Teatro: O Dia em que Vão Embora
Assisti ontem e recomendo muito! Está em cartaz apenas até a semana que vem, 23 de março de 2026.
Vou colocar aqui a ficha e a sinopse conforme estão no Instagram e depois o meu resumo.
O resumo veio do meu fichamento (que faço no Obsidian), mas alterei para tirar spoilers. Sempre me esforço para não dar spoilers e essa peça merece ser abraçada e entendida passo a passo junto com a autora e seus personagens.
Ficha
- Autoria: Lara Bereta
- Direção: João Gofman
- Elenco: Bruno Jugend, Eduardo Soares, Júlia Nepomucen, Lara Bereta, Marcela Garcia, Pedro Tebet, Raphael Montenegro, Rebeca Souza
- Mídia social do grupo: @Atoresdofim no Instagram
Sinopse
Uma escritora em crise criativa é surpreendida por uma festa surpresa indesejada, organizada por seus próprios personagens. Entre memórias difusas e ideias inacabadas, a Autora revisita fragmentos de textos, diálogos abandonados e esquecidos – ecos de si mesma. Quando seus personagens ganham vida e autonomia, invertendo os papéis e tomando as rédeas da narrativa, a Autora se vê confrontada por sua própria criação – forçada a encarar o que vinha evitando: o passado, as perdas e os bloqueios que a impedem de seguir escrevendo.
Com uma atmosfera de festa e uma narrativa cativante, O DIA EM QUE VÃO EMBORA transita entre momentos emocionantes, engraçados e poéticos.
Resumo
A peça começa com um homem entrando sozinho pela porta vermelha por onde todos entram e saem do mundo. Mais tarde entenderemos quem é ele e a sua importância para entender a peça.
O teatro é o palco cósmico onde as criações da autora e suas próprias histórias possíveis acontecem e ele vai se tornando vasto como o universo conforme mergulhamos nele.
O fluxo do tempo é tão livre quanto o espaço, as transições entre realidade e criação também, mas há um fio central que conta a história da autora, dos momentos dos pais e com os pais, dos momentos do irmão, aproximações e afastamento, vida e morte.
Fazer um resumo exigiria navegar pelo fluxo wibbly wobbly timey wimey que, na verdade, é o fluxo de todo mundo se incluirmos as nossas histórias interiores às histórias exteriores e às diversas formas de senti-las, entendê-las, interpretá-las.
No meio da peça ela recomeça, uma festa é revivida, talvez porque nós revivemos as nossas vidas em nossos sonhos e devaneios conscientes ou não.
Os momentos com a analista, a risada leve e livre da Autora são um momento importante, assim como a sequência de relações matemáticas, precisas, que ditam algumas vezes o formato da vida, as regras que nos são impostas ou que aceitamos que nos sejam impostas.
Saí da peça sem entendê-la completamente e precisei de uma chave, três palavras ditas pela minha companhia sobre a cena final que conectou todas as cenas até ali.
As três palavras podem não ter determinado de fato o final da peça, pode ser apenas um final possível, mas me ajudou a conectar as pontas que ligavam todas as cenas.
Procure você também as suas três (ou mais) palavras que podem conectar aquelas histórias de tantas formas diferentes e coloque nos comentários. Não é para agradar nenhum algoritmo, não é pelo comércio do engajamento. Comentários nesse blog não tem qualquer um desses pesos, é apenas para saciar a minha curiosidade, para devolver um pouco ao mundo (talvez aos atores se eles caírem aqui um dia) e para nos conectarmos pelo menos um pouco.
#drama #Peça