Apesar de não ser grande fã da arte de Jahnoy Lindsay — cuja estética me soa simplória e derivativa —, a cadência do roteiro de Al Ewing acerta bem ao sustentar um tom paciente e misterioso. O suspense construído aqui contrasta bastante com a exposição quase "alfrediana" de Absolute Batman #1, o que se torna até irônico se considerarmos que, por lá, a arte dá um banho nas duas edições reunidas aqui.
Sei lá, ver gibis de super-herói emulando idiossincrasias orientais ainda me parece um tanto estranho. Até as onomatopeias de Nick Dragotta — aparentemente mais artesanais — estimulam mais o olhar do que os burocráticos "ting ting" e "blam blam" da narrativa de Lindsay.
Ainda assim, o fiapo de suspense apresentado me fisgou. Admito: terminei a leitura bastante curioso e ansioso pelo que vem a seguir.

Feliz aniversário para mim!