10 itens publicados em 2025

No ano de 2025, além de ter acompanhado termos cunhados neste ano, acumulei links para outras publicações, cumprindo minha meta estipulada em 2024 de destacar outros trabalhos produzidos pela comunidade.

A ideia é não limitar a determinado formato, com livros de ficção, músicas, podcasts e artigos científicos serem formas de publicação válidas. Porém, meu alcance pessoal é limitado, e poucas pessoas à minha volta têm o hábito de sugerir publicações num geral (muito menos que seriam relevantes pra esta lista), então admito que esta retrospectiva poderá não ser tão interessante quanto eu gostaria.

Interessades em chamar atenção para determinado trabalho, para que este possa entrar em algum tipo de retrospectiva, podem fazer divulgação dele no nosso fórum, entrar em contato comigo via fediverso (@Aster) ou mesmo comentar sobre o próprio trabalho na rede qósmiques. Embora eu acompanhe certos blogs, certos subreddits e certas contas no fediverso, YouTube e Instagram, eu não tenho como garantir que vou ter visto ou arquivado tudo o que aparece nas minhas linhas do tempo. O fórum do Orientando é uma ótima maneira de chamar atenção para uma publicação interessante, já que ele está disposto de uma forma organizada e desincentiva publicações superficiais, além da maioria de seus subfóruns estarem disponíveis em resultados de sites e aplicativos de busca.

Pensando Fora do Binário – até no mundo árabe / Thinking Outside The Binary – even in the Arab world / التفكير خارج الإطار الثنائي

O primeiro texto a ser destacado, em ordem cronológica, foi publicado no dia 15 de janeiro por auxiliaryfrfr em pronouns.page, e é sobre a importância de não se silenciar e promover a neolinguagem mesmo em uma língua sem gêneros gramaticais não associados ao binário de gênero.

A tradução na língua portuguesa foi feita e publicada por mim no subreddit r/neolinguagem, com base na versão de língua inglesa do texto. Quem quiser ler tal tradução sem visitar o Reddit pode ler uma versão arquivada aqui.

+ Para quem se interessa na pauta da liberdade de tratamento e quer se aprofundar mais, também publiquei o texto Por um movimento explicitamente pró-neolinguagem neste ano, o qual conceitualiza diferentes formas de discriminação contra estar fora das normas de linguagem e aponta o quanto a pauta não pode depender de movimentos cisdissidentes, trans ou não-binários para ser defendida ou ensinada.

How to Make Your Own Binder that Fits Well and Looks Good

Também no dia 15 de janeiro, kiwisoap no Tumblr publicou um guia passo-a-passo de como fazer um binder no estilo dos da loja gc2b. Eu já costurei meu próprio binder no estilo dos da loja Shapeshifters, mas tive bastante dificuldade de achar o tecido certo para a malha de trama aberta, que precisa ser elástico mas relativamente firme; enquanto isso, o estilo deste molde permite a confecção apenas com tecidos mais comuns (entretelas, algo firme como sarja ou algodão para camisas e tecido para legging). Meus binders da gc2b também usam tecidos mais finos do que os da Shapeshifters, então binders feitos com o molde da publicação podem até ser uma opção melhor para climas mais quentes.

Até o momento da escrita, não testei o guia, mas ele parece ser razoável. Pessoalmente, eu usaria algum ponto próprio para tecidos elásticos (os que geralmente aparecem pontilhados na máquina de costura) ao invés de um ponto zigue-zague comum, mas acredito que este possa funcionar também.

Gatekeeping gender-affirming care is detrimental to detrans people (versão em áudio aqui)

Este artigo, publicado no International Journal of Transgender Health – mas que encontrei pelo site de Florence Ashley – foi publicado online no dia 12 de fevereiro. Seu nome traduzido seria algo como “restringir cuidados afirmativos de gênero prejudica pessoas detrans”, e ele se trata de demonstrar o quanto os modelos utilizados por váries profissionais da saúde para determinar acesso a formas de transição corporal são danosos tanto para pessoas trans quanto para pessoas que acabam destransicionando.

