Gilmar assume linha de frente do STF contra o mundo - Paulo Figueiredo

Com Moraes submerso e vácuo deixado por Fachin, Gilmar Mendes assumiu defesa do STF e de seus colegas, retribuindo gentilezas passadas O ministro Gilmar Mendes assumiu uma tarefa ingrata. O atual decano do STF puxou para si o protagonismo e assumiu a linha de frente no embate com a imprensa, com o Congresso e com qualquer outro crítico da Corte. O movimento coincide com a resistência interna da ala pragmática do Supremo ao atual presidente do tribunal, Edson Fachin, e com o vácuo deixado pelo próprio Fachin, que resiste a colocar a mão no fogo pelos colegas. A investida de Gilmar também acontece no momento em que o ministro Alexandre de Moraes, protagonista do Supremo desde 2019, precisou submergir após ver seu nome dragado para o escândalo do Caso Master. Até então, Moraes figurava como personagem principal no STF, por aguentar a pressão de ser o relator da “trama golpista” e por encarnar o papel de inquisidor-mor do bolsonarismo durante e depois do governo Bolsonaro. Após a imprensa divulgar que a esposa de Moraes tinha um contrato de R$ 129 milhões com Daniel Vorcaro, Gilmar assumiu a tarefa de se expor mais diretamente e defender seus colegas de Corte, retribuindo gentilezas passadas. Foi Moraes que, em 2019, se colocou na linha de tiro ao suspender investigações da Receita Federal sobre Gilmar e sua então esposa, a advogada Guimar Mendes, afastando auditores do órgão e paralisando eventuais apurações. Gilmar também é especialmente grato ao ministro Dias Toffoli. Em 2019, enquanto presidente do STF, Toffoli abriu o polêmico inquérito das fake news, justamente em um momento que o atual decano era um dos alvos das críticas. Estratégia defensiva A retribuição de gentilezas de Gilmar vai além dos pedidos de investigação e da rodada de entrevistas que ele tem dado para contra-atacar os críticos do STF. O decano também assinou decisões que ajudaram seus colegas. Foi Gilmar, por exemplo, quem impediu que os sigilos da Maridt, empresa da família de Toffoli chegassem à CPI do Crime Organizado no Senado e, consequentemente, vazassem para a imprensa que cobria a comissão. Independentemente das relações comerciais com o Banco Master, os documentos iriam expor Toffoli, de forma semelhante ao que aconteceu com Vorcaro e com Fábio Luís da Silva, o Lulinha, na CPMI do INSS. O decano do STF também assumiu o dever de comprar a briga com o relator da CPI do Crime, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que pediu o indiciamento de Toffoli, de Moraes e do próprio Gilmar eu seu relatório final. Foi Gilmar quem acionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pedindo investigação contra Vieira. É ele também quem espalha a tese de que o senador não estaria protegido pela imunidade parlamentar neste caso. As entrevistas de Gilmar O ministro tem se dedicado ainda a defender a Corte diante das acusações de relações com Vorcaro. Nas últimas semanas, ele agendou entrevistas com os principais veículos de comunicação do país. Entre eles, o Metrópoles. Em entrevista ao Jornal da Globo, por exemplo, Gilmar culpou a imprensa, e não seus colegas de Supremo ou até mesmo caciques políticos do Centrõa, por levar o Caso Master à Praça dos Três Poderes. Ele ainda comprou a briga pública com o ex-governador de Minas, Romeu Zema, após o pré-candidato do Novo à Presidência subir o tom em sua plataforma eleitoral contra “abusos” de ministros do Supremo. Gilmar pediu que Moraes inclua Zema no inquérito das fake news — que virou um balaio de gato, onde cabe qualquer defesa de ministros do STF — por uma propaganda com fantoches representando membros da Corte. O movimento de Gilmar, na avaliação de integrantes e observadores do Judiciário, foi coordenado com Moraes, Toffoli e Flávio Dino, último integrante do quarteto que dá as cartas no STF. Crédito Metrópoles

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Agentes da PF pedem para cidadão retirar faixa de "ladrão" em cidade que ia receber Lula - Paulo Figueiredo

