started reading O Som do Rugido da Onça
Não há mistério nessa história. Desde o início sabemos que as crianças morreram. Sabemos quem as matou: os patógenos europeus contra os quais elas não tinham defesa. Talvez de quem é a voz que nos conta a história, que se esforça para usar a nossa língua e o nosso jeito de narrar, até o ponto em que presente e passado se encontram, lendas indígenas substituem o relato. É muito fácil se apegar à menina. Eu fiquei esperando que a onça viesse ao seu socorrê-la e veio mesmo, mas não do jeito que nossa visão de mundo esperava. Nossa, nós, sociedade moderna, urbana, ocidentalizada, colonizada, desconectada da natureza, incapaz de ouvir os rios ou ver as almas dos parentes e ancestrais.
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O Som do Rugido da Onça 100%
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finished reading O Som do Rugido da Onça 🌕🌕🌕🌕🌕
finished reading Escrevo seu nome no arroz 🌕🌕🌕🌕🌑
Caetano Romão tem 29 anos e estreou com um livro de poemas. "Escrevo seu nome" foi seu primeiro romance, escrito em prosa poética e estruturado em capítulos bem curtos.
Seguimos a história de dois irmãos que acabaram de perder a mãe. Eles vivem isolados. O narrador, encarregado das tarefas domésticas, é gago. Simão, o mais velho, adoece gravemente. Enquanto isso, do chão saem vozes que os assombram. É uma história de luto, solidão, silêncio, uma história de amor entre irmãos.
Caetano Romão tem Leitura de fevereiro do Clube de Leitura Escambo Cultural.
finished reading O Aleph 🌕🌕🌕🌕🌕
Uma coleção de contos de realismo fantástico, muitas (mas muitas mesmo) referências eruditas, em uma escrita concisa e tecnicamente impecável. Surpreendentemente, o que à primeira vista parece uma "obra difícil" é bem tranquila. Quanto mais referências o leitor conhecer, masi tranquila (e mais divertida) é a leitura, mas esse não é um requisito obrigatório. Há trechos em que o eu-lírico, que também é Borges, dá uma parada pra tentar se localizar nas referências de história, mitologia e no trabalho com a língua. No conto que nomeia e encerra o livro, o leitor descobre com é que Borges sabe tanto sobre tanta coisa.
Com um Aleph debaixo da escada até eu, até você. O Carlos Argentino não, coitado, mas a gente tiraria de letra.
Leitura de Fevereiro do Clube de Leitura #acronica
finished reading O Aleph 🌕🌕🌕🌕🌕
Uma coleção de contos de realismo fantástico, muitas (mas muitas mesmo) referências eruditas, em uma escrita concisa e tecnicamente impecável. Surpreendentemente, o que à primeira vista parece uma "obra difícil" é bem tranquila. Quanto mais referências o leitor conhecer, masi tranquila (e mais divertida) é a leitura, mas esse não é um requisito obrigatório. Há trechos em que o eu-lírico, que também é Borges, dá uma parada pra tentar se localizar nas referências de história, mitologia e no trabalho com a língua. No conto que nomeia e encerra o livro, o leitor descobre com é que Borges sabe tanto sobre tanta coisa.
Com um Aleph debaixo da escada até eu, até você. O Carlos Argentino não, coitado, mas a gente tiraria de letra.
Leitura de Fevereiro do Clube de Leitura #acronica
#acronica O livro começa com o sensacional O imortal. Depois veio O morto. Não é continuação, mas não me pareceu ser por acaso os dois em sequência. Foi só na volta ao sumário que percebi a graça nos títulos. Já Os Teólogos, me permita usar uma metáfora visual, é como assistir de pé na pontinha da arrebentação o espetáculo do mar em ressaca. Estou encantada, hipnotizada mas não sou capaz de tirar os pés do raso sob o risco de ser engolfada e chacoalhada. Terei que voltar a esse livro algumas vezes.
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O Aleph 23
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Caetano Romão tem 29 anos e estreou com um livro de poemas. "Escrevo seu nome" foi seu primeiro romance, escrito em prosa poética e estruturado em capítulos bem curtos.
Seguimos a história de dois irmãos que acabaram de perder a mãe. Eles vivem isolados. O narrador, encarregado das tarefas domésticas, é gago. Simão, o mais velho, adoece gravemente. Enquanto isso, do chão saem vozes que os assombram. É uma história de luto, solidão, silêncio, uma história de amor entre irmãos.
Caetano Romão tem Leitura de fevereiro do Clube de Leitura Escambo Cultural.