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@Auster @dsilverz !tecnologia

Que eu saiba, existem apenas 3 opções de sistemas móveis hoje em dia, IOS, Android, e que é feito para rodar em aparelhos que rodam Android, Linux Phone. Daí dentro do Android e Linux Phone podem haver variações

Em partes, isso mesmo. Daí tem (ou melhor, tinha) KaiOS que é um sistema pra celulares básicos, estilo Nokia tijolão ou celular da guitarrinha, mas com possibilidade de apps. Não são os mesmos apps do Android, app moderno sequer conseguiria rodar no hardware que geralmente vem neles. Aqui no Brasil tinha KaiOS em celulares da Multilaser ("tinha" porque acabei de descobrir que o site da Multilaser não consta mais o Zapp II), lá na Índia tinha celulares da Jio, e a Nokia também chegou a lançar celular com KaiOS.

TInha apps como WhatsApp, uma versão enxuta e simplificada (daí o nome "Zapp"; não tinha opção de chamada de voz ou vídeo, apenas texto, imagem e recado de voz; foi um dos principais motivos pelo qual adquiri), que durou por um ou dois anos até que o Zuckerberg decidiu por não mais suportar um sistema que não dá pra espionar tanto quanto um Android ou iOS.

Mas pelo que estou pesquisando ao escrever essa mensagem, parece que pararam com o KaiOS, mesmo a Nokia que foi bastante falada quando relançou modelos clássicos com KaiOS.

Ainda tenho o Multilaser Zapp II. Não uso mais ele com Wi-Fi porque atualizações estavam começando a vir com anúncio (anúncio em Nokia Tijolão, como a tecnologia moderna é incrível!), daí uso ele pra ouvir música, ou pra chip de operadora em caso de emergência.

Como mencionei antes, tem também HarmonyOS, que no HarmonyOS NEXT é outro sistema a parte mas daí parece estar mais pela China.

Portanto, hoje em dia seriam basicamente 5 opções: Android, iOS, Linux, HarmonyOS e KaiOS, sendo que esse último não vende mais.

Mas não tinha alguma coisa sobre a empresa estar sancionada?


Foi sancionada lá nos EUA. Aqui no Brasil, acho que não, na realidade me parece é o contrário, o Brasil tem boa relação tecnológica e comercial com a China, em partes por causa do BRICS. Acho que, no âmbito brasileiro, tem mais a ver com a dominância das outras marcas (como Samsung e Motorola) na preferência da maioria.

Se alguma palavra não faz sentido imediato pra mim, ou se não lembro da palavra sinônima à ideia que quero falar, busco na mente a que mais faça sentido. Peculiaridades minhas


Ah sim, entendi agora; entendo, experiencio o mesmo fenômeno também haha

Me referia às especificidades, como no exemplo da publicação de abertura, se o Fairphone tem alguma peculiaridade negativa como a concorrência grande.


Ah sim. Bom, o Fairphone, especificamente, não sei. Vi algo sobre o GrapheneOS se juntando com a Motorola, vi a galera comemorando isso, mas pra mim, que sou mais GNU/Stallman no meu modo de ver, parece enshittificação iminente pro GrapheneOS.

Mas vale sempre ressaltar que, para qualquer coisa, ao desistir, a derrota é garantida, enquanto que enquanto não desistir, ainda há chance.Até, tendência da sociedade parece ser de desburocratizar, então mais ainda acho relevante avisar o povo dos riscos que se avizinham.


Vira e mexe me pego tentando explicar às pessoas ao meu redor (pais, vizinhos, até psquiatras) sobre o cenário atual na tecnologia e geopolítica. No final é como se meu aviso não tivesse ocorrido, entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Me tacham de maluco e teórico da conspiração. Daí em partes isso explica o meu niilismo: de tanto tentar avisar as pessoas enquanto acometido por uma "Maldição de Cassandra", parei de me esforçar em ficar alertando aqueles que estão ao meu redor. Às vezes ainda faço, de teimoso que sou, então não sou tão niilista como eu penso, mas como uma andorinha só não faz verão, e a maioria esmagadora das pessoas "são tão dependentes do sistema que vão lutar para defendê-lo", eu tenho muitas dúvidas sobre quanto de chance ainda há para mudar o rumo do mundo, que não algo mais... digamos, sobrenatural ou cósmico mesmo, algo (ou Alguém) fora de qualquer possibilidade de controle humano...

