Deputado acusa ex-prefeito Antônio Furlan de usar dinheiro de aposentados para bancar shows e obras caras

Em pronunciamento contundente, Roberto Góes detalhou rombo financeiro deixado pelo ex-prefeito na capital, criticou qualidade das obras municipais e alertou que o pagamento dos servidores inativos está seriamente comprometido

19 de maio de 2026 Emanoel Reis, Macapá – AP Editor – Contato: 96.98106.1147 – E-mail: [email protected]

O deputado estadual Roberto Góes (PDT) sacudiu o plenário da Assembleia Legislativa do Amapá ao classificar os cinco anos e meio da gestão do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), como uma “vergonha histórica” marcada por endividamento milionário e desvio de verbas previdenciárias. Em um discurso contundente proferido em Macapá, o parlamentar utilizou sua experiência como ex-gestor da capital para destrinchar o que chamou de administração mais permissiva e negligente da história do município, alertando que o atual colapso financeiro é fruto de gastos irresponsáveis com shows e obras de qualidade questionável.


A crítica de Góes atinge diretamente o cerne da crise política que culminou no recente afastamento de Furlan pelo Supremo Tribunal Federal e em sua posterior renúncia. De acordo com o deputado, o ex-prefeito recebeu o município com uma situação financeira confortável e um caixa abarrotado, mas optou por priorizar a maquiagem urbana em detrimento da responsabilidade fiscal. O resultado, segundo o pedetista, é um rombo monumental na previdência municipal que agora coloca em risco o sustento de milhares de servidores inativos.

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“Mais de 250 milhões de reais foram retirados dos recursos destinados aos aposentados para bancar shows e obras”, denunciou Roberto Góes durante o pronunciamento. O parlamentar explicou que a gravidade da situação acendeu o alerta no Ministério da Previdência, em Brasília, já que é inadmissível desviar esse montante do fundo previdenciário municipal para finalidades estritamente eleitoreiras. “Agora, o pagamento aos aposentados está comprometido devido a essa irresponsabilidade”, completou o deputado, visivelmente indignado com o destino dos fundos públicos.

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Góes, que governou a capital amapaense em um período de intensos desafios econômicos (2009 – 2012), fez questão de diferenciar as dificuldades de sua época com o cenário de escândalos que atinge a gestão Furlan. Ele relembrou que todo administrador de capital enfrenta problemas estruturais e orçamentários, mas enfatizou que seus antigos percalços nunca estiveram atrelados a esquemas de corrupção ou ao desmonte de direitos dos trabalhadores. Para o deputado, a ex-administração ultrapassou os limites da legalidade ao financiar ações caras e ineficazes.

Entre os exemplos citados no plenário, o parlamentar destacou as obras da Praça Jaci Barata, cujos custos elevados destoam completamente da qualidade entregue à população. Roberto Góes afirmou que o sentimento geral da comunidade é de revolta, pois muitos enxergam nessas intervenções superfaturadas uma forma velada de roubo do patrimônio público. Ele pontuou que, apesar de o ex-prefeito ter conquistado grande simpatia popular por meio de uma comunicação de massa eficiente, a realidade por trás dos bastidores da prefeitura é muito mais sombria e complexa.

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O pedetista argumentou que o endividamento severo de Macapá e as medidas drásticas adotadas pelo Judiciário são os maiores indicativos de que as irregularidades eram sistêmicas. “Não podemos acreditar que o ex-prefeito Furlan é totalmente inocente. Quando decisões judiciais de afastamento são tomadas, é porque há provas consistentes de graves irregularidades e má gestão”, disparou Góes. Ele reiterou que gerenciar o município com recursos abundantes e, ainda assim, entregar obras mal feitas e ineficazes demonstra incompetência técnica e falta de compromisso com o dinheiro do contribuinte.

