor depois de terem sido determinantes para o aquecimento global…
#bardileirão #capitalismo