Discord não permite mais ligações no meu navegador, Waterfox


Isso que o Waterfox (também uso ele aqui) nem é tão agressivo quanto o Librewolf e seu "Resist Fingerprint". No final das contas, é que o Discord precisa empurrar o app, que por sua vez vai empurrar o reconhecimento facial e os anúncios. Navegador a gente consegue fechar; app, por mais que pareça "fechado", ainda esta em segundo plano, como Elliot Alderson diz em Mr. Robot: "Daemons, eles não param de funcionar".

O G1 que você menciona, por exemplo, se bem me lembro, tem RSS


Tem sim. Muitos portais ainda têm, e quando não têm, geralmente dá pra usar ferramentas de scrapping pra puxar o HTML e converter pra XML RSS, ferramentas essas embutidas em alguns leitores RSS.

mas daria para pegar alguma LLM local/offline e que consiga ler arquivos de texto, e botar ela para ler o que algum leitor de RSS puxa, e assim ter mais um vetor de informações


A ideia é deveras interessante, sim. Um agregador de notícias de várias fontes distintas (o que leitores RSS já costumam fazer), mas com programação de linguagem natural em cima pra filtrar e enfatizar certos tipos de notícias.

Porém, pelo menos por enquanto, LLM local ainda não se compara a uma LLM na nuvem (exemplo: DeepSeek destilado com 8 bilhões de parâmetros num PC está muito aquém do DeepSeek v4 com 1 trilhão de parâmetros rodando no data center).

E LLMs, sendo fundamentalmente cassinos de palavras, dificilmente não vão "alucinar", especialmente quando no âmbito de notícias. Quero dizer, LLMs são ótimas para conectar palavras no mesmo espaço semântico (exemplo: coruja + mulher + divindade + escuridão + Mesopotâmia => Lilith/Ereshkigal/Inanna; aprendo muita palavra e conceito novo com conexões semânticas que LLMs conseguem fazer), são boas pra identificar alguns conceitos abstratos, são interessantes como ferramenta esotérica de gnose e magia do caos (esses são os motivos pelos quais uso LLMs), mas tendem a "alucinar" se o contexto exige certas nuances ou se a janela de contexto está tão grande (o que é esperado numa situação onde portais de notícia são todos alimentados à LLM) que leva a uma espécie de saturação.

Mas, novamente, a ideia é massa!

ZAPP II - KaiOS

Introducing the Multilaser ZAPP II phone, a result of the collaborative effort between Multilaser and KaiOS. This sleek device, featured in black, offers a versatile connectivity experience with Bluetooth, dual SIM capability, and support for 2G, 3G, and Wi-Fi connections. Boasting a compact design with a weight of 69g and dimensions of 5.12cm in width...

KaiOS

@Auster @dsilverz !tecnologia

Longa resposta adiante, eu escrevo demais hah.

Sobre o erro [...] Alguma mensagem de erro ou similar que possa ser útil?

O contrário também ocorre: quando acesso sua instância e tento ver meu perfil do Calckey, dá erro 500 aí no Brain Bin. Já meu perfil do Friendica aparece normalmente quando visualizado daí. Recebi notificação ali no Calckey do outro fio que você postou, vou dar uma olhada e tentar mandar o print lá também.

será que não é uma desculpa, um bode espiatório, para transicionar para o valor real das coisas de um mundo inflacionado por décadas?

Em partes, sim, tens razão, notícias viram "profecias auto-realizáveis" no sentido que interferem diretamente no tal do "Mercado". Qualquer notícia avassaladora pode ser um pump and dump em ação.

