
MinIO, então,
revelou-se outra empresa californiana que mantinha um modelo híbrido de licenciamento do software que desenvolvia e, na capitania do navio com uma extensa comunidade embarcada, resolveu abandoná-lo, voltando-se ao desenvolvimento de software totalmente privativo de liberdade. Pior, consta que fez isso para pular com os dois pés no inafundável supertransatlântico da dita inteligência artificial...

Qual será a próxima? Desconfiemos de todo projeto com esse modelo híbrido "Community Edition" altamente
merdificável. Tentemos focar no
software livre e não nos deixemos enganar pela conversa corporativa do chamado
código aberto enquanto convém.
Felizmente, o que foi desenvolvido até então está publicado sob
#AGPLv3, algo que, por nos conceder as quatro liberdades essenciais para isso, garante à comunidade que qualquer parte interessada assuma a liderança do projeto para tirar o barco da deriva, digo, continuar seu desenvolvimento como derivado. Parece até que isso
já começou. Contudo, como há
outros projetos mais ativos com propósitos semelhantes, não há certeza de que seu desenvolvimento continuará.
A notícia já é antiga, de meses atrás, mas tomei ciência apenas hoje. A primeira vez que tive contato com esse programa e o utilizei foi muito recentemente, ao implantar meu servidor
#EntePhotos, de cuja documentação MinIO faz parte como armazenamento local. Agora vai ter que ficar assim, na última versão lançada, ao menos por algum tempo. Estava cogitando usar MinIO para mais funções, mas vou deixá-lo apenas para o armazenamento de objetos locais do Ente mesmo. Já devia ter usado
algum outro sistema de armazenamento com API compatível com S3. Não é interessante começar algo com um componente importante já descontinuado. Lembrete a mim mesmo: mais atenção a dependências, na próxima vez!
#MinIO #selfhosting #softwareLivre #blambers