nesta terça-feira já tinham bloqueado o trecho da obra novamente, presumo que para fazer o calçamento. engraçado que comecei minha primeira voltinha sem nem perceber, pois já tinha decidido antes que iria no sentido oposto, e quando cheguei à pista já estava com a cabeça e a atenção bem longe. só notei quando quase terminava a primeira volta. aí, pra não precisar caminhar próximo ao trilho do bondinho e correr risco de um acidente no terreno acidentado, fiz a segunda volta no sentido oposto, contornando por fora da concha acúsica pra compensar
mais curioso foi que na segunda-feira eu tentei caminhar mais depressa, a ponto de nem conseguir pensar muito. resultado: só não consegui pensar. o tempo da volta foi igualzinho ao dos outros dias 😕
já na terça, em que fiz a
#caminhada tranquilo e com a cabeça voando, reduzi o tempo total do bate-e-volta em 5 minutos, apesar do contorno na concha acústica. pode isso, Arnaldo?
logo no início da segunda volta, fui compelido a interagir com uma criança alheia. a mãe, sentada com um bebê de colo nos braços, tentava chamar a filha maiorzinha (5 ou 6 anos, creio) de volta pra perto, mas ela queria porque queria andar de patins nos trilhos do bondinho. o bondinho já não circula mais faz tempo, mas ainda assim me parecia perigoso. eu mesmo não quis passar por outro ponto dos trilhos, mesmo sem patins. passando entre as duas, tomei a liberdade de dizer à menina que não faria bem aos patins, e não só, e perguntei se ela queria ajuda para sair dali em segurança. a menina felizmente entendeu e saiu sozinha. a mãe agradeceu de longe.
depois, quando eu passava por baixo da caravela suspensa numa das pontas da lagoa (nunca vou entender esse culto aos símbolos da invasão, mesmo o nome oficial do parque sendo Portugal), uma senhora, logo que lhe desejei boa tarde, me perguntou se "moço, pode subir no barco?" há escadarias que em algum momento se prestaram para isso, mas faz tempo que estão bloqueadas, hoje com vários cones laranjados. apontei para os cones e respondi "acho que eles querem dizer que não pode." mas emendei que um dia, sobre outro assunto, minha netinha falou que, quando a professora não está olhando, pode. só faltou eu agradecer pelo "moço" e chamá-la também de "moça" 😉
a caminhada normalmente é uma atividade solitária. ter uma interação dessas ainda era algo inédito pra mim, e foram duas no mesmo dia! curiosamente, foi logo depois de eu escrever sobre interações com desconhecidos no parque.
https://blog.lx.oliva.nom.br/2026-03-23-ECA-Digital-crise-de-identidade.pt.html