Estou pelo #CablesOfResistance, uma conferência em Berlim que une movimentos e ativistas que lutam em diferentes áreas contra o domínio das Big Tech nas nossas vidas, sociedades, espaço digital e físico.

Irei postar alguns updates e reflexões mediante as sessões que participar ! Acompanhem e opinem :))

Website: https://cableresist.de/index.html

#alttext #fio

A sessão de abertura contou com ativistas dos movimentos:
- Berlin vs Amazon - https://berlinvsamazon.noblogs.org/
- No Tech For Apartheid - https://www.notechforapartheid.com/
- Tesla den Hahn Abdrehen (desligar a torneira à Tesla) - https://t-den-hahn-abdrehen.org/

Um dos pontos discutidos que me deixou a pensar foi como nos podemos organizar para devolver a agência aos trabalhadores de tecnologia para poderem rejeitar trabalhar em projetos que não sejam net negative para a humanidade, seja em termos de fatalidades resultantes, desastres climáticos, ou extrativismo desenfreado.

Tivemos direito a uma definição certeira do termo big tech – que ronda a conferência – fruto duma interjeição do público, e a uma definição mais fácil de comunicar ao público geral: "CEOs que foram à inauguração do Trump".

Na próxima sessão estive a operar a câmera #volunteerduties :p então não consegui seguir tudo como deve de ser, mas foram os dois primeiros keynotes.

No primeiro deu-se uma overview dos big players no espaço de tech e em particular a AI bubble, e a sua importância no ecossistema inteiro. A oradora explicou que soberania digital não é simplesmente encontrar uma empresa europeia que sirva como substituto, mas sim criar uma alternativa em que a vontade popular (seja ela pelo estado ou por outro mecanismo) a governe democraticamente, com o exemplo da Mistral, empresa de AI francesa que o ano passado fechou um acordo milionário com a ASML, e este ano fecha acordos com o exército francês. Fiquei a ponder se será possível aplicar o conceito de federalização à Cloud, parecido ao que aqui temos no Mastodon...

Num ponto final deixou bastante claro que, para termos alternativas a longo prazo, as instituições de administração pública dos estados precisam de se desacoplar das big techs e parceiros.

O segundo keynote foi sobre movimentos sociais. Poupo-vos a seca com a desculpa de que alguém que não deva possa estar a ler + fica o convite para a próxima ;))

Após jantar houve tempo para uma boa conversa, fazer novos amigos, e encontrar pessoas conhecidas inesperadamente. Terminou-se a noite com uma banda composta por cerca de uma dezena de pessoas, quase todas equipadas com um instrumento de sopro distinto, chamada "Ensemble Incroyable", que nos deu muito material para dançar, em forma de covers e medleys aleatórios. Terminou o set com "Killing in the name of" e todes adorámos, obviamente.

Amanhã há mais !