Mobilidade ativa ganha meta no Plano Clima: mais bicicletas e menos carros nas cidades até 2035

Em meio à tantas guerras e vilanias, pouca gente deu atenção à publicação do Plano Setorial de Cidades, que faz parte do Plano Clima – Mitigação, documentos do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Ministério das Cidades que contém a estratégia brasileira para enfrentar a crise climática. Nele, para mitigar (reduzir) a poluição gerada nos transportes, foi estabelecido que as cidades, em média, devem chegar a 2030 com 34,5% das viagens feitas a pé ou bicicleta, (mobilidade ativa) e subir para 37% até 2035.

O parâmetro foi estabelecido a partir da média obtida nas principais regiões metropolitanas do Brasil e hoje está em 32%, sendo a maioria, nesse bolo, das pessoas que caminham. Na Grande São Paulo, por exemplo, a mobilidade ativa responde por 29% do total de viagens e as bicicletas figuram com míseros 1,3%, algo em torno de 400 mil deslocamentos diários, o que para uma região de 21  milhões de habitantes é uma gota no oceano. Os dados são da Pesquisa Origem-Destino de 2025.

Usuário do sistema de bicicletas públicas de Niterói – RJ

Diminuir distâncias é fundamental para atrair ciclistas e pedestres

Para alcançar o objetivo, o plano aposta diretamente na ampliação e qualificação da infraestrutura cicloviária como uma das principais ferramentas de mitigação de emissões. Mas a atração de novos ciclistas urbanos não será feita de modo isolado. A proposta é tornar a bicicleta uma alternativa real ao transporte motorizado individual, mas não só a construção de novas ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas e instalação de bicicletários, paraciclos e estruturas de apoio que garantam mais conforto e segurança para quem pedala no dia a dia. Antes disso, orienta que as políticas públicas diminuam as distâncias das necessidades da população

Ou seja, é preciso que as pessoas morem mais perto da escola, do trabalho e do lazer para que se possa oferecer a bicicleta e a caminhada. E além da segurança viária das ciclovias devem oferecer segurança pública para que mulheres e crianças sejam estimuladas a pedalar. Ninguém quer sair de casa já pensando se vai ter estresse com invasores de ciclofaixas ou se vai cruzar com gangues de ladrões de bici na volta para casa. Ninguém.

Reduzir dependência de moto e carro

É muito bom que os técnicos do Governo Federal tenham reconhecido essa necessidade de reduzir o espaço e as vantagens do transporte motorizado individual e tenham incluído no rol de ferramentas a criação de zonas de baixa emissão com restrições à circulação de veículos automotores mais poluentes e o uso de instrumentos regulatórios e fiscais para desestimular o uso de carros e motos nos centros urbanos. Tais medidas devem reequilibrar o sistema viário, hoje amplamente favorável aos automóveis, e abrir espaço a formas mais sustentáveis de deslocamento.

Outro eixo fundamental da estratégia está no próprio desenho das cidades. Para aproximar moradia, trabalho e serviços, incentiva a ocupação de áreas urbanas já consolidadas e com infraestrutura, além de direcionar a habitação de interesse social para regiões bem localizadas. Sabem que ao reduzir as distâncias dos deslocamentos cotidianos, a bicicleta se torna mais competitiva como meio de transporte, especialmente em trajetos curtos e médios.

Soluções baseadas na natureza

A mobilidade ativa também aparece integrada a soluções baseadas na natureza, como parques lineares e corredores verdes, que podem funcionar como rotas mais seguras e agradáveis para ciclistas e pedestres. Essa combinação reforça a ideia de que pedalar não é apenas uma alternativa de transporte, mas parte de um modelo de cidade mais saudável e resiliente.

Para viabilizar as mudanças, o plano prevê a articulação com o Plano Nacional de Mobilidade Urbana e com a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, além da destinação de dinheiro público, incluindo emendas parlamentares, para financiar infraestrutura e serviços voltados à mobilidade ativa.

