Escolhi me chamar Pitico.
Porque Pitico é o resto, o apagado, o que a sociedade varre para debaixo do tapete da rua. É o cigarro de maconha e crack do mendigo que você evita olhar.
Trago essa palavra, carregada de todo o peso da exclusão, para o mundo digital. Aqui, no calor das timelines, ela se transforma. Vira pontes. Virou o abraço que transformou um ex-homofóbico em amigo.
Às vezes, abraçar o nome da chaga é o primeiro passo para curá-la.