Exposição celebra encerramento do curso ‘Memória de Mulheres’, da Universidade das Quebradas e Instituto Odeon

As histórias de vida das mulheres maranhenses serão celebradas em uma mostra artística que abre as portas no dia 28 de novembro, às 19h, no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), em São Luís. A exposição – que ficará aberta à visitação até 31 de dezembro de 2024, de terça-feira a sábado, das 10h às 19h (exceto feriados), no CCVM (avenida Henrique Leal, nº 149 – Centro) – composta por instalações é o resultado do curso Memória de Mulheres, da Universidade das Quebradas em parceria com o Instituto Odeon, que incentivou mulheres periféricas, amazônicas e/ou nordestinas a se expressarem por meio de diferentes formas de linguagem, compartilharem e socializarem suas memórias e experiências.

A iniciativa é realizada via Lei Federal de Incentivo à Cultura por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal em parceria com o Instituto Odeon, com patrocínio do Instituto Cultural Vale e da Wilson Sons. A edição Memórias de Mulheres, realizada em São Luís, tem correalização da Universidade das Quebradas, CCVM, Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) e Universidade Federal Fluminense (UFRJ).

“O Instituto Odeon tem um orgulho enorme em acompanhar o encerramento da primeira edição da Universidade das Quebradas em São Luís. É muito gratificante participar da troca de saberes entre essas mulheres e poder fazer parte de alguma maneira dessas histórias. Ouvir e ver essas histórias ganharem formato de obra de arte, nos encantou e honrou muito. Além do que para nós é de extrema importância possibilitar a democratização da cultura e a promoção de iniciativas artísticas em diversos territórios, esse segue sendo um dos objetivos centrais do Instituto Odeon”, explica Carlos Gradim, diretor presidente do instituto.

“A maioria das alunas nunca participou de uma exposição artística ou algo parecido e, muitas delas, nunca havia tido a oportunidade de estar em um curso como este. É um momento de orgulho não apenas por serem as artistas de uma mostra na maior instituição cultural do Maranhão, mas também por nossas obras de arte serem suas próprias memórias. O público poderá ver o que quase sessenta mulheres escreveram sobre as suas histórias, conselhos e homenagens para outras mulheres. Indígenas, quilombolas, migrantes, idosas e jovens, todas tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidas por dividirem a experiência de ser mulher na sociedade brasileira”, celebra Larissa Anchieta, coordenadora do curso Memória de Mulheres.

Para Isadora Gonçalves, uma das alunas do curso, as aulas foram uma experiência incrível para conhecer e ouvir outras histórias. “Por muito tempo, a gente se pergunta para onde vão as nossas histórias, além de guardá-las com a gente? É muito importante para mim estar aqui, vivendo essa oportunidade de conhecer e ouvir tantas histórias, e de conhecer tantas mulheres incríveis. É isso. São muitas coisas que poderiam ser ditas, mas é tanto sentimento que fica difícil colocar em palavras. São muitos anos, é uma vida inteira de luta e repressão para que a nossa voz seja ouvida”, explica. “Não imaginava que me depararia com um curso tão importante e que aprenderia tanto sobre cultura, principalmente sobre as tradições do bumba meu boi e o papel da mulher, que está sempre em evidência. Que venham outros cursos, cada vez melhores, para que nós possamos nos sentir valorizadas e no direito de falar. Aqui, a gente tem voz”, complementa Goreth Pereira, que também participou das aulas.

Os visitantes que forem conferir as obras terão acesso a uma instalação central intitulada Memórias de Liberdade, que estará disposta em formato de espiral suspenso na área central de uma das salas. Ao se aproximar, o público poderá ver poesias, de diferentes estilos, como cordel e marginal, por exemplo, que exploram as memórias das mulheres maranhenses que lutaram pela liberdade. O manifesto Memórias que Iluminam terá como base suportes luminosos revestidos com relatos das próprias alunas, baseados em suas histórias. A mostra reúne conselhos para outras mulheres, memórias diversas de suas vidas e um manifesto central acerca do cotidiano e das opressões invisíveis vivenciadas por mulheres.

A exposição ainda contará com um painel em videoarte composto por um retrato de cada uma das alunas ao lado de uma poesia escrita por cada uma delas. Uma parede com um painel lambe-lambe com diferentes texturas será exposto com o texto curatorial e o nome de todas as alunas e da equipe do curso Memória de Mulheres.