Figurar nos estudos da Tarifa Zero

Uma boa alternativa para financiar essa transição seria incluir a mobilidade ativa como parte da estratégia de implementação da Tarifa Zero dos transportes públicos em conjunto com iniciativas do SUS para que pessoas sejam incentivadas a pedalar e andar como forma de prevenir diabetes e doenças do coração. Muito dinheiro seria economizado e as pessoas se tornaram mais felizes, pois quem se exercita todo dias está sempre mais disposto a enfrentar os desafios cotidiano.

Ciclovia em Niterói – Divulgação

Se alguém achar que não dá, faça o favor de prestar atenção em Niterói (RJ). Por causa de um trabalho consistente ela conquistou o primeiro lugar na América Latina no ranking das cidades mais amigas da bicicleta do mundo, elaborado pela consultoria internacional Copenhagenize Design Company, em conjunto com o Instituto de Tecnologia e Inovação da União Europeia (EIT). O órgão é considerado o mais prestigiado levantamento mundial sobre políticas públicas de ciclomobilidade. Parabéns!

#AcordoDeParis #COP30 #GovernoLula #MobilidadeAtiva #PlanoClima #PlanosDeMobilidade

Deu uma vontade tão grande de comer um acarajé completinho com caruru (tão difícil de achar em BH) que pedalei mais de 60 km para me satisfazer. 😋

Confira minha pedalada no Strava: https://strava.app.link/PffPotFOh0b

#Bicicleta #Randonneur #Randonneuring @inconfidentespedalantes #bicycle #bike #mobilidadeativa #cycling

Galera, a Vereadora Renata Falzoni vai direcionar ad verbas do seu gabinete para instalação de mais de 1.000 paraciclos nas ruas da cidade de São Paulo. Além disso, ela disponibilizou um site para que a população informe quais lugares precisam dessas estruturas, segue o link:

https://falzoni.com.br/paraciclosp/

#bicicleta #ciclismo #saopaulo #estacionamento #paraciclos #cidade #mobilidadeativa #mobilidade

Sugestão de paraciclos – Renata Falzoni Vereadora – S.Paulo SP

Expectativas da compra

Essa semana adquiri minha mais nova bicicleta, uma Bicicleta Elétrica do grupo Moura. Lançada em 2024, a Moura trouxe uma proposta de atendimento premium para alinhar a expertise de baterias do grupo com uma nova solução de modalidade urbana para cidades como São Paulo através da bicicleta elétrica Ella

Eu sempre pensei em adquirir uma bicicleta elétrica pois costumo fazer deslocamentos acima de 10km na cidade para o trabalho e faculdade. Como esses deslocamentos costumam ser feitos em horário de pico, andar de carro é caro e frustrante por causa do trânsito, andar de trem/metrô é insuportavelmente cheio e andar de ônibus é cheio e demorado, abrindo espaço para meu modal de transporte favorito: a bicicleta!

Por mais que eu ame pedalar, se deslocar diariamente para distâncias acima de 10km, tendo que levar uma mochila pesada com notebook e troca de roupa é algo que pode ser bem desgastante. Infelizmente tive uma bicicleta furtada no começo de março e me deparei com um dilema: se eu deveria comprar uma bicicleta do tipo Gravel da Sense visando novos treinos e experiências de lazer ou se finalmente deveria comprar uma bicicleta elétrica, pensando apenas no meu deslocamento diário.

Foi então que, analisando todos os prós e contras, decidi pela bicicleta elétrica, em especial a Moura Ella. Os principais pontos que me levaram a comprar ela estão listados abaixo:

Atendimento

O atendimento que o grupo Moura está oferecendo para o pré e pós vendas é simplesmente incrível, experiência completamente diferente do que encontro em outras marcas.

  • Eles tem um atendimento centralizado no whatsapp onde você fala com um humano e não um robô;
  • Se você mora nas regiões atendidas (basicamente São Paulo), eles te proporcionam um test ride completamente gratuito em que eles agendam e levam a bicicleta até o seu endereço e deixam você testar ela livremente pela região1;
  • Por mais que a fabricação da bicicleta seja feita na China, a Moura faz um rigoroso controle de qualidade antes de enviar para o consumidor final, além de oferecer um ano de garantia, enquanto as concorrentes oferecem normalmente de 3 a 6 meses;

Qualidade da construção

Por mais que a bicicleta não seja fabricada no Brasil, a Moura se preocupou em concretizar um projeto de qualidade. O quadro é inteiro de alumínio, tamanho único mas com uma composição de canote, selim e mesa que atende os mais variados tamanhos. Eu particularmente meço 174,5cm de altura e achei ela super confortável durante o teste.

