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Começamos a viagem anunciando os trajetos no Blablacar buscando pessoas que quisessem carona. Um casal respondeu e fomos buscá-los no cemitério. Era o ponto de encontro que eles propuseram e fiquei com receio pois vai que era para nos assaltar, matar e já enterrar nossos corpos em lugar apropriado, mas no final das contas era só porque eles moravam ali perto mesmo.
O casal sentou no banco de trás e não conversou durante o trajeto de 1h, e, curiosamente, meu marido que é conversador não puxou papo com eles também. Eu sempre espero as pessoas falarem algo primeiro para eu entrar na conversa depois, mas como ninguém soltou um piu, eu acabei não piando também. Então não foi um verdadeiro "Blabla" car, mas tudo bem pois ajudou a pagar o pedágio e é mais ecológico dar carona do que viajar sozinho.
Depois de deixarmos o casal na terra da galinha de Bresse, seguimos viagem e decidimos parar para almoçar em alguma cidadezinha ao invés de comer em restaurante de beira de estrada. Isso aumentaria o tempo de trajeto mas não estávamos com pressa.
Entramos em Doles. Estacionamos o carro atrás da igreja, um lugar meio deserto e que ativou o modo paranóia brasileira: e se abrirem o carro e roubarem nossas malas? Vão levar minhas melhores roupas! E se roubarem o carro? Já era o violão, os presentinhos para os conhecidos, a câmera fotográfica... Toda viagem e toda parada tem sempre o mesmo surto de medo de ser roubada. Supero a cada vez com muitos diálogos internos, mas ele sempre volta.
A cidade estava morta, como a maior parte das cidades pequenas francesas no domingo. Mas estava bem decorada para o Natal e tinha várias caixas de som espalhadas pelas ruas tocando músicas de Natal em francês (raro?).
Nos perdemos nas ruazinhas do centro antigo, enfeitadas para o Natal, com trilha sonora natalina, sentindo frio no rosto, vendo tudo fechado... começamos a desconectar da rotina e sentir que entramos em férias.
Achamos o restaurante. Pequeno, também todo decorado para o Natal. As garçonetes eram muito simpáticas. O prato estava bom (frango com morchella e fritas) mas foi muito caro para o que era. Tomamos um café e voltamos para a estrada.
Passamos a fronteira sem graça, sem placa simpática desejando as boas vindas no país vizinho. Cheia de polícia, como bem noticiado e criticado na Tv.
Chegamos em Freiburg im Brisgau na Alemanha no final da tarde. Dizem que é a cidade mais ensolarada da Alemanha mas estava tudo cinza e tinha um nevoeiro deprimente. Deixamos as malas no hotel familiar que ficava no centro da cidade e fomos bater perna.
Não resistimos a entrar em uma cafeteria para nos aquecer, tomar um bom café e provar do bolo floresta negra, típico da região.
Passeamos nas inúmeras feirinhas de Natal espalhadas pela cidade. Tudo muito bonitinho - e lotado! Eu acho as feirinhas de Natal na Alemanha um charme e foi uma das razões que escolhemos pernoitar em Freiburg.
Deu 7h da noite com um escuridão de 1h da madrugada. O cansaço da viagem bateu. Jantamos nas barraquinhas de pão com lingüiça e fomos para o hotel descansar.
Ps.: perdão pelos erros e texto caótico, fiz o melhor que pude nesse teclado minúsculo do celular!
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