CRÔNICA | Sem lei, sem jaula, sem promessa ⚖️🔓

Não foi rebeldia juvenil.
Não foi “falta de oportunidade”.
Não foi raiva desorganizada.

Foi constatação.

Cresci ouvindo que a lei existe pra proteger. Depois vi quem ela protege. A prisão não corrige — ela seleciona. A justiça não é cega, ela sabe muito bem onde pisa ⛓️

Não precisei de teoria pra entender isso. Bastou observar.

O código não nasce do cuidado, nasce do controle. A pena não nasce do conflito, nasce do medo. O sistema não quer resolver nada — quer administrar corpos, tempo e silêncio 🧱

É por isso que me declaro: anarco-ilegalista, abolicionista penal.
Não como pose. Como consequência lógica.

Não romantizo a ilegalidade. Ela não é bonita, nem heroica. É suja, cansativa, às vezes solitária. Mas também é honesta. Porque quem vive à margem sabe: obedecer nem sempre é virtude — às vezes é só adaptação à violência 👁️

A lei me chama de desvio.
O cárcere me chama de correção.
Eu chamo isso de mentira organizada.

Não acredito em punição como solução social. A jaula não repara, não cuida, não transforma. Ela interrompe a vida e devolve destroços. O conflito vira crime. A miséria vira sentença.

E quando alguém diz “sem prisão vira caos”, eu pergunto: caos pra quem?
Porque ordem, do jeito que está, já é guerra — só que legalizada.

Não quero um sistema penal melhor.
Não quero cela humanizada.
Não quero castigo com maquiagem social.

Quero menos autoridade decidindo sobre a vida dos outros.
Quero mais responsabilidade direta, sem intermediário armado.
Quero relações onde o erro não vira mercadoria jurídica 🔓

Não espero permissão.
Não peço validação.
Não negocio princípios com quem lucra punindo.

Se isso te incomoda, ótimo.
Se isso te provoca, melhor ainda.
Se isso faz sentido, tu já sabe — não precisa de convite.

Algumas pessoas leem e seguem.
Outras leem e ficam.
As que ficam constroem.

Sem lei como dogma.
Sem jaula como horizonte.
Sem promessas vazias.

Só vida real, sem tutela.

#abolicaoPenal
#antipunitivismo
#autonomia
#apoioMutuo
#horizontalidade
#vidaSemTutela
#criticaSocial
#anarquismo
#pensamentoCritico
#coletividade
#AnarCoilegalismo

Além da Janela ( Documentário - Parcão NH )

Que alegria por assistir ao documentário que conta uma linda parte da história da minha cidade! Além de uma bela história sobre ecologia, um grande exemplo de cidadania e coletividade. Te convido a investir uma pequena parte do teu tempo e conhecer essa história inspiradora, que pode melhorar também a tua cidade. 🙂
Uma história real sobre o poder da coletividade, que melhorou a vida de toda uma cidade.

Este documentário relata a conquista do Parque Municipal Henrique Luís Roessler, O PARCÃO, em Novo Hamburgo/RS.

O GRUPO DO PARQUE, através do seu lema "QUEREMOS ESPAÇO VERDE", motivou toda uma cidade a lutar pelo espaço de 54 hectares no centro da cidade, que estava prestes a se tornar um condomínio.

O objetivo deste documentário é inspirar e motivar as pessoas a se engajarem em INICIATIVAS PELO BEM COLETIVO.
"O homem moderno não tem mais tempo de meditar. Seu interesse máximo é enriquecer o mais rapidamente possível. Não tem mais tempo para procurar contato com a natureza que cura todos os males. Num tempo desses, aumenta para o mato o número de seus inimigos e fica exposto a maiores perigos. Nas portas das grandes cidades, o mato está exposto ao avanço da indústria, do tráfico e do loteamento."
Henrique Luís Roessler
Pioneiro da Ecologia que dá nome ao PARCÃO DE NH/RS.
Narração retirada de uma de suas Crônicas, 1962.
https://inv.nadeko.net/watch?v=M63tJVIbZxY
https://www.youtube.com/watch?v=M63tJVIbZxY

#Natureza #MeioAmbiente #Ecologia #Coletividade

Flavio de Sousa relembra momentos marcantes de ‘Castelo Rá-Tim-Bum’ e ‘Sai de Baixo’ em entrevista ao ‘Provoca’

Flavio de Sousa, um dos criadores de Castelo Rá-Tim-Bum, além de outros sucessos infantis como Mundo da Lua e Rá Tim Bum, é o convidado do Provoca desta terça-feira, 22 de julho. Na entrevista omandada por Marcelo Tas, eles conversam sobre o motivo de diversos clássicos da TV Cultura seguirem vivos, relembram o surgimento do Castelo, mencionam outros trabalhos do autor e discutem a função da arte. Vai ao ar na Cultura, às 22h.

