Mulheres em cena: Sonora celebra força criativa
Mulheres em cena: Sonora celebra força criativa
Mulheres em cena: Sonora celebra força criativa
A aguardada 6ª edição do Sonora – Festival Nacional de Compositoras em São Luís está chegando – e a programação completa do evento foi divulgada oficialmente, com oito compositoras maranhenses selecionadas, que irão celebrar a música autoral feminina feita no Maranhão nesta sexta-feira e sábado, 24 e 25 de outubro, no Casarão Laborarte (rua Jansen Miller, nº 42), no Centro Histórico de São Luís, com entrada gratuita e aberta a todos os públicos e gêneros.
ResumoO Sonora 2025 reúne oito compositoras maranhenses em dois dias de shows no Casarão Laborarte;
Oficinas e bate-papos abordam mercado musical e gestão de carreira feminina;
Festival integra rede internacional que valoriza a mulher compositora e a música autoral.
Entre as artistas, escolhidas pelas curadoras Isabella Bretz, Deyla Rabelo e Amanda Drumont, estão: ADH4RAA, Clara Madeira, Emanuele Paz, Klicia, Lidhia, OHANA, Paula Nordestina e Rayssa Jamylle.
Sonora – Festival Nacional de Compositoras 2025 libera programação completa“Cada uma delas traz uma trajetória única, marcada por identidade, força criativa e expressão musical plural. Seguimos celebrando o protagonismo feminino na música, conectando vozes, territórios e sonoridades”, analisa Deyla Rabelo, curadora e produtora executiva do festival em São Luís.
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Realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma), do governo do Maranhão, o Sonora 2025 terá, também, espaço para outras atividades em sua programação no Laborarte, como oficina, bate-papo e o ‘Espaço Kids’ – voltado para a criançada, que estará ativo nos dois dias de evento, durante as primeiras horas de shows.
Cantora Clara Madeira é uma das atrações do Sonora – Festival Nacional de Compositoras 2025 em São LuísNo dia 24, a curadora Amanda Drumont realizará o bate-papo Hackeando o sistema: falando de mercado musical, das 16h às 18h. Na ação, serão abordadas questões importantes para o trabalho do artista local, tais como: estratégias de comunicação, curadoria musical contemporânea e como hackear o sistema do mercado musical estando fora do eixo econômico do país.
Já no sábado, dia 25, das 8h às 12h e das 14h às 18h, o Sonora São Luís terá uma atividade para profissionalização da carreira musical, com a oficina Afina: ocorre, que será ministrada pela produtora cultural Mariana Cronemberger, e focará na formação prática e intensiva focada em mulheres artistas, abordando desde a criação de materiais profissionais (release, portfólio, EPK) até a gestão de carreira, finanças e comunicação.
Cantora Emanuele Paz é uma das atrações do SonoraAmbas as atividades são gratuitas, com vagas limitadas, livres para todos os gêneros e sujeitas à lotação do espaço. Já os shows em cada dia iniciam a partir das 18h30 – a programação terá, também, discotecagem e performance especiais da cantora Camila Reis (no dia 24, com as convidadas especiais Luciana Pinheiro e Andréa Frazão) e do grupo Samba de Mina (no dia 25).
Sonora – Festival Internacional de Compositoras
Considerado um dos maiores movimentos artísticos-culturais com foco em dar visibilidade e legitimar a presença da mulher compositora no cenário musical, rompendo com a lógica que a reconhece apenas como intérprete, o Sonora é realizado em São Luís desde 2016 e fortalece individualmente cada compositora por meio da coletividade, fomentando a criação e divulgação de trabalhos autorais através de shows 100% autorais e atividades complementares, por meio de diversas ações, como debates, oficinas e exposições.
Palco para celebração da música autoral feminina e nascido a partir da hashtag #mulherescriando, criada pela musicista Deh Mussulini, como um gesto simples e poderoso para mostrar ao mundo que há muitas mulheres criando música, o Sonora conquistou repercussão imediata – e inspirou compositoras, de diferentes lugares, a se unirem para colocar a mulher compositora no centro da cena.