Além disso, os componentes como rodas, pneus, câmbio, freios, etc são de alta qualidade, com destaque especial ao freio a disco hidráulico da Shimano e um Câmbio Altus de 8 velocidades.

Autonomia

Em dezembro de 2024, ano do lançamento da bicicleta, a Moita divulgava uma autonomia de 100km com uma carga completa de bateria, chegou inclusive a fazer publicidade junto no canal Manual do Mundo2 com essa informação.

Quando eu entrei em contato novamente com eles, em março de 2025, a informação oficial de autonomia mudou de 100km para 80km com uma carga. Fizeram essa alteração justamente para ficar mais fiel ao rendimento real da bateria.

Essa quilometragem prometida, mesmo os 80km, costuma ser maior do que a maior parte das concorrentes e, com certeza está aliada a construção de uma bicicleta leve (na medida do possível para bicicletas elétricas que são pesadas por natureza) com um motor na medida certa (350W), nem muito forte (não consome tanta energia), nem muito fraco (suficiente para encarar qualquer subida de São Paulo com pouco esforço).

Primeiras impressões como proprietário

Explicado o contexto da minha expectativa, vamos às primeiras impressões quando finalmente recebi ela em casa:

Entrega

A entrega foi com horário agendado e foi super rápido, tinham data disponível na mesma semana. A bicicleta vem completamente montada, lubrificada e com a bateria parcialmente carregada.

Além disso, o pagamento é feito na hora em até 18x sem juros no cartão de crédito.3

Bicicleta e seus acessórios

Conforme comentado anteriormente, a bicicleta vem completamente equipada com paralamas, bagageiros, refletores e iluminação integrada diretamente na bateria. Além disso, algo que me surpreendeu foi uma bolsa de tecido contendo:

  • Carregador da bateria;
  • Duas chaves para remover a bateria do quadro;
  • Ferramentas para reparos básicos;
  • Um separador de pastilha de freio para evitar que as pastilhas colem caso precise tirar a roda da frente; e
  • Um manual detalhado da bicicleta.

Carga inicial e primeiro pedal com ela

A regulagem padrão que entregaram ela não parece estar muito adequada para minha posição, mas isso é um ajuste fino que é simples de fazer e não tinha como eles saberem antes…

Fora isso, a bateria veio carregada mais da metade, precisando de aproximadamente 4 horas para atingir a recarga completa e sair para o primeiro teste.

Fiz o carregamento com a bateria fora do quadro, conforme orientado pelo manual. A bateria em si não esquenta, mas a fonte do carregador esquenta bastante.

Logo no meu primeiro teste, não quis simplesmente usar o maior nível de assistência, pelo contrário, queria descobrir qual era o mínimo confortável para usar, pensando num cenário de preservação máxima da autonomia.

Já na minha primeira ida ao trabalho com ela, cerca de 11km, ela apresentou um erro no visor no meio do trajeto, mas continuou operando o motor normalmente, além disso, na ida usei em praticamente todo o trecho o nível um de assistência, e na volta resolvi testar ela na subida da Avenida Rebouças para ver se ela aguenta o tranco.

Na Av. Rebouças, precisei usar a assistência máxima para manter uma velocidade acima de 20km/h e nesse momento vi o mostrador de bateria sugando toda energia por conta do esforço, até me assustei. Quando finalizou a subida e voltei a usar uma assistência mais baixa, o indicador de bateria aumentou, ou seja, aparentemente não da para usar muito o nível 3 de assistência, o que é uma pena se você tiver uma subida mais íngreme no trajeto.

De modo geral, percebi que preciso fazer alguns ajustes de ergonomia nela e testar a autonomia máxima no uso dos trajetos diários, mas hoje ela está com aproximadamente 70% da carga com cerca de 34km rodados.

Dados após do primeiro deslocamento.