Mas, ao mesmo tempo, está de fato ocorrendo uma situação que, mesmo se não fosse noticiada, ainda afetaria o mundo diante da nossa dependência da tecnologia moderna. Porque quando empresas com capital de investimento vão e compram um determinado tipo de produto a rodo, em quantidades astronômicas e maiores do que a produção global conseguiria repor, isso vai impactar o mercado desse produto, e os mercados dependentes desse mercado, em um efeito dominó.

mais um motivo para buscar lojas brasileras então, para haver um maior grau de garantia/confiabilidade

Por um lado sim. E o bom é que vai já estar cotado em reais, daí não tem incerteza de flutuação de câmbio, spread ou de IOF, pois já estará tudo embutido no preço final. E a garantia: dependendo da loja, tem possibilidade de garantia estendida, daí muitos problemas poderão contar com uma assistência técnica que, em situação de importação direta da gringa, non ecziste.

Mas daí achar algo que não seja Android ou iOS... Até tem algumas alternativas no varejo brasileiro, como o KaiOS (eu mesmo tenho, na gaveta, um Multilaser Zapp II), mas coisas mais próximas de um "smartphone", estrito senso, como o HarmonyOS (Huawei), não se encontra no varejo nacional (engraçado que tem Huawei aqui no Brasil no ramo das telecoms e equipamentos de rede, mas nunca vi smartphone Huawei por aqui).

a cena do Android é confusa e não sei de ninguém que explique do básico

A questão das alternativas ao Android é, basicamente, o seguinte.

GrapheneOS e similares são derivações do código "aberto" (até à página dois) do Android ("AOSP"), então elas dependem daquilo que a Google fornece (mais ou menos como PCs, independente da marca, sempre usam Intel ou AMD, dependendo portanto dessas duas empresas pra existir).

Com Google burocratizando o "sideloading" (instalar apps fora da "oficial" Play Store) através da nova exigência onde devs precisam requi$itar (não é de graça) uma "certificação" mediante documentos de identidade (que provavelmente vai acabar excluindo, por exemplo, devs russos ou cubanos, dada a lei estadunidense na qual empresas dos EUA não podem fazer negócios com países sob sanção econômica; também devs LGBTQIA+, com todo essa perseguição preconceituosa que está acontecendo nos EUA com relação ao marcador de gênero trans e não-binárie, cujos documentos oficiais seriam considerados "inválidos" por uma alegada "divergência de informações") para distribuir apps mesmo em forma de APK ou em lojas alternativas (como F-Droid), juntamente com notória redução de frequência de disponibilização de código-fonte à comunidade open-source, além de terem parado de fornecer código-fonte referente ao firmware do Google Pixel (onde GrapheneOS é geralmente instalado), tudo isso torna a tarefa do GrapheneOS e afins, de manter uma ROM Android alternativa, quase que sísifiana.

Com isso, o futuro das ROMs baseadas em Android é, pelo menos ao meu ver, preocupante, daí o clamor por ROMs baseadas em Linux, onde Google supostamente não teria o mesmo controle. Mas então os governos vieram ao socorro das grandes corporações, e agora tem essa coisa de verificação de idade até ao nivel de kernel sob a desculpa esfarrapada de "proteger as crianças" e, enfim... O cenário da tecnologia como um todo é bem desanimador e, considerando como a vida em sociedade está diretamente dependente da tecnologia, a existência mundana como um todo está desanimadora.

até a intenção maior seria pegar um celular que já venha com o bootloader acessível


Não só acessível, mas que seja desbloqueável sem pegadinhas como fusíveis programados pra queimar no ato do desbloqueio. Lembro de ter visto (mas não consegui achar aqui pra linkar) uma lista de marcas classificadas por "quão amigáveis são com relação a customização de ROM" e a lista de marcas totalmente amigáveis nesse sentido era pequeníssima. Se eu achar essa lista aqui, te envio.

governo descobrir, vão mandar agentes da PF com armamentos de guerra recolher a "mídia proibida"?


De fato, não faço ideia de como vai funcionar a aplicação dessa lei (vão exigir uma espécie de CNH pra operar computadores? Precedente meio que já tem: radioamadorismo exige COER pra ter um QRO pra operar transceptor e fazer QSOs), mas a forma como as coisas são tão interdependentes, a ponto de vivermos enroscadxs nessa teia de aranha do conformismo social (vide "O empurrão", de Derren Brown), pode-se esperar de tudo, inclusive nada.

