Cada vez que tengo que repeinar las neuronas para trabajar haciendo mapas, me acuerdo de aquel cuento de Borges, en el que un reino entusiasmado con la cartografía, al querer registrarlo todo acabó con un mapa tan enorme que acabó despedazado, pisado, destrozado… ;-)

#mapa #cartografía #borges

32  | Incorporar-se a vida…

Cara R, passei a madrugada com a sua poesia e amanheci embriagada. Fazia dias que não acompanhava o despertar do dia. Coloquei a chaleira no fogo para um chá. Framboeza com limão siciliano e fui andar pelo quintal. Enquanto observava as ranhuras no chão, lembrei-me de um texto escrito por Borges, que é uma dessas leituras que não cabem dentro de um único momento.

Gosto imenso quando os autores trazem luz às sombras que inventamos pelos caminhos. Na semana passada… experimentei isso. Respondi em meia dúzia de linhas: o que é um romance? Afastei-me da ideia pronta. Ignorei os moldes oferecidos… e escrevi como quem escolhe ingredientes para uma receita ancestral.

O Poeta português José Luís Peixoto fez algo parecido nas primeiras linhas de seu livro: a criança em ruínas. Diz ele, com a calma de quem inspira e expira — os lugares onde sou, o poema sou eu, as minhas mãos nos teus cabelos, o poema é o meu rosto, que não vejo, e que existe porque me olhas, o poema é teu rosto, eu, eu não sei escrever a palavra poema, eu, só sei escrever o seu sentido.

Borges foi um talentoso professor-homem-poeta. Não nego que vivi as turras com ele, nos últimos anos. O que não me impediu de reconhecer sua genialidade literária. No ensaio, que escolhi ler em voz alta, escreveu: a poesia é o encontro do leitor com o livro, a descoberta do livro. Há outra experiência estética que é o momento, também muito estranho, em que o poeta concebe a obra, no qual ele vai descobrindo ou inventando a obra. Como se sabe, em latim, as palavras “inventar” e “descobrir” são sinônimas. Tudo isso está de acordo com a doutrina platônica quando esta afirma que inventar, descobrir, é recordar. Francis Bacon acrescenta que, se aprender é recordar, ignorar é saber esquecer; já dispomos de tudo, só nos falta ver.

Em outro trecho, ele afirma: quando escrevo alguma coisa, tenho a sensação de que esse alguma coisa preexiste. Parto de um conceito geral; sei mais ou menos o princípio e o fim, e depois vou descobrindo as partes intermediárias; mas não tenho a sensação de inventá-las, de que dependam do meu arbítrio; as coisas são assim, estão escondidas, e meu dever de poeta é encontrá-las.

Lembrei ao ler, da paixão que sentia — na infância — ao descobrir novas palavras, em idiomas outros. Tomava nota e as guardava dentro de um porquinho de porcelana. Deveria guardar moedas ali. Mas a minha riqueza era outra. As palavras, que eu acrescentava ao meu vocabulário particular — minúsculo naqueles dias… Tinha medo (aos sete) de perdê-las. Soube, ao ler Amélia Rosselli que, palavras se perdem de nós e vão parar no limbo, por desuso-descaso. Foi o que bastou para perturbar a minha existência e vaporizar a minha paz.

No meu aniversário seguinte… pedi e ganhei um conjunto de dicionários: latim-inglês-espanhol-francês e português. Durante algum tempo foi toda a minha biblioteca. Não passava um único dia sem que eu recorresse as páginas em busca de significados. De idioma em idioma, um novo mundo apresentava-se a partir das sonoridades que chegavam. Não gostei de algumas palavras, recusando-as. Outras, passaram a ter uso frequente. Passei a misturar os idiomas e a me expressar com a certeza das melodias.

Borges tinha razão ao dizer que um poeta não inventa poesia. Ele a reencontra. Está tudo no ar, nos lugares e nas pessoas. A estética se oferece ao olhar. E o sentimento dá cor ou abstrai. Tudo em uma pequena fração de segundos em que podemos ter atenção, o bastante para, — como disse, Bradley — recordar alguma coisa esquecida. Da sua poesia, recolhi: solavanco. Era o que acontecia quando um vagão era engatado ao outro, na estação. Gostava imenso daquela colisão. Descobri anos mais tarde que um solavanco atinge o corpo-alma em diferentes momentos. E isso também é poesia…

Au revoir

#52Missivas #Borges #borgesOralSeteNoites #carta #correspondência #joséLuisPeixotto #leitura #livro #poesia
Voy a retootear algunos comienzos de cuentos de Borges para que participen en la encuesta para decidir el mejor comienzo de un cuento de #Borges. No importa si no leyeron los cuentos enteros; es más, es mejor si no los leyeron enteros, porque así pueden juzgar los comienzos de los cuentos en sí mismos, sin el prejuicio de qué cuento les gusta más.
What You Were Saying by George Franklin

What You Were Saying If the world should end while we are on one of our walks, I won’t complain or use my last minutes to imagine All the places we could have traveled or all the things I wanted us…

ONE ART: a journal of poetry
Ahora sí, después de haber leído los candidatos, pueden votar el mejor comienzo de un cuento de #Borges:
El Aleph
27.6%
Funes el memorioso
20.7%
La lotería en Babilonia
31%
Las ruinas circulares
20.7%
Poll ended at .
Voy a hacer una encuesta para decidir cuál es el mejor comienzo de un cuento de #Borges. Primero posteo los candidatos, que son los cuatro mejores a mi criterio. En orden alfabético. 👇
The lost lessons of Jorge Luis Borges: His English and American literature classes

Shortly before the 40th anniversary of the Argentine writer’s death, a new book explores a course he taught in 1966

EL PAÍS English
#9Febrero #amanecer en #Barcelona Momento único a las 7:41h "Narramos mientras somos narrados." #JorgeLuis #Borges Buen lunes 🍀

El lector de Borges. Ricardo Piglia

Quizá la mayor enseñanza de Borges sea la certeza de que la ficción no depende sólo de quien la construye sino también de quien la lee. La ficción es también una posición del intérprete. No todo es ficción (Borges no es Derrida, no es Paul de Man), pero todo puede ser leído como ficción. Lo borgeano (si eso existe) es la capacidad de leer todo como ficción y de creer en su poder. La ficción como una teoría de la lectura.

El último lector

Ricardo Piglia #Borges #Piglia

Lee esta impresionante historia en la pagina 9 de la doceava edicion de la Revista Paladin en el siguiente link
https://drive.google.com/file/d/1rYmabdNtScuFNz_6wBOj3uORwoqmNpm_/view?usp=drive_link

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