Lula diz que quer criar Ministério da Segurança Pública no país - Paulo Figueiredo

Governo Lula III já tem 38 ministérios Nesta quarta-feira (8), o presidente Lula (PT) afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública. A declaração foi dada durante entrevista ao site ICL Notícias. Segundo ele, a medida depende da aprovação de uma PEC que define o papel da União na área. Atualmente, a segurança pública está vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Wellington César Lima e Silva. O governo Lula III possui hoje 38 ministérios. Durante a entrevista, Lula disse que deseja ampliar a participação do governo federal nas ações de combate ao crime e na coordenação das políticas de segurança no país. – Estou querendo que seja aprovada a PEC, porque eu quero criar um Ministério de Segurança Pública. Porque aí nós vamos ter que definir qual é o papel da União. O papel não tem que pedir autorização para o Estado para você poder fazer uma intervenção – disse o petista. Lula também citou a necessidade de ampliar o número de agentes federais e reforçar a atuação nas fronteiras e nas rodovias. – Então, o que nós queremos, na verdade, é fazer uma política de segurança pública muito séria, aumentando o número da polícia federal, aumentando a inteligência, cuidando das nossas fronteiras, aumentando a Polícia Rodoviária Federal, colocando ela para tomar conta das estradas e criar uma guarda nacional. Segundo o presidente, a ideia é criar uma força de resposta rápida para situações de violência grave ou tentativa de domínio territorial por facções. Ele afirmou ainda que o novo ministério poderá ser anunciado logo após a eventual aprovação da proposta no Congresso. Ele também defendeu destinar um orçamento exclusivo para a nova pasta a fim de garantir que os projetos tenham andamento sem “pedir esmola”, defendendo que seja “um orçamento robusto” para o Ministério. Crédito Pleno.News

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Zettel planeja delação que corrobore a de Vorcaro - Paulo Figueiredo

Plano da defesa é minimizar participação do cunhado do ex-banqueiro O acordo de colaboração premiada do empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, será uma espécie de complemento da delação do dono do Banco Master. As defesas do ex-banqueiro e de seu cunhado trabalham em conjunto para alinhar que as revelações apresentadas por Vorcaro sejam corroboradas por provas fornecidas por Zettel. Segundo fontes ouvidas pela CNN, os dois acordos formarão “um combo” para revelar as fraudes do Banco Master e as conexões do ex-banqueiro com autoridades da República. A reportagem apurou ainda que a participação de Zettel será minimizada pelas defesas, no sentido de que ele não teria acesso a todos os encontros, às negociatas e aos acordos firmados. O relatório da Polícia Federal, porém, aponta o pastor como o principal operador financeiro do esquema. Como já mostrou a CNN, a defesa de Vorcaro reúne dados e documentos para anexar à proposta de delação premiada que apresentará à PF em blocos, dividindo o material em ao menos cinco anexos. A expectativa, tanto de advogados quanto de integrantes da PF, é que esse processo de levantamento de informações leve cerca de 45 dias. A fase de depoimentos deve começar na sequência. Com todo o material em mãos, a PF vai julgar se há elementos que sustentem uma delação premiada, como quer o ex-banqueiro, e se há novidades além de tudo o que já foi levantado pela investigação, como mensagens, e-mails, transações financeiras e nomes. O ex-banqueiro quer tentar tirar do rol de acusações contra ele o crime de organização criminosa. Além disso, ele também pretende se desvencilhar do apontamento de que seria o líder do esquema. Um dos motivos é que, em um acordo de delação, para entregar informações de uma organização criminosa, em tese, o delator precisa entregar “o andar de cima”, ou seja, quem seria o chefe da organização. Retirando essa acusação, como tenta negociar a defesa, ele tende a entregar informações sobre outras pessoas envolvidas de forma horizontal nas fraudes bilionárias do extinto Banco Master e suas ligações políticas. Vorcaro está preso desde 4 de março por tentativa de atrapalhar as investigações e ameaças a testemunhas. Crédito CNN Brasil

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Lula em 2026: "Não decidi se vou ser candidato" - Paulo Figueiredo

