O Fediverso não é para você

Sério. Cansei de textos mentirosos explicando porque você deveria entrar nessa nova onda. Sejamos francos, o Fediverso não é para você. Nem vem pra cá.

As pessoas abrem o Instagram ou TikTok em busca de conteúdo infinito, entretenimento infinito, produzido por uma minoria que busca público. A dinâmica é muito parecida com a televisão. E é isso que você quer. Por isso não se deu […]

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O Fediverso não é para você – Mas divago…

@masdivago, falaí, tudo bão?

Vi seu texto no imperdível feed do @josemurilo e vim aqui colocar no fediverso os comentários que escrevi lá no blog.

Compreendi o ponto do texto, mas não sei se concordo com algumas premissas.

Primeiro, a de definir que todo mundo que está lá nas mídias sociais das bigtechs quer shows do Lollapalooza... minha tia, minha mãe e meu primo nerd, não querem, só queriam um lugar pra ver e compartilhar fotos da família, mas como todo mundo, foram capturados por um design orientado ao lucro que tenta transformar todas as quermeces de bairro em mini-lollapaloozas monetizadas.
Segundo, a de definir que o fediverso não é algo que pode ser mais amplo, usado por produtores de conteúdo. Justamente pelas características que você apresenta, acho que ele tem uma forma mais ética - e por isso mais interessante, de distribuir/entregar conteúdo... Mas se ele vai ser consumido/acessado/compartilhado, por milhões, não é uma questão de design, é uma questão de escala e interesse.

Eu defendo uma visão do fediverso como uma versão "orgânica" das redes sociais comerciais... Tem características semelhantes, mas sem os agrotóxicos e milhares de conservantes e espessantes.

Acho que ele propõe uma arquitetura diferente, mais saudável e mais resiliente, mas sempre me incomodo quando vejo ele sendo tratado como uma coisa de "nicho", pra "poucos".... (não que você tenha dito isso, mas suas premissas levam um pouco pra essa linha de pensamento).

Justamente pelas qualidades e versatilidade do fediverso, acho que ele pode comportar quermeces de bairro, lollapaloozas e blocos de carnaval... E permitir que as pessoas andem nesses três diferentes tipos de festa, sem pasteurizar tudo em modelo de televisão.

E, não por acaso, tenho pesquisado e trabalhado em formas de fazer com que isso aconteça, em iniciativas como a organica.social, onda.social e farol.app.br

e muito obrigado pelo texto provocador e pela ótima reflexão que me proporcionou