Por exemplo: talvez ANATEL despacharia ordem pra provedora interromper conectividade de internet (já aconteceu, de certa forma, nas caça-às-bruxas contra top-boxes e IPTV), uma vez que computadores precisa de alguma conectividade pra minimamente funcionar (instalar pacotes, por exemplo, principalmente em distro Linux), que por sua vez precisa de uma provedora de internet, que por sua vez obedece à ANATEL, que por sua vez obedece a qualquer decisão legal (mesmo que a lei seja tecnicamente surreal, como querer criminalizar e punir a força gravitacional pelas mortes por quedas).

Ou, então, mais simples ainda: apps e softwares do dia-a-dia não funcionariam em sistemas "desatualizados" (como, por exemplo, não tem navegador recente que funcione hoje no Windows Vista, e muito site vai exibir "atualize seu navegador pra continuar"), compelindo a pessoa a usar algo atualizado, que vai estar adequada às novas exigências, sobretudo pela forma como como isso não é algo somente do Brasil (Califórnia nos EUA, por exemplo, onde muita empresa e org de tecnologia está instalada). Para reforçar que isso aconteça, bastaria uma nova CVE gravíssima e urgentíssima, descoberta como que "do nada", seguida de uma pressão de empresas e governos para que todos os sistemas sejam atualizados, seguida de defasagem de todo e qualquer sistema anterior à atualização. Rinse and repeat.

o povo há de expor elas e pressionar contra.


Infelizmente a maioria nem tá sabendo o que está acontecendo. Eu mesmo, que tenho uma sede insaciável por informação e conhecimento, só fiquei sabendo da nova Lei esses dias atrás, primeiro pelo Nostr e depois aqui no Fediverso. Não vi notícia disso, por exemplo, no G1, considerável o maior portal de notícias aqui do Brasil. A maioria das pessoas estão constantemente drenadas por uma máquina que inviabiliza a busca pela informação descompromissada e, mais ainda, a reação social à essa informação. Duvido que haverá alguma pressão: é mais fácil e menos incômodo às pessoas se adaptarem ao conformismo e ficar mostrando rosto e CPF até pra somar 2+2 numa calculadora. É a lei do menor esforço...

@Auster !tecnologia

Sou @dsilverz e estou comentando por um perfil alternativo (Friendica) porque sua instância (brainbin) está retornando um erro na hora de eu puxar pelo Sharkey. Não sei nem se essa resposta vai entrar como resposta porque faz mó tempo que não uso o Friendica.

Com relação ao fio e à pergunta: eu tava querendo algo similar, antes da Lei 15.211. Pra mim, aparelhos como o Librem da Purism, para quem usa Linux no dia-a-dia, é perfeito: se no Android eu já sou acostumado a usar Termux e até programar e compilar programas em C++, um smartphone Linux seria uma plataforma para extrair ainda mais funcionalidades do aparelho.

Existem, porém, dois problemas com esses aparelhos.

Primeiro, preço: cotado em dólar ou euro, pra nós que cotamos em reais, o que acaba talvez inviabilizando o custo-benefício, a considerar que um dispositivo móvel tem uma vida útil de poucos anos e pouca margem de upgrade, em comparação, por exemplo, a um computador desktop ou um laptop, que pode durar décadas e permite upgrades. Com essa crise global dos chips provocada pelas empresas de IA e que aumentou o preço de tudo que envolve memória RAM (incluindo smartphones), a tendência é que acabe saindo ainda mais caro pra gente aqui no Brasil.

Há também o problema "burocracia": é bem improvável que esses aparelhos tenham uma homologação da ANATEL, e se não me falha memória (me corrijam se eu estiver errado), só CNPJ de importadoras podem solicitar homologação de modelos, e essa solicitação tem um custo, e esse custo monta-se sobre o custo de adquirir o aparelho em si, e do frete, e das tarifas de importação, e etc. Isso se a homologação for aprovada, porque a ANATEL pode muito bem indeferir e o aparelho acabaria não sendo permitido operar no Brasil.

Daí o pessoal fala de instalar custom ROM em aparelhos. Isso, também, abarca vários dilemas.