Presidente coloca reeleição em dúvida enquanto pesquisas indicam empate técnico com Flávio O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 8, que ainda não definiu se disputará a reeleição. Em entrevista ao portal ICL Notícias, o petista declarou que a palavra final sobre o pleito de outubro ocorrerá apenas nas convenções partidárias, entre julho e agosto. Apesar da dúvida, ele admitiu logo depois que “dificilmente” deixará de concorrer. “Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato.” A fala surge em um momento de desgaste na aprovação do governo. Lula condicionou a participação na disputa à necessidade de reconstruir alianças políticas e apresentar um projeto inédito para o país. Ele afirmou que pedirá ao PT uma estrutura de apoio mais forte para sustentar a chapa presidencial. O fator experiência Lula também rebateu os questionamentos sobre seu desempenho com foco na própria biografia. O presidente se classificou como o político com o maior acúmulo de experiência no Brasil. Segundo ele, nenhum outro adversário detém a bagagem necessária para gerir o Executivo nacional neste momento. O petista afirmou que precisará levar novas propostas às convenções de junho para convencer a base aliada. A estratégia foca usar sua trajetória como diferencial, mesmo com a necessidade de renovar as promessas de campanha para atrair o eleitorado. Sobre os problemas estruturais do país, como o aumento do endividamento dos brasileiros, ele disse: “Tá tudo ruim ainda”. A declaração de incerteza coincide com a divulgação da pesquisa Meio/Ideia nesta quarta-feira, 8. O levantamento mostra um empate técnico entre Lula e o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, em uma simulação de segundo turno. O parlamentar aparece numericamente à frente, com 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% do atual presidente. Crédito Revista Oeste

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#gazetadopovo #esquerda #direita #politics Reportagem da Gazeta do Povo revela 104 DECISÕES ABUSIVAS de Alexandre de Moraes https://www.youtube.com/watch?v=pD7TGZjvUew
Reportagem da Gazeta do Povo revela 104 DECISÕES ABUSIVAS de Alexandre de Moraes

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#Paulofigueiredo #direita #politica #noticias #politics Eles Querem A Todos Custo Tirar a Família Bolsonaro da Política https://www.youtube.com/watch?v=NEH-WO6P3pg
Eles Querem A Todos Custo Tirar a Família Bolsonaro da Política

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#kimpain #direita #politica #politics Delação e Investigação: 5x4 CONTRA D.Pedro III e o FATOR Bessias + Esquerda AFUNDA Com LULA https://www.youtube.com/watch?v=yazbO-4JOkM
Delação e Investigação: 5x4 CONTRA D.Pedro III e o FATOR Bessias + Esquerda AFUNDA Com LULA

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Eduardo Bolsonaro Está Sabotando a Candidatura de Flávio? - Paulo Figueiredo

Qual é a sua opinião sobre essa briga toda? Paulo Figueiredo deu a dele… Torne-se meu apoiador: … source

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BRB comprou R$ 1,5 bilhão em fundos da Reag após Carbono Oculto - Paulo Figueiredo

