(Portuguese)

Frequentemente ouço sempre a mesma chata pergunta, "
O que você tem?". É uma pergunta para a qual já teci longas e tediosas respostas, explanando (ou tentando explanar) sobre inúmeras situações, fenômenos e conceitos ao longo de áreas díspares do saber.

E diante de verborrágicas explicações, a mesmíssima pergunta ressurge e exige, novamnete, que eu faça o papel de uma estação de rádio, repetindo a mesma clássica canção toda vez que é sintonizado.

Ora, eu não tenho nada! Não tenho eira, nem beira. Não tenho amor, não tenho ódio. Não tenho amigos, nem esposa, nem noiva, nem namorada, nem amante. Não tenho boca para beijar, nem buceta para gozar (mas eu odeio intimidade). Não tenho sequer o caixão onde um dia morrerei (mas prefiro ser cremado). Não tenho uma ideologia, não tenho um político de estimação, não tenho um
influencer para assistir e me masturbar em um sonho molhado de ser respondido em live diante de milhões de outros idiotas "influenciados". Não tenho um time de fútilbol futebol, não tenho um cantor deificado para ouvir incessantemente. Não tenho uma religião (embora tenha uma crença), não tenho uma congregação nem um terreiro, não tenho pastor nem pai de santo. Não tenho onde bater o ponto após pegar no batente, pois nem ponto eu tenho, nem batente. Não tenho um chefe para satisfazer sua ganância corporativa, não tenho colegas de trabalho para trair ou ser traído, não tenho reuniões para marcar as próximas reuniões, não tenho uma meta estúpida para cumprir esse mês. Não tenho um jogo favorito, nem esporte, nem dança, nem filme. Não tenho um carro favorito, nem moto, nem foguete. Não tenho o silêncio da mente, nem o barulho da troca das ideias que ressonam comigo.

O que tenho? Não sei, sei o que não tenho. Nem o nada eu tenho: o nada me deixou há muito tempo.

Talvez tenha muitas coisas. Palavras, conceitos, filosofias. Mas o que
realmente tenho, se nem eu mesmo me tenho? O que realmente tenho, se nem "o realmente" eu tenho?

Mas o bicho-homem se adapta. Se faz chuva, se esconde debaixo da figueira. Se faz sol, prepara uma fogueira. Se não tem nada, nada tem, pois de certo nunca teve nada: nem roupa para sair do útero, nem remédio pra escapar da Morte (e nem quero escapar).

O que você tem?

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É preciso imaginar Sísifo (muito) puto!

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É preciso imaginar Sísifo (muito) puto!

É um ensaio que trata do absurdo: a contradição entre o que o ser humano espera e aquilo que o mundo lhe entrega. Diante disso, surge o problema filosófico do suicídio e sua alternativa: a revolta.

Curadoria da Internet

El nihilismo nos muestra la nada, pero también nos permite crear nuestra propia realidad.

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considero que actualmente la tecnología es la expresión más compleja (no sí se la más importante) de lo que sucede precisamente tanto en la cultura como en la política y por eso me interesa.

Aunque a veces se me haga molesto, tiendo a acercarme mucho a la #filosofía, aunque no necesariamente la de libros, sino la vivencial. También me interesa la #teología y de manera el #judaísmo.

Por ahora creo estar cercano al #existencialismo pero siento me aproximo al #absurdismo.

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