sextábado foi um ciclo bem longo. cheguei a imaginar que talvez fosse acordar ainda no sábado a tempo de caminhar à noite, pra evitar o movimento do domingo no parque, mas nem, quando acordei já era domingo de madrugada. fiz a #caminhada hoje cedo e entendi um dos processos estressantes pra mim, na caminhada entre a multidão no domingo: a ideia de cumprimentar as pessoas que passam por mim vira uma fonte de estresse quando tem muita gente. identifiquei um processo mental parecido com o de um jogo eletrônico que eu jogava quando era criança, em que ovos iam descendo por 4 canaletas diferentes, cada vez mais depressa e em maior quantidade, e o objetivo era apertar o botão que colocaria um cesto de ovos no final da canaleta para não deixar o ovo cair no chão. a sensação de que tem muita gente passando por mim e que estou tentando cumprimentar cada um, sem deixar cair nenhum ovo no chão, por assim dizer, é bem parecida. tentei ficar um tempo caminhando sem cumprimentar ninguém, mas não adiantou nada, a cabeça continua monitorando a passagem das pessoas. será que tem jeito? talvez se eu mudar o jogo... acho que o frogger não ia funcionar muito bem, mas quem sabe o enduro
File:Mikey Mouse - Game & Watch - Nintendo.jpg - Wikipedia

nossa, já faz uma semana que não posto sobre #caminhada

de sábado passado até hoje, foram sete caminhadas de tarde ou de noite, nenhuminha de manhã

acontecram coisas curiosas perto de uma das cabines da tirolesa sobre a lagoa

acho que foi na terça-feira que eu vi uma mantinha de bebê caída no chão, pertinho da cabine. tinha passado não fazia muito tempo por um carrinho de bebê. na segunda metade da primeira volta, passei novamente por aquela família, perguntei se tinham perdido uma mantinha, mas não era delas. depois passei por outra famĺia com carrinho de bebê, também perguntei, mas também não era. a segunda volta eu fiz por outro trajeto naquele dia, e no dia seguinte, a mantinha já não estava mais lá. espero que tenha sido recuperada, ou que outra pessoa faça bom uso.

na quarta-feira, acho, vi um novo filhotinho de capivara, uma fofura que ia precisar de muito megapixel pra caber numa foto 😉 fiquei tão bobo de encantamento que até cumprimentei uma capivara grande que saía logo atrás dele de trás da cabine da tirolesa.

na quinta, não vi o filhotinho no parque entre os vários bandos de capivaras espalhados pelo parque. passei por um senhor que costuma caminhar de tarde, pertinho da tirolesa, bem na hora que ele falava para outra pessoa sobre como um macho grande havia atacado um filhote por também ser macho. sem contexto algum, logo pensei no filhotinho que tinha visto, e fiquei muito triste e surpreso, porque sempre imaginei que capivaras fossem super pacíficas, não conseguia nem imaginar a cena.

hoje eu vi o filhotinho de novo, são e salvo. ufa! também conheci outros dois, ainda menores, mamando. bem ao lado da cabine da tirolesa. que lugar movimentado! 🙂
ufa! hoje quase perdi minha invencibilidade, que chegou a 107 dias = 98 ciclos. não consegui fazer a #caminhada de manhã; a reunião da manhã (fui visitar a Casa Tainã) se estendeu até meio da tarde, aí não consegui ir de tarde; a família tem programa semanal na sexta à noitinha, então acabei indo só agora, já com o parque fechado. o tempo já tá refrescando, nem cheguei a suar, mas comecei a pensar como vou fazer se este ano fizer friozinho aqui no inverno.

Conselheiros tutelares de Curitiba promovem caminhada para denunciar falta de estrutura e ausência de políticas públicas

https://fed.brid.gy/r/https://www.brasildefato.com.br/2026/04/08/conselheiros-tutelares-de-curitiba-promovem-caminhada-para-denunciar-falta-de-estrutura-e-ausencia-de-politicas-publicas/

como no em todos os dias da semana passada, a #caminhada de hoje foi de manhã. ao contrário da sexta, sábado e do domingo, em que dei a voltona por fora do parque e da praça, hoje voltei à pista interna do parque, com duas voltas na lagoa.