Documentos exclusivos obtidos pelo Metrópoles revelam que ativos têm mesma característica da fraude investigada pela PF na Carbono Oculto O Banco de Brasília (BRB) comprou R$ 1,5 bilhão em ativos que pertenciam ao Master e estavam investidos em fundos administrados pela Reag. As transações aconteceram depois que esta instituição financeira já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que investigava a utilização de fundos da Reag pelo PCC para lavar dinheiro. Boa parte dos ativos comprados pelo BRB – na verdade, admitidos em troca de devolução de carteiras fraudadas do Credcesta – tem as mesmas características de “fundo sobre fundo” apontadas pela PF como parte da fraude investigada na Carbono Oculto e que viria a causar a liquidação da Reag, e do próprio Master, em novembro de 2025. Documentos obtidos com exclusividade pelo Metrópoles, a partir da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostram que as compras foram aprovadas pelas instâncias decisórias do BRB e pagas pelo Banco de Brasília antes da produção dos pareceres de risco que apontavam a semelhança com o que era investigado na Carbono Oculto. Quatro operações foram realizadas a toque de caixa, todas elas concluídas no dia 30 de setembro de 2025, a tempo de aparecerem nos balanços de terceiro trimestre tanto do BRB quanto do Master. O Banco de Brasília se livrava de carteiras sabidamente podres do Credcesta e as trocava por ativos que tinham aparência de serem saudáveis. Parecer assinado em 24 de setembro pela Diretoria de Finanças e Controladoria (Dific) e pela Superintendência de Operações Financeiras (Suope) do BRB aponta que a situação “impunha ao BRB postura ainda mais diligente na condução da proposta“. Havia “risco elevado e prazo exíguo” para avaliar os ativos que o Master oferecia para resolver o problema. Ainda assim, tudo foi aprovado. Sociedade do BRB com Roberto Justus explicada Em um dos negócios, o BRB comprou, por R$ 350 milhões, 100% das cotas do fundo FIP SH, que era dono de 30% das ações da Stellcorp, empresa de casas modulares. Isso explica como o BRB tornou-se sócio de Roberto Justus, que descobriu isso em janeiro de 2026, como ele próprio afirmou. Para fechar negócio rapidamente, foi combinado desconto de 33,25% no valor das ações, com cláusula que beneficiava o Master: se o BRB vendesse as ações no futuro por um valor mais alto, os dois dividiriam os lucros. Já o risco de desvalorização ficava todo com o BRB. O parecer conjunto de cinco superintendências do BRB apresenta diversas ponderações. Entre os alertas, estava o fato de que o fundo era administrado pela Reag e o Banco de Brasília ficaria a mercê dos interesses de uma entidade investigada na Carbono Oculto. O documento da área técnica do BRB também advertiu que o Master estava envolvido em “múltiplas investigações e com risco elevado de solvência”. Isso sem contar que o fundo investia em um único ativo, de baixa liquidez e rentabilidade incerta. As superintendências do BRB destacaram que o fundo era do tipo exclusivo com um único cotista: “Uma situação indesejável para fins de PLD/FTP (Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Combate ao Financiamento do Terrorismo)“, já que omitia o beneficiário final do fundo, que passaria a ser o BRB. Tanto é que o próprio “dono” da Stellcorp, Roberto Justus, não sabia quem era seu sócio. Fundo inflado artificialmente Também em 30 de setembro de 2025, o Master pagou R$ 300 milhões pela compra de 83% das cotas do fundo FIP Trevi, que, por sua vez, era dono de 30% do patrimônio do FIP Novo Bairro. A aquisição aconteceu apesar de o BRB não ter ideia de onde o dinheiro chegava, já que documento mais recente do FIP Novo Bairro, também administrado pela Reag, havia sido enviado à Comissão de Valores Mobiliários um ano antes, citando carteira de R$ 300 milhões. Reportagem do Estadão mostrou que o FIP Novo Bairro investia na Novo Bairro S/A, empresa constituída para construir um condomínio em São Paulo a partir de empréstimos do Master. Em agosto – logo, na véspera do negócio citado nesta matéria –, a Reag alterou artificialmente a avaliação do patrimônio líquido do Novo Bairro S/A, de R$ 400 mil para R$ 1,7 bilhão. Assim, se o negócio tivesse sido feito em agosto, o BRB teria recebido 25% de um fundo que valia R$ 400 mil – logo, R$ 100 mil. Em 30 de setembro, com o valor do empreendimento corrigido artificialmente, os mesmos ativos valiam R$ 423 milhões, tendo sido comprados com “desconto” por R$ 300 milhões. Fundo sobre fundo sobre fundo… Outros R$ 315 milhões foram destinados à compra de 70% das cotas do Fundo de Investimento Imobiliário (FII) Brazil Realty, administrado pela Reag. Um dos relatórios da área técnica alertava que o fundo tinha estrutura “altamente concentrada e composta por ativos com baixa visibilidade pública”. Tratava-se de uma ampla cadeia de fundos sobre fundos, explicada no gráfico abaixo, que desencadeava em diversos projetos imobiliários na região de Belo Horizonte (MG), reduto da família Vorcaro. Na prática, o Master oferecia um terreno onde a família Vorcaro pretendia lançar, este ano, um projeto do Minha Casa Minha Vida, denominado Mountain View; o projeto de um hospital em Nova Lima, um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) da própria Reag; e 100% de um terreno urbano de 76 mil m² em Contagem, avaliado em R$ 300 milhões. Chama a atenção o laudo de precificação desse terreno, que calculou cada metro quadrado a R$ 3,9 mil a partir de pesquisa que mostrava como exemplo outro imóvel na mesma cidade com o metro quadrado cotado a R$ 984 – quatro vezes menos. Isso apesar de o terreno que agora pertence ao BRB ser menos atrativo: tem uma das laterais em curva, faz divisa com a linha do trem e só uma pequena frente que dá para a avenida. A quarta operação envolvendo a Reag foi a compra, por R$ 350 milhões, das ações do fundo Strelitzia FIP, dono de 39% do Grupo Alife Nino, por sua vez proprietário de diversos bares e restaurantes, como o Nino, o Tatu Bola e o Boa Praça.

