portuguese/brazilian.
Survivalism Analyst.
Analogic Nomad
https://ophdeuohl.blogspot.com/
Ser persistente inclui pausa para o café / Being persistent includes coffee break
| Literatura | |
| Música | |
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"Não tive sensação de ser meu próprio chefe"
"Antes de ser procurador, ele já havia sido advogado e auditor fiscal do trabalho. Mas sentiu que faltava uma peça para se aprofundar na discussão sobre os trabalhadores de aplicativo: viver o cotidiano de um motorista de aplicativo."
Ilan Fonseca tirou licença do Ministério Público do Trabalho para fazer 350 corridas como motorista do aplicativo e diz que subordinação do motorista à plataforma 'é muito mais intensa do que a gente imagina'. Uber afirma que 'não exerce controle sobre os motoristas, que escolhem quando e como usar a tecnologia da empresa'.
#ElonMusk
Luís Felipe Miguel on Facebook
Elon Musk decided to attack. He is threatening to no attend to Brazilian justice decisions regarding Twitter (which only he calls "x").
He says he will lose money but “principles” are more important.
We pretend to believe. Like the other voices of the far right of which Musk has become Corifeu, there is a lot of conversation about principles, but looking a little about the real motivation: money.
Journalist Luís Nassif joined the dots. The Lemann Foundation agents in MEC set up a notice on the computerization of schools with random requirements that only Starlink, by Musk, could meet.
Lemann, the Americanas stores and leader looter, as Nassif said of a curious group of billionaires who come in "only with nominations, not money," is interested in doing business with Musk. So the pleasing.
But the scheme leaked and MEC rectified the announcement, eliminating the prank that benefited Starlink. That's why Musk is angry and decided to retaliate.
The only question is whether the attacks were combined with the bolsonarism or whether (which is more likely) the billionaire decided it on his own, knowing that the far right would accompany the noise.
Musk's reaction is one of the risks generated by the fact that monopolistic, private, foreign and profitable organizations have become the great arena in which public debate occurs.
The billionaire born in South Africa is a uniqueness for his disorderly manner and spoiled child modes. Intoxicated, joins business meetings, responds tweets with poop emojis, is adept of bravado, traumatizes his children by baptizing them bizarrely (“x æ a-12”, “Exa Dark Sideræl”, “Techno Mechanicus Tau”) . But Mark Zuckerberg and Larry Page, to name only two examples, are equally predatory and harmful to democracy.
Sociodigital platforms are mass behavior modulation experiments. The consequences in terms of the quality of the public debate.
#ElonMusk
Luís Felipe Miguel no Facebook
Elon Musk decidiu partir para o ataque. Está ameaçando descumprir decisões da justiça brasileira relativas ao Twitter (que só ele chama de “X”).
Diz que vai perder dinheiro mas que “princípios” são mais importantes.
A gente finge que acredita. Como as outras vozes da extrema-direita da qual Musk se tornou corifeu, há muita conversa sobre princípios, mas procurando um pouco se acha a motivação real: grana.
O jornalista Luís Nassif juntou os pontos. Os agentes da Fundação Lemann no MEC montaram um edital relativo à informatização das escolas com exigências aleatórias que só a Starlink, de Musk, poderia atender.
Lemann, o saqueador das Lojas Americanas e líder, como disse Nassif, de um curioso grupo de bilionários que entram “apenas com indicações, não com dinheiro”, está interessado em fazer negócios com Musk. Por isso o agrado.
Mas o esquema vazou e o MEC retificou o edital, eliminando a pegadinha que beneficiava a Starlink. Por isso Musk está bravo e resolveu revidar.
A única dúvida é se os ataques foram combinados com o bolsonarismo ou se (o que é mais provável) o bilionário decidiu por conta própria sabendo que a extrema-direita local acompanharia de ouvido.
A reação de Musk é mais um dos riscos gerados pelo fato de que organizações monopolísticas, privadas, estrangeiras e com ânimo de lucro se tornaram a grande arena em que o debate público ocorre.
O bilionário nascido na África do Sul se singulariza por seu jeito destemperado e modos de criança mimada. Participa de reuniões de negócios intoxicado, responde tuítes com emoji de cocô, é adepto de bravatas, traumatiza seus filhos ao batizá-los de forma bizarra (“X Æ A-12”, “Exa Dark Sideræl”, “Techno Mechanicus Tau”). Mas Mark Zuckerberg e Larry Page, para citar apenas dois exemplos, são igualmente predatórios e danosos à democracia.
As plataformas sociodigitais são experimentos de modulação de comportamento em massa. As consequências em termos de qualidade do debate público, segurança e saúde mental (sobretudo de crianças e jovens), sustentabilidade ambiental ou preservação de direitos não importam – o que elas desejam é lucro e poder.
A doutrina liberal da liberdade de expressão, que ainda hoje funda muitas de nossas expectativas, incluía dois pressupostos que hoje estão erodidos.
O primeiro é que seria possível operar como se, em regra, os falantes agissem de boa fé. Isso não é mais sustentável num ambiente de mentiras deslavadas disseminadas em ritmo industrial.
O segundo é que o debate aberto promoveria a vitória das posições mais sólidas, melhor embasadas, com maior aderência à realidade.
Por isso, muito da crítica ao velho sistema da mídia corporativa apontava na direção de ampliar a pluralidade de vozes, a fim de que os diversos interesses sociais disputassem com maior condição de igualdade na esfera pública.
A comunicação guetificada das plataformas, com suas “bolhas” independentes, muda por completo a situação.
É necessário ter critérios o mais claros possíveis sobre a linha divisória entre conteúdos legítimos e ilegítimos. A solução não é deixar tudo ao arbítrio de Alexandre de Moraes – nem, muito menos, de Musk ou Zuckerberg.
Mas não basta isso. É preciso também regular o funcionamento dos algoritmos e regular o modelo de negócios das plataformas, a fim de reduzir seu império sobre os usuários.
Não é só a mentira que ameaça a democracia. O controle sobre os comportamentos também. Sem cidadãos autônomos, ela não é capaz de sobreviver.