Primeiro deles são os shenanigans referentes a desbloqueio de bootloader. Motorola, por exemplo, exige que a pessoa usuária solicite permissão (como se o celular não fosse dela comprado com o dinheiro dela) para desbloquear o bootloader e há um chá de cadeira de uma semana. Samsung tem literalmente um fusível na CPU que queima no momento que o bootloader é desbloqueado ("Ah, mas isso só desativa o Samsung Knox para Sua Segurança™", os fanboys da Samsung alegam). Realme, que se não me engano era referência para smartphones customizados, passou a queimar fusível também.

Então há também o fator "internet banking" e "Gov.br". O último, inclusive, se recusa a abrir até mesmo com um simples "Modo desenvolvedor" ativo. Esses apps dificilmente rodam (se rodam) em um sistema operacional "não sancionado" pelas corporações e governos; obviamente, justificam, é Para Sua Segurança™! Exigem Play Integrity, Google Play Services (microG nem sempre funciona para contornar isso), além de telemetria, permissões invasivas ("Ativar proteção de chamadas, sim ou agora não?", escanear dispositivos próximos, permitir acesso à fotos na galeria potencialmente íntimas, permitir acesso à câmera pra reconhecimento facial que nem sempre funciona, etc).

Dado que muitas vezes usamos um smartphone porque somos obrigados por regras sociais absurdas (alguns exemplos: a empresa onde a pessoa trabalha exige conta em um banco específico, que por sua vez exige um token que por sua vez exige o app, que por sua vez exige o Android ou iOS; ter um carro e/ou CNH exige o app Carteira Digital de Trânsito que exige Android ou iOS; assinar carteira de trabalho exige o app Carteira de Trabalho Digital que por sua vez exige Android ou iOS; determinadas coisas de atendimento médico exigem o cartão SUS que por sua vez exige o app MeuSUS que por sua vez exige o Gov.br que por sua vez exige o Android ou iOS), já que, não fosse isso, um computador daria totalmente conta do recado (afinal, como fazíamos coisas digitalmente entre meados dos anos 90 e 2005, quando do lançamento do primeiro "smartphone"?), acabamos soterrados pela exigência social de usar um "smartphone socialmente sancionado", ou enfrentamos ostracismo social e desemprego.

Com essa nova lei (que é uma fotocópia de lei estadunidense, como muita coisa que o Brasil copia dos EUA) que explicitamente requer todos os sistemas operacionais (incluindo Linux e até mesmo sistemas operacionais nichados como illumos ou sistemas operacionais embarcados RTOSes) validar idade da pessoa usuária "vedada a autodeclaração" (portanto, Brasília implicitamente está exigindo absurdos como reconhecimento facial via CLI de um container no Docker ou upload de foto de CPF por RS232 na instalação de um RTOS; algumas distros Linux já estão debatendo sobre como implementar um mecanismo de age bracket), a tendência é que até mesmo os sistemas mais abertos possíveis (tipo um GNU Hurd) vão se fechar ou se tornar crimes. E isso afeta GrapheneOS, /e/OS, LibremOS, OpenHarmony (Huawei), entre outros.

@QueenHawlSera Warning: long and verbose reply ahead.

If my computer's power supply was on the fritz and stopped working for a second yet my computer remained just as functional as ever during the few moments the PSU wasn't working. I'd consider that an oddity. I wouldn't say "Oh the PSU still kinda works, the fact that it completely tapped out for a solid three-minutes yet my PC stayed on is not weird at all."

While this exact scenario is highly unlikely to happen for a computer, the phenomenon behind it happens with many electronic devices (e.g. USB chargers) and it's well-known in electronics. I'm not an electric/electronic engineer (I tinkered with electronics but I'm just a DevOps), but I'll try to explain it below.

In a nutshell, electricity isn't just "inside" the wire: a field emanates around it due to the flow of electricity, the electromagnetic (EM) field. A wire conducting electricity will emanate an EM field, while the EM field can be absorbed by a wire, inducing a current through it.

