@allysonsouza Ah, uma boa parte do fichamento do mestrado eu fiz aqui no Mastodon. Se tu pesquisar hashtag como #PedagogiaHistoricoCritica #NotasPHC #saviani #ept #kuenzer

Talvez ache coisa útil.

Desta forma, mesmo que o saber útil e necessário para o enfrentamento dos problemas que a prática coloca seja o saber do operário, este jamais pode desempenhar funções que cabem ao engenheiro; assim, mesmo que as decisões sejam na realidade definidas a partir do seu conhecimento, elas devem ser "tomadas" pelo engenheiro; ou ainda, não é permitido ao operário questionar ou controlar as inovações feitas ao nível do produto ou do processo produtivo, mesmo que para isto ele seja competente. Há que seguir, pelo menos na aparência, a estrutura formal de decisões e respeitar o local determinado para a concepção, mesmo considerando que a racionalidade do real ultrapassa a irracionalidade do burocrático; ou seja, mesmo que as decisões e inovações sejam determinadas em grande parte pelo conhecimento socialmente considerado incompetente, mas útil, do operário, em relação à posse do saber socialmente considerado competente mas muitas vezes inútil do engenheiro, e que no entanto lhe assegura superioridade hierárquica.

Pedagogia da Fábrica - Acácia Kuenzer

#kuenzer #trabalho #fichamento

"Uma vez que os cargos que permitem o exercício do trabalho valorizado são reduzidos, o operário vai aprendendo, como a fábrica faz, a desvalorizar seu próprio trabalho.

Ele não percebe que esse critério de valorização é socialmente estabelecido, da mesma forma que poderia ser determinado o critério inverso: de remunerar melhor, e, portanto, de valorizar o trabalho mais penoso, pelo seu caráter repetitivo, monótono, não-inteligente, desumanizado. "

Acácia Kuenzer, Pedagogia da Fábrica.
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JUST IN TIME

Na lógica just in time, viabilizada pela base microeletrônica, a qualificação que se derivava da relação entre qualificação e ocupação é substituída por rápidos treinamentos que suprem a mobilidade dos trabalhadores pelas diferentes cadeias produtivas, inserindo-se onde encontram trabalho. A lógica, portanto, é não qualificar além do necessário, o que não exige escolaridade prolongada e de qualidade. Para isso, também não são necessários professores qualificados

KUENZER, A. Z. Formação docente: novos ou velhos desafios? As diretrizes curriculares e a instituição ou institucionalização da precarização da formação. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [s. l.], v. 1, n. 24, p. e17282–e17282, 2024.

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Kuenzer e atual política de formação de professores

"Do ponto da vista da formação dos professores, as diretrizes vêm consolidando a flexibilização pela fragmentação, articulando os vários níveis em uma cadeia de formação: doutorado; mestrado, licenciatura, outra graduação, complementação pedagógica; especialização em docência; programas de educação continuada; certificação de competências equivalente à licenciatura e um possível reconhecimento de notório saber para docências em práticas profissionais específicas, ainda em discussão."

KUENZER, A. Z. Formação docente: novos ou velhos desafios? As diretrizes curriculares e a instituição ou institucionalização da precarização da formação. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [s. l.], v. 1, n. 24, p. e17282–e17282, 2024.

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Kuenzer e o regime de acumulação flexível na Educação

"Como vimos discutindo ao longo desse texto, para que o princípio educativo da acumulação flexível ocorra, a partir das mudanças na base material, são necessárias novas propostas de formação de trabalhadores e dos seus professores. Assim é que se articularam, principalmente na última década, ajustes normativos na legislação trabalhista, na reforma do Ensino Médio e nas diretrizes curriculares."

KUENZER, A. Z. Formação docente: novos ou velhos desafios? As diretrizes curriculares e a instituição ou institucionalização da precarização da formação. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [s. l.], v. 1, n. 24, p. e17282–e17282, 2024.

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Acácia Kuenzer sobre a concepção baseada nas competências para formação docente

"Com essas resoluções, define-se a centralidade nas competências para o exercício da docência como eixo da formação do professor, em detrimento de uma formação mais sólida, centrada na ciência da educação, tal como defendiam Saviani, Libâneo, Pimenta, Kuenzer e outros, que travaram um intenso debate na contraposição à essa concepção, de natureza pragmática, pelo recuo à teoria, apoiada na concepção de professor reflexivo de Schön (2000) e, portanto, centrada no conhecimento tácito resultante da experiência vivida na escola, pela simetria invertida."

KUENZER, A. Z. Formação docente: novos ou velhos desafios? As diretrizes curriculares e a instituição ou institucionalização da precarização da formação. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [s. l.], v. 1, n. 24, p. e17282–e17282, 2024.

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Acácia Kuenzer sobre o impacto da lei de terceirizações (2017) na formação docente

"a maioria dos empregos em tempo parcial tem sido ocupado por mulheres, o que leva a indagar se é escolha, em função do trabalho doméstico e do cuidado, ou imposição do mercado, à medida em que a possibilidade de trabalho em tempo integral não se viabiliza; de todo modo, esse dado indica o subemprego. Embora diga respeito à totalidade das mulheres, essa realidade certamente também se verifica entre as professoras (IBGE, 2022)."

KUENZER, A. Z. Formação docente: novos ou velhos desafios? As diretrizes curriculares e a instituição ou institucionalização da precarização da formação. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica, [s. l.], v. 1, n. 24, p. e17282–e17282, 2024.

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Sobre a formação ministrada dentro das empresas

"Contudo, essa educação, por se dar no seio das relações de exploração do trabalho pelo capital, assume o mesmo caráter contraditório inerente a esta relação; assim, ao mesmo tempo que o capital educa o trabalhador para ser artífice de sua própria exploração, ele o educa para reagir às formas de disciplinamento. Neste mesmo processo, contraditoriamente, o trabalhador, pelas formas de enfrentamento que desenvolve, ensina ao capital novas
estratégias de dominação."

(p. 78)

KUENZER, A. Z. Pedagogia da fábrica: as relações de produção e a educação do trabalhador. São Paulo, SP: Cortez Editora : Editora Autores Associados, 1985. (Coleção Educação contemporânea).

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Hoje o neoliberalismo é incorporado pelo trabalhador como sua "segunda natureza", nos termos de Gramsci?

“[...] o capital desenvolveu um processo pedagógico peculiar, que combina força e persuasão, e se articula com o projeto hegemônico da classe burguesa.” (p. 60)

KUENZER , Acácia Zeneida. Pedagogia da Fábrica: as relações de produção e a educação do trabalhador. 2. ed. São Paulo - SP: Cortez: autores associados, 1986. 203 p. ISBN 85-249-0016-4.

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