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Relatórios indicam que a polícia recomendou a apresentação de acusações contra o Presidente da Câmara de Budapeste e os organizadores da Marcha do Orgulho LGBT+ deste ano.
Gergely Karácsony, declarou o evento um evento municipal para contornar a deliberação de Viktor Orban, mas agora pode ser levar com uma pena até um ano de prisão se for acusado e condenado sob a nova Lei de Assembleias da Hungria.
Presidente da Câmara de Budapeste desafia lei anti-LGBTQ+ e confirma Marcha do Orgulho oficialmente - Dezanove
Em plena ofensiva legal contra os direitos LGBTQ+ na Hungria, Budapeste levanta a bandeira da liberdade: a cidade vai oficializar a Marcha do Orgulho como evento municipal, desafiando directamente o governo de Viktor Orbán. O presidente da Câmara de Budapeste, Gergely Karácsony, anunciou nesta segunda-feira, 16 de junho, que a Marcha do Orgulho LGBTQ+ será realizada no próximo dia 28 como um evento municipal oficial. A iniciativa surge como uma resposta directa à recente lei sancionada pelo presidente da Hungria, Tomas Sulyok, e primeiro-ministro Viktor Orbán, que proíbe manifestações queer sob o argumento de que seriam prejudiciais às crianças. Este ano, a Budapest Pride celebra a sua 30.ª edição e, apesar da repressão legal, os organizadores confirmaram a realização do evento. Para Karácsony, a capital húngara não será cúmplice do autoritarismo: “Nesta cidade, não existem cidadãos de primeira ou segunda classe. Só podemos ser livres juntos. Nem a liberdade, nem o amor podem ser proibidos — e o Budapest Pride também não.” Ao enquadrar a marcha como uma celebração municipal da liberdade, o presidente reforça que não serão necessárias autorizações das autoridades nacionais, contornando a nova legislação de proibição da marcha do orgulho, que permite inclusive o uso de câmaras de reconhecimento facial para identificar e multar participantes — com penalizações que podem chegar aos 200 mil florins (cerca de 502 euros). Karácsony criticou abertamente a lei e reforçou o seu compromisso com os direitos humanos, antecipando que esta poderá ser a maior marcha de sempre: “Budapeste é a cidade da liberdade. Vai haver Orgulho.” Em comunicado, os organizadores da marcha reforçaram a sua posição: “Isto não é protecção infantil, é fascismo. É um novo nível de repressão quando apenas os apoiantes do governo podem marchar pelas ruas.” Afirmam ainda que o movimento continuará a lutar não apenas pelos direitos LGBTQ+, mas pela liberdade de expressão de todos os húngaros, garantindo que “não deixarão que as futuras gerações cresçam num país assim”. Enquanto o governo de Orbán tenta silenciar vozes críticas e apagar identidades, Budapeste reafirma o seu papel como bastião da liberdade e da inclusão. Neste 28 de Junho, a capital húngara não será apenas o palco de uma marcha — será o símbolo vivo de resistência. Mais de 70 eurodeputados, antigos primeiros-ministros da Irlanda e Luxemburgo, presidentes de câmara, políticos e activistas de direitos humanos de mais de 30 países irão participar e marchar na 30ª edição do Budapest Pride, incluindo Hadja Lahbib, Comissária para a Igualdade da Comissão Europeia. Partilha esta história e apoia a liberdade onde quer que ela seja ameaçada. Porque onde o amor é proibido, todos perdemos. Foto: https://depositphotos.com/pt/ Fonte: Público, Diário de Notícias Sara Gonçalves