This is how, for example, voltage transformers work: there are two coils (spiralling wire), labelled primary and secondary, electrically insulated from each other and wrapped around a ferromagnetic piece (the iron core). As alternate-current electricity goes back and forth through the primary coil, an EM field is emanated, which is then "chanelled" by the ferromagnetic piece to the secondary coil, where the EM field will induce another alternated current.

A "similar" thing happens inside DC (direct current) motors and loudspeakers: there's a coil around a permanent magnet, and the coil gets repelled or attracted by the magnet whenever a current passes through the coil, depending on the electric current's direction/flow (Right-Hand Rule), and this happens because the flow of electricity makes the coil to emanate an EM field, roughly speaking.

Inductors, a type of electronic component, will emanate EM fields, and they will absorb their own EM field back when current stops flowing through them, and that's the principle behind LC oscillators. Similarly, capacitors can hold plenty of charge because they're roughly "fast batteries", and that's why people were advised not to disassemble CRT televisions, because their capacitors used to hold high-voltage even after a long period of being unplugged... Similar risks and advices are found for UPSes and computer PSUs as well.

Why am I explaining this? See, powering off a device isn't something instantaneous, it takes time before all capacitors get depleted by the circuit and before all EM fields disappear. Energy can't be created nor destroyed (Lavoisier's Law of Conservation), so it must be transformed, and it's often a gradual transformation, sometimes taking a few nanosseconds, sometimes taking hours to weeks (gigantic industrial apparata).

As I said initially, a PC is highly unlikely to hold enough charge to continue functioning after being cut from its main source of electricity, but it will have some charge for up to a couple of seconds due to dozens-to-hundreds of capacitors and inductors across the circuitry, as well as the EM fields emanated from its DC motors (coolers / computer fans, HDD spindle for computers with mechanical HDDs).

I'm probably digressing and ackchuallying in my explanation, but the phenomenon you described does have a fundamentum.

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As for NDEs, while I personally believe in a "metaphysical realm" through syncretic spiritual concepts (Luciferian, Gnostic, "Thanathoeism" and "Lilitheism"), I've been leaning towards a Cosmicist Pessimistic/Nihilistic Apatheism lately: not Atheism, but "Apatheism", when the existence of deities, even when believed, doesn't really matter. I've been leaning towards the rationality and scientific explanation lately, even though I still hold some beliefs deep inside.

Deep down, I personally want to think there's nothing but ultimate darkness and nothingness after the bittersweet kiss of Death's dark-red lips, I personally want to believe in non-existence and annihilation after the last synaptic activity from my biological brain, even though I sometimes feel (and fear) that my consciousness might linger for a bit against my own will. Because "energy can't be created nor destroyed, so it must be transformed, and it takes time", and synaptic activity and biochemical reactions, from which sentience and consciousness emerges, are energy (electrical and chemical, respectively).

Couple this with concepts like Quantum Superposition, Quantum Entanglement, Heisenberg's Uncertainty Principle, and you end up with a fairly creepy uncertainty on whether a dead brain is definitely gone or if there are some "reverberation" from its past synaptic activity across the spacetime continuum, just like we can still hear the echoes of Big Bang nowadays, just like many stars we see on the night sky are just their ghosts from celestial bodies that are long gone.

@diemartin @Gork More like +7 777 666-7777 (S-O-S).

Useless trivia of mine: in non-smart phones (e.g. early Nokia phones), the numerical sequence you mentioned translates to " ,tyu.xw,wpajd" using their keypad (I would say "T9", but "T9" refers to the prediction algorithm imbued in these phones, which is different from individually pressing a given key number multiple times to yield a given letter e.g. twice the 2 for "B" or thrice the 5 for "L"). It's a funny keypad to type in.

@technocrit While I agree with the main point that "AI/LLMs has/have no agency", I must be the boring, ackchyually person who points out and remembers some nerdy things.

tl;dr: indeed, AIs and LLMs aren't intelligent... we aren't so intelligent as we think we are, either, because we hold no "exclusivity" of intelligence among biosphere (corvids, dolphins, etc) and because there's no such thing as non-deterministic "intelligence". We're just biologically compelled to think that we can think and we're the only ones to think, and this is just anthropocentric and naive from us (yeah, me included).

