Está tudo dito aqui:

"Portugal tem produtividade baixa, qualificação média insuficiente e sectores de baixo valor acrescentado, fatores muito mais relevantes e que sim importariam resolver em vez do Pacote Laboral, mas medidas para isto está quieto.

Vários países com legislação laboral mais rígida que Portugal (França, Bélgica, Alemanha) têm salários muito mais altos e economias muito mais fortes.

Se a tese fosse verdadeira, estes países deveriam ser pobres. Não são.

Além de que o próprio consenso da OCDE mudou nos últimos 10 anos, a OCDE já não recomenda flexibilização como solução geral, porque:

--A flexibilização excessiva aumenta precariedade, não produtividade.

--Países que liberalizaram muito (Espanha pré-reforma de 2021) tiveram mais contratos curtos, mais rotatividade e baixos salários crónicos.

A OCDE agora prioriza: Qualificações, Inovação, Produtividade, Estabilidade contratual

Portanto, usar a OCDE para justificar cortes de direitos é desatualizado.

Portugal já fez flexibilizações profundas em 2011–2015(troika) e NÃO obtivemos os benefícios prometidos"

https://www.reddit.com/r/portugal/comments/1rlpo5k/algu%C3%A9m_acha_mesmo_que_a_reforma_laboral_que_o/

#Portugal #Precariedade #OCDE #PacoteLaboral #Produtividade #LegislaçãoLaboral

Basicamente, com este pacote laboral, o governo de indigentes mentais do PSD pretende duas coisas:

1) Transformar definitivamente Portugal no paraíso da mão-de-obra semi-escrava da Europa Ocidental - ("Queixas-te do teu patrão te colocar a trabalhar 16 horas seguidas? Então vai para o teu país que aqui estás ilegal e não tens direitos nenhuns!");

2) Arranjar uma boa desculpa - típica de político preguiçoso de direita - para não ter uma política económica pensada a médio-longo prazo. Em suma, uma desculpa preguiçosa para não ter que governar. Neste contexto, governar significa estabelecer sectores prioritários, traçar objectivos e metas que possam ser validadas por auditores externos, etc.

Aliás, este pacote laboral só vem confirmar uma suspeita de que já tenho há muito tempo: No que toca a políticas económicas, a maior parte dos governos de centro-direita são claramente preguiçosos, limitando-se a seguir as ordens impostas pelas confederações patronais e pelos grandes grupos económicos.