Para muites profissionais, sues pacientes ou precisam ter completa certeza de que passar por processos de transição física é a única forma de diminuir a disforia de gênero que sentem, ou são pessoas que não merecem acesso a quaisquer formas de transição física. Segundo es autóries, isso acaba incentivando pacientes a não ser honestes com suas inseguranças ou seus desejos, especialmente quando podem estar buscando transição física como uma forma de experimentação de gênero similar a quando alguém adota termos de identidades de gênero, conjuntos de linguagem pessoais, maquiagem e/ou roupas de formas que podem ou não ser temporáries quando não têm certeza absoluta sobre suas identidades.

Héteros e dissidentes

Esta publicação di Oltiel, do dia 21 de junho, fala sobre as pessoas hétero dentro da comunidade LGBTQIAPN+, que acabam sendo apagadas ou mesmo antagonizadas em discursos que ignoram a existência de pessoas trans, intersexo e a-espectrais que são mulheres e sentem atração apenas por homens (ou vice-versa). Ilo também oferece alternativas para pessoas que sentem tal atração e preferem se afastar do termo hétero por sua conotação comum de cisgeneridade, periorientação e alossexualidade.

+ Também recomendo um texto anterior dilo (de 2020) que argumenta contra a inclusão da não-binaridade em definições e usos de hétero. Alternativamente, também publiquei Pessoas não-binárias e a alienação da diamoricidade em 2025, um texto questionando o impulso não-binário de usar termos com conotações binárias para suas orientações.

Dossiê Matria: O lobby antitrans disfarçado de defesa das mulheres e crianças

Em 9 de outubro, o site da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) publicou Pesquisa inédita explora lobby antitrans da Matria com apoio de universidades e entidades de direitos humanos, texto que chama a atenção para um dossiê sobre o grupo antitrans Matria, expondo suas conexões com grupos de extrema direita que informa suas investidas contra direitos trans. O corpo do texto em si (sem contar capa, sumário, etc.) tem 48 páginas.

From definitions to motivations

Este artigo do Siggy publicado em 21 de outubro critica a apresentação da assexualidade como uma série de termos e definições, ao invés de levar em consideração o contexto que motivou a existência de tais termos e o quanto cada um dos termos apresentados é amplamente utilizado. Ele aponta que, para muitas pessoas, suas orientações do espectro assexual são termos que fazem sentido nos contextos onde estão inseridas, mesmo que pareçam especificações “excessivas” sob perspectivas alossexuais (de fora do espectro assexual), entre outras questões.

Eu mesme tento contextualizar cada termo apresentado no Orientando em sua página específica (e/ou com links externos). Entendo o valor de uma lista rápida para entender o que determinado termo significa, mas a compreensão de dinâmicas comunitárias em torno de cada termo, ou mesmo das definições base de alguns termos, requer ir além de ler uma definição resumida. Ainda mais se a pessoa lendo não é familiar com conceitos como gênero ou orientação de forma mais profunda do que o assunto tende a ser tratado em espaços cis e hétero.

+ O texto The Ace Community and Folk Epistemology, publicado por RED em resposta ao Siggy no dia seguinte, se trata de explicar o fenômeno da epistemologia folk, onde são as próprias comunidades queer que cunham as próprias terminologias para se comunicar sem a necessidade de imposições de autoridades ou de hierarquias onde certos termos são obrigatoriamente diferentes ou mais abrangentes do que outros.

Translation: “The Quoiromantic Manifesto” by Nakamura Kasumi

No dia 25 de outubro, aceadmiral no WordPress publicou uma tradução de um manifesto quoiromântico originalmente publicado em 2021 neste livro (se eu não me engano) por Nakamura Kasumi. Como esta compilação de publicações não existia em 2021 e eu só soube do manifesto por conta desta tradução, estou contando como um “texto de 2025”.

O manifesto começa definindo orientações sexuais e românticas e contando a história do termo quoi. Depois, descreve o conceito de relacionamentos puros, os quais são definidos por comprometimento e pela escolha livre em torno do relacionamento (ao contrário de laços formados por deveres sociais, por exemplo). Finalmente, fala sobre pensar em cada relacionamento como diferente e em flutuação, sem dividir pessoas entre relacionamentos amorosos ou de amizade.

+ As conclusões de Nakamura Kasumi são similares às de proponentes da anarquia relacional, embora o conceito não tenha sido mencionado. O livro de 2020 (com publicação revisada em 2022) Anarquia relacional: A revolução a partir dos vínculos por Juan Carlos Pérez Cortés é uma leitura interessante para quem quer saber mais sobre o assunto. Sua versão escrita na língua inglesa está disponível gratuitamente em The Anarchist Library, mas existe versão na língua portuguesa à venda.

