QUERIA COMPARTILHAR UMA HISTÓRIA DE PERSONAGEM QUE FIZ. ELA FOI USADA EM DUAS SESSÕES APENAS. SÓ PARA MOSTRAR QUE ESCREVO PEQUENOS CONTOS MSM. SOU BESTINHA!
Ps. Não liguem para erros de português, nem revisei só dei crtl+c ctrl+v
ZOEL NOCCTI, A BARDA DANÇARINA.
Zoel sempre foi uma menina que gostava de explorar tudo à sua volta. Sua curiosidade em descobrir um lugar novo que pudesse fazer seus desenhos e pinturas sempre a colocaram em situações no mínimo embaraçosas. Dizia a todos que um dia seus desenhos iam povoar o mundo o enchendo de cores e beleza.
Sétima filha de uma família de nove filhos, Zoel não tinha uma vida com muitas regalias ou abundâncias. Contudo sua família sempre foi feliz na pequena e pacata Vila de Lyscorflashau, no território de Pondsmânia. Seus pais já tiveram suas andanças no mundo, mas ainda que perguntasse sobre as suas histórias eles nunca lhe falaram sobre suas vidas. O que deixava extremamente chateada. Odiava o tédio de sua casa e ficava presa em um lugar só por isso sempre que podia saia pelo vilarejo à procura de algo que pudesse a inspirar em suas pequenas brincadeiras mentais imaginativas. Mas o que mais gostava era dos festivais de seu vilarejo, sempre que tinha, acordava antes do sol raiar para ajudar nos preparativos onde dançava e tocava seu pequeno e modesto pandeiro, este dado por sua mãe, cujo não largava de maneira alguma.
Contudo, ainda pequena viu uma apresentação de um velho bardo que passava pelo vilarejo. Achando fascinante suas histórias e jeito que se portava, como também um pequeno pingente brilhante que carregava em seu pescoço. Ali havia decidido que iria ser como ele, queria poder atuar para todos e mostrar suas aptidões. Ainda que ela mesma não fosse tão boa em contar histórias. Anos depois descobriu quem era aquele homem que havia a encantado. Deavin Gardillon, um bardo extremamente conhecido por todo território de Pondsmânia por suas histórias e por ter uma escola onde ensinava pessoas a serem como ele. Contudo este já tinha falecido, ainda sim conseguiu que um de seus discípulos viesse a acolher como aprendiz.
Seu mestre Auze, O Pequeno Púrpura, como gostava de ser chamado, era um sprite rígido em seus ensinamentos, o que muitas vezes contrastava com o comportamento distraído de Zoel. Porém sentia que jovem tinha um potencial grande além de chamar atenção pelo seu carisma e sua aparência exótica de qareen em um lugar onde tudo e todos eram diferentes,
Contudo, um dia passando nas proximidades de Hayali resolveu visitar o túmulo do velho bardo, mas fora impedida pelos guardas que tomavam conta. Todavia isso não impediu a qareen com toda sua criatividade. Esperou a noite cair, onde a guarda era menor e entrou por uma das grades, já que seu corpo era esbelto passaria com facilidade. Estranhou que ali não tivesse nenhuma magia que pudesse alertar os guardas. Se esgueirando foi de tumba em tumba até achar a do famoso bardo. E ali estava uma estátua em forma de uma grande cruz sobre a lápide, onde pendia seu pingente que reluzia a luz da Lua em escudo da Deusa da noite. Contudo já via movimentação de alguém se aproximando. Em uma atitude impensada pegou o item que ali estava e aproveitando das sombras das árvores que ali tinha se escondeu de volta. Tudo parecia ter dado certo, ainda que ela mesmo não quisesse roubar um item de ninguém. Sabia que o que tinha feito era errado e imprudente e não podia contar a ninguém.
No dia seguinte acordou sentindo um frio em sua espinha, por sorte seu mestre não se encontrava no recinto, ainda que uma forma espectral aparecesse diante desta. Era o fantasma de Deavin que parecia irritado com o que a garota havia feito. Exigia que ela devolvesse o pingente que havia roubado de seu túmulo ou não o deixaria em paz até que isso ocorresse. Mas já era tarde. O povo-fada não é muito amistoso ou compreensivo quando alguém apronta em suas terras, principalmente os da nobreza. Somente agora Zoel havia notado o que havia feito, havia posto em perigo seu mestre e talvez sua família. Por isso deixou uma carta bem bonita para todos e fugiu para bem longe. Não era a melhor ideia mas seu medo de ser punida era maior do que sua coragem. Pelo menos por enquanto, talvez fora de Pondsmânia arrumasse uma forma de arrumar a bagunça que tinha feito.
Ainda sim, a adrenalina estava alta. Agora tinha uma razão para sair pelo mundo. Com sua música, dança, arte e sua história. Talvez agora poderia realizar seu sonho e quem sabe levar o nome do fantasma para além das terras das fadas.