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“Salvar a democracia” não convence e STF enfrenta desgaste inédito entre advogados - Paulo Figueiredo

A desconfiança crescente da população no Supremo Tribunal Federal (STF) agora atinge também a classe jurídica, com 62,82% dos advogados avaliando negativamente a atuação da Corte e 85% defendendo mandatos fixos de no máximo dez anos para ministros. É o que mostra o resultado parcial de uma pesquisa da comissão de estudos Reforma do Judiciário, da seccional São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), que já ouviu 12,7 mil profissionais do estado. Se em 2023 juristas renomados ainda defendiam os arbítrios do Supremo como uma forma de “salvar a democracia” brasileira, agora apenas uma pequena parcela da classe enxerga positivamente os atos dos magistrados (para 9,86% deles a atuação da Corte é positiva, enquanto somente 3,65% a veem como muito positiva). Juristas ouvidos pela Gazeta do Povo analisam tratar-se de uma “crise inédita” do STF, com um “esgotamento também entre a classe jurídica”, que é “mais visível, mais estruturado e mais difícil de ignorar”, o que não se percebia entre 2020 e 2024, por exemplo. Segundo a pesquisa da OAB-SP, quase metade dos advogados (47,69%) avalia, hoje, a atuação do STF como muito negativa. Outros 15,3% têm uma visão negativa do Supremo, enquanto 19,83% o enxergam como regular e 3,84% não sabem opinar. Segundo o órgão, este é o primeiro estudo da seccional paulista sobre o Judiciário, não havendo, portanto, série histórica para comparação. O levantamento segue recebendo respostas de advogados, de forma online, ainda sem data para terminar. A parcial divulgada nesta semana tem base em consultas feitas entre dezembro de 2025 e março de 2026. Para o professor de Direito Constitucional Alessandro Chiarottino, a continuidade de inquéritos ilegais, a persistência em decisões com viés político e os escândalos atuais – com o caso Master sendo um divisor de águas – levaram a esse “descontentamento muito grande com o STF atual”. “Em anos anteriores, de 2020 a 2024 por exemplo, a situação era bem diferente. Agora parece haver um esgotamento também entre a classe jurídica”, avalia. Apesar de defender a escolha por um colegiado e a redução do mandato dos ministros para oito anos como “mudanças extremamente necessárias”, o constitucionalista não crê em uma alteração nos rumos da atuação do STF em curto prazo. “Acho difícil, porque o Tribunal fala para uma bolha de apoiadores. Mas se esses escândalos se aprofundarem, aparecerão fissuras”, aposta. Já na análise do ex-juiz Adriano Soares da Costa, especialista em Direito Eleitoral, “as coisas caminham para uma ruptura institucional”, o que pode ser percebido por “atores políticos que antes defendiam o Supremo, por razões de ‘trama golpista’, como a imprensa e formadores de opinião”, agora mudando radicalmente sua visão em relação à Corte. “O Supremo está diante de uma crise inédita, que não se resolve com panos quentes. De um jeito ou de outro a sociedade brasileira exige uma solução. Não se pode dizer ‘salve os ministros e jogue fora a Corte’. É preciso salvar a Corte, ainda que ao custo de algum ministro ter que sair. Há uma percepção cada vez mais arraigada e generalizada de que o Supremo Tribunal Federal tem ministros envolvidos com o banco Master de uma forma não republicana”, acentua. Nesse sentido, Costa acredita que o STF provavelmente seja um dos grandes temas do processo eleitoral deste ano. “A eleição do Senado pode ter como tema central o compromisso de senadores, diante da sociedade, em relação ao Supremo Tribunal, de fazer mudanças. Não necessariamente só a pauta do impeachment de ministros, mas uma reforma do judiciário, que parece claro a todos ser necessária”, acrescenta. Relação dos ministros com advogados Costa lembra que a legitimidade de uma corte constitucional se baseia nos pilares da credibilidade e da previsibilidade, ambos fragilizados no caso do STF. “A credibilidade da Corte evaporou com o caso Master. O Supremo nunca esteve envolvido em suspeitas tão graves de corrupção de seus membros. Há dois ministros que não estão sendo investigados por omissão da PGR, mas os dados expostos os deixam em uma situação muito delicada, não só de crescimento patrimonial injustificado, como de relações pessoais muito próximas, aliás até íntimas, com esse empresário enredado em fraudes”, diz, acrescentando que, antes do Master, a percepção crescente de alianças com o Executivo já minava a credibilidade do Supremo. Já a previsibilidade, acrescenta o jurista, se compromete à medida em que as decisões “nas causas mais complexas se resolvem não por aspectos jurídicos mas por coloração política”, o que impacta diretamente na segurança jurídica do país. “Muda-se a jurisprudência como quem muda de roupa”, critica. Para Costa, um exemplo grave nesse sentido é a permissão de que escritórios em que familiares de ministros atuem não estejam mais impedidos de defender causas que os mesmos ministros possam julgar. “Os próprios advogados hoje questionam tanto o Supremo porque se criou uma grande e grave percepção de que, para se ter sucesso no STF, é preciso estar atrelado ao escritório de algum familiar. Isso quebra o sentido de credibilidade e isenção necessárias a uma corte constitucional”, explica. Presidente da Federação Nacional dos Institutos dos Advogados (Fenia), Flávio Buonaduce Borges acrescenta que “mais do que algo inédito” o descontentamento atual dos juristas com o STF é “mais visível, mais estruturado e mais difícil de ignorar”. Isso se daria por um acúmulo de fatores, que vão desde uma maior percepção de centralização decisória, com críticas à expansão de decisões monocráticas, até um desconforto com o julgamento virtual, por esvaziar a oralidade e a colegialidade. “E, sobretudo, a impressão de distanciamento entre a Corte e os jurisdicionados, inclusive a advocacia”, avalia. Advogados querem fim de mandato vitalício para ministros Enquanto 82% dos juristas ouvidos pela OAB-SP acham que a forma como os ministros são escolhidos deveria mudar (10,23% defendem a manutenção do modelo atual e 7,88% não têm opinião), quase 85% querem o fim dos mandatos vitalícios para magistrados. Para 64,1% dos juristas, os ministros deveriam ocupar o cargo por oito anos. Já 20,63% defendem mandatos de dez anos, 8,31% preferem que sigam sendo vitalícios e 6,96% não têm opinião formada. Hoje, no Brasil, ministros do