O desafio da população trans de envelhecer com plenitude

O texto em questão foi publicado em 24 de novembro por Priscilla Machado. Foca em mostrar dados e depoimentos acerca de envelhecer sendo trans, tanto em questão de como é difícil sobreviver tantas décadas quanto em questão de como estas pessoas acabam passando por dificuldades como isolamento, desemprego e despreparo de profissionais da saúde.

+ Outro texto publicado em 2025 sobre exclusão de um grupo cisdissidente do mercado de trabalho é Pessoas não binárias enfrentam dificuldades e exclusão no mercado de trabalho, texto por Diego Facuntini publicado no site do Ministério Público do Mato Grosso.

A vida como um ato político

A ideia de existir como trans ser uma resistência por si só é uma que muitas vezes é repetida sem ser explicada. Esta coluna, publicada pela Úrsula Brevilheri no dia 28 de novembro, exemplifica a dor e a importância de existir publicamente fora da cisnorma.

+ No dia 20 de outubro de 2025, o texto A trans de barba e o LGB sem o T foi publicado pela Sara York no portal de notícia Brasil 247. Também é um texto que trata de criticar a cisnormatividade, inclusive em espaços heterodissidentes.

How pinkwashing weaponizes LGBTQ+ rights

Neste vídeo, publicado em 23 de dezembro, revolutionaryth0t explica como países mais ricos usam a desculpa de que países menos poderosos não respeitam direitos LGBTQIAPN+ para invadi-los ou prejudicá-los de outras formas, e como, em troca, países menos poderosos acabam por perceber direitos LGBTQIAPN+ como uma ameaça. Elu usa Palestina e Burkina Faso como exemplos destes posicionamentos.

+ Também em 2025, mas no dia 30 de junho, Jorge H. Mendoza publicou O que é pinkwashing? no site da LIT-QI (Liga Internacional Dos Trabalhadores – Quarta Internacional), o qual explica na língua portuguesa o conceito de pinkwashing. Ele também usa a ocupação da Palestina pelo estado israelense como exemplo, mas foca mais no pinkwashing feito por empresas.

Finalmente, também gostaria de destacar o projeto cultura enebê, que (re)publica coisas relacionadas com não-binaridade na língua portuguesa, e o Observatório Queer Global, comunidade de WhatsApp onde pessoas podem trocar notícias sobre a comunidade.

#binder #cissexismo #nãoBinárie #neolinguagem #quoi #quoirromântique #retrospectiva #transgênero

https://orientando.org/2026/01/10-itens-publicados-em-2025/

Dentre essas leituras separei 10 livros, 05 graphics e 05 releituras, sem ordem de valor ou importância, mas que sem dúvida representam minhas melhores leituras de 2025. E que venham as leituras de 2026.

#melhoresleituras2025 #top10.2025 #lidos2025 #retrospectiva

É assim que se faz. Sem pressa, mas sem pausa. Obrigado por fazerem parte dessa caminhada. Que as próximas 51 semanas tragam ainda mais conversa fiada de qualidade, descobertas musicais e essa comunidade que a gente ama, ama, ama!

A jornada continua. Sigamos. ✨

#2026 #PrimeiraSemana #FediversoBR #Pitico #Comunidade #Retrospectiva #Caminhada #Obrigado

🔝 16 artists/groups — 2025 — daltux 

1. Iron Maiden (311)
2. The Beatles (221)
3. Raul Seixas (212)
4. Zé Ramalho (176)
5. Titãs (133)
6. Led Zeppelin (177)
7. Garotos Podres (111)
8. Engenheiros do Hawaii (106)
9. Tim Maia (104)
10. Legião Urbana (101)
11. Elvis Presley (99)
12. The Doors (95)
13. Creedence Clearwater Revival (84)
14. Capital Inicial (74)
15. RelaxMyCat, Cat Music & Cat Music Dreams (65)
16. Pink Floyd (65)

#ListenBrainz #PanoScrobbler #yearInMusic #retrospectiva #2025 #music #música #IronMaiden #TheBeatles #RaulSeixas #TocaRaul #BrazilianMusic #BritishMusic #MusicBrainz