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O discurso repercutiu imediatamente nos bastidores políticos do Amapá, abrindo uma nova frente de desgaste para o grupo político de Antônio Furlan. Ao expor os números do endividamento e a ameaça real aos cofres da previdência, Roberto Góes mudou o foco do debate público das redes sociais para a realidade das contas municipais. O parlamentar concluiu seu pronunciamento exigindo rigor das autoridades de controle e fiscalização, afirmando que a Assembleia Legislativa continuará acompanhando de perto os desdobramentos das investigações para que os direitos dos aposentados de Macapá sejam preservados e os responsáveis pelo rombo financeiro sejam devidamente punidos.

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Furlan articula lançamento de Rayssa ao governo do Amapá para tentar manter poder e evitar prisão

Após renunciar ao cargo sob cerco judicial, Antônio Furlan tenta transferir seu capital político para Rayssa Furlan na disputa estadual, enquanto a Operação Paroxismo avança sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes milionárias na saúde pública da capital

11 de maio de 2026

O ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), articula nos bastidores políticos do Amapá o lançamento de sua esposa e ex-primeira-dama, Rayssa Furlan (Podemos), como candidata ao Governo do Estado nas eleições de outubro de 2026. A manobra, tratada por aliados como um “plano B” de sobrevivência política, ocorre após Furlan ser alvo de sucessivas operações da Polícia Federal (PF) e enfrentar o risco iminente de prisão devido às investigações da Operação Paroxismo, que apura o desvio de R$ 129 milhões em verbas destinadas à construção do Hospital Municipal de Macapá. Pressionado pelo afastamento determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março e pela subsequente renúncia ao cargo, o ex-prefeito busca transferir seu capital político para a esposa como forma de manter o foro privilegiado e a influência do grupo familiar no estado.

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A estratégia de Furlan é uma resposta direta ao cerco jurídico que se fechou sobre sua gestão nos últimos meses. Relatórios detalhados da PF indicam que o esquema de corrupção não apenas direcionava licitações, mas também utilizava empresas ligadas ao casal, como a RCF Serviços Médicos, para lavar o dinheiro desviado. Com a quebra de sigilos bancários e fiscais já autorizada pela Justiça, o ex-prefeito tenta agora blindar o futuro da família por meio das urnas. A escolha de Rayssa para a cabeça de chapa ao governo, em vez de uma candidatura ao Senado — onde ela já lidera as pesquisas —, é vista como uma tentativa de garantir uma estrutura de poder executivo que ofereça maior proteção política e visibilidade para contra-atacar as acusações.

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No entanto, o plano enfrenta obstáculos significativos dentro da própria base aliada e perante o eleitorado. Embora Furlan ainda ostente altos índices de popularidade na capital, a associação direta de Rayssa com as investigações — ela também teve sigilos quebrados e o celular apreendido em março de 2026 — fornece munição pesada aos adversários. Críticos apontam que a candidatura não passa de um “projeto de imunidade”, utilizando a estrutura partidária para evitar o banco dos réus. A ex-primeira-dama, que teve uma passagem discreta e contestada pela Secretaria Municipal de Mobilização Popular, agora precisa convencer o interior do estado de que sua postulação é um projeto administrativo autônomo, e não apenas um anteparo jurídico para o marido.

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A movimentação altera drasticamente o tabuleiro eleitoral amapaense. A entrada de Rayssa na disputa pelo governo fragmenta o apoio de centro-direita e obriga o atual governador, Clécio Luís, a recalcular sua estratégia de reeleição. Para Furlan, a aposta é de “tudo ou nada”: se bem-sucedido, o plano mantém o clã no poder; se fracassar, a derrota nas urnas pode ser o prefácio de um desfecho judicial desfavorável, sem o escudo político que a prefeitura ou o governo estadual poderiam proporcionar. Enquanto as convenções se aproximam, o clima em Macapá é de uma tensa espera, com os olhos voltados tanto para os palanques quanto para os novos desdobramentos vindos da sede da Polícia Federal.

