O mais triste de muitos momentos da vida é ter que enfiar a cabeça no trabalho para conseguir desafogar os meus pensamentos. Porque aí, quando o tenho que fazer acaba, eu fico com uma cacetada de pensamento não resolvido — muito deles, em virtude de situações que não dependem em quase nada de minha atitude.
E como grande bloco de notas que é uma rede de microblogging, em verdade vos digo: a gente não deve ter que lutar por um espaço que outra pessoa não quer que você ocupe. Territórios pessoais são como casas: quem te quer da porta para dentro, te dá a chave, senhas de acesso, fica acordado para que você possa entrar. Forçar a fechadura é, no fim das contas, um reconhecimento simbólico de que o espaço não te pertence
Uma coisa muito importante para prestar a atenção em nós mesmos é sobre o que a gente quer para a vida — ou, pelo menos, para as coisas que fazemos com ela. A sensação de repulsa tem que ser ouvida. A minha repulsa em usar o Twitter é uma delas, inclusive.
O toot acima contém referências explícitas ao filme "Any Given Sunday" e a famosa cena do discurso no vestiário
Como é lindo saber que eu ainda acredito nas polegadas que a vida oferece, caras. Agora só preciso acreditar nas polegadas corretas ;)
Tava pensando aqui que aquela coisa que "o mesmo golpe não funciona duas vezes contra o mesmo cavaleiro" que é repetido à exaustão em Os Cavaleiros do Zodíaco é a versão em anime para aquela frase do Galeano: "o homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra".
E neste caso, só se é um cavaleiro se você superar essa inevitável condição humana de errar as mesmas coisas com até certo orgulho

Bad Map Projection: ABS(Longitude)
xkcdTô aqui ensaiando a volta para o Medium. Quando o Medium abriu para todos, eu lembro de ter ido mais cedo para o trabalho para poder escrever o que tinha na cabeça com um pouco mais de tranquilidade. Era legal sonhar que escrever me levaria a algum lugar distante da vida que eu tinha naquela época
Sei lá, quem sou eu para deitar onde um divulgador científico deva pisar, né? Só acho que faria bem a esse pessoal dar uma lidinha em Paulo Freire; ou, se preferir, ler Hesse e o seu "Jogo das contas de vidro"
Eu sou crítico de certas estratégias de divulgação científica por um princípio moral: quando um assassino é executado, o mundo não tem um assassino a menos. Criar hype, forçar polêmicas e criar questões que, de fato, não afetam o cotidiano das pessoas só reforça, no fim das contas, a visão de ciência como um empreendimento isolado do mundo e que qualquer pessoa envolvida com a ciência vive em uma torre de marfim