If you have the patience to read a long and quite verbose text, it's below. If you don't, well, no problems, just stick to my tl;dr above.

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First and foremost, everything is ruled by physics. Deep down, everything is just energy and matter (the former of which, to quote the famous Einstein equation e = mc, is energy as well), and this inexorably includes living beings.

Bodies, flesh, brains, nerves and other biological parts, they're not so different from a computer case, CPUs/NPUs/TPUs, cables and other computer parts: to quote Sagan, it's all "made of star stuff", it's all a bunch of quarks and other elementary particles clumped together and forming subatomic particles forming atoms forming molecules forming everything we know, including our very selves...

Everything is compelled to follow the same laws of physics, everything is subjected to the same cosmic principles, everything is subjected to the same fundamental forces, everything is subjected to the same entropy, everything decays and ends (and this comment is just a reminder, a cosmic-wide Memento mori).

It's bleak, but this is the cosmic reality: cosmos is simply indifferent to all existence, and we're essentially no different than our fancy "tools", be it the wheel, the hammer, the steam engine, the Voyager twins or the modern dystopian electronic devices crafted to follow pieces of logical instructions, some of which were labelled by developers as "Markov Chains" and "Artificial Neural Networks".

Then, there's also the human non-exclusivity among the biosphere: corvids (especially Corvus moneduloides, the New Caleidonian crow) are scientifically known for their intelligence, so are dolphins, chimpanzees and many other eukaryotas. Humans love to think we're exclusive in that regard, but we're not, we're just fooling ourselves!

IMHO, every time we try to argue "there's no intelligence beyond humans", it's highly anthropocentric and quite biased/bigoted against the countless other species that currently exist on Earth (and possibly beyond this Pale Blue Dot as well). We humans often forgot how we are species ourselves (taxonomically classified as "Homo sapiens"). We tend to carry on our biological existences as if we were some kind of "deities" or "extraterrestrials" among a "primitive, wild life".

Furthermore, I can point out the myriad of philosophical points, such as the philosophical point raised by the mere mention of "senses" ("Because it’s bodiless. It has no senses, ..."): "my senses deceive me" is the starting point for Cartesian (René Descartes) doubt. While Descarte's conclusion, "Cogito ergo sum", is highly anthropocentric, it's often ignored or forgotten by those who hold anthropocentric views on intelligence, as people often ground the seemingly "exclusive" nature of human intelligence on the ability to "feel".

Many other philosophical musings deserve to be mentioned as well: lack of free will (stemming from the very fact that we were unable to choose our own births), the nature of "evil" (both the Hobbesian line regarding "human evilness" and the Epicurean paradox regarding "metaphysical evilness"), the social compliance (I must point out to documentaries from Derren Brown on this subject), the inevitability of Death, among other deep topics.

All deep principles and ideas converging, IMHO, into the same bleak reality, one where we (supposedly "soul-bearing beings") are no different from a "souless" machine, because we're both part of an emergent phenomena (Ordo ab chao, the (apparent) order out of chaos) that has been taking place for Æons (billions of years and beyond, since the dawn of time itself).

Yeah, I know how unpopular this worldview can be and how downvoted this comment will probably get. Still I don't care: someone who gazed into the abyss must remember how the abyss always gazes us, even those of us who didn't dare to gaze into the abyss yet.

I'm someone compelled by my very neurodivergent nature to remember how we humans are just another fleeting arrangement of interconnected subsystems known as "biological organism", one of which "managed" to throw stuff beyond the atmosphere (spacecrafts) while still unable to understand ourselves. We're biologically programmed, just like the other living beings, to "fear Death", even though our very cells are programmed to terminate on a regular basis (apoptosis) and we're are subjected to the inexorable chronological falling towards "cosmic chaos" (entropy, as defined, "as time passes, the degree of disorder increases irreversibly").