#furlan #macapá #primeiraDama #rayssa #senado

Justiça Eleitoral e Polícia Federal investigam fraudes em Macapá que podem tornar Furlan inelegível

Operação da Polícia Federal apura falsidade ideológica em seções eleitorais de Macapá enquanto Ministério Público pede inelegibilidade de Antônio Furlan por uso indevido da máquina pública e de recursos municipais

8 de maio de 2026 Emanoel Reis, Macapá – AP Editor Contato: 96.98106.1147

A Justiça Eleitoral do Amapá e a Polícia Federal deflagraram uma ofensiva investigativa para apurar um complexo esquema de fraudes e abuso de poder que teria beneficiado a reeleição de Antônio Furlan (PSD) à Prefeitura de Macapá em outubro de 2024. As frentes de apuração, que ganharam robustez com a deflagração da Operação Doppelgänger e novas manifestações do Ministério Público Eleitoral (MPE), buscam confirmar indícios de falsidade ideológica em seções eleitorais, uso indevido da máquina pública e desvios de recursos para autopromoção. O cerco jurídico coloca em xeque a validade do pleito que conferiu ao gestor mais de 204 mil votos e ameaça o futuro político de Furlan, que já se projeta como pré-candidato ao governo estadual em meio a um histórico de afastamentos judiciais e denúncias de corrupção.

A Operação Doppelgänger investiga
uma suspeita inquietante: a de
que “fantasmas” votaram no lugar
de cidadãos que justificaram a
ausência na zona rural de Macapá.

O desdobramento mais recente dessa crise institucional ocorreu nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, 8 de maio de 2026, quando agentes federais percorreram as estradas de terra da comunidade rural do Lontra da Pedreira. O alvo era a residência de uma mesária que atuou nas últimas eleições. A Operação Doppelgänger — termo alemão que se refere a um “duplo fantasmagórico” — investiga uma suspeita inquietante: a de que “fantasmas” votaram no lugar de eleitores reais. De acordo com a PF, a própria Justiça Eleitoral detectou discrepâncias graves nos cadernos de votação, onde cidadãos que justificaram ausência constavam, simultaneamente, como tendo comparecido às urnas. A perícia inicial identificou um número atípico de votos realizados sem a utilização de biometria na mesma seção, sugerindo que alguém teria assinado e votado por diversas pessoas sob o olhar, ou talvez a conivência, de quem deveria fiscalizar o processo.

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O Ministério Público Eleitoral
aponta o uso da Secretaria de
Comunicação como um bunker para
ataques a opositores financiados
com recursos do contribuinte.

Essa peça do quebra-cabeça eleitoral não está isolada. Ela se soma a um robusto pedido do Ministério Público Eleitoral que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP). O MPE solicita a cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos de Antônio Furlan e de seu vice, Mário Neto. O recurso contesta uma decisão anterior e detalha como a Secretaria Municipal de Comunicação teria sido transformada em um bunker de campanha, utilizando contratos públicos e verbas do contribuinte para financiar ataques a opositores e inflar a imagem do prefeito nas redes sociais. Para os promotores eleitorais, o desequilíbrio gerado pelo uso da máquina foi determinante para o resultado das urnas, configurando abuso de poder político e econômico em escala industrial.

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O MPE solicita ao TRE-AP a
condenação e a inelegibilidade
por oito anos de Antônio Furlan,
colocando em xeque o futuro
político do atual prefeito.

A situação de Furlan é agravada pelo peso de investigações que já vinham corroendo sua gestão. Em março de 2026, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o prefeito foi afastado do cargo por 60 dias em uma operação que investiga desvios milionários no Hospital Municipal de Macapá. A suspeita é de que licitações tenham sido fraudadas para favorecer empresas ligadas a aliados, drenando recursos vitais da saúde pública. “Estamos diante de um padrão de conduta que não se limita ao período eleitoral, mas que se estende por toda a administração, comprometendo a lisura das instituições”, afirmou uma fonte ligada às investigações que preferiu não se identificar.

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O histórico de controvérsias do clã Furlan, no entanto, é mais antigo. Remonta às eleições de 2020, quando o então candidato já era alvo de inquéritos sobre compra de votos. Na época, as investigações apontaram o suposto envolvimento de seu irmão, o promotor de justiça João Paulo Furlan, em manobras para garantir o apoio de lideranças comunitárias através de benefícios ilícitos. Embora o prefeito negue veementemente todas as acusações, os documentos coletados pela PF e pelo MPE traçam uma linha do tempo onde as práticas de clientelismo e manipulação de dados parecem ser recorrentes.