2025 foi um ano intenso e incrível! Nele nós:

JAN: Criamos a bibliodiversidade.club, voltada pro meio editorial
JUN: Lançamos "Monstruada aos 13" (Tereza Yamashita) , nosso 1º livro de poesia
AGO: Lançamos "Da monocultura à floresta jurídica" (Emanuel Fonseca Lima) e ganhamos o Prêmio Jabuti Acadêmico com "Antropologia e Estudos Sociojurídicos" (Orlando Villas Bôas)
NOV: Lançamos "Terricídio" (Moira Millán)

Obrigado a td mundo q nos apoiou! 2026 vem com mais novidades!

#retrospectiva

A Ursal sem Zona #32, a última do ano, está na caixa postal dos apoiadores da instância com uma singela #retrospectiva deste ano que tivemos desde Fernanda Torres totalmente premiada até Bolsonaro preso, passando por João Gomes todo internacional na NPR e ritual satânico da Lady Gaga no Rio de Janeiro.

Como mangolei e não anexei a ilustração dos eventos de julho, ela segue aqui neste toot como lembrete para você apoiar sua instância, se puder.

Um beijo no coração e um feliz ano novo! 2026 vai ser melhor. ❤️

Na política, Érica Hilton luta firme contra a transfobia e inspira com sua trajetória. Na música, Liniker brilha com o álbum Caju e turnê pelo Brasil. Na dramaturgia, Gabriela Lorram provoca reflexões sobre amor e preconceito na novela das nove. Três mulheres trans que fizeram 2025 ser de representatividade e força! #doistercos #RepresentatividadeImporta #visibilidade #retrospectiva

Alguns termos cunhados em 2025

Alô e boas vindas a mais uma retrospectiva de termos!

Como sempre, peço a pessoas não familiarizadas com a diversidade de termos para entender que termos relacionados com tipos de atração, orientações, identidades de gênero e modalidades de gênero são questões pessoais e sociais que envolvem comunicação: enquanto há pessoas que não se importam em usar termos mais comuns como lésbique, gay, bi, trans, não-binárie e/ou assexual, outras pessoas preferem especificar melhor suas experiências ou evitar comunidades que tendem a excluir ou minimizar suas vivências. Termos mais novos não excluem termos já existentes, e comunidades formadas em torno de cisdissidências e/ou heterodissidências precisam aprender a ser mais inclusivas de outras identidades caso queiram acolher as pessoas que optam por utilizá-las, ao invés de intimidar ou assediar tais pessoas para que usem os termos que consideram dignos de respeito. Para quem quiser ler mais sobre o assunto, recomendo o texto “Por que usar [y] ao invés de [x]?” e, em questão de gênero, o vídeo Uma defesa à diversidade de identidades não-binárias [cc].

Bandeira asteresque

Asteresque

Começo por um termo que contém meu nome, mas que não está aqui por causa disto: asteresque é um gênero que não é homem, mulher, qualquer coisa entre tais gêneros, ambíguo ou caracterizado por ausência de gênero, mas que é fundamentalmente neutro. Alguém asteresque que tem outros gêneros pode perceber que a neutralidade do gênero asteresque pode borrar para tais gêneros, os tornando mais leves ou neutros.

Stormy, que cunhou asteresque em 30 de maio (e publicou outro texto explicando as origens do termo em 3 de junho), especificou também que asteresque é um aporagênero e um neegênero. Sua intenção foi criar um termo alternativo a termos como gênero neutro ou neutrois que fosse mais específico em sua definição. Atualmente, a tag asteresque em seu blog também contém outros termos relacionados a este gênero, como astramel, um termo para descrever uma corporalidade asteresque, e nixaster(esque), um termo níxico para quem é agênero e asteresque.

Bandeira peixe-bolha

Axolote (axolotl), lofiiforme (anglerfish) e peixe-bolha (blobfish)

Os três termos foram cunhados por Jay/Jane, uma pessoa autista que sempre se sentiu confortada por animais considerados “feios”, e descrevem expressões de gênero para pessoas com deficiência.

Axolote é um termo para homens com deficiência que se expressam de forma masculina, mas que sentem desconexão em relação à masculinidade tradicional por conta da(s) deficiência(s). O termo foi publicado em 16 de maio.