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Desembargador que viajou com Nunes Marques deu liminar favorável a filho do ministro, diz jornal - Paulo Figueiredo

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) Newton Ramos teria concedido uma liminar favorável ao filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, o advogado Kevin de Carvalho Marques, um mês após viajar com o ministro para Maceió (AL), em novembro de 2025. As informações são de reportagem do jornal Estadão.  Ramos é casado com a advogada Camilla Ewerton Ramos, responsável por organizar e custear o voo até a capital alagoana. A reportagem disse que Camilla atua judicialmente para o Master em processos no STF. Conforme o Estadão, a advogada teria dito que a contratação da aeronave, que pertence a uma empresa ligada ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi privada, para celebrar seu aniversário com amigos. A Gazeta do Povo tentou contato com o desembargador, por meio do TRF-1, e com o ministro Nunes Marques, por meio do STF, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestações.  Desembargador negou impedimento em liminar que envolveu filho de Nunes Marques À reportagem do Estadão, o desembargador afirmou que o caso [da liminar favorável ao filho do ministro do STF] “não se enquadra nas hipóteses legais de impedimento”. O filho de Nunes Marques não quis se manifestar ao jornal. Segundo a reportagem, Kevin foi advogado em um processo do TRF-1 movido por uma refinaria, com o objetivo de contestar uma fiscalização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que terminou na interdição da refinaria.  Em dezembro de 2025, os advogados teriam solicitado uma decisão liminar provisória para suspender o julgamento do processo. Apesar de não ser o relator do processo, o desembargador teria atuado como relator substituto e proferiu a decisão liminar acolhendo o pedido.  Ainda conforme a reportagem, a relação do desembargador do TRF-1 e do ministro do STF existe desde a época em que Nunes Ramos também era desembargador do TRF-1. Na época, Ramos era juiz federal de primeira instância e atuou como juiz auxiliar de Nunes Marques quando ele era vice-presidente do tribunal, entre os anos de 2018 e 2020. Em 2023, com apoio de Nunes Marques nos bastidores, Ramos foi promovido a desembargador do TRF-1.  Crédito Gazeta do Povo

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