As denúncias se somam ao
afastamento de Furlan pelo STF,
ocorrido em março de 2026, por
suspeitas de fraude em licitações
e desvios no Hospital Municipal.

Dentro do cenário político amapaense, Furlan adotou a estratégia do enfrentamento. Ao ser afastado pelo STF em março, o político não recuou; pelo contrário, utilizou o episódio para fortalecer sua narrativa de “perseguido político”. Em vídeos divulgados por seus aliados, ele se posiciona como uma vítima de um sistema que tenta impedir sua ascensão ao Palácio do Setentrião, sede do governo estadual. “Isso nada mais é do que medo da nossa força nas ruas. Estão tentando ganhar no tapetão o que não conseguem no voto”, declarou Furlan em uma de suas manifestações públicas antes do novo avanço da Polícia Federal nesta semana.

Contudo, para os investigadores, o argumento de perseguição esbarra na tecnicidade das provas. O caso do Lontra da Pedreira, por exemplo, é visto como uma evidência física e documental difícil de ser refutada apenas com retórica política. Se for comprovado que assinaturas foram falsificadas nos cadernos de frequência para inflar votações ou cobrir ausências, o crime de falsidade ideológica eleitoral poderá levar a punições severas, incluindo a anulação de votos daquela localidade e o indiciamento de todos os envolvidos, desde o mesário até os eventuais beneficiários finais do esquema.

✓ Assinou

Perícia identificou um número
atípico de votos realizados sem
biometria, sugerindo que alguém
assinou e votou por diversas
pessoas em uma mesma seção.

A repercussão em Macapá é de uma cidade dividida entre o carisma popular do prefeito e a gravidade das revelações que surgem a cada semana. Enquanto a PF analisa os materiais apreendidos na casa da mesária e o TRE-AP avalia o pedido de inelegibilidade, o ambiente na Câmara Municipal é de cautela, com vereadores já discutindo os impactos de uma possível nova vacância no cargo. A “pirâmide de denúncias” que cerca Antônio Furlan agora atinge seu ápice: se as instituições confirmarem que a vontade popular foi manipulada por meios fraudulentos ou comprada com dinheiro público, o Amapá poderá assistir a uma das maiores reviravoltas jurídicas de sua história recente, alterando permanentemente o tabuleiro político para as eleições de 2026.

#eleições #fraudes #furlan #justiça #política #votos

Prefeito interino de Macapá evita detalhar crise financeira após queda de Antônio Furlan por corrupção

Relatórios do Tesouro Nacional revelam colapso fiscal na capital amapaense sob o comando de Antônio Furlan, que recorreu a empréstimos emergenciais para tentar mascarar a insolvência e a malversação de recursos

6 de maio de 2026 Emanoel Reis, Macapá – AP Editor – Contato: 96.98106.1147 – E-mail: [email protected]

O prefeito interino de Macapá, Pedro DaLua (União), classificou como “fragilizada” a situação estrutural e administrativa da capital amapaense durante entrevista coletiva concedida na terça-feira, 5 de maio, no Palácio Laurindo Banha. A declaração ocorre após DaLua assumir o cargo em virtude do afastamento do titular, Antônio Furlan (PSD), determinado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob justificativa de que o cenário de deterioração das contas públicas e a descontinuidade de serviços essenciais exigiam uma intervenção imediata para garantir a governabilidade e a preservação do patrimônio municipal. Embora o gestor interino tenha evitado detalhar a extensão do passivo ou enumerar as irregularidades encontradas, o termo utilizado por ele soou como um eufemismo diante do rastro de insolvência financeira e suspeitas de corrupção que marcam o fim da era Furlan.

“Nominar de ‘fragilizado’ o
cenário de débâcle deixado
por Furlan em Macapá é
minimizar a devastação de
ações financeiras predatórias.”

