Ninguém quer receber auxílio-reclusão. Nenhuma pessoa quer ver o pai, filho ou companheiro preso, envolvido com o crime.

Durante anos, o bolsonarismo e sua máquina de fake news espalharam mentiras e desinformação sobre o que chamam de “auxílio-reclusão”.

Agora, o governo decide embarcar no populismo penal e adotar uma medida que se apresenta como um ataque às facções, mas que, na prática, é um ataque às famílias.

Alguns pontos precisam ser lembrados:

Nenhuma pessoa presa no Brasil recebe auxílio-reclusão. Isso é mentira. O benefício é destinado às famílias dessas pessoas, desde que tenham tido trabalho formal, com contribuição ao INSS por, no mínimo, 24 meses (dois anos).

Em discurso, Lula afirma de forma consciente que essa medida atingirá as famílias das pessoas reclusas.

No fim das contas, sabemos quem serão os principais atingidos: mulheres e crianças de favelas e periferias, pessoas com deficiência e idosos. E também sabemos que isso não terá qualquer impacto real no funcionamento das facções no Brasil.

Para derrotar a extrema direita que organiza a política neofascista, farei campanha e votarei em Lula, mas não posso me calar diante de um ataque tão brutal às famílias que vêm de onde eu vim.

@deborapsol votarei só no segundo turno, o Lula precisa receber um recado claro das urnas.

Se ele conseguir se consolidar já no primeiro turno, não vai ter incentivo nenhum pra abandonar essas políticas de ataque que ignoram a base, e arriscam trazer a extrema direita de volta.

Edit: digo isso como quem fez campanha pra voto útil no primeiro turno em 22, e depois percebi que foi uma estratégia bastante equivocada.