Nos EUA, 400 pessoas controlam um patrimônio líquido maior do que 60% da população mais pobre, isto é, 150 milhões de pessoas. A perspectiva é que a generalização da IA nos processos produtivos vai ampliar esse abismo social.
Uma parte dos capitalistas, como o CEO da Black Rock, vejam só, uma turma que não vai abrir mão do aumento da produtividade das suas empresas, está com medo do que isso pode causar ao próprio capitalismo. Nos próximos anos a produtividade global pode aumentar em 5% nos próximos dois anos, com redução de 40% de pessoas empregadas. É uma bomba relógio.
O Assunto: A crise do modelo econômico e a inteligência artificial
Página do episódio: https://omny.fm/shows/o-assunto-1/a-crise-do-modelo-econ-mico-e-a-intelig-ncia-artificial

A crise do modelo econômico e a inteligência artificial - O Assunto
Convidado: Eduardo Giannetti da Fonseca, economista, professor e escritor. Em março, o CEO da maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock, enviou uma carta aos investidores com uma previsão: “o velho modelo do capitalismo está se fragmentando”. No comunicado, Larry Fink afirma que a riqueza está cada vez mais concentrada e aponta o risco de que a inteligência artificial amplie ainda mais a desigualdade. É uma ideia que está em linha com o relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em dezembro de 2025: o texto indica que a IA deve gerar ganhos de produtividade de até 5% em alguns setores da economia nos próximos dois anos, mas alerta que a tecnologia pode impactar até 40% dos empregos no mundo e ampliar a desigualdade entre países e dentro das próprias sociedades. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Eduardo Giannetti da Fonseca para analisar o impacto dessa nova revolução tecnológica no modelo econômico e na ampliação da desigualdade. O economista explica o momento histórico que vivemos, que chama de “fim do ciclo da globalização”, e projeta mais pressões por políticas públicas.