Entre trechos nas redes sociais de Celeste e Nino no Castelo e a discussão da ausência de programação infantil na TV aberta, Tas questiona o motivo de clássicos da emissora pública continuarem vivos. Flavio diz acreditar que é porque, para a produção de cada um, houve um “encontro de muita gente talentosa, animada em fazer e fazendo o melhor possível”.

https://mauricioaraya.com/2025/06/27/tv-cultura-estreia-temporada-do-mundo-da-lua/

Nesse contexto, Tas também cita o surgimento do Castelo de Dr. Victor e o autor relembra a criação, que foi resultado de uma falha técnica de Rá Tim Bum. Esse último, após ganhar o Festival de Nova York em 1990, quis ser comprado por diversos países, porém sua dublagem não era viável, “porque o som e a música estavam juntos. Então, se você tirasse os diálogos para dublar, saía a música – essencial para o programa”, conta o autor. Assim, na intenção de fazer um segundo Rá Tim Bum, Cao Hamburger e Flavio se uniram e inventaram um novo programa: o Castelo Rá-Tim-Bum.

Como roteirista, Flavio também foi responsável por outras grandes produções como Sai de Baixo, atração humorística exibida pela TV Globo. Ele revela ao Provoca que foi um dos maiores desafios de sua carreira, mas se surpreendeu com a repercussão.

Foi muito difícil escrever aquilo, foi uma loucura, porque tinha que ter piada. E eu nunca tinha feito piada. […] E o sucesso foi uma coisa espantosa. Eu nunca participado de uma coisa gigante. E eu fiquei chocado, porque foi uma das primeiras coisas que eu fiz fora da TV Cultura. O nível de humor era bem diferente

Por fim, entrevistador e entrevistado discutem sobre a função da arte e convergem na opinião de que, por vezes, a arte pode não ter função, mas não é isenta de seu poder transformador. “Tem épocas que não tem função. É uma coisa que atrapalha. Uma coisa que gasta dinheiro à toa. […] Mas é uma coisa muito importante. É algo que […] quando é chato, é insuportável. Mas quando é bom, alimenta a pessoa. É uma coisa coletiva. Você faz parte, durante um tempo, de uma coletividade com pessoas que você nunca viu e nunca mais vai ver”, conclui o autor de Mundo da Lua.

#arteTransformadora #CaoHamburger #CasteloRáTimBum #Celeste #clássicosDaTV #coletividade #desafioProfissional #DrVictor #dublagemInviável #encontrosCriativos #falhaTécnica #FestivalDeNovaYork #FlavioDeSousa #funçãoDaArte #humor #impactoCultural #legadoDaCultura #MarceloTas #MundoDaLua #Nino #produçãoInfantil #programaçãoInfantil #Provoca #RáTimBum #roteiro #SaiDeBaixo #somEMúsicaJuntos #sucessoInesperado #talentosUnidos #televisão #televisãoBrasileira #TV #TVAberta #TVCultura #TVGlobo

"Uau. Este post, 2M usuários, mas nenhum dinheiro no banco de Jeremy Walker do Exercism atinge muito, se você está envolvido em FOSS ou outras economias quase-presente, mas também quase-comerciais.

Fico feliz que o autor tenha escrito com tanto detalhe como eles estão lidando com sua situação, mas... uau, isso realmente faz pensar em toda a estrutura de nossa sociedade, e até mesmo sobre as raízes teóricas do jogo da sustentabilidade, que é tão difícil manter coisas que fornecem valor coletivo. É como, há a Wikipédia e alguns outros recursos coletivos maciços que todos conhecem e usam, e então há milhares e milhares de coisas como o Exercício que são muito valiosas, mas que não se encaixam bem nas redes de redistribuição de riqueza existentes (que, é claro, são estruturadas de modo a nunca ameaçar verdadeiramente as concentrações de riqueza que as tornam possíveis).