Lofiiforme é um termo para pessoas genderqueer com deficiência que se expressam de forma andrógina ou neutra, mas que sentem desconexão em relação à androginia ou neutralidade típica por conta da(s) deficiência(s). O termo foi publicado em 4 de julho.

Peixe-bolha é um termo para mulheres com deficiência que se expressam de forma feminina, mas que sentem desconexão em relação à feminilidade tradicional por conta da(s) deficiência(s). O termo foi publicado junto a axolote.

Bandeira mdernobyn

Vários termos cendecure

Em 3 de dezembro de 2018, wendecure no Tumblr publicou a cunhagem do termo wendecure, que descreve alguém sem gênero por conta de algum outro fator identitário, com foco em alterumanes de espécies não humanas. No dia seguinte, wendecure publicou que cendecure é o termo guarda-chuva para este tipo de identidade, o qual abrange ter outras identidades de gênero por determinadas razões. Alguns outros termos foram publicados, mas eventualmente wendecure abandonou sua conta.

Em 19 de agosto deste ano, Dexter/Zephyr falou que preencheria as lacunas do sistema cendecure, e desde então publicou dezenas de termos e bandeiras com tal objetivo. Aqui estão alguns exemplos de suas publicações:

  • Aliernine (alienígena fendecure), publicação de 10 de setembro: Alguém que tem um gênero feminino por ser alienígena ou similar, ou uma feminilidade (conectada com ser) alienígena.
  • Animdexine (animal xendecure), publicação de 15 de setembro: Alguém que é xenogênero por ser animal ou similar, ou uma xeninidade (conectada com ser) animal.
  • Robilbien (robô bendecure), publicação de 21 de setembro: Alguém que é bigênero por ser robô ou outro tipo de ser tecnológico, ou uma bigeneridade (conectada com ser) robô.
  • Pladetral (planta nendecure), publicação de 26 de setembro: Alguém que é de um gênero neutro por ser uma planta ou outra substância ou criatura que vem da terra, ou uma neutralidade (conectada com ser) planta.
  • Mdernobyn (magia nondecure), publicação de 29 de setembro: Alguém que é não-binárie ou que tem um gênero não-binário por conta de ser feite de magia ou de ser um ser capaz de usar magia (como alguém fictionkin de ume bruxe), ou uma não-binaridade com uma conexão com magia.
  • Ligremael (luz malecure), publicação de 5 de outubro: Alguém que é homem por ser feite de luz ou divine, ou uma hombridade com conexão com (ser) luz/divindade/similar.
  • Ghosrfeal (fantasma felecure), publicação de 6 de outubro: Alguém que é mulher por ser fantasma/espírito/etc., ou uma mulheridade conectada com (ser) fantasma.
  • Daredryn (trevas/sombras drogecure), publicação de 15 de outubro: Alguém que é ume andrógine ou uma pessoa andrógina por ser feite de trevas/sombras ou por ser demônio/monstro, ou uma androginia conectada com trevas, monstros, demônios e/ou afins.
  • Outhecure, publicação de 18 de outubro: Alguém que é outerine por ser algo (geralmente, mas não exclusivamente, de forma alterumana).
  • Aliermave (alienígena mavecure), publicação de 25 de outubro: Alguém que é maverique ou maverine (qualidade associada com ser maverique) por ser alienígena ou similar, ou uma maverinidade (conectada com ser) alienígena.
  • Ligrepaen (luz pendecure), publicação de 4 de novembro: Alguém que é pangênero por ser feite de luz ou divine, ou uma pangeneridade com conexão com (ser) luz/divindade/similar.

Bandeira topázica

Cobáltique, rosgôldique e topázique

Cobáltique é uma orientação para aquelus atraídes por masculinidade de uma forma ou de outra. Pessoas cobálticas podem variar em relação a por quantas/quais formas de masculinidade sentem atração: se é apenas por pessoas que categorizam a própria expressão de gênero como masculina, se é por pessoas cujas identidades de gênero são masculinas, se a atração ocorre em ambas as circunstâncias ou afins. A orientação foi baseada em mee-/min-, mas não requer sufixo e é definida de forma mais específica. Este termo foi publicado em 22 de fevereiro por splatcoins no Tumblr.