Vídeo que circula nas redes sociais mostra a interação do morador com os agentes; eles mencionam que superiores poderiam ‘impor’ a retirada do material Um morador de Presidente Prudente (SP) foi abordado por agentes da Polícia Federal (PF) para retirar uma faixa com a palavra “ladrão” exibida na janela de seu apartamento, na cidade que receberia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, 27. Fontes ouvidas pela equipe de Oeste confirmaram que os agentes envolvidos pertencem à corporação. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a interação do morador com os agentes da PF. Nas imagens, eles mencionam que superiores poderiam “impor” a retirada do material. Segundo o relato, a faixa não citava diretamente o nome de Lula. Outras faixas, que se encontram no mesmo condomínio, também mostram frases de apoio ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP). O vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Leonardo Barchini estiveram na cidade do interior paulista para inaugurações e entregas nas áreas de saúde e educação. Lula, que se recupera de cirurgia para retirada de câncer de pele, não viajou para Presidente Prudente. Reações de políticos diante da postura de agentes da PF Em publicação nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a ação dos agentes da PF. Ele destacou o fato de a faixa com “ladrão” não fazer referência direta ao petista. O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), classificou o episódio como “absurdo”. Em publicação, afirmou que a faixa estava na propriedade do morador e indagou a atuação dos agentes. Já o vereador paulistano Rubinho Nunes (União) afirmou que houve violação de liberdade de expressão. Ele, que é advogado, disse esperar apuração dos órgãos competentes e criticou a eventual retirada do material. Crédito Revista Oeste

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Vorcaro quer fechar delação até o fim da semana - Paulo Figueiredo

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro trabalha para fechar proposta delação premiada ainda nesta semana, para enviá-la ao STF Preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília desde 19 de março, o banqueiro Daniel Vorcaro trabalha para fechar sua proposta de delação premiada ainda nesta semana. A ideia dele é entregar o material à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no início de maio. De lá, a proposta será enviada ao ministro do STF André Mendonça, para homologação. Desde que foi transferido para a Superintendência da PF, Vorcaro tem tido reuniões diariamente com seus advogados. Os encontros acontecem nos dias de semana, das 9h às 17h. Nem mesmo a infecção urinária que Vorcaro teve paralisou as reuniões. O único período em que não houve encontros foi nos cinco dias em que a PF não permitiu, por causa de uma dedetização e do feriado. A negociação para delação A delação tem sido negociada pelo advogado José Luís Oliveira Lima, o Juca. Um dos filhos de Juca que também é advogado tem ajudado o pai nas reuniões com o dono do Master na prisão. Outro que atua na delação é o advogado Sérgio Leonardo. Amigo de Vorcaro, Sérgio também é um dos responsáveis por organizar a logística das reuniões e visitas ao banqueiro. Em sua delação, Vorcaro deve entregar políticos, empresários e agentes do mercado financeiro que participaram do esquema. Ele também pretende devolver uma grande quantia de dinheiro. Crédito Metrópoles

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#gazetadopovo #esquerda #direita #politics ELEIÇÕES DE OUTUBRO: LULA ESTÁ APAVORADO? - ÚLTIMA ANÁLISE https://www.youtube.com/watch?v=P8Z2rTkaa2I
ELEIÇÕES DE OUTUBRO: LULA ESTÁ APAVORADO? - ÚLTIMA ANÁLISE

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Governo Lula: CGU encontra falhas em licitação de R$ 230 milhões do Ministério da Saúde - Paulo Figueiredo

Auditoria identifica problemas de planejamento, exigências restritivas e risco à concorrência na compra de unidades odontológicas móveis A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou inconsistências em um processo licitatório de R$ 228 milhões conduzido pelo Ministério da Saúde para adquirir 600 unidades odontológicas móveis. Segundo o relatório da auditoria, houve deficiências no planejamento da contratação e fragilidades nos mecanismos de controle, o que pode ter comprometido a competitividade do certame. A análise se refere ao pregão eletrônico 90105/2024, realizado pelo Departamento de Logística em Saúde, conforme divulgado inicialmente pelo portal Metrópoles. A disputa foi homologada em favor da empresa IVG Brasil Ltda, com preço unitário de R$ 379 mil por veículo, totalizando R$ 227,9 milhões. De acordo com a auditoria, decisões relevantes foram tomadas sem fundamentação técnica consistente no Estudo Técnico Preliminar, exigido pela nova Lei de Licitações. Um dos pontos questionados foi a ampliação do número de unidades — inicialmente previsto em 360 e posteriormente elevado para 600 — sem apresentação de critérios claros ou memória de cálculo que justificasse a mudança. Também foram alvo de críticas exigências previstas no edital, como garantia de 36 meses sem limite de quilometragem, uso de gerador rebocado a gasolina e instalação de ar-condicionado do tipo motorhome. Para a CGU, não houve demonstração, com base em análise de custo-benefício, de que tais especificações seriam mais vantajosas que alternativas disponíveis no mercado. As condições, segundo o órgão, restringiram o número de empresas aptas a participar. Outro problema apontado foi a concentração de atribuições em poucos servidores. A escassez de pessoal levou um mesmo agente público a atuar em diferentes fases do processo, incluindo planejamento, validação de documentos e futura fiscalização contratual, o que contraria o princípio de segregação de funções. CGU fez alerta preventivo ao Ministério da Saúde em 2024 A CGU informou ainda que havia emitido, em outubro de 2024, um alerta preventivo com recomendações de ajustes, mas as orientações não foram plenamente atendidas. Apesar disso, a licitação seguiu até sua conclusão. O edital prevê que as unidades sejam destinadas a regiões remotas e a populações em situação de vulnerabilidade. Como medidas, a controladoria recomendou a capacitação das equipes envolvidas, o uso mais rigoroso do Estudo Técnico Preliminar e a adoção de uma política formal de segregação de funções. O objetivo é reduzir riscos, ampliar a concorrência e garantir maior eficiência nos gastos públicos. Crédito Revista Oeste

