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Vocês devem ter visto o caso da Amanda, a mulher de 37 anos que aplicou o mesmo golpe em um terço dos estados do país: se fingir de criança/pré-adolescente vítima de abusos do pai bruxo, que por alguma razão a fazia engolir agulhas e dava hormônios à filha.

Pois bem, não duvido que na última performance, a de Santa Catarina com uma família evangélica, ela tenha de fato endoidado (pra muito além do que todos endoidamos), afinal a descoberta do golpe foi 100% provocada por ela, que passou a ameaçar a "mãe" exigindo não ficar sozinha.

O advogado dela conseguiu emplacar a tese da insanidade, mas pra mim esse foco na Amanda não devia tirar o foco numa família que manteve uma pessoa (entendendo ser uma criança) por 14 meses sem levar em um médico sequer, sem levar em um posto de vacinação, sem matricular em uma escola, sem regularizar registros e a própria condição na família. Sequestro emocional não justifica o que essa família fez.