Rosgôldique é uma orientação para aquelus atraídes por feminilidade de uma forma ou de outra. Pessoas rosgôldicas podem variar em relação a quais ou quantas formas de feminilidade sentem atração. A orientação foi baseada em fee-/fin-, mas não requer sufixo e é definida de forma mais específica. Este termo foi publicado no mesmo dia pela mesma pessoa.

Topázique é uma orientação para aquelus atraídes por neutralidade de uma forma ou de outra. Pessoas topázicas podem variar em relação a quais ou quantas formas de neutralidade sentem atração. A orientação foi baseada em nee-/nin-, mas não requer sufixo e exclui pessoas não-binárias que não seriam descritas como neutras. Este termo também foi publicado em 22 de fevereiro por splatcoins.

Bandeira elediana

Elediane e eliciane

Elediane é uma orientação que descreve alguém primariamente ou quase exclusivamente atraíde por pessoas não-binárias, mas que também é capaz de sentir atração por algumes mulheres (talvez sob certa condição). O termo foi publicado no dia 28 de fevereiro.

Eliciane é uma orientação que descreve alguém primariamente ou quase exclusivamente atraíde por pessoas não-binárias, mas que também é capaz de sentir atração por algumes homens (talvez sob certa condição). O termo foi publicado no dia 28 de maio.

Ambos os termos foram cunhados por gendergasm no Tumblr. Eles são essencialmente subtipos das orientações tríxen e tóren respectivamente, de forma que determina a atração por pessoas não-binárias como mais presente.

Bandeira fictinvir

Enfictin/fictinen, erafictin/fictinera e virfictin/fictinvir

Termos cunhados em uma publicação feita no dia 13 de janeiro por Téo/Theo, givemecoins no Tumblr.

Enfictin ou fictinen descreve alguém cuja identidade – a qual pode ser uma identidade de gênero, uma orientação ou mesmo outra forma de identidade não necessariamente relacionada com ser LGBTQIAPN+ – é conectada a pessoas não-binárias fictícias.

Erafictin ou fictinera descreve alguém cuja identidade – a qual pode ser uma identidade de gênero, uma orientação ou mesmo outra forma de identidade não necessariamente relacionada com ser LGBTQIAPN+ – é conectada a mulheres fictícies.

Virfictin ou fictinvir descreve alguém cuja identidade – a qual pode ser uma identidade de gênero, uma orientação ou mesmo outra forma de identidade não necessariamente relacionada com ser LGBTQIAPN+ – é conectada a homens fictícies.

Em questão de orientação, Téo especificou que a questão seria ter a atração afetada pela conexão com ume personagem. Então, por exemplo, alguém poderia se dizer fictinen caso considere que sua orientação só funciona da forma que funciona por conta de uma conexão muito forte com ume personagem não-binárie que demonstra ter determinada orientação. O conceito difere de ficto, onde alguém ficto sente atração por personagens independentemente de se sentir conectade a algume personagem, embora também seja possível ser tanto fictin quanto ficto caso a conexão com determinade personagem tenha influenciado alguém a sentir atração por personagens.

Bandeira nixiana (não confundir com esta bandeira aloaro)

Nixiane

Nixiane descreve alguém sem gênero/no espectro agênero que sente atração por outras pessoas sem gênero/no espectro agênero. A ideia é que ser nixiane seja equivalente a ser gay, veldiane ou lésbique, mas em relação a pessoas sem gênero/no espectro agênero.

Embora já existisse a orientação gae, ela foi cunhada para ser usada como prefixo, e não foi definida exatamente da mesma forma. Outro termo similar é delfiniane, um termo juvélico que expressa a mesma atração mas que não tem a conotação de priorização/exclusividade que nixiane parece passar.

Este termo foi cunhado por Jasper, jasper-coins no Tumblr, e sua publicação ocorreu no dia 10 de janeiro.

Bandeira piercio

Piercio

Piercio é um gênero relacionado a, explicado por e/ou que se trata do ato de fazer piercing (perfurar), independentemente do contexto e de se a pessoa piercio está fazendo piercing em outra pessoa ou sendo perfurada ela mesma.