Hoje, presente em mais de 60 cidades de 16 países, o Sonora conecta o Maranhão a uma rede internacional que celebra a diversidade de estilos, histórias e perspectivas femininas, reafirmando a música como território de liberdade, expressão e equidade.
Sonora – Festival Nacional de Compositoras
Sexta-feira, 24 de outubro
Sábado, 25 de outubro
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A celebração pelo 9 de agosto – Dia Internacional dos Povos Indígenas -, no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), será marcada pela sexta edição do Indígenas.BR – Festival de Músicas Indígenas. De 7 a 10 de agosto, uma programação que destaca a diversidade de músicas, línguas, danças, estilos e saberes dos povos originários ocupará o espaço, trazendo para o centro do debate temas urgentes relacionados aos direitos dos povos indígenas.
Além de shows e apresentações de povos indígenas, a programação contará com a abertura de exposição itinerante, lançamento de dicionário em uma língua indígena, desfile de moda originária, oficina de saber em extinção e documentários inéditos de povos maranhenses. Assinam a curadoria do festival em dupla pelo segundo ano consecutivo a musicista e pesquisadora Magda Pucci e a jornalista e cantora Djuena Tikuna.
Sexta edição do Indígenas.BR conta com abertura de exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa, lançamento de dicionário Xikrin-Português e outras atraçõesEm sua sexta edição, o festival desponta como um dos principais espaços de debate sobre cultura indígena no Brasil. “Desde as primeiras edições, pensamos o festival para ser uma constante dentro de nossa programação. É um espaço garantido para que os povos originários se expressem a partir da sua própria lógica de pensar e se relacionarem com o território em que vivem. O festival também é um instrumento de salvaguarda desses conhecimentos, já que conseguimos, para além das atrações ao vivo, gerar conteúdos e registros de memória”, afirma Gabriel Gutierrez, diretor do CCVM.
Música indígena ecoa no Teatro Arthur Azevedo
A abertura do festival ocorre no dia 7 de agosto, às 20h, no Teatro Arthur Azevedo, com entrada gratuita. A cantora Djuena Tikuna recebe convidados para o espetáculo Torü Wiyaegü, um ritual de resistência ancestral que traz as canções do último álbum da artista, lançado em 2022.
A proposta do show é fazer uma conexão entre as várias Amazônias. “Nossos cantos são mensagens de resistência que precisam ecoar cada vez mais longe, levando a voz de quem acredita no poder que a grande floresta tem para garantir a vida no planeta” afirma Djuena.
O show conta com a participação especial de alguns dos artistas que também comporão a programação do festival, como o tradicional grupo Wotchimaücü, artistas indígenas do povo Ka’apor; Akroá Gamella, do povo Tikuna; e uma projeção mapeada assinada pela artista visual Roberta Carvalho. Também se juntarão a Djuena a cantora paraense Aila e as maranhenses Flávia Bittencourt e Emanuele Paz.
Ao longo dos dias de festival, também se apresentarão no CCVM grupos das etnias Kaingang Nẽn Ga (PR) e Gavião (MA), e o DJ Eric Terena (MS).
Exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa
Encerrando o festival, no dia 10 de agosto, será aberta ao público a exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação, realizada pelo Museu da Língua Portuguesa, com correalização do CCVM e articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.
São Luís será a terceira cidade brasileira a receber a exposição sobre línguas indígenas do Brasil, que propõe um mergulho na história, memória e realidade atual dos idiomas dos povos originários do Brasil, através de objetos etnográficos, arqueológicos, instalações audiovisuais e obras de arte. A exposição busca mostrar outros pontos de vista sobre os territórios materiais e imateriais, histórias, memórias e identidades desses povos, trazendo à tona suas trajetórias de luta e resistência, assim como os cantos e encantos de suas culturas. A curadoria é da artista indígena e mestre em Direitos Humanos Daiara Tukano, e a cocuradoria é da antropóloga Majoí Gongora.