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#gazetadopovo #esquerda #direita #politics INQUÉRITO PARA CRIMES FUTUROS? DELTAN ESCANCARA O PLANO DO STF | CAFÉ COM A GAZETA https://www.youtube.com/watch?v=G6LUipm5KrM
INQUÉRITO PARA CRIMES FUTUROS? DELTAN ESCANCARA O PLANO DO STF | CAFÉ COM A GAZETA

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#gazetadopovo #esquerda #direita #politics AO VIVO 🔴 Investigação contra Lulinha gera guerra entre ministros - SEM RODEIOS https://www.youtube.com/watch?v=bASwydR8Cs0
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Abri o Jogo: A Lei Magnitsky Vai Voltar?

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Cármen Lúcia impede processo de ser votado no STF há 13 anos - Paulo Figueiredo

Ministra concedeu cautelar em processo sobre distribuição de royalties de petróleo em 2013 e nunca mais devolveu caso para votação A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), bateu um recorde neste mês: mantém há 13 anos um processo parado em seu gabinete. Trata-se da medida cautelar mais antiga em tramitação na Corte. Em 18 de março de 2013, a ministra decidiu, de forma monocrática, suspender diversos trechos de uma lei aprovada pelo Congresso que trata da distribuição dos royalties de petróleo e gás natural. Nunca mais devolveu o processo para julgamento no plenário. Pelas novas regras, os estados produtores — sobretudo Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo —, que detinham 26,25% dos royalties, passariam a receber 20%. Em contrapartida, a fatia destinada a estados e municípios não produtores subiria de 8,75% para 40%. A mudança buscava reduzir a concentração de receitas em cidades produtoras, ampliando a repartição entre entes federativos que, embora impactados pela atividade, não participam diretamente da extração. Enquanto o processo não é liberado para julgamento, permanecem em vigor os critérios de distribuição anteriores à Lei nº 12.734/2012. Ao longo desses 13 anos, o caso chegou a ser pautado para julgamento no plenário, mas sucessivos recuos da própria relatora impediram seu desfecho. Atendendo a pleitos de estados interessados, Cármen Lúcia suspendeu reiteradamente a análise, sob o argumento de que haveria espaço para a construção de um acordo federativo — entendimento que jamais se concretizou. A demora se acentua ainda mais diante de episódios recentes. Em 2022, a então presidente do Supremo, Rosa Weber, determinou que todas as medidas cautelares em vigor fossem submetidas ao plenário no prazo de 90 dias úteis. No entanto, no último dia desse prazo, em 14 de junho de 2023, a relatora contornou a exigência ao remeter o processo ao núcleo de conciliação do Tribunal, evitando sua apreciação imediata. A iniciativa, porém, não foi acompanhada de ações efetivas para viabilizar um acordo entre as partes. Apenas em março de 2026 o caso voltou a ser incluído em pauta, sem nenhum registro de progresso na tentativa de conciliação. A próxima tentativa de colocar o assunto em votação do plenário será no dia 6 de maio. A data foi definida pelo presidente do Supremo, ministro Edson Fachin. A coluna apurou que a disposição da ministra é pedir novo adiamento. Ministra também retardou julgamentos no TSE O estilo da ministra Cármen Lúcia também se repete no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Atual presidente da Corte, a ministra levou dois anos para pautar o julgamento do processo que pode resultar na cassação do ex-governador de Roraima Antonio Denarium (Republicanos) e de seu então vice, Edilson Damião (Republicanos). Ambos foram condenados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) em quatro ocasiões por uso da máquina pública — com distribuição de bens e serviços — para compra de votos, mas permaneceram nos cargos devido à demora do TSE em analisar o recurso. O governador renunciou ao mandato no dia 5 de abril para disputar o Senado em outubro. Se for cassado, pode ficar inelegível por oito anos. A lentidão também se repetiu no julgamento que culminou na cassação de Cláudio Castro, então governador do Rio de Janeiro. O caso só foi julgado após pressões de colegas da ministra na Corte eleitoral. O caso levou quatro anos para ser votado. Dois dele parado no TSE. Crédito Metrópoles

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Expus a Reportagem da Oeste Que Assustou os Leitores - Paulo Figueiredo

Qual é a sua opinião? Não devemos falar sobre esse assunto para não “dividir a direita” ou, então, a verdade deve mesmo vir à … source

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