Conclusão

A bicicleta elétrica Ella do grupo Moura a princípio é uma ótima opção que veio para somar na mobilidade urbana dos paulistanos. Com uma boa construção e um atendimento de qualidade, espero que seja uma boa aposta a médio/longo prazo.

Por fim, essa é uma avaliação com um dia de uso, muita coisa ainda pode mudar, tanto para melhor quanto para pior. Daqui 6 meses (ou menos) volto para fazer uma segunda avaliação mais detalhada sobre a experiência com ela.

  • Teste realizado em março de 2025, é possível que eles mudem o procedimento em algum momento. ↩︎
  • https://youtu.be/n9ryP76mvyc?si=Jguzycj5UwleWUsQ ↩︎
  • Condição comercial de Abril de 2025. ↩︎
  • https://guiambrosio.vivaldi.net/2025/04/04/review-bicicleta-eletrica-moura-ella/

    #bicicleta #bicicletaElétrica #ciclismo #cidade #mobilidade #mobilidadeAtiva #review

    DESMONTAMOS uma BICICLETA ELÉTRICA

    YouTube

    Então quer dizer que alguns ciclomotores já deveriam estar emplacados (e conduzidos com habilitação) e os demais estar assim até o final deste ano?

    Vai ser interessante ver as pessoas aprendendo a diferença entre bicicleta elétrica e ciclomotor.

    https://detran.es.gov.br/Not%C3%ADcia/detran-es-orienta-proprietarios-de-ciclomotores-sobre-o-registro-do-veiculo-a-partir-das-novas-regras

    #CiclismoUrbano #MobilidadeUrbana #MobilidadeAtiva

    Detran|ES orienta proprietários de ciclomotores sobre o registro do veículo a partir das novas regras

    É importante que os proprietários fiquem atentos aos prazos para o registro dos ciclomotores.

    Detran
    ⏳📅 Falta apenas uma semana! No dia 22 de setembro começa o Barómetro da Mobilidade 2024. Fica atento e participa! 🙌🔍
    #barometromobilidade #mobilidadesustentavel #mobilidadeativa #mobilidadepedonal #mobilidadeciclavel #mobilidadecondicionada #transportepublico #portugal #barometromobilidade

    Até hoje eu não tinha visto esse curto documentário de Renata Falzoni sobre as pessoas que vão de #bicicleta ao trabalho, e as cidades que tornam isso possível

    https://www.youtube.com/watch?v=e7BqJUpBgFY

    #CiclismoUrbano #MobilidadeAtiva

    ELO PERDIDO - O BRASIL QUE PEDALA

    YouTube
    "Nós do COMMU (Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana) lemos, endossamos e assinamos a carta produzida pela Partnership for Active Travel and Health (PATH ou Parceria pela mobilidade ativa e saúde, em tradução livre). A iniciativa reforça a necessidade de inclusão da mobilidade ativa nas políticas nacionais e no documento final de compromissos a ser publicado ao fim da COP28". 🏷️ #cop28 #path #bicicleta #caminhada #apé #mobilidadeativa. 🔗 https://www.commu.site/blog/2023/12/09/cop28_carta_mobilidade/
    COMMU assina carta pela mobilidade ativa na COP28

    A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP) tem histórico de focar em carros elétricos em detrimento da caminhada e bicicletas

    COMMU - Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana
    "Policiais militares que estacionam suas viaturas sobre as calçadas, em guias rebaixadas, ou em cima de ciclovias, atrapalhando a mobilidade de quem anda a pé ou de bicicleta, mas principalmente das pessoas com deficiência, se tornaram uma cena comum nas ruas do centro da cidade de São Paulo". 🏷️ #pedestres #ciclistas #bicicletas #polícia #políciamilitar #mobilidade #mobilidadeativa. 🌉 Via Ponte: https://ponte.org/pms-estacionam-em-calcadas-e-atrapalham-mobilidade-de-pedestres/
    PMs estacionam em calçadas e atrapalham mobilidade de pessoas com deficiência - Ponte Jornalismo

    Policiais que atrapalham a mobilidade, principalmente de pessoas com deficiência, se tornaram uma cena comum no centro de São Paulo: 'a polícia não respeita a acessibilidade", denuncia cadeirante.

    Ponte Jornalismo