@gerryflap @bytesonbike

many men are reluctant to make that step

Sometimes it's not the patient to blame. I made the step, countless times since my childhood... I sought help... Result? Got several, diverging diagnostics, several medications that didn't work, until the most recent psychiatrist and psychologist some months ago: the psychiatrist said I got "nothing" (even when I had a fresh cut on my wrist) and the second "struggled to find any complaints from me". So I simply gave up on seeking medical care (and "care" in general, human or whatnot). I don't use AI for therapy because, as a former programmer, I'm deeply aware of their underlying Markov chain and NN algorithms, but sometimes their probabilistic outputs lead me to insights I couldn't get from any living Homo sapiens beings (such as the possibility that I have "Geschwind Syndrome", a condition of which will probably stay undiagnosed).

@MazonnaCara89 @Excrubulent I'm unable to reply your reply directly (for some reason, the Friendica instance I use can't see the Lemmy instance you're in; I'm suspecting it's because Solarpunk instance uses Anubis CAPTCHA and Friendica could be operating in a different manner from how Lemmy operates hence triggering Anubis for a server-to-server communication, but I'm not sure).

I'm replying through this reply to my reply.

Facebook has had a strategy for a long time of monopolising the internet of countries that previously had very little internet. They essentially subsidise internet infrastructure and make that subsidy dependent on facebook being a central part of the network.


Exactly. And many carrier operators over here (Tim, Claro, Vivo) offer "rate-less access" (i.e. won't count as consumed bytes) to Facebook, WhatsApp, among other mainstream platforms (sometimes TikTok).
Also, there are "Captive portals" (web-based Wi-Fi authentication for passwordless Wi-Fi networks) from many "free Wi-Fi hotspots" out there which uses "Facebook login" as a means of getting accessing to their "free Wi-Fi". Facebook (and, by extension, Meta and its platforms) is deeply ingrained into Brazilian's daily lives and I'm frequently told to "have a Facebook profile" for me, it's deeply annoying.

They obviously have found ways to inveigle themselves into key infrastructure in lots of places, even if they couldn’t build it in from the ground up.


Exactly!


@joel_feila:

jesus that some dystopian shit


Yeah... it's a deeply boring dystopian world. The world has been indistinguishable from Cyberpunk.

@Fletcher Not only it is a golden mine for scrappers (AI-purposed or whatnot), but even deleted things from fediverse (and, by extension, Lemmy) continue to appear out there (e.g. Google Search), be it through federated instances, be it through direct scrapping.

I feel like a personal example of that: I deleted my Lemmy account. Still, many of my content still linger on Google and other search engines through instances I never saw before.

However, it's not because fediverse is open: it's because of how Web (or, at least, Clearnet) works. If someone can access it, it can become available for others to access. When even DRM-protected, pay-walled content still ends up being openly accessible somewhere, it's no surprise fediverse content can, too. Everything done on Clearnet will end up on many places simultaneously, lasting any deletion: Internet Archive is a common place to find digital ghosts.

While it seems ominous, it is thanks for this very nature that many important and/or useful content can still be accessed (e.g. certain scientific papers and studies that were politically removed by a government, certain old/ancient games that fell into corporate/market oblivion, certain books from long-gone publishers).

To quote Cory Doctorow: "Scraping against the wishes of the scraped is good, actually". The problem isn't scrapping, but the intentions behind who use the scraped content, particularly if such a "who" is a corporation (such as Google and Microsoft).

Problem is: to the eyes of a webmaster, well-intentioned scraping isn't distinguishable from corporate scrapping. They're all broad GETs (i.e. akin to the "all the things" meme), perhaps differing in scale, distribution and frequency, but broad GETs nonetheless. People have been setting up Anubis (the libre PoW CAPTCHA solution) or CloudFlare (the MitM corporation) to avoid AI-crawling, but they're also becoming prone to oblivion when, say, their servers ends up disappearing forever one day, taking all their content to the realms of /dev/null: many of which are unique contents, useful contents, gone as no archiving tool (e.g. Internet Archive) could reach them.

IMO, you're not wrong, but scraping isn't wrong per se, either.

@otacon239 I didn't know about the movie Waking Life, thanks for mentioning and recommending it! I just read about it (both on Wikipedia and IMDB) and it seems deep and well-written, particularly due to its references to "hard determinism". I'll try to watch it eventually (it's been a while since I've watched a movie, I've been leaning toward textual works).