Que corpos contam? - Texto 4: A pele negra e a máscara arco-íris

O que um corpo negro e cuir sabe sobre hegemonia e dissidência

Nota: O título deste texto retoma o título do testemunho de Anthony Vincent, Peau noire, masque arc-en-ciel, publicado em Pédés, organizado por Florent Manelli (2023).

Anthony Vincent está na rua. A polícia aproxima-se. Num momento que não se mede em segundos, mas em instintos. Ele faz uma escolha — ou melhor, o seu corpo faz uma escolha, porque há decisões que se tomam antes de pensar. Intensifica a sua performatividade cuir. Torna mais visível aquilo que o pode identificar como gay, como diferente, como não-ameaça. Usa a máscara arco-íris para cobrir a pele negra. Não como libertação — como escudo.

Este gesto é o coração do testemunho de Vincent. E é também, como veremos, uma aula de teoria política encarnada.

Fotografia de Fray Navarro (2020) – Uso gratuito sob Licença Unsplash.

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Curso gratuito on-line oferece formação sobre a representação das mulheres na política

Aulas apresentarão estratégias para ampliar a participação de mulheres nas eleições deste ano; inscrições estão abertas até 7 de maio

Jornal da USP

Que corpos contam? - Texto 1: A fábrica da masculinidade

Como a masculinidade hegemónica produz os corpos que contam

A masculinidade hegemónica não descreve um tipo de homem. Descreve uma máquina. Um regime de produção que decide, em cada contexto, que corpos são reconhecidos como legítimos, que vidas merecem protecção e que existências podem aparecer no espaço público sem risco de violência. Compreender isto — que a masculinidade dominante não é uma identidade mas um aparelho — é o ponto de partida deste caderno.

Este texto abre o segundo caderno do Kuir Cuir. O primeiro percorreu a repressão e a resistência cuir do pós-guerra a Stonewall. Este segundo caderno, Que corpos contam?, propõe uma cuirografia de masculinidade e poder — uma escrita situada, politicamente comprometida, que interroga como a hegemonia masculina fabrica hierarquias entre corpos, entre vidas, entre formas de existir. Os textos que se seguem nasceram de um trabalho académico no âmbito de um mestrado em Estudos Interdisciplinares de Género e Sexualidade, mas precisavam de outra língua e de outra casa. A armadura institucional protegia o argumento e sufocava-o ao mesmo tempo. Este caderno é o gesto de o libertar — não para o simplificar, mas para o devolver ao lugar onde o pensamento respira melhor: nas margens.

Cada texto é acompanhado de uma secção de leituras que situa as referências mobilizadas; no final do caderno, uma bibliografia comentada reúne o conjunto das filiações intelectuais que sustentam esta cuirografia.

Fotografia de Julee Juu (2026) – Uso gratuito sob a Licença Unsplash

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Lei da Burca, Hipocrisia Estatal e Subalternidade Feminina: Uma Leitura a partir de Spivak

Reflexões críticas sobre dominação, agência e silenciamento A proibição da burca revela a persistência de estruturas de dominação e sil...

Kuir - cultura e inspiração Cuir

#Interseccionalidade é um jargão difícil de dizer mas que devemos ter presente no combate à #pobreza, especialmente das mulheres, na UE.

É este o destaque da deputada @LeitaoMarquesEP após a aprovação de um relatório do PE sobre a pobreza feminina e como a combater.⏯️

🐦🔗: https://nitter.eu/Europarl_PT/status/1546851295327305728

Parlamento Europeu em Portugal (@Europarl_PT)

#Interseccionalidade é um jargão difícil de dizer mas que devemos ter presente no combate à #pobreza, especialmente das mulheres, na UE. É este o destaque da deputada @LeitaoMarquesEP após a aprovação de um relatório do PE sobre a pobreza feminina e como a combater.⏯️

Nitter

Podcast: Resistência, Autonomia e Interseccionalidade — Editora Monstro dos Mares
https://monstrodosmares.com.br/podcast/resistencia-autonomia-e-interseccionalidade/

#Resistência #Autonomia #Interseccionalidade

Podcast: Resistência, Autonomia e Interseccionalidade

No dia 11 de Setembro de 2019 a Editora Monstro dos Mares participou da videoconferência “Resistência, Autonomia e Interseccionalidade” promovida pelo Grupo de Estudos sobre Crítica Fem…

Editora Monstro dos Mares