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Fortaleza, BR.
#fotododia Esse dia foi muito bom. Tínhamos ido para a região da Torre de Belém, pois estava tendo um festival de música que eu esqueci o nome. Todo mundo sentadinho na grama curtindo o sol. Lembro que eu fui numa barraquinha de cachorro quente. Foi bom. Voltamos de trem no pôr-do-sol. Memórias.
Pensei em começar uma série de fotos com tag #fotododia. Essa é de 2019, em viagem à Holanda. Foi tirada no meu antigo Xiaomi A2 Lite. Estava caminhando na Spiegelgracht, entre aqueles famosos canais. Foi uma viagem muito boa, embora tenha passado bastante raiva com questões outras. Quero voltar. Amsterdam sempre é inesquecível.
Atenta a todos os detalhes em todos os momentos. ✨️
Jogando um dos meus clássicos favoritos.
sdd portugal
A trend mais bonita até agora. ❤️🐈
Estava delicioso. 😘
Nunca tinha lido Nélida Piñon. Comecei com Livro das Horas. Que pancada. Extraio aqui a passagem que mais me chocou. Nélida e Clarice eram amigas.

“Havia muito Clarice manifestava interesse pelo Novo Testamento, sobretudo pela pessoa do Cristo, um advento em sua vida. Parecia-nos que Jesus teria condições de salvar os homens. E, em certa ocasião, discorrendo sobre o cristianismo, ela confessou que, se não fora judia, escolheria ser cristã.

Na década de 60, presenteou-me com um quadro intitulado Madeira Feita Cruz, que pintou em homenagem a romance meu datado de 1963. Na tela, três figuras penduradas na cruz, com Cristo ao centro, ladeado pelos dois ladrões. Comoveu-me o gesto, de que ela tratou de reduzir importância. Éramos ambas cerimoniosas, mas com contínuas provas de afeto.

Tenho-o em minha casa e a pintura esmaeceu com os anos. Ao passar por ele no corredor, entristeço-me com sua morte. Clarice me faz falta, dói-me falar nela. Sua amizade me fez crescer.”
Coimbra do meu coração. Voltarei em breve! 🇵🇹
Lá estava ela: altiva, serena, envolta em sua preguiça majestosa, como se o tempo lhe pertencesse e não o contrário. A gata, com o corpo desenhando um arco quase geométrico, esticava-se com a gravidade de quem compreende que a existência, longe de ser uma corrida, é uma arte de movimentos lentos e precisos. Suas patas, lançadas à frente, pareciam desejar alcançar o infinito, enquanto os olhos entreabertos denunciavam uma indecisão felina: conquistar o mundo ou entregar-se, mais uma vez, ao doce abraço do sono?

Talvez fosse esse o mais sutil de seus ensinamentos, uma lição proferida no silêncio de sua presença. Havia uma elegância quase filosófica em cada gesto despretensioso, um convite à contemplação da simplicidade: o despertar calmo de um novo dia, sem pressa, sem estardalhaço, com a segurança de que o sol, fiel em sua tarefa, sempre regressa ao céu. Ao fim, cada espreguiçar não era mais que uma celebração silenciosa do viver, um tributo discreto à eterna dança entre o descanso e a ação.