Reflexões Desvairadas

@tiodobira
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Perfil de Rudi Garrido, dedicado a comentários da cachola, ou simplesmente não fazer nada, só olhar os outros.
Gosto de música, Brasil, macumba, tecnologia e socialismo.
Torço muito pela vida do Bolsonaro, pra que ele possa, ao longo dos próximos 27 anos, ver a derrota dos seus sucessores em todas as eleições, até que a extrema direita atrofie completamente e ele possa morrer no completo ostracismo.
Good news everybody!
de despreocupados com seu futuro nas artes, tocando seu pandeiro feliz e serelepe. Confesso que não liguei o som do celular para não arriscar ouvir um Caetano ou pior, algum nepo baby impulsionado pela nata da inteligentsia cultural da Gávea. Mas vê-la saltitante batucando seu pandeiro me deu orgulho e agora me pego pensando o quanto essa batucada não nasceu aqui nessa pista, molhada de cerveja e bêbada de esperança de uma boa semana.
A roda de samba imprime marcas que nunca sabemos muito bem quanto tempo vão durar, ou mesmo de que maneira vão persistir: hoje vi um stories de uma ex-aluna querida comemorando seu aniversário tocando um pandeiro num amontoado delicioso de gente. Ela, cria do BNH de Paracambi, tá metida com uma gangue perigosíssima: universitários do ramo das Artes Cênicas, e o pior, da zona sul do Rio de Janeiro. Então lá estava ela, no meio de um cenário da boemia carioca, cercada de jovens com cara...
Nem tudo é lascívia e devassidão, para a decepção do meu leitor. O rebolado de algumas voluptuosas mulheres convive lado a lado com a vovó que segura as mãozinhas da netinha para ensaiar alguns passos de samba. O microfone principal da roda de samba vai generosamente captando as vozes de todos em volta, incluindo as crianças, construindo um momento de grande felicidade compartilhada entre diferentes nem tão diferentes assim.
Das famílias saídas dos cultos, crianças não supervisionadas da vizinhança, cornos, gente de bem e toda sorte de desocupados e entesados, juntam-se uma centena de seres humanos para desfrutar do lazer etílico e musical que inferniza a vida pacata das casas que insistem em não aderir ao furdunço.
Era 4o latão? Agora já perdi a conta, então aguenta o seu cronista de boteco favorito: a força deprimente do fantástico, aquela que lembra o(a) trabalhador(a) brasileiro(a) que lá vem a segunda-feira, não chega no BNH de Paracambi. Diferente de sábado, dia oficial do lazer e da vagabundagem, mas vazios de não juntarem nem cachorros de rua, os domingos na pista são quentes.
Criticando os projetos políticos alheios. Mermão, teve um dia que eu tava na fila do inferninho enchendo a cara e puxei assunto com moleque aleatório e do neida o papo acaba na política. Vtnc quem acha que brasileiro não gosta de política e quem acha que política não se discute. Não se discute com fascista (não por purismo, mas pq não tem assunto mesmo), mas política é assunto popular!
Segura que eu tô no 4o latão: a extrema direita consegue tanta penetração (lá ele!) na sociedade pela fé na política. Enquanto fascistas cheirosos que comem de garfo e faca ficam por aí nos jornalões demonizando a atividade política, enaltecendo a "técnica, gestão, competência etc" e dão com os burros n'água, um Dudu Pokapika da vida tá nadando de braçada fazendo suas análises (tresloucadas, não valem nada, mas é assunto pra outra publicação) com base na política, nas ações de políticos e...

Fetiche de violência, teu nome é Rio de Janeiro da direita.

Que desgosto conviver com gente que apoia (mesmo que torcendo o nariz, como se isso as fizesse mais limpinhas) uma megaoperação pra "deixar corpo no chão". Assistam Tropa de Elite 2 até o final, seus burros!!!

Carbono Oculto >>>>>> essa porra aí com um nome merda que eu já esqueci, contenção compressão, pirocão sei lá.