Obrigado a @gvwilson por me apontar para o post."

#softwareLivre #coletividade

@kfogel https://kfogel.org/objects/4710dba5-1bae-4c13-8bfb-a45061a28521

Karl Fogel (@[email protected])

Wow. This post, 2M users but no money in the bank from Jeremy Walker of Exercism hits hard, if you're at all involved in FOSS or other quasi-gift but also quasi-commercial economies.I'm glad the a...

2024 é um final de ano diferente…

A humanidade é como crisálidas: toda vez que ela é recolhida a casulos ela encontra uma forma de se libertar. Tenho provas!

Você tem a impressão de que o mundo está meio… amarrado? Que estamos impotentes e que tudo que podemos fazer é ficar esperneando? Acho que me senti assim por um tempo, tanto que faz anos que não escrevo uma mensagem de fim de ano. A última foi Então… 2021 e é Natal… e não tem uma boa vibe apesar de deixar, na última frase, um prelúdio para este post aqui.

2024, no entanto é diferente! Quando falo nisso ainda me olham com incredulidade, como olhavam nos últimos anos do século passado quando falava na Internet como ambiente e ferramenta para dar voz à coletividade.

Lá por volta de 2008 as pessoas começaram a ver que talvez eu estivesse certo. Que podiam criar seus blogs (como esse) ou soltar sua voz em redes sociais e que as vozes se uniriam e forçariam gigantes a nos ouvir.

Foram uns 12 anos de grande sensação de empoderamento e de esperança.

Agora as redes sociais viraram mídias sociais. Desde 2014 mais ou menos parece que ficou “tudo dominado” por feudos digitais que decidem quem terá voz e nem vou falar em política, agronegócio, guerras, holdings… Tudo muito além do poder nas nossas fracas vozes que precisam render tributos aos algoritmos. Nós berramos, mas sentimos mesmo que está fazendo diferença?

Só que não é verdade. Não está tudo dominado. Na página Memeroll do meu site sobre cibercultura aponto várias fontes independentes (aliás, aceito recomendações) que conseguem ter voz graças ao apoio da coletividade, nesse mesmo site tenho artigos como um sobre Henry Jenkins que teve mais de duas mil visualizações nos últimos seis meses e só hoje já teve mais 12 até agora. Em que mídia social um post tão antigo consegue se manter vivo?

Desde 2022 eu troquei as mídias sociais comerciais mantidas por feudos digitais por uma rede social global mantida por pessoas como você e eu conhecida como Fediverso (anote esse nome). Esse site mesmo é parte dessa gigantesca rede social feita por pessoas e para pessoas… Sei que é estranho, então darei uma breve explicação: suponha que todas as redes sociais se comunicassem umas com as outras e, da sua conta no YouTube você pudesse seguir @Roneyb@facebook.com ou @roney (esse é um endereço real) e pudesse, a partir da sua rede social preferida, curtir, comentar, repostar o que foi publicado em qualquer outra rede social? É a transformação da Internet inteira em uma única rede social! E melhor ainda, você pode ser dono, dona, done da sua própria rede. Falei sobre isso em A Próxima Revolução: A Internet Social.

Certo… Já falei de mídias independentes (sério mesmo, clica ali no link para o meu Memeroll!) e já falei das pessoas retomando o a liberdade e controle das suas conexões sociais online. Falei também que os sites pessoais continuam vivos, mas vale a pena falar um pouco mais neles.

O seu site, apesar de não custar mais do que 30 reais por mês, é um lugar totalmente seu! Você controla como ele será, o que dirá ou deixará de dizer nele, qual será a sua aparência. Por um tempo longo demais os blogs eram uma lista de artigos em ordem inversa de data de publicação, mas nos últimos tempos tem ressurgido a ideia de Jardins Digitais. Um paradigma que ainda não adotei aqui, mas pratico no Meme de Carbono. Dá uma olhada na home dele e na página Agora. Vou fazer parecido aqui qq dia transformando a página inicial em um tipo de revista com sessões para literatura, dança, devaneios, Cine&Vídeo… Uma capa que deixe mais claro quem eu sou, no que tenho interesse, do que eu falo.