A publicação feita por Leonidas/Narcissus/Leon, militant-coining no Tumblr, em 5 de dezembro, não especifica se piercing na definição de piercio se refere ao ato de perfurar num geral ou se a ideia é que o gênero seja relacionado especificamente à forma de modificação corporal que permite a colocação de jóias em diversas partes do corpo. Porém, Leonidas também já publicou outros termos relacionados com modificações corporais, como inmodificação, e uma das bandeiras mostra ferramentas utilizadas para colocar piercings, então acredito que esta seja a interpretação mais provável.

Modificações corporais são muitas vezes associadas com inconformidade de gênero, com muitas pessoas não-binárias fazendo modificações pouco buscadas em seus contextos sociais – Jessy Kirkpatrick e T. Angel, por exemplo – então está longe de ser impensável a ideia de alguém conceitualizar seu gênero em torno de fazer piercings, ao invés de mulheridade, hombridade, feminilidade, androginia, neutralidade ou afins. Especialmente dentro de um paradigma xenogênero.

Bandeira steminine

Steminine

Steminine é um gênero relacionado com a experiência de mulheres em determinados campos das ciências exatas e biológicas (na língua inglesa, STEM é uma sigla para ciência, tecnologia, engenharia e matemática). O gênero em si não é necessariamente associado com ser mulher ou com feminilidade, podendo também ter a ver com a misoginia experienciada por ser percebide como mulher ou com mudanças na percepção pessoal de gênero causadas por como mulheres são tratades em tais campos, por exemplo.

O termo foi cunhado por Payne, bag-of-tricks-backpack no Tumblr, e sua publicação ocorreu no dia 12 de novembro.

Bandeira verásica

Verásique/vérique

Uma pessoa verásica ou vérica é capaz de sentir atração tanto por mulheres quanto por homens, mas de forma que não é exclusiva a mulheres ou homens bináries. Alguns exemplos de identidades que podem ser cobertas por tal atração são femache, mulher não-binárie, homem não-binárie, demimulher e próxvir, mas cada pessoa verásica pode ter limites/especificações diferentes em questão de quais identidades não-binárias estão inclusas em sua atração.

Os termos foram cunhados por Téo/Theo e publicados em seu Tumblr no dia 10 de maio.

Outras tendências de cunhagem (percebidas de forma subjetiva)

Por enquanto é isto. Que pessoas sintam-se livres para comentar quais seus termos de 2025 preferidos, tanto desta lista quanto outros não citados. :)

#aliermave #aliernine #animdexine #asteresque #axolote #cendecure #cobáltique #daredryn #elediane #eliciane #enfictin #erafictin #fictinen #fictinera #fictinvir #ghosrfeal #ligremael #ligrepaen #lofiiforme #mdernobyn #nixiane #outhecure #peixeBolha #piercio #platedral #retrospectiva #robilbien #rosgôldique #steminine #TerminologiaNHINCQ #termosIncomuns #topázique #verásique #vérique #virfictin

https://orientando.org/2025/12/alguns-termos-cunhados-em-2025/

Enquanto COP30 deixa a desejar nas propostas, eventos extremos alertam para urgência de mitigação e adaptação à crise climática

https://fed.brid.gy/r/https://www.brasildefato.com.br/2025/12/24/enquanto-cop30-deixa-a-desejar-nas-propostas-eventos-extremos-alertam-para-urgencia-de-mitigacao-e-adaptacao-a-crise-climatica/

Retrospectiva LHC ano de 2025

Estamos fechando o ano com 82 atividades registradas no Hackerspace.

Agradecemos todas as pessoas pelas colaborações! presenças nas atividades.

Lista de eventos/atividades.

1 DevOpsDays Campinas

1 Tosconf

12 Reuniões

12 CoffeeOps

11 Trabalhe do LHC

5 Aulas Clube Hackers com a Casa Hacker

40 Atividades listadas em:

Oficina de IoT e (Reunião de 10 anos)

Café com Dados

LHC Chá Mate

Homelab

Cine Hacker

Churrasco de Aniversário do Hackerspace

Churrasco e Vinil

Hackermesse

Esquentas DevOpsDays Campinas

Encontro com comunidades no hackerspace

Meetups com comunidades locais (AWS/HuG/DougBR)

Até 2026! com variedade de atividades e espaço aberto para a comunidade.

Fontes:

https://eventos.lhc.net.br/

https://discourse.lhc.net.br/

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