“A Universidade das Quebradas atua como um laboratório social, baseado nas trocas de saberes e experiências dos alunos e, neste caso, nada mais satisfatório para nós do que acompanhar o desenvolvimento das alunas participantes. Ao longo do curso elas ganharam espaço e foram incentivadas a falar sobre suas experiências, e, mais que isso, tiveram a oportunidade de registar essa troca e documentar seus próprios sentimentos. É muito enriquecedor para as alunas, mas também para toda a equipe do projeto poder participar desta experiência”, afirma Heloísa Teixeira, coordenadora e idealizadora da Universidade das Quebradas.

“A atuação da Universidade das Quebradas, que cria possibilidades para que artistas de regiões ditas periféricas desenvolvam seus talentos, ganha novas cores e olhares ao chegar a São Luís. Para nós, do Instituto Cultural Vale, ser parceiro na articulação e patrocínio da primeira itinerância para as regiões Norte (em Belém) e Nordeste reforça nossa atuação no sentido de democratizar o acesso à arte, ampliar seu alcance e fomentar oportunidades de formação e educação. E é ainda mais especial por realizarmos essa conexão no Centro Cultural Vale Maranhão, que integra o Instituto”, diz Luciana Gondim, diretora executiva do Instituto Cultural Vale.

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Direcionando o olhar para realizações artísticas do maior bioma do mundo, o Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM) abre ao público nesta terça-feira, 20 de agosto, às 19h, a nova edição da exposição Ocupa CCVM. Com o tema Amazônia em Foco, a mostra apresenta os projetos de artes visuais aprovados no edital homônimo no primeiro semestre de 2024.

O trabalho é uma continuação do mapeamento de produções desenvolvidas por artistas amazônidas sobre o território e, principalmente, sobre o sujeito que o habita.

“O recorte apresentado na edição 2024 do Ocupa CCVM vai além do retrato. As obras selecionadas dizem um pouco mais sobre o visto e o não visto dos lugares e recantos amazônicos. As relações com o desconhecido, com o divino e com o incontrolável aparecem como elemento fundante, imprimindo a urgência necessária em tratar da complexidade do território da Amazônia Legal

Gabriel Gutierrez, diretor do CCVM

Cinco artistas comporão a exposição. Artista indígena de Xapuri, no Acre, Clementino Almeida (Tino Txai) nos leva a uma viagem pelo universo de estética xamânica em telas pintadas com a técnica urbana do grafite, na obra Amazônia em cores. Tino, em toda a sua trajetória, praticou o ativismo em defesa da floresta, lembrando da importância dos povos originários, e figuras como Chico Mendes, na luta para manter a floresta em pé. 

Com Natureza, Arte e Sustentabilidade, o paraense Francelino Moraes Mesquita transgride o uso da matéria do miriti,  conhecida e empregada na confecção de brinquedos e objetos devocionais da festa do Círio de Nazaré, dando forma a esculturas. Placa Mãe, do acreano Fabiano Carvalho, estabelece uma conexão metafórica entre a complexidade da tecnologia e a harmonia da mãe natureza ao integrar fragmentos de placas-mãe em paisagens naturais.

A partir da boia-bandeira de pesca, instrumento comum dos rios e mares do Maranhão, e do Cazumbá do Bumba Meu Boi, Thiago Fonseca (MA) expande o espaço da pintura, criando uma instalação imersiva em forma de altar em Travessias da Encantaria.

Em ao rés-do-chão, rente às (i)memórias, a artista cuiabana Paty Wolff apresenta obras fruto de experimentações de desenho e pintura sobre painel de compensado e papelão, com utilização de tinta acrílica e giz pastel oleoso. As imagens utilizadas vem das investigações em álbuns fotográficos de família e da necessidade da artista de recompor suas raízes e origens.

Assinam a curadoria da exposição Camila Fialho, Deyla Rabelo, Larissa Anchieta e Rose de Lima. A visitação é gratuita, e o CCVM fica localizado na rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís.

https://mauricioaraya.com/2024/08/19/com-foco-na-amazonia-ccvm-inaugura-exposicao-coletiva/

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mauricioaraya.com