E tem muito mais coisa acontecendo nesse fim de ano!

Pense que a história da humanidade é como uma jornada em que às vezes parece que vale a pena pagar um guia turístico, a Meta, por exemplo, para nos ajudar a conhecer os lugares, mas uma hora a gente percebe que ele não está mais ganhando com o dinheiro que lhe pagamos e só nos leva para os lugares que pagam mais a ele para nos levar lá! A gente acaba perdendo o que há de melhor no mundo! Nesses períodos o melhor é fazer o turismo por conta própria!

É isso que tenho visto cada vez mais nos últimos dois anos: gente falando com gente para conhecer lugares ótimos que não estávamos vendo e até criando novos lugares.

A Internet é um espaço de empoderamento: Você pode ter sua própria voz, seu próprio site, sua própria rede de contatos, controlar a sua narrativa!

Roney Belhassof – 2024 (mas sou apenas o último e não o primeiro a dizer isso)

Tem gente que, veja você, não satisfeita em ter o próprio site, tem o próprio servidor Internet rodando em dispositivos que não custam muito mais de 45 dólares! Em termos práticos: Você mantém o seu próprio “Facebook” rodando em um computador que custa entre 45 e 90 dólares na sua casa.

“Ah! Mas não é para todo mundo!” me disse um amigo outro dia.

É verdade. Mas eu posso fazer isso! Muita gente pode fazer isso! Conheço gente de humanas que está fazendo isso por hobby! E ter um blog em 2001 também não era para todo mundo, assim como estar no Twitter em 2008 também era para poucas pessoas. Aqui entre nós: a gente precisa estar no mesmo bolo com “todo mundo”?

E “Para todo mundo” sempre devia vir seguindo de “ainda”.

O que estou dizendo aqui é que o mundo não está dominado! O mundo está sempre em movimento e pode ter certeza que, quando você sente que estão te cercando, que suas opções e caminhos estão sendo limitados, que a vida é um cansaço sem perspectivas, tem pessoas um pouco mais… peculiares que você trabalhando no próximo passo para nos devolver a nossa autonomia, a nossa voz! Sempre que o mundo está ruim a humanidade começa a criar outro mundo, caminhos para outro mundo.

Pare aqui se quiser apenas a minha estimulante mensagem de fim de ano!

Acho que preciso acabar esse post com um jabá! Afinal, disse que tem gente construindo novos caminhos e não indiquei ninguém! Pois sou uma dessas pessoas um pouco mais peculiares e assumi recentemente a missão de ajudar outras pessoas a desenvolver autonomia e trabalhar em seus jardins digitais.

A criação de um site, em geral, envolve um webdesigner que não cobrará menos de 4 mil reais para criar o site, mas eles me desculpem… Não precisa! Qualquer pessoa pode aprender a manter o seu próprio site, então fiz um serviço que chamei de Seu Domínio, Suas Regras em que, por 750 reais, faço junto com a pessoa uma jornada de duas manhãs (ou duas tardes, ou uma manhã e uma tarde) passando por cada etapa desde o registro do site até a criação das primeiras páginas. Além desse serviço, criei o Seu Jardineiro Cibernético em que, por 250 reais por mês, eu mantenho seu jardim digital bem cuidado, publico até duas páginas ou artigos por mês com material enviado por você e dou dicas de como construir sua narrativa online. Pronto! Fim de jabá! E torço, sinceramente, que a maioria das pessoas consiga assumir seus jardins online sem precisar da minha ajuda!

Links

Os dois primeiros links são a jornada de uma pessoa comum pelos mundos da independência e autonomia tecnológica porque é importante a gente saber que está ao alcance de todo mundo!

Imagem: Foto de PxHere

#anoNovo #autoSuficiência #coletividade #fediverso #Sociedade

Então… 2021 e é Natal… | Galeria de Espelhos

Então a minha intenção em levantar essa discussão não é replicar o modelo de #CriadordeConteudo da redes comerciais, e sim fortalecer os criadores e iniciativas que já existem aqui, através de uma visão muito mais de uma #EconomiaSolidaria baseada na #cooperação, #coletividade, #comunidade e livre participação, conceitos que estão muito presentes no #Fediverso. (+)