Desejar ou esperar uma vida eterna é para mim apenas uma consequência do desespero diante da finitude. Um desespero em que caem os virtuosos ou não, "bons" ou "maus", os apegados ao mundo em que vivemos ou os que acham este lugar passageiro.
Uma presunção sobre a qual construímos muitas coisas, inclusive nós mesmos. Mas tudo isso vai se perder. Vamos apenas "viver" nas lembranças que conseguirmos imprimir no mundo, nas pessoas ou nas obras; ainda assim, esta também será uma "vida" que vai desaparecer em algum momento.
Muitas vezes acordo em desespero, com vontade de gritar; outras vezes, isso acontece enquanto estou acordado, quando me dou conta dessa finitude... entendo o desespero. Contudo e infelizmente, não sou presunçoso.