Pequenos negócios fazem busca por crédito no Brasil crescer 1,5%

Dados do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian apontam que as companhias mantiveram a busca por recursos financeiros, que cresceu 1,5% no Brasil, em comparação a igual período de 2023. Negócios do porte micro e pequenos foi o único a registrar saldo positivo (1,7%) nos requerimentos.

“A recuperação gradual da economia pós-pandemia, juntamente com a digitalização e bancarização aceleradas, tem facilitado o acesso das empresas ao crédito. Além disso, a necessidade de capital de giro perante um quadro de atividade econômica ainda relativamente aquecida tem levado as empresas a buscarem mais recursos financeiros. A elevação nos títulos de dívida e nos empréstimos externos também reflete essa tendência de aumento na demanda por crédito”, elucida o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

O setor das empresas que tiveram a maior parcela da demanda por crédito em agosto foi Demais, que considera as companhias dos segmentos Primário, Financeiro e Terceiro Setor (20,3%). Em segundo lugar ficou Indústria (4,3%), em terceiro Serviços (1,2%) e, por último Comércio (0,6%).

Pernambuco avançou na demanda por crédito

A análise por Unidades Federativas (UFs) revelou que, ainda em agosto, as empresas pernambucanas avançaram no ranking de demanda por crédito com 51,1% das buscas. “O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou significativamente suas aprovações de crédito para empresas de Pernambuco, totalizando R$ 450 milhões no primeiro semestre de 2024, um aumento de 95,7% em relação ao mesmo período de 2023. Esse aumento no crédito disponível tem incentivado mais empresas a buscar financiamento para expandir suas operações e enfrentar desafios econômicos”, explica Rabi.

#BancoNacionalDeDesenvolvimentoEconômicoESocial #BNDES #Brasil #comércio #crédito #economia #empresas #indústria #LuizRabi #microempresas #Nordeste #pequenasEmpresas #Pernambuco #SerasaExperian #serviços #terceiroSetor

Em julho de 2024, conforme dados do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, a inadimplência atingiu 1,12 milhões de companhias na região Nordeste. Alagoas foi a Unidade Federativa (UF) com o maior número de CNPJs no vermelho, totalizando 83,15 mil registros, o que corresponde a 42,4% das empresas existentes no local.

Em julho, a negativação dos negócios continuou estável no país, com 6,9 milhões de CNPJs no vermelho, de acordo com o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. Esse total representa 30,8% das companhias existentes no Brasil, revelando uma queda de 0.4 ponto percentual em relação ao dado de junho.

Ainda sobre julho deste ano, cada CPNJ inadimplente registrou, em média, 7 dívidas. Quando somadas, as mais de 6,9 milhões de dívidas registradas chegaram a totalizar cerca de R$ R$ 147,1 bilhões.

Para o economista da datatech, Luiz Rabi, a interrupção na queda das taxas de juros, que vinha se mantendo estável, pode contribuir para a permanência da alta inadimplência, principalmente para as dívidas de longo prazo.

“Empresas com esse tipo de endividamento enfrentam riscos maiores e o aumento das taxas de juros pode resultar em pagamentos mais altos, complicando a gestão financeira. A incapacidade de refinanciar ou renegociar essas dívidas pode levar à insolvência. Além disso, a valorização do dólar adiciona uma pressão extra, pois os importadores de insumos ou produtos são diretamente impactados. O fortalecimento do dólar encarece essas importações, reduzindo as margens de lucro e prejudicando a liquidez necessária para cumprir com as obrigações financeiras”

O setor de Serviços representou a maior parte das empresas com compromissos negativados (55,9%). Em sequência estava o Comércio (35,6%), seguido pelas Indústrias (7,3%), Primário (0,8%) e a categoria Outros (0,3%), que engloba o segmento Financeiro e o Terceiro Setor. Em relação ao setor das dívidas, a categoria Outros representou a maior parte delas (28,9%) seguida por Serviços (28,8%).

Ainda em julho, a análise por UF revelou que Alagoas foi o Estado com a maior taxa de inadimplência das empresas do país, com 42,4% das companhias com os CNPJs no vermelho. Em segundo lugar ficou Maranhão (40%), seguido por Roraima (38%), Amapá (37,4%) e Distrito Federal (37,1%).

Micro e pequenas empresas representam maior parte da inadimplência

Dentre as mais de 6,9 milhões de companhias negativadas, 6,5 são micro e pequenos negócios. Considerando apenas as empresas desses portes, existiam mais de 45,2 milhões de dívidas e a soma desses débitos totalizava R$ 126,4 bilhões. “Os empreendimentos de portes menores são, naturalmente, mais impactados pelas dificuldades financeiras, já que possuem menor fôlego no fluxo de caixa e pouca reserva emergencial”, explica Rabi.

https://mauricioaraya.com/2024/09/17/nordeste-tem-mais-de-11-milhao-de-empresas-inadimplentes/

#Alagoas #Amapá #Brasil #CNPJ #comércio #DistritoFederal #economia #empresas #inadimplência #indústria #IndicadorDeInadimplênciaDasEmpresas #LuizRabi #Maranhão #Roraima #SerasaExperian #serviços

Nordeste tem mais de 1,1 milhão de empresas inadimplentes

Segundo Serasa Experian, cenário nacional registrou 6,9 milhões de companhias com dívidas em julho, número que segue estável desde junho.

mauricioaraya.com