#Influenciadores: "Só na plataforma Influency.me havia mais de 2 milhões cadastrados em 2025—um número que cresceu 64% em relação a 2024.

Isso significa que há 2 milhões de pessoas vivendo de dinheiro que ganham com as #redessociais? Não é bem assim. Pelo contrário: é complicado ganhar dinheiro com internet. Desses no cadastro, só 1,5% declaram ganhar mais de R$ 50 mil por mês. A maioria ganha pouco: 25% diz que recebe R$ 500 e 33% entre R$ 500 e R$ 2.000 mensalmente."

https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/01/08/a-caixa-preta-da-influencia-ser-criador-de-conteudo-da-dinheiro-mesmo.htm

A caixa-preta da influência: ser criador de conteúdo dá dinheiro mesmo?

Kelvin (@kelvinanesii), 20, tinha sonhos que, para muitos, são corriqueiros: ter uma geladeira em casa e comer uma barra de chocolate Milka. O paranaense então resolveu gravar um vídeo e publicar no TikTok. Em poucas horas, viralizou atingindo milhões

UOL
@josemurilo É complicado, pois a glamourização das redes sociais, a ideia de ganhar dinheiro sendo influencer, vende em capsulas a própria idealização do capitalismo per se. A ideia de quem assim como jogador de futebol, assim como na área dos esportes, nas áreas artísticas, vai ter aquele um que vai representar a ascensão social, brilha aos olhos. É a chance vendida em capsulas de que você pode ser aquilo que é normalizado consumir, ser voz ativa, ser "formador de opinião". Isso tem por si uma culpa no próprio país, e não é um problema local, a geração vai jovem chinesa vem buscando também formas de empreender, já que o mercado de trabalho convencional não abriga, não dá conta, não oferece equilibrio entre qualidade de vida e boa remuneração. A saída de que você não precisa entrar na escada de tentar a vida pelos estudos, pois hoje os estudos não garantem mais empregabilidade, rentabilidade, e estabilidade; acaba se tornando isso daí, uma parcela é vendida e leva a acreditar que é fácil viver de tentar ser influencer, em troca da sua privacidade.

@preciousmustard

Os números nos gráficos mostram a ascendência de uma nova classe, que tem impacto na possibilidade de emergência do Fediverso como alternativa às mídias sociais proprietárias. Os #influenciadores vivem em função dos #algoritmos das #BigTechs, e por isso, fazer de conta que o #Fediverso não existe é uma estratégia de sobrevivência.

@josemurilo eu concordo até certo ponto, mas colocaria de outra forma. Penso que, na essência, o influenciador existe porque ele é a contribuição humana para o processo de consumo, a pessoa que, em um mundo cheio de propaganda, orienta a comprar isto ou aquilo. Sem publicidade e sem algoritmos, o fediverso se rege por uma lógica tão diferente que, mais do que ignorância deliberada, a figura do influenciador acaba perdendo o seu sentido. Daí a dificuldade para vários que tentam se dar bem aqui falharem.
@preciousmustard