Uma das novidades da itinerância em São Luís são os objetos coletados em sítios arqueológicos do Maranhão que pertencem ao acervo do Centro de Pesquisa e História Natural e Arqueologia do Maranhão, do Museu Casa de Nhozinho e do próprio CCVM.
Lançamento de dicionário Xikrin-Português
Para marcar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, a Vale e o Instituto Indígena Botiê Xikrin (IBX) apresentam o Dicionário Ilustrado Xikrin-Português. A obra, que está alinhada aos compromissos da Ambição Social da Vale de apoiar os indígenas no acesso aos seus direitos, reúne cerca de 400 verbetes em quatro livros digitais e tem o propósito de auxiliar como material didático e em pesquisas de alunos e professores de escolas da Terra Indígena Xikrin do Cateté, no Pará.
O lançamento ocorre na inauguração da exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação.
Moda indígena em destaque
Uma das novidades da edição 2024 do festival, a moda indígena será abordada em dois momentos da programação: com a Conversa Aberta Estilistas Originários, que receberá os criadores We’e’ena Tikuna, Sioduhi e Patricia Kamayurá para compartilharem detalhes de suas experiências e desafios como idealizadores de suas marcas; e com o desfile Moda Indígena, em que os estilistas apresentarão peças de suas coleções ao público presente.
We’e’e’na TikunaWe’e’e’na Tikuna é artista plástica, designer de moda e sua grife foi a primeira a ser projetada inteiramente por uma indígena nativa, sem intermediários. Patrícia Kamayurá é estilista e ativista indígena do Território Xingu (MT), une ancestralidade e resistência em suas criações de moda, com destaque para os vestidos de linho pintados à mão e peças com grafismos. Piratapuya do Território Indígena Alto Rio Negro, no Amazonas, Sioduhi é fundador e diretor criativo da Sioduhi Studio, além de pesquisador e desenvolvedor da tecnologia Maniocolor, um corante têxtil à base de casca de mandioca.
Compartilhamento de saberes em extinção
O arco de boca Kaingang é longo e com uma curvatura suave, quase reto. No Dia Internacional dos Povos Indígenas, será realizada a oficina Arco de Boca Kaingang, onde saberes relativos a esse raro instrumento serão compartilhados com pessoas de gerações mais novas, interessadas em fortalecer os saberes ancestrais do povo Kaingang. Gomercindo Salvador Kanhgág é o único ancião que ainda toca o instrumento, o que torna essa troca de experiências ainda mais necessária e urgente.
Arco de boca Kaingang“As músicas e performances desse festival são reflexos das jornadas de pessoas indígenas que revelam suas formas de pensar a respeito de territórios, corpos e ancestralidades. Cada canto nos conduz pelos caminhos percorridos por essas pessoas, que foram guiadas por suas próprias histórias, mostrando um modo único de habitar o mundo. O Indígenas.BR – Festival de Músicas Indígenas é uma celebração dessas vozes e sons que carregam a essência de comunidades inteiras, oferecendo uma experiência imersiva e transformadora, permitindo que todos nós, ouvintes e participantes, possamos compartilhar e aprender com a sabedoria ancestral que ressoa em cada canto”, explica a curadora Magda Pucci.
Documentários inéditos de povos indígenas maranhenses
Tradição do festival, os documentários de povos maranhenses produzidos pelo CCVM ganham mais dois títulos ao acervo: Ka’apor – Guardiões dos Cantos e da Floresta e Piraí – Os Cantos da Encantaria Akroá Gamella. Os dois filmes foram dirigidos pela dupla Djuena Tikuna e Diego Janatã.
O Indígenas.BR – Festival de Músicas Indígenas é gratuito. Com exceção do show de abertura, toda a programação será realizada no CCVM, que fica localizado na rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís.
Programação completa do Indígenas.BR – Festival de Músicas Indígenas
7 de agosto – quarta-feira
8 de agosto – quinta-feira
9 de agosto – sexta-feira – Dia Internacional dos Povos Indígenas
10 de agosto – sábado
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Sexta edição do Indígenas.BR conta com abertura de exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa, desfile de moda, lançamento de dicionário Xikrin-Português e show de Djuena Tikuna no Teatro A…