lá pelas tantas ouvi um pai dizer pro filho alguma coisa sobre água parada. aí fiquei pensando que, em tradução literal pro inglês, dá still water, que é como se pede água sem gás. já pensou?: um falante de inglês aprendendo português entra num bar e pede água parada, depois reclama que a água está turva e malcheirosa 🙂
após fazer a #caminhada cotidiana com duas voltinhas matinais na pista interna ao redor da lagoa de segunda até quinta, hoje, feriado, o tráfego estava bloqueado para carros na autopista em torno do parque, então não consegui chegar ao meu estacionamento favorito. resultado: estacionei na rua, relativamente longe das entradas do parque, e por isso fiz a volta por fora.
a #caminhada de sextábado foi na sexta à tarde, duas voltinhas na lagoa por dentro; a de hoje foi agora há pouco, voltona em torno do parque e da praça. achei que indo cedinho pegaria o parque bem tranquilo, mas que nada! uma corrida grandona estava marcada pra começar às 7h. eu já quase terminava minha volta quando deram a largada pra corrida, logo depois de eu passar pelo ponto da largada. como foram no sentido oposto, escapei da multidão, mas se eu tivesse começado a caminhar cinco minutos depois, poderia ter sido traumático. ufa!
depois de uma quarterça longuíssima, a #caminhada da quinta foi de manhã bem cedinho. duas voltinhas na lagoa, uma pra lá outra pra cá, com esticadinha por fora da concha acústica porque o trechinho da pista ainda sem calçamento continua bloqueado.

é um barato como o pessoal da manhã é muito mais responsivo aos desejos de, no caso, bom dia. eu vou cumprimentando todo mundo, mas bem baixinho, quase sussurado, que é pra ninguém se sentir obrigado a responder. de tarde às vezes alguns respondem, de noite e de fim de semana menos, mas de manhã tem gente que responde com vontade!
nesta terça-feira já tinham bloqueado o trecho da obra novamente, presumo que para fazer o calçamento. engraçado que comecei minha primeira voltinha sem nem perceber, pois já tinha decidido antes que iria no sentido oposto, e quando cheguei à pista já estava com a cabeça e a atenção bem longe. só notei quando quase terminava a primeira volta. aí, pra não precisar caminhar próximo ao trilho do bondinho e correr risco de um acidente no terreno acidentado, fiz a segunda volta no sentido oposto, contornando por fora da concha acúsica pra compensar

mais curioso foi que na segunda-feira eu tentei caminhar mais depressa, a ponto de nem conseguir pensar muito. resultado: só não consegui pensar. o tempo da volta foi igualzinho ao dos outros dias 😕

já na terça, em que fiz a #caminhada tranquilo e com a cabeça voando, reduzi o tempo total do bate-e-volta em 5 minutos, apesar do contorno na concha acústica. pode isso, Arnaldo?

logo no início da segunda volta, fui compelido a interagir com uma criança alheia. a mãe, sentada com um bebê de colo nos braços, tentava chamar a filha maiorzinha (5 ou 6 anos, creio) de volta pra perto, mas ela queria porque queria andar de patins nos trilhos do bondinho. o bondinho já não circula mais faz tempo, mas ainda assim me parecia perigoso. eu mesmo não quis passar por outro ponto dos trilhos, mesmo sem patins. passando entre as duas, tomei a liberdade de dizer à menina que não faria bem aos patins, e não só, e perguntei se ela queria ajuda para sair dali em segurança. a menina felizmente entendeu e saiu sozinha. a mãe agradeceu de longe.

depois, quando eu passava por baixo da caravela suspensa numa das pontas da lagoa (nunca vou entender esse culto aos símbolos da invasão, mesmo o nome oficial do parque sendo Portugal), uma senhora, logo que lhe desejei boa tarde, me perguntou se "moço, pode subir no barco?" há escadarias que em algum momento se prestaram para isso, mas faz tempo que estão bloqueadas, hoje com vários cones laranjados. apontei para os cones e respondi "acho que eles querem dizer que não pode." mas emendei que um dia, sobre outro assunto, minha netinha falou que, quando a professora não está olhando, pode. só faltou eu agradecer pelo "moço" e chamá-la também de "moça" 😉

a caminhada normalmente é uma atividade solitária. ter uma interação dessas ainda era algo inédito pra mim, e foram duas no mesmo dia! curiosamente, foi logo depois de eu escrever sobre interações com desconhecidos no parque.
https://blog.lx.oliva.nom.br/2026-03-23-ECA-Digital-crise-de-identidade.pt.html
ECA!Digital: crise de identidade

#caminhada desimpedida: duas voltinhas na lagoa pela pista interna. a obra continua, mas já liberou a passagem, agora tem um trechinho ainda com pedregulhos em vez de calçamento