A cautela retórica de DaLua contrasta severamente com os dados técnicos e o histórico recente da administração municipal. Ao assumir o mandato em janeiro de 2021, Antônio Furlan herdou uma prefeitura em condições diametralmente opostas às que entrega agora. Registros oficiais e declarações do ex-prefeito e atual governador do Amapá, Clécio Luís (União), confirmam que a transição ocorrida há cinco anos foi pautada pela abundância de recursos. Naquela ocasião, Clécio entregou as chaves do município com aproximadamente R$ 1,2 bilhão em caixa, valor que englobava convênios federais, verbas carimbadas para obras de infraestrutura e um saldo superavitário de R$ 67 milhões, fruto de uma política de ajuste fiscal rigorosa. O cenário permitia, à época, que o novo prefeito iniciasse o mandato com salários rigorosamente em dia e contratos operacionais garantidos.

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“Relatórios do Tesouro Nacional
apontaram que a gestão
acumulou dívidas, contrastando
com o saldo superavitário
de 67 milhões em 2019.”

Entretanto, o que se viu nos anos seguintes foi uma dilapidação progressiva desse patrimônio público. A gestão Furlan, agora sob a vigilância do STF e de órgãos de controle, passou a ser sinônimo de gastança. A “fragilidade” citada por Pedro DaLua é, na verdade, o resultado de cinco anos de uma política fiscal que priorizou o marketing político, obras de vitrine e festanças em detrimento da saúde financeira da capital. Em agosto de 2024, um relatório da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), publicado no Diário Oficial da União, já acendia o sinal vermelho para os órgãos de fiscalização: Macapá apresentava um rombo estimado em mais de R$ 300 milhões. A publicação chocou a população, que via o contraste entre a propaganda oficial e a realidade de obras paralisadas por falta de pagamento.

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“A insolvência tornou-se real
em 2024, quando Furlan
precisou de um empréstimo
de 200 milhões para
tentar evitar o colapso.”

A crise financeira não ficou restrita aos gabinetes; ela transbordou para os canteiros de obras e para a mesa do trabalhador. Bairros como o Marabaixo 3 tornaram-se símbolos do abandono, com pavimentações interrompidas e máquinas silenciosas. Mais grave que o concreto parado foi o impacto social: o atraso crônico no pagamento de contratos de empresas terceirizadas mergulhou milhares de famílias macapaenses na incerteza. Sem receber os repasses da prefeitura, as empresas suspenderam pagamentos e demitiram funcionários, gerando um efeito cascata de inadimplência no comércio local. A gestão de Furlan, que começou com bilhões em conta, terminou com o nome da cidade inscrito nos cadastros de inadimplentes e sob suspeitas de malversação de recursos, peculato e corrupção.

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O desespero financeiro da gestão afastada atingiu o ápice em novembro de 2024. Com o crédito esgotado e a arrecadação própria insuficiente para cobrir o buraco das contas públicas, Antônio Furlan articulou uma manobra política desesperada na Câmara de Vereadores. Com o apoio do então presidente da Casa, Marcelo Dias, o Executivo enviou e aprovou em regime de urgência um projeto de lei para a contratação de um empréstimo de R$ 200 milhões. A justificativa oficial — pavimentação e mobilidade urbana — foi recebida com ceticismo pela oposição e por especialistas em contas públicas, que enxergaram na medida uma tentativa tardia de estancar uma sangria provocada por anos de má gestão e possível desvio de finalidade dos recursos públicos.

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“O ex-prefeito Antônio Furlan
foi apeado do poder por
ordem do ministro Flávio
Dino, do Supremo Tribunal,
sob suspeitas de corrupção.”

A atual fala do prefeito interino, embora contida, revela a dificuldade de reorganizar uma máquina pública que sofreu uma debâcle financeira sem precedentes na história recente do município. Ao não detalhar a gravidade dos problemas, Pedro DaLua pode estar tentando evitar um pânico institucional ainda maior, mas os números da STN e as ordens judiciais vindas de Brasília falam por si. O cenário de “fragilidade” descrito na terça-feira é o diagnóstico de um organismo administrativo que foi levado à exaustão por ações predatórias.

Agora, o desafio de DaLua e das equipes de transição forçada é realizar uma auditoria completa para identificar onde os recursos bilionários deixados em 2021 foram drenados. A prestação de serviços essenciais, como saúde e limpeza pública, operam no limite da capacidade, refletindo o colapso de uma prefeitura que, há menos de quatro anos, era modelo de equilíbrio fiscal na região Norte. O silêncio do ex-prefeito Antônio Furlan sobre as acusações de corrupção e a origem do rombo financeiro apenas aumenta a pressão sobre os novos gestores.

✓ Assinou

“O rombo de 300 milhões
resultou em obras paradas
e graves consequências para
milhares de trabalhadores que
ficaram sem seus salários.”

O futuro de Macapá depende agora da capacidade da nova administração em renegociar dívidas e recuperar a confiança dos órgãos federais para o desbloqueio de convênios. Enquanto Pedro DaLua evita termos mais fortes, a população da capital amapaense aguarda que o termo “fragilizada” seja traduzido em números reais, expondo a verdadeira face da crise que paralisou a cidade e levou o Supremo Tribunal Federal a intervir no destino político da maior cidade do estado. A história da gestão Furlan, que começou em berço de ouro financeiro, termina sob o peso de investigações e um déficit que comprometerá as próximas gerações de munícipes.

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🗓 Aquest dijous, 5 de març, a les 19.30 h, presento la meva #traducció en #català d'«Els Turcs al Friül», obra de teatre en #furlà de Pier Paolo #Pasolini, editada per Lleonard Muntaner, a la llibreria Jàssera de Barcelona (C. de les Sitges, 8). #furlan #friul

#SerieC | in chiusura la cessione di #Melgrati alla @[email protected]. Al suo posto pronto #Furlan, in uscita dal @[email protected] 👇🏻

https://lacasadic.com/news-serie-c/c…

Calciomercato Serie C, tutte le trattative e le news di oggi | LIVE

Tutte le trattative e le notizie di mercato della Lega Pro di giovedì 8 agosto a cura della redazione de LaCasaDiC

La Casa di C
Una canzone di #Resistenza come ieri, anche oggi e domani‼️
Resistencis di ogni dì // Resistenza di ogni giorno
pal pan… par le aghe… // per il pane… per l’acqua…
par no vaì // per non piangere
#Nagaye #Irob #FreeTigray #Etiopia #furlan #FVG
http://tommasin.org/blog/2021-03-16/nagaye-luna-e-un-quarto-canzone-per-il-tigray
Nagayé – Luna E Un Quarto [Canzone per il Tigray]

La canzone è stata scritta dal mio amico Alessio diversi anni fa, quando è stato ispirato dai suoi viaggi in Etiopia, in Tigray. La canzone è scritta in in lingua friulana, parlata in Friuli, nord est Italia: ho allegato la traduzione in italiano ed in inglese per chi volesse capirne il testo, la poesia. እታ...

Davide Tommasin ዳዊት

Tiere… tiere sute…
tiere brusade…
tiere di cur e di vite
nissun al sa…
cemût… al parcè…

Si va, no si pense
scugnì la cussì
tal miec dai colôrs a mi innei
fam disore fam
miserie disore miserie

Resistencis di ogni dì
pal pan… par le aghe…
par no vaì
nuie si fasarà
se i vuarps a no tachin a viodi

#furlan #FVG #Muzzane #Tigray #Justice4Tigray #nagaye #Irob

🔴 ⚽ Guardia di Finanza nella sede del #Milan, indagati l'AD #Furlan e il dirigente #Gazidis. I dettagli 👇

https://www.blogsicilia.it/oltrelostretto/guardia-di-finanza-sede-milan-indagati/992455/

Guardia di Finanza nella sede del Milan, indagati l'AD Furlan e il dirigente Gazidis

Perquisizione da parte della Guardia di Finanza presso la sede del Milan. Le ipotesi di reato: appropriazione indebita, ostacolo alla vigilanza della Covisoc e bancarotta.

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#Calciomercato I @[email protected], domani prevista la chiusura per un nuovo portiere. Due i profili su cui il ds Fracchiolla ha lavorato nella giornata di oggi: Nikita #Contini e Jacopo #Furlan
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Calciomercato LIVE: tutte le trattative e le news di oggi

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