Tudo funciona, até eu precisar parecer uma "pessoa normal" e usar coisas que rodam no
#navegador. Com as complexidades de uma vida múltipla, que mistura uma área profissional inusitada, graduação interminável num curso cheio de rebarbas, militância inócua e escapismo da realidade (vulgo hobbies), eu uso navegadores diferentes e múltiplos perfis. Não consigo misturar tudo (seria insano). Resta um cansativo malabarismo, quase uma pirotecnia e, acima de tudo, um exercício doloroso de paciência, que só fica mais e mais exigente. O Xeon pode rodar muitos programas simultâneamente, pode triturar dados no
#KNIME, processar longos documentos no
#LaTeX, emular um monte de arquitetura velha e obsoleta, mas... não pode abrir um link do Notion com algumas dezenas de linhas num "banco de dados". Eu diria que, não fosse pela Web, não estaria cogitando trocar a workstation enquanto me controlo para não desferir socos na mesa entre um congelamento e outro. A culpa não é do processador de mais de dez anos: é nossa. De alguma maneira, destruímos a computação pessoal, relegando o computador a um tipo de terminal burro glorificado e descartável